OS QUADROS DA OAB E OUTROS QUADROS!

Mais novidades em MULTIUSO5 ……………………………………

Alguém imaginaria um representante de entidade privada fotografando (com óbvios fins intimidatórios) Auditores da Fazenda, em greve? E servidores do Judiciário realizando apenas as tarefas que os Juízes permitissem, durante as suas paralizações? Não vou perguntar se o fotógrafo oficial da OAB/BA (Ordem dos Advogados do Brasil/BA) fotografaria Magistrados em movimento por salário porque não seria, certamente, produtivo. Mas, por que ele não fotografaria Auditores?

Antes dessa última pergunta, talvez seja oportuna outra: o que o Sindjufe-ba (Sindicato dos Servidores do judiciário Federal/Ba) fez quando, em novembro de 2002, um advogado agrediu fisicamente um servidor, durante as suas atividades formais numa vara trabalhista de Salvador? Bem, esta pergunta foi feita  na época sem, talvez, explicações. Pode ter havido alguma, mas não vi. Se é assim, é possível que não tenhamos por que nos surpreender tanto. Aliás (veja que coincidência) naquele mesmo jornal de abril/2003 este mesmo escrevinhador muitas vezes não consentido fez várias observações. Uma delas foi à nota oficial de março/2003:

Notou no vermelho? E na setinha amarela? Veja-se mais uma vez que, quando se quer e pode, argumenta-se  e até se insiste… Quando se xinga (lembra do E-MAIL ENVIADO AO SR…., não respondido?), desconfie.  Percebeu  que a chefia da entidade (por sinal, a atual) defendeu com unhas e dentes a sua receita, contra a vontade que ela mesma diz manifesta pela categoria? Não teria sido bom que ela tivesse dito que cuidaria bem desses recursos? Gostou do “Do sindicato” (segundo quadrado vermelho)? Ô, o sindicato não é a categoria? Note que, então, mal viramos 2002, ano em que o velho Sintrab deveria ter ficado para trás… De lá para cá, outras figuras estiveram na parada, mas quem discordou ou se opôs ao mandonismo pessoal e/ou à partidarização da entidade (aparelhamento”, no dizer da assembleia geral de 06/12, TRT) precisou sair. O resultado você sabe. Isto é: se é que o famoso Relatório da Auditoria ainda vale (veja EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?) Aliás, você lembra, dos depoimentos do colega Romeu CORDEIRO (veja TEMPERATURA MÁXIMA!!, ILUSÕES PERDIDAS

e MAIS PREJUÍZO: R$ 93.598,70. ATÉ QUANDO?)?

Veja, agora, a observação deste já mal amado  punhescritor (abril/2003):

…Tenhamos em mente, então, o mundo de uma vara trabalhista de Salvador, por exemplo (sobretudo as velhas): é processo! E se a este corre-corre se acrescenta a precariedade, inclusive de método?  Quem paga por isto? A quem mais interessa falar sobre isso? Nós! A Nós e ao cidadão! Admitamos, portanto, que, se não pensamos no todo, além de menos felizes e éticos, nós próprios nos confundiremos com uma categoria de resultado: que só pensa em salário (aliás, desculpem-me, mas aquela nota “Porque é importante contribuir com o Sindicato” merece ser repensada)! A nós, portanto, os nossos espaços de opinião, inclusive os editoriais! A nós, a nossa existência: pouca gente; pouco equipamento; desvio de função estrutural; trabalho individual nem sempre marcado por senso de organicidade (pouca profissionalização); sinais de boa-fé, compromisso e responsabilidade (ética) nem sempre claros; noção de direitos e deveres – que dignifica e desatemoriza – nem sempre sólida (pouca cidadania) … A nós, o nosso olhar!…”

Notou? ”categoria de resultado”, que era como nós de “esquerda” chamávamos os sindicatos comandados por outras correntes (“governistas“, na linguagem da época). Para nós (nobres pregadores de um Estado com “fim social” ), o importante “não” seria o resultado (o ganho, a grana, o enlouquecedor din-din), mas a ideologia, a mudança, a… Vamos falar a verdade? A CONQUISTA DO PODER! Claro que, depois do primeiro mensalão conhecido, a máscara caiu. Mas, note que, mesmo no chão, a pregação (veja MULTIUSO5) continuou útil. O sol não se punha nas varas (trabalhistas antigas, pelo menos), e não eram poucos os chefes valentes! Mas, para os nossos chefes “socialistas”, o importante era a grana que ganhávamos. O resto? Bem o resto é silêncio, para usar um título do bom Érico, de cujas linhas, na verdade, nem me lembro mais (ô bicha broca é a idade!). Viu a sugestão final do Senhores Coordenadores (quadradinho vermelho, cilque na imagem; gostou do tamanho da letra? Bem legível, né? )? Não merecida uma resposta?

Sublinhemos, aliás, que, na mesma edição em que se publicou o  “PORQUE É IMPORTANTE CONTRIBUIR COM O SINDICATO” (é importante, sim; assim como o cuidado!), destacou-se bem mais visível uma CARTA AO LEITOR (na verdade, ao associado). Título: “ CASSAÇÃO JÁ!”:

Note que a matéria se refere a um veículo da “imprensa burguesa”  (veja A ERA LULA- parte 1), onde o velho ACM, em pleno gozo de suas propriedades (uma delas o seu sindicato, o Estado), era denunciado, sem desmentir a acusação! Note-se que se pede rapidez e firmeza do senado e avanço do Estado da Bahia. Notou o XÔ XERETEA (…quem xeretou tem que pagar a conta…)? Completamente de acordo. Mas, que tal o mesmo critério com relação a todos os desfalques? Onde estão os nossos eloquentes líderes de agora e de outrora? Onde foi parar o nosso dinheiro? Aliás, esse “Xo Xereta” não lembra um outro “” muito em voga quando PT&Cia era oposição? No dos outros é refresco, né?

Veja outra coincidência engraçada:

Note no destaque: “…corrupção política… o nosso dinheiro é encarado e tratado como  se fosse do governo. E não é. Se o recurso pago pelo servidor fosse administrado com seriedade…” Ô mundo que dá volta! Completamente de acordo! Aliás, onde estás que não responde, Conselho Fiscal? E tu, Oposição, por que não afrouxas o nó  da gravata?

Legal que, na última assembleia/TRT (06/12), o ar tenha circulado mais  à vontade, como se uma certa lápide tivesse sido puxada e a vida saído (aos pouquinhos) para fora do túmulo. Tudo na mais polida paz, como convém a um bom ar. Foi legal ter visto colegas, sobretudo de outros tribunais, dizerem que não estão interessados em cor política, que o sindicato anda muito partidarizado, aparelhado, etc. Até dizer que se trata de uma categoria de nariz empinado que não merece o aumento se disse, o que, talvez, demonstre um certo descer de salto. Algo estaria mudando? Bem, a bandinha foi um arraso, especialmente quando tocou o hino da Bahia (…somos a turma tricolor/ somos a voz do campeão…). Mas, há muito mais a varrer, e tudo pode ter sido apenas férias, recesso, natal.

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DAQUI PRA DOMINGO e ALMANDRADE

Isso aqui tá meio abandonado, não tá leitor?  Tá. Você sabe que ainda não pude nem levar o carro para o seguro consertar? O pobre tá com um lado da cara todo inchado, coitado. Agora, imagine: venda do apto/Garibaldi (quase concluída), negociação com a construtora para liquidação da poupança do novo, preparativos para a mundança próxima, altos papos para a fabricação de um ou outro tamborete e colocação de uma ou outra tábua na parede (botar um ou outro livro, né?), e a tarde de ontem quase toda perdida!

Fui depor como testemunha na justiça federal, mas as partes não foram.  E o longo e amargo chá de cadeira foi brindado, no final, com a notícia de que, na semana que vem, tem mais…  Isso que é uma vida Paralela, né? Mas, calma, tudo vai voltar ao normal. Daqui pra domingo o texto da semana sai e bonitinho! 

Meu deus, nunca mais um multiuso, né?  Mas, vem. Fique logo com ALMANDRADE:

A ARTE DE ALMANDRADE É TEMA DE EXPOSIÇÃO NA CAIXA CULTURAL SP

Quem é

 Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; “Em Busca da Essência” – mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista “Semiótica” em 1974. Realizou cerca de vinte exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986. Editou os livretos de poesias e/ou trabalhos visuais: “O Sacrifício do Sentido”, “Obscuridades do Riso”, “Poemas”, “Suor Noturno” e Arquitetura de Algodão”. Prêmio Copene de cultura e arte, 1997. Tem trabalhos  em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal de São Paulo.

 Mostra documenta cerca de 40 anos de trabalho do artista plástico baiano

 Entre os dias 03 de dezembro de 2011 e 26 de fevereiro de 2012 estará em exposição na Caixa Cultural SP a mostra “Almandrade – esculturas, objetos, pinturas, desenhos, instalação e poemas visuais”. Esta exposição tem caráter comemorativo e documenta cerca de 40 anos de arte do artista plástico Almandrade. A entrada é franca.Esta exposição é um recorte de mais de três décadas de trabalho do artista, que se compromete com pesquisa. No seu percurso, destaca-se a passagem pelo concretismo e a arte conceitual, o que contribuiu fortemente com a incessante busca de uma linguagem singular, limpa, de vocabulário gráfico sintético. De certa forma, um trabalho que sempre se diferenciou da arte produzida na Bahia.

Depois dos primeiros ensaios figurativos (início da década de 70) e da  Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, pesquisa plástica de Almandrade se encaminhou para o abstracionismo geométrico e para a arte conceitual, onde cabem os seus poemas visuais.

Desenhos em preto-e-branco, objetos, projetos de instalações marcam a sua produção na segunda metade da década de 70, redescobrindo a cor nos 80, quando o escultorpintor se encontram.

 Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

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TUDO PODE DAR CERTO?

28/11

http://www.ecbahia.com/imprensa/noticia.asp?nid=22028

26/11  O senhor de mais de 70 dizia ao jovem porteiro:

“... meu amigo, o Brasil acabou. O Brasil não existe mais! Só tem ladrão! Pra onde vai um país desse? Não vai pra canto nenhum, não…

Eu aguardava o elevador e me lembrei do documentário INTERVALO CLANDESTINO e dos filmes UM JUIZ MUITO LOUCO e O PODEROSO CHEFÃO III  (MULTIUSO 3) .

25/11 Lembro aos visitantes que não é só o multiuso  que não se prende à nossa política local (Sindjufe).  Tudo aqui explora ou busca o barro formador de Gente e Cidadão: Ética, Pensamento, Literatura, Democracia, Arte Este é o nosso propósito, como a coluna de frase à direita deixa ver. Para nós, a ideologia é pensar (veja o blog) e Democracia não é um panfleto.  Atenção: Blog já com várias páginas.  Para ver todas, no fim desta clique em posts mais antigosou veja em artigos, resenhas, poemas/contos, multiuso tudo o que  já foi publicado. E nunca  esqueça de LER DEVIA SER PROIBIDO, da mineira Guiomar Grammont. Ele pode mudar a sua vida.

…………………………..TUDO PODE DAR CERTO?

Pode. Mas, a vida não é de papel. Antes de prosseguir, leitor, dê uma olhadinha em CRIMES E PECADOS (MULTIUSO2), pequeno comentário sobre o emudecedor filme de Wood Allen. Ou melhor: se não deu, dê uma boa olhada no próprio filme (Casa de Cinema; anúncio ao lado). O mínimo que vai lhe acontecer é aumentar o apetite pelo inganjento diretor, que, em TUDO PODE DAR CERTO, mais uma vez pôs ideias, ideais e slogans para brincarem de gato e rato com a realidade. É divertido. A frase completa, na verdade, é no papel somos ideais, mas a vida não é de papel. Em esculachês: no papel somos lindos, mas na vida real… É um brincalhão, sem dúvida. Mas, por que no papel somos tão lindos e, na real, nem tanto? Ou melhor: por que o peixe que vendemos é um, e o que entregamos quase sempre é outro?

A sentença porque a vida não é de papel responde tudo, concorda, leitor? E isso já explica por que o danado do capitalismo, mesmo tão “odiado”, ganhou a parada. Rapidamente: ganhou por quê? Seria porque “o importante é o ‘coletivo’, não o individual (ouvi isso em 19/04/10, na reunião “com o jurídico” do Sindjufe-ba – veja GRILAGEM x APAGÃO MORAL)?  Huuuumm!!!??? Então o indivíduo (concreto) vale menos do que a abstração (coletivo)! KKKKKKKK! Êta mundo que gosta de um ornamento, meu deus!

Na vida real não é assim. Nela, o que conta é o concreto (R$, U$…), concorda, leitor!  Se não, como justificar a galera que, embora “socialista”, não permite, sequer, que outros socialistas os questionem, ou, pior ainda, ao seu poder? É uma galera, aliás, que gosta pouco de voltar ao batente, né? Não é incrível, leitor? Socialistas, socialistas, poder à parte (amigos, amigos, negócios à parte)?  E como entender todo tipo de corrupção, sempre notada quando um tirano cai ou é investigado (vejam-se VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO, STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE), VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS, CISNES SELVAGENS,  A VINGANÇA DE MARX, VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)…)?

Algo não parece mal contado? Pelo sim, pelo não, vejamos o que (SHAKESPEARE, Willian. O MERCADOR DE VENEZA. Obras Completas, vol.II, Rio de Janeiro, Ed. Nova Aguilar, 1995, fl.470) tem a dizer:

“… as mais brilhnates aparências podem encobrir as mais vulgares realidades. O mundo vive sempre enganado pelos ornamentos…”

Viu por que esse escritorzinho acima tem uma frasezinha aí do lado, leitor? E já que fizemos um pequeno desvio, lá vai:

  • que doideira teria dado na cabeça do Leste Europeu (e, antes, na do próprio PC Chinês) para pularem o muro

Uma das cenas, aliás, que mais me impressionaram e divertiram no dvd sobre A QUEDA DO MURO DE BERLIN (série OS DIAS QUE ABALARAM O MUNDO, 24 documentários) foi quando Erich Honecker (chefão da então Alemanha Socialista), discursando em público, falou em “… bases sólidas de que goza o socialismo científico na terra de Marx e Engels…” . O ano era 1989 e o mundo, como sabemos, ruía aos seus pés. Pode-se até dizer  que se tratava de um estado, no mínimo, altamente opressor e ineficiente, cujas receitas dependiam da quantidade de presos políticos anualmente vendida ao lado capitalista.

Parêntese: sim, leitor, a então Alemanha Ocidental comprava, em grande escala, a liberdade de irmãos socialistas, e a cada ano o muro tinha de ser reforçado para a fuga não sair de graça! Será por isso que venceu a parada? Você já ouviu falar em fuga da Coréia do Sul – capitalista – para a do Nortesocialista? Por que será que  Svetlana Stalin (a filha) foi morar logo nos EUA (1967), onde ganhou – e torrou – um mundo de dinheiro com a sua biografia, meu deus (veja: ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA, SERÁ QUE ELES MOSTRARAM OS OUTROS DOIS GOLS?BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR” …)? Ninguém fala disso, né? E ainda se diz que Hollywood é que é boa de marketing… (Psiu: dê uma olhadinha no antes da matéria principal de PARABÉNS, VEJA!). Uma filha de Fidel também se picou (para Espanha), sabia?

Mas aquele momento hilário em que a praça, alvoroçada, gritava “…Gorba, Gorba, Gorba” (Gorbachev”, o reformador soviético, que Honecker recebia) foi um belo exemplo do que a dialética (o tempo) é capaz, independente da existência ou competência de qualquer Oposição. Não estamos vendo a primavera árabe? Quem podia imaginar Kadafi morto como um rato? Outra rapidinha: liberadas as fronteiras, as pessoas corriam, pulavam e se abraçavam, sem olhar para trás. Deixavam as chaves das suas casas em árvores! Já pensou? Largar tudo (casa, comida, trabalho … socialismo)  em busca de risco, realização pessoal, eficiência, democracia, liberdade e vitrine (capitalismo)? Bem, leitor, se o seu (capitalismo) não é assim, veja por quê. Normalmente, ele tem a cara de cada país)? Quem entende o ser humano? Ô bicho que gosta de um supérfluo, meu deus (veja NADA É TUDO, UM GRANDE NEGÓCIO?, MULTIUSO11…! Notou como este artigo atende a intenção do nosso estatuto, leitor?:

 Art. 3º – Constituem prerrogativas e deveres do Sindicato:

k) promover discussões, simpósios, conferências e outros, envolvendo temas de interesse geral que repercutem na vida dos sindicalizados enquanto categoria e enquanto cidadãos.

l) manter publicações que funcionem como instrumentos de informação permanente acerca da vida da entidade (funcionamento, lutas, conquistas e outros) e suas relações com a realidade;

Será que ele seria publicado pelo “nosso” sindicato?

Bem, voltando ao que interessa, juntemos ao que já rolou em O CASO BANCOOP II mais essas sábias palavrinhas do Nobel de Literatura peruano, Mário Vargas Llosa:

… o político sobe ao palanque para seduzir, adormecer, arrulhar. (…) O bom orador pode não dizer absolutamente nada, mas tem de dizê-lo bem…” (PEIXE NA ÁGUA – memórias– CIA DAS LETRAS, SP, 1993, fl. 173)

Meu amigo, você, eu e a torcida do Bahia podemos até nos enganar. E nos enganamos! Mas, não porque não saibamos a regra do jogo. E qual é essa regrinha, como diria a sempre gostosa (irônica) Tereza Cristina (veja POR QUE O TJ DEVE REVER A DECISÃO)? Esta, filho: carne e osso. Cálculo. Desejo.  Disso é que somos feitos. Não de papel! Daí a importância de um ou outro valor (princípio), que, sejamos honestos, a esquerda louca por poder e moeda nunca demonstrou. Vale a pergunta: existe uma que, humanamente, não seja tão louca por dinheiro e poder? Talvez. Mas, não é sempre que se encontra gente capaz de diálogo, boa-fé, interesse público, respeito pela competência e/ou consciência alheia, nojo de bijuteria ideológica barata e gosto por eficiência, moralidade e alternância no poder,  por aí… O normal é ser repetitivo e vocacionado para privatizar (tomar para si) e martelar o que cada público quer ouvir, como cabe ao populismo.  Aliás:

…  Lembremos que pouca gente da “esquerda” discursa contra a alma farrista (e formadora de patrimônio) do Estado Brasileiro. E menos ainda contra carrões!

O ZIGUE ZAGUE DOS NÚMEROS

Não lhe parece curioso, leitor? Outra coisa que não dá pra conceber é socialista que não sonha com educação pública do nível da dos colégios militares. Até entendo, já que educação de qualidade com economia de verdade (mercado) sempre será um puta golpe contra pobreza, inanição mental e populistas. Mas, aceitar … Por falar em militar,  qual dos dois você preferiria, leitor: o PM que recusou 1 milhão pra liberar o tirano popular (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/11/tenente-que-recusou-r-1-milhao-para-liberar-nem-disse-nao-ser-heroi.html) ou aquele que enriqueceu à frente de ongs, em Brasília (veja O ESPORTE MAIS POPULAR DO BRASIL / MULTIUSO11)? Pense bem porque o do DF era (ou é) um “socialista”, viu?  Tanto quanto, aliás, os ministros a quem serviu (http://www.istoe.com.br/reportagens/172411_O+ESQUEMA+DE+AGNELO

http://www.istoe.com.br/reportagens/176237_UMA+ONG+DA+SAUDE+NO+ESQUEMA

+DE+AGNELO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage) ou Palocci, Delúbio, Dirceu… E vem a pergunta: meu deus, o que levou o “nosso” Sindjufe, uma entidade de esquerda (a favor do povo!), democrática, não partidária (veja O SISTEMA É BRUTO… – parte 2 e O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3) e visceralmente anticorrupção, a,  sequer, examinar a possibilidade jurídica de aplicar um cartão vermelho a Lula, quando estourou o seu mensalão?

Lula, você sabe, né?  Quando não soube explicar a origem do dinheiro com que comprou o cobertura de quase 200m em que voltou a morar, meteu uma queixa-crime contra um jornalista de O Estadão (jornalista de esquerda, aliás). E, certamente para evitar que a “mentira” se espalhasse, tratou de vetar a participação daquele jornalista (e até então seu eleitor natural) na edição do Rodaviva que o entrevistaria. Lembrete: a compra do cobertura se deu durante a caminhada do candidato do povo à presidência (veja VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2).

Tudo bem que o nosso sindicato também perdeu a importante oportunidade de incluir, no inquérito que apura um pequeno desvio de RS600mil (veja DESVIO NO SINDJUFE É DE BEM MAIS DE MEIO MILHÃO!), os mais de 70 meses de contribuição que, surpreendentemente,  ele deixou de receber dos associados do TRE (segundo a fl. 06 da AUDITORIA). E sem sequer notar! Ou, pelo menos, falar. Explicando: a contribuição daqueles associados é de mais de R$43 mil/mês e, que se saiba, não houve desfiliação. Ou seja: eles pagaram, mas o din-din não foi para o Sindjufe… (veja FERVIDOS E MAL PAGOS?, ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!, LÁ e CÁ. MAS FALTA UM LÁ, m…NO VENTILADOR? e NADA MAIS DO QUE A VERDADE?). Não esqueçamos que nada disso mereceu sequer uma “moção de repúdio” como a que você pode ver em É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?, leitor! Quer dizer, houve e forte, mas CONTRA este editor (veja  O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?)

E agora fala-se até em “impeachment de Dilma”? “SERRI, GENTE”! Não lhe parece um interesse público meio exagerado, leitor? E ainda tem na Oposição quem o acompanhe, viu? A mesma oposição, aliás, que nada falou nem quando se estuprou o estatuto da entidade com a nem sempre válida LEI DO SILÊNCIO (veja A PULGA, O BURRO e AS NORMAS (edição especial)).  E não é que, apesar dessa lei,  já se falou (meio apressadamente, segundo a ANAMATRA: http://ww1.anamatra.org.br/) até que Dinheiro público ajuda a pagar jogos de 320 juízes em resorts em PE (http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=2330&ct=site?  Ô, companheiro, tanta coisa em casa pra gente resolver! Por que não gastamos essa energia jurídica e política com aquele inquérito? Aliás, aquele “revoltado” de m…NO VENTILADOR? já depôs?  Será que ele não contribuiria muito par a elucidação do caso? Veja-se que o endereço de e-mail dele é de dentro do Sindjufe

De qualquer forma, ainda bem que Dilma, com quem nem o chefe do supremo conseguia falar, segundo http://sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=2433, já aceitou receber um de nós, né?

Acorda Oposição. Tudo pode dar certo!

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POR QUE O TJ DEVE REVER A DECISÃO

Ministra Eliana Calmon, no Roda Viva

MULTIUSO11

13/11 Quanta coincidência! É, Veja (de ontem), somos reacionários de direita, mesmo:

11/11 São tão poucos os dias em que posso ver a celestial Tereza Cristina e o seu  não menos brilhante slave, que, ontem, não deu. Levei direto. Nem o programa do PCB eu perdi. Vi a galera sambar sobre a maior novidade da terra, a crise do capitalismo, as garras do imperialismo… Pena é que, uma vez caído o ministro (seja lá qual for), morre o assunto, o din-din ganho com muito suor não volta, e o problema continua sendo … o velho capitalismo. Mas, como diria a realíssima Tereza, do fim de todos os palácios “comunistas”, também saiu uma galera banhada em grana… E o capitalismovai acabar? “SERRI, GENTE”. Bem, um dia tudo acaba, né? Mas, até lá…

Na verdade, o bom do capitalismo é que ele sempre dá uma graninha. “Falar mal” dele, então! Tem gente que faz fortuna! Eu prefiro a popularização dele, com a mãe das oportunidades, a escola. Mas há quem o odeie e, tomado pelo ódio, faça cada viagem, compre cada carro! Cada casa! E não compra um só não, viu? Não viu o caso do soldado e ex-candidato a deputado distrital de Brasília (http://www1.folha.uol.com.br/poder/992887-patrimonio-de-policial-delator-inclui-casa-academias-e-carros.shtml)? Mas, calma. CUIDADO COM JUIZOS PRECIPITADOS: ele, coitado, pode ter sido apenas mais uma vítima do danado do capitalismo… Mesmo porque eles nunca erram, né? A culpa é sempre dos outros…

O mais gostoso de Fina Estampa (êpa, não é o Le Velmont, que será fechado, segundo http://wp.clicrbs.com.br/noveleiros/2011/11/09/fina-estampa-tereza-cristina-demite-rene-e-fecha-o-restaurante/?topo=52,2,18,,186,84) é que ela aposentou bandeiras clichês. A vida caiu na real, e a incandescente Tereza Cristina, abanada por Crô, tá botando fogo em tudo o que é verdade empalhada. Vida longa, Rainha  da Boa Futilidade!

  ENQUETE4 

…………………………………………………… POR QUE O TJ DEVE REVER A DECISÃO

1)  Por falha de interpretação

2) Porque a sentença colide com todas as provas dos autos.

“… capacidade de julgar é a faculdade de subsumir sob regras (…) de distinguir se algo está sob uma regra dada (cause datae legis) …
Immannuel Kant  (em OS PENSADORES, Editora Nova Cultural, SP, 1997, fl.142)

A Magistrada se ampara no artigo art. 8º da CF (É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical), para afirmar que

 “… se nem o Poder Público pode intervir na organização sindical, assim também não podem agir os seus filiados, quando considerados isoladamente…”

 Não foi o que pretendeu este editor. Tanto não é que os pedidos (veja O SISTEMA É BRUTO. MAS FALHO – parte 1) NÃO estão relacionados com o artigo 8º acima, cujo objetivo é claramente fomentar a VIDA CIVIL e proteger o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO contra possíveis aventuras totalitárias, como a que enfrento agora. Óbvio: o que busquei no judiciário foi o CUMPRIMENTO DO PRÓPRIO ESTATUTO DA ENTIDADE e a GARANTIA DO DIREITO INDIVIDUAL DO ASSOCIADO, especialmente previsto no artigo 6,f:

Art. 6º – São deveres dos filiados:
f) contribuir com o Sindicato com informações, notícias e artigos de interesse da classe.

Claro que esta boa-fé estatutária se refere ao seu filiado, ISOLADAMENTE, o que se opõe ao entendimento da sentença. Se não, teríamos de imaginar os artigos serem escritos a milhares de mãos, o que não seria sensato. E, sem GARANTIA ao DEVER/DIREITO ESTATUTÁRIO, admita-se, o dirigente sindical torna-se um tiranete com PODER ABSOLUTO e PRIVADO, e a ASSOCIAÇÃO, sua propriedade. Daí a necessidade de análise do JUDICIÁRIO, cujo papel é JULGAR se algo está ou não de acordo com a LEI e, não estando, MANDAR que ESTEJA.  E, neste caso, é óbvio que os artigos constitucionais 5º, IX e 220, parágrafos 1º e 2º, próprios para o caso, também protegem o filiado. Eis:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística

Que tal, leitor? É estranho, mas não se pode deixar de notar que a sentença ora comentada se equivoca logo ao afirmar que

“…Inclusive, no seu estatuto não prevê a obrigação ou dever de ser compelido a publicar todo e qualquer artigo produzido por filiado…

Ora, NÃO é o que diz o artigo 6,f acima, nem o art. 3º, alineas k, l, todos salientados da INICIAL à RÉPLICA (veja O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3). Eis:

 Art. 3ºConstituem prerrogativas e deveres do Sindicato:

k) promover discussões, simpósios, conferências e outros, envolvendo temas de interesse geral que repercutem na vida dos sindicalizados enquanto categoria e enquanto cidadãos.

l) manter publicações que funcionem como instrumentos de informação permanente acerca da vida da entidade (funcionamento, lutas, conquistas e outros) e suas relações com a realidade;

Notemos que os pedidos da INCIAL são bem claros quanto aos textos que o direito estatutário deste filiado e o seu elogiado histórico de publicação (subitamente interrompido… Por quê?) pretendem ver atendidos. É claro que NÃO se trata, data vênia, de “…qualquer artigo produzido por filiado…”. Mas de artigo de interesse DA CATEGORIA, com óbvias relações com a realidade, como quer a norma própria. E não é ai que está o problema? Alguma dúvida, leitor? Se há, veja que nem o próprio sindicato jamais indicou, em qualquer texto deste filiado e editor, qualquer parte que ele (sindicato) considerasse ofensivo a qualquer honra, embora avolumasse o processo com cópias deste blog, talvez negligentemente. Lembremos, aliás, que, bem ao contrário, o que consta dos autos são elogios e reconhecimento vindos do seio do próprio Sindijufe, como os e-mails que você pode ver em O SISTEMA É BRUTO… – parte 2 e parte 3).

Rápido repeteco: os mencionados artigos 3,l e 6,f  têm como finalidade clara o DEBATE, a CIDADANIA, a DEMOCRACIA (isto é: a interferência legal e civilizada do associado) e o INTERESSE DA CATEGORIA! Por isso, o 6,f  usa e destaca a palavra  DEVER.  E foi este DEVER/DIREITO que o filiado e autor da ação exerceu por anos até ser mais uma vez impedido, inclusive com ELIMINAÇÃO abrupta e arbitrária dos seus artigos JÁ PUBLICADOS,  alguns com mais de 10 anos de idade. E tudo isso, ressalve-se bem, apenas porque o artigo O SHOW LULA (proibido liminarmente pela justiça)  caiu na asneira de repetir a tal pergunta

E, como você sabe, ao invés de amparar-se na tradição “de esquerda” antes do poder (contestação, explicação da realidade ou materialismoVeja A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER, OS QUADROS DA OAB E OUTROS QUADROS!, EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?) e no seu estatuto (artigo Art.5º,h) e responder, o Sindjufe-ba preferiu VIOLAR a sua própria REGRA FUNDAMENTAL, deixando, assim, de fomentar a MORALIDADE, a DEMOCRACIA, a CIDADANIA, a ÉTICA e a TRANSPARÊNCIA tão expressas, também, no seu artigo . Eis:

Art.2º Constituem finalidades precípuas do Sindicato:
g) defender a legalidade e a moralidade na administração pública, colaborando com órgãos fiscalizadores do estado e da sociedade civil, em defesa da categoria profissional, dos trabalhadores e da sociedade;

Art.5ºSão direitos dos filiados:
h) solicitar esclarecimento e informações à Diretoria ou aos representantes das subsedes;

O que você acha, leitor? Por que será que, de repente, se resolveu PROIBIR, VIOLAR, ELIMINAR e, seguro morreu de velho, ISOLADAMENTE EDITAR às pressas as “normas” ANTIESTATUTÁRIAS e ANTICONSTITUCIONAIS especialmente abordadas em A PULGA, O BURRO e AS NORMAS?  Por que, subitamente, procurar por “normas” tão visivelmente contrárias tanto ao bla-blá da entidade quanto ao INTERESSE do seu verdadeiro DONO, a CATEGORIA? Por que, tão subitamente, promover-se OFICIALMENTE a AUSÊNCIA DE DEBATE e o SILÊNCIO?  Ora, a resposta para todas as suas dúvidas é Deus, leitor, diria um pastor. Mas, neste caso, por mais crente que você seja, são os dados da famosa fl.06 da AUDITORIA (veja O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?). Logo, eu, particularmente, espero que o TJ reconsidere a alma desse trecho da sentença, abaixo:

“…Todavia, esta liberdade de expressão não se deve resumir a apenas este jornal, posto que poderá satisfazer esta liberdade por outros inúmeros mecanismos de exposição de ideias, como de fato vem ocorrendo, já que criou um blog, e neste divulga e propaga suas convicções….”

Lembremos que até este blog o …

(TRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA, POR MOTIVO QUE NÃO POSSO DECLARAR)

LIMINAR JUDICIAL

…tem tentado calar, com toda a garra, né (veja PARABÉNS, VEJA!)? Mas, por que o trecho da decisão acima deve ser revisto? Porque a análise objetiva dos artigos 3,l e 6,f NÃO deixa dúvida quanto ao direito de CIDADANIA, RAZÃO e EXPESSÃO do filiado/Sindjufe. E é claro que, para que esse DIREITO/DEVER se materialize, o seu exercício deve ocorrer é NA IMPRENSA OFICIAL DA ENTIDADE. Não em outros veículos, como a sentença entende. Ora, por que o mencionado 6,f usaria e destacaria o termo DEVER?  E por que a necessidade de censura? Essa tese, aliás, já está rechaçada desde O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3. Para o entendimento comum, essas razões já seriam suficientes,  leitor? Eu também acho, como concordo que, em tese, todo sindicato visa à defesa de sua classe, como destacado na sentença. E é justamente por isso que se deve estranhar tanto tiro na Constituição e na letra estatutária, como, também, esperar que o Judiciário garanta o desejo dessas letras, inclusive para que  a direção da entidade possa,  de fato, decidir o que favorece ou não à instituição e a categoria que procura defender, como ressaltou a sentença. Não é esse o princípio da DEMOCRACIA? Não foi isso que a “esquerda” sempre disse?

 “… o que distingue a democracia? … em primeiro lugar: a defesa da liberdade de pensamento e expressão , isto é, a defesa do direito da opinião pública … para isso é preciso que você tenha acesso aos meios pelos quais você exprime sua opinião… Ora, quando esses meios  são um monopólio, quem vem falar pra mim em democracia? … Para que ela exista, seria preciso que, em igualdade de condições,  duas, três ou quatro opiniões  antagônicas pudessem se exprimir no mesmo tempo e no mesmo  espaço … O que nós temos é controle da opinião” (http://www.youtube.com/watch?v=jD02mUmhXSQ&feature=player_embedded#)

Lembretes desnecessários:

  • Art. 6º – São deveres dos filiados:
    d) cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto (isso se dá bem com as tais normas http://www.sindjufeba.org.br/Download/NormasPublicacaodeArtigos, leitor?)
  • se a defesa dos interesses da maioria fosse tão sagrado – como a sentença parece crer – não haveria (inclusive nos autos)  a incrível informação de fl. 06 (AUDITORIA) já citada, concorda leitor? Também não seria necessária a decisão recente do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo em relação à Cooperativa dos Bancários paulistas, não é? Os seus administradores, se não me engano, eram todos da gema petista, não eram? Então, jesuis? Veja O CASO BANCOOP II. Aliás, clique em  viagem em livro e veja o que você quiser, sem esquecer  O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?

Você admite, leitor, que, mantida a decisão, terá o Estado autorizado o NÃO CUMPRIMENTO DA LEI (inclusive a Constitucional), a NÃO CIDADANIA, a NÃO TRANSPARÊNCIA e a VIOLÊNCIA?  Acho até que teria desconsiderado, também, o princípio fundamental do Direito, segundo o qual a ninguém é lícito locupletar-se da própria torpeza, conforme, muito provavelmente, o gostoso DIREITO CIVIL de Sílvio Salvo Venosa  ou DIRIETO CIVIL -parte geral 1, de Carlos Roberto Gonçalves.

Mais (ou más?) lembrança (s):

  • O SHOW LULA (proibido liminarmente, pela justiça), que gerou a CENSURA, a ELIMINAÇÃO DOS ARTIGOS e a EDIÇÃO DAS “NORMAS” ESPECIALMENTE FEITAS PARA BARRAR ESTE FILIADO é, ele próprio, um elogio à postura democrática demonstrada pelo ex-presidente da República, no CANAL LIVRE/Bandeirantes). Note-se que o próprio texto traz em si sugestões de regra institucionalizadora e democratizadora para a entidade.
  • STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE), baseado nos livros STALIN, A CORTE DO CZAR VERMELHO (Simon Sebag Montefiore, Cia das Letras, – S. Paulo, 2006) e MAO, A HISTÓRIA DESCONHECIDA (John Hallyday e Jung Chang; Cia Das Letras – SP, 2006), NÃO foi publicado no site do Sindjufe porque, segundo resposta oficial da entidade (veja O SISTEMA É BRUTO. MAS FALHO – parte 1), o mesmo remetia o seu possível leitor a este blog. Notou, leitor?O Sindjufe se negou a publicar um trecho de artigo (sobre História) do seu filiado porque o mesmo poderia remeter o visitante ao blog que o próprio site convidou a conhecer. Ora, isso não se opõe à ressalva

“… Ressalta-se que este instrumento criado pelo requerente [o blog]  foi, inclusive, difundido pelo acionado no seu respectivo site, conforme demonstrado por prova documental acostada nos autos…”?

Meu deus, é como se a INICIAL e a RÉPLICA não tivessem existido!  Quando o Sindjufe convidou formalmente os seus filiados a conhecerem esta página, o fez sob pressão (veja O SISTEMA É BRUTO. MAS FALHO – parte 1 e  parte 3 e já envergonhado pela divulgação prontamente feita pela página oficial do TRT (veja AGRADEÇO A NOTA DA ASCOM)! Pergunte-se: que mal faria ao Sindjufeba, se o seu visitante se deslocasse ao blog que ele forçou o seu filiado a criar? A resposta você já sabe, né?

  • ÁGUIA OU GALINHA?, outro texto rejeitado, é uma resenha do livro do Frei Leonardo Boff (Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 37ª edição, 1997). Trata de ÉTICA (águia) e MORAL (galinha). Que mal faria ao sindicato?

Vários outros filiados e até ex-dirigentes tiveram o seu direito de publicação negados pelo mesmo sindicato, apenas por discordarem do grupo partidário ou familiar que há décadas domina a entidade, como já visto em todo o SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO. Isso a gente já tá cansado de saber, né, leitor? Mas, lembremos que a volta de alguns artigos antes eliminados ao site do Sindjufe NÃO contemplou os deste filiado, justamente o que mais publicou em toda a história da entidade. E por que? Bem, a entidade achou por bem me enviar um e-mail (veja O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3), informando que, para serem  reabilitados, os meus artigos (alguns com mais de dez anos de idade) deveriam se submeter às regras então publicadas. Não lembra os velhos e bons Partidos “Comunistas”? Se ofendiam alguma coisa, por que estavam publicados? E pode editar norma com poder retroativo? Por que o sindicato NÃO enviou a mesma mensagem para os demais autores de texto? Não parece uma farsa, leitor? Não lhe parece que o TJ deve destinar alguma atenção, também, ao trecho abaixo da sentença:

’’…A não publicação de certos artigos do autor pelo sindicato foi devidamente justificada quando este informou que o autor precisava respeitar e cumprir as regras contidas no regulamento;?

Outro trecho da sentença que também NÃO parece ter conhecido a Inicial nem a Réplica é:

“…quando disse [o sindicato] que precisava haver uma alternância de filiados na publicação dos seus artigos, visando satisfazer o direito de todos e não de alguns…”;

Ora, o que a Inicial mais prova é que o Autor só encontrou dificuldades em publicar no seu órgão de classe quando o mandante foi o atual…

LIMINAR JUDICIAL((TRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA, POR MOTIVO QUE NÃO POSSO DECLARAR)

… Enquanto isso, as edições do jornal se sucediam sem qualquer publicação, não sucediam? Como então ler sem se ferir que “… o suplicante se utiliza desta liberdade em seu blog, não tendo este direito sido eliminado como faz crer o autor…”? Se este blog me compensa o não direito ao direito, como ficam os demais eliminados? Sem direito? Alguma coisa precisa ser revista, é óbvio. Mesmo porque o estatuto da entidade NÃO condiciona o exercício do DIREITO/DEVER do artigo 6,f a ter ou não blog. Considerar esse DIRETO/DEVER atendido porque outro meio foi providenciado pelo filiado é discordar do ESTATUTO da entidade e, mal comparando, concordar com o plano de saúde que obrigue o seu associado a, mesmo tendo o direito expresso em contrato, socorrer-se com outros meios. Não lhe parece, leitor? O pior é que todas essas medidas arbitrárias se basearam, como é comum acontecer, em motivos torpes e em vontade pessoal sem amparo em artigos convencionais. Veja:

Art. 12– Compete à Diretoria Geral:
b) cumprir e fazer cumprir os Estatutos Sociais e as decisões das Assembléias Gerais;
Art. 13 – Os membros da Diretoria não podem assumir compromissos ou tomar decisões isoladamente, exceto por delegação, quando no cumprimento de atribuições específicas e de rotinas de seus cargos.

Como eu sei disso? Algum diretor me contou? Não, ninguém contou nada, com exceção de Francisco Filho, que, aliás, embora o tenha feito várias vezes por escrito, estranhamente não foi processado (veja A PALAVRA E O TEMPO). Será que quem nada viu, nada soube foi fiel à entidade e a você, leitor? Se não, por quê? Bem, voltando, quem me contou que tudo foi feito de supetão e às carreiras foi a “ATA” de “REUNIÃO” levada aos autos pelo próprio Sindjufe (O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3).  Relembre-se que:

  1. daquela “ATA”..ATA DE 31JUL210NÃO constam os nomes dos presentes na “reunião”, nem  as suas assinaturas, o que comprova a denúncia do ex-diretor jurídico Francisco Filho, para quem  AS ATAS DO SINDICATO LAVRADAS EM REUNIÕES DE DIRETORIAS E DE ASSEMBLÉIA NÃO TÊM ASSINATURAS DE NINGUÉM E PODEM SER ALTERADAS A QUALQUER MOMENTO…”, como já em 02 FILHOS DE FRANCISCO;
  1. as tais “NORMAS” foram publicadas (com caráter retroativo) em 13/07/10 e somente teriam sido “REFERENDADAS” pela “diretoria” em 31/07/10… Logo, elas entraram em vigor, antes do “referendo”. Por VONTADE PESSOAL, portanto. De quem?
  1. Os artigos deste Autor (todos tratando de ÉTICA, CIDADANIA, MORALIDADE, DEMOCRACIA, INSTITUCIONALIDADE, LITERATURA, ARTE, DANO MORAL, ASSÉDIO MORAL, PROFISSIONALIZAÇÃO DO ESTADO – como batido e rebatido na Inicial e na Réplica – foram eliminados do site da categoria em 27/04, três meses antes do “referendo, que não se sabe se houve!
  1. Não foi o sindicato quem acionou judicialmente o Autor (conforme consta do item 07 da “ata”), mas, sim, a pessoa do diretor …

LIMINAR JUDICIAL((TRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA, POR MOTIVO QUE NÃO POSSO DECLARAR)

, que NÃO o fez, alias, COM BASE NOS DESVIOS AINDA PARCIALMENTE CONHECIDOS, MAS ALTERANDO  GROSSEIRAMENTE O TEOR DE DE DETERMINADO ARTIGO DESTE BLOG, QUE  NÃO POSSO MENICONAR.

Afirma, ainda, a sentença que o sindicato deve ter 

“…a autonomia de fiscalizar e controlar todo o conteúdo que será disponibilizado à sociedade, em especial aos seus filiados, por intermédio de um meio de comunicação criado e divulgado pela própria instituição (Sindjufe-Ba)…”,

o que NÃO se discute. Pede, entretanto, que essa autonomia se exerça dentro do ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e do ESTATUTO da ENTIDADE e NÃO baseado em MOTIVOS ESCUSOS e EMERGENCIAIS ou DISCRIMINAÇÃO, como foi comprovadamente feito. Note-se que, para alcançar o seu intento, o sindicato foi capaz até de investir pesado e com MÁ-FÉ contra o seu filiado, levando aos autos qualquer coisa que lhe parecesse útil, mesmo que sabidamente FALSA e/ou ALHEIA À CAUSA. Exemplos grosseiros:

1)    “…FOI DEFLAGRADO UMA BUSCA E APREENSÃO PELO DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL DO DOCUMENTO QUE ESTAVA NA POSSE DO AUTOR ONDE CONSTAVA A RELAÇÃO ADULTERADA DE BENS MATERIAIS (Doc.04) divulgada pelo TRE/BA…”;

2)    .. passou a proibir os artigos por ter sido judicialmente  condenado a pagar danos morais a filiado atingido porARTIGO DE SERVIDOR”…;

Você lembra disso, leitor? Lembra que a mentira destacada no item 1 foi rechaçada com o AUTO de APREENSÃO (O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?) e a do item 02, pelo demonstrado em O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3? Tudo isso não mostra do que o demandado é capaz? Espera-se, então, que o TJ compreenda o conjunto da obra. Você lembra que o Sindjufeba atacou violentamente a HONRA DO AUTOR, chamado-o de “fraudador” de documento,  (O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?)? Tá lembrado, também, que, como de praxe, o agressor NÃO publicou a mensagem de e-mail que tinha a obrigação de publicar? E olhe que ele mesmo disse que  “…O nosso sindicato continua aberto à publicação de seus associados, inclusive de Luiz Estrela (http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=2295). Por que será que não publicou? Bem, não esqueça que o Sindijufe já havia publicado uma NOTA em 25 de fevereiro de 2011 (http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=1144&ct=site), em que, de posse do Relatório da Polícia Federal e das decisões do MPF e JF (veja BLEFE), NEGOU o que viria a dizer agora (veja O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?).

Como aceitar, então, frente a tantas provas, que o Réu falava a verdade

“… quando informou que precisava controlar o que será veiculado, pois caso houvesse algum problema, será ele também responsabilizado pela notícia publicada…”,

como crê a sentença? Vamos lembrar que o sindicato é reincidente em DANO MORAL, como por ele mesmo confessado (O SISTEMA É BRUTO… – parte 2). É pena que as suas razões, tão dissecadas na INICAL e na RÉPLICA, tenham prevalecido, momentaneamente.

Veja a sentença: http://www.sindjufeba.org.br/userfiles/file/2011/Outubro/senten%C3%A7a.pdf

Veja também

UM GRANDE NEGÓCIO?

E-MAIL ENVIADO AO SR… 

O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

FERVIDOS E MAL PAGOS?

m…NO VENTILADOR?

NADA MAIS DO QUE A VERDADE?

ESTRATÉGIA DE DEFESA

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

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PARABÉNS, VEJA!

MÍDIA

 “…houve um tempo em que nós (comunistas) éramos combatidos com perseguições e prisão, hoje somos vítimas do apedrejamento midiático…”, disse o ex-ministro Orlando Silva, em evento do seu partido, segundo A Tarde de ontem (06/11). A mídia burguesa realmente é terrível. Publica tudo! Recentemente, divulgou até uma gravação feita pela polícia civil de Brasília em que aparece o antecessor do ex-ministro, seu ex-colega de partido e atual governador do DF, Agnelo Queiroz. Na gravação, o atual petista trata intimamente com o “bandido desqualificado” (termo do denunciado Orlando) João Dias Ferreira, o soldado PM e ex-militante do PCdoB que ficou rico à frente de ONG ligada ao Ministério do Esporte. “Meu mestre!“.  Foi como o enroladíssimo governador atendeu ao telefonema… ” Meu mestre“? Pior do que isso só aquele prefeito de São Desidério/Ba dizendo que os esgotos a céu aberto da sua cidade não recebem nada dos R$70 milhões que arrecada anualmente, porque, segundo o seu  QUEIXO DUROeles são de responsabilidade do Estado (JN/Globo recente- http://www.youtube.com/watch?v=Zs4fnrZDx30).

Que imprensa, meu deus! Chega a dizer que  “…Orlando Silva comprou por R$ 370 mil, à vista, um terreno de 90 mil m² no distrito de Sousas, em Campinas (SP) (http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/10/18/oposicao-ira-questionar-orlando-silva-e-petrobras-sobre-compra-de-terreno-sobre-dutos.htm), e diz isso, como se o jovem que foi ministro desde 2006 não pudesse pagar, à vista, o seu terreninho e fazer a sua casinha (nº65, o mesmo do partido) com os seus  R$ 10.748,43 por mês! Ainda bem que o governador Jaques Wagner estava presente e, talvez lembrando das mentiras contadas na época do Mensalão,  dos “aloprados”, de Collor, Maluf, Arruda, Renans, ACMsPedro Álvares Cabral, etc (PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL), ajudou a defender o colega de esquerda. Numa imprensa socialista, “mentiras” como essas jamais seriam contadas, claro. E se fossem, seriam imediatamente acompanhadas do óbvio direito de resposta, como é sabido.  Que QUEIXO, meu deus!  Veja, também, O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?),VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?), VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2, “SERRI, GENTE”

Mais de

visitas, em 15 meses (e não abre no trabalho, viu?). Obrigado.

06/11

…………………………………………………………………………………….PARABÉNS, VEJA!

“… A imprensa conservadora … a imprensa que é sempre contra os trabalhadores … Revista Veja, O Estado de São Paulo…”

Cuidado, leitor. Muito cuidado!

 … A imprensa não existe, a não ser no sentido de conjuntoFolha de São Paulo, Estadão, Globo, A Classe Operária, etc, etc são as espécies  do gênero. É vária a imprensa, tanto quanto são vários os interesses, mesmo quando não declarados, como os que se bicavam (ou bicam) entre os socialistas. O importante é que, além de vário, o interesse seja legítimo e publicamente defensável, o que nem sempre é.  Legítimo e defensável, por exemplo, é que, havendo o fato e quem se interesse por ele (sociedade), ela (a imprensa) seja perigosa e até fatal… (veja O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…)

Você lembra que O CASO BANCOOP  gerou um problemão danado, por aqui? Por que NAÕ foi a imprensa “dos trabalhadoresquem deu voz e imagem aos associados da cooperativa paulista, cujo dinheiro foi militantemente desviado? Por que, após pegarem até empréstimo pessoal em banco para manter em dia a prestação da casa própria, o direito de expresão e protesto daqueles trabalhadores NÃO se deu em jornais ou revista de  “suas” entidadesdefensoras”? Não é estranho que uma entidade como o Sindjufe tenha publicado até “moção de repúdio”  contra o MPF e JF, que defenderam a lei estabelecida, o direito da União e dos usuários da praia, mas, aparentemente zangada com a defesa dos cooperados paulistas feita por aqui, transferiu a guerra que deveria fazer aos seus “funcionários de confiança”  para este secundário editor (veja É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?)? Sim, tudo leva a crer ter-se tratado de mero populismo e oportunismo não se sabe até onde baratos, mas,  do Sesef, você não deve ter se esquecido, né (veja O ABACAXI E AS CARTAS)? Em qual site ou jornal defensor de fracos e oprimidos (centrais sindicais, partidos de esquerda, sindicatos…) você viu alguma nota a respeito? Algo não parece fora de lugar, leitor? Teria razão Cazuza, quando, ainda nos tempos da utopia, disse que uma ou outra piscina estaria cheia de ratos?:

… Dias sim, dias não …

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para…

http://www.youtube.com/watch?v=vPAlphS6LtE

Humm! Ouvi tanto isso na RUF (Residência do Universitário Feirense, Barris)! O LP era de um certo estudante de engenharia civil que se tornaria famoso como “jornalista” (veja MULTIUSO11). Mas, afinal, por que os dados rolam tanto, o futuro repete tanto passado e esse museu de grandes novidades pode ser aberto ao público em um canto e em outros, não?                              

…Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro… 

Discordar do grande Cazuza? Quem há de?  Modestamente, entretanto, oporia mais estas razões miúdas:

…Meios de comunicação são um negócio como outro qualquer, e  cada dono tem os seus interesses, que defende.  A verdade de um é geralmente buscada pelo outro, como sempre observou o já não tão potente materialismo. Daí a importância da diversidade. Se não fosse assim, a “imprensa” “socialista” teria sido a mais livre e democrática já havida, como teria sido o seu Estado, também. Foi? Não. Por que não? “O importante não é o coletivo, e não o individual“? (…) E não esqueça: o interesse  público não existe na natureza. Quem existe é o privado, que, forçado, pode criar e até defender o público Forçado! ( MULTIUSO8)

É que não esqueço do que li e ouvi da célebre Marilena Chauí, a filósofa doutora que tanto encantou o melhor da esquerda nos anos 80.  Falando recentemente em favor da candidata Dilma, ela disse:

 “… o que distingue a democracia? … em primeiro lugar: a defesa da liberdade de pensamento e expressão , isto é, a defesa do direito da opinião pública … para isso é preciso que você tenha acesso aos meios pelos quais você exprime sua opinião… Ora, quando esses meios  são um monopólio, quem vem falar pra mim em democracia? … Para que ela exista, seria preciso que, em igualdade de condições,  duas, três ou quatro opiniões  antagônicas pudessem se exprimir no mesmo tempo e no mesmo  espaço … O que nós temos é controle da opinião…”

(veja A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER, EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE? e O PLIN-PLIN E A VERDADE!)

Não lhe parece um tanto elementar, meu caro leitor? Então se ligue. Se quiser, pode até dar mais uma olhada em  UM GRANDE NEGÓCIO? e se prepare porque o que vem de chavão e cliché  por aí, meu amigo… Chavão e cliché você sabe, né?  É do que vivem os heróis da vida fácil e os demagogos, principalmente quando acossados por fatos e números que não lhes permitem respirar. Exemplos: DESVIO NO SINDJUFE É DE BEM MAIS DE MEIO MILHÃO!, FERVIDOS E MAL PAGOS?, 02 FILHOS DE FRANCISCO, NADA MAIS DO QUE A VERDADE?, LÁ e CÁ. MAS FALTA UM LÁ, O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?… E, sem oxigênio, outra coisa não pode lhes socorrer, senão a eventual passividade ou credulidade dos seus ouvintes e as metralhadoras cheias de mágica para evocá-las.  Daí a cantoria “… A imprensa conservadora … a imprensa que é sempre contra os trabalhadores …”, matraqueada na última assembleia geral (TRT), quase dizendo que, se  o PCS que já teve 100% de certeza…

pcs 100%, maravilhoso IMAGEM MODIFICADA A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇALIMINAR JUDICIAL

não sair, seria por causas alheias ao Estado… Estado de que, hoje, os sindicatos são parte, né, leitor? Notou no 100% e na “entrevista“? Notou (no quadro amarelo) que, com o mesmo grupo no poder, já houve um tempo em que o sindicato queria a sua participação sobre “TEMAS DE INTERESSE DA SOCIEDADE“? O que mudou e por quê, jesuis (veja ANO ZERO, DIA ZERO, GRILAGEM x APAGÃO MORAL, A PULGA, O BURRO e AS NORMAS )…?

De uma coisa, entretanto, ninguém duvida: se a capacidade de pagamento do Estado Brasileiro não é maior  hoje, é sobretudo devido ao roubo sistemático das suas receitas, o que (segundo o CQC/Bandeirantes) ultrapassou os R$720 bilhões, nos últimos 10 anos.  E não é quase exclusivamente disso que, desde o mensalão mais conhecido, têm se alimentado as manchetes mais vistas do país? Será mesmo que elas são tão “conservadoras” e “contra os trabalhadores”, assim? Curiosidades:

  • se são “conservadoras” etão “contra os trabalhadores”, o que levaria o regime militar a censurá-las?
  • Seria por “conservadorismo” que o liberal o Estado de São Paulo encontra-se  judicialmente proibido de publicar sobre a Operação Boi Barrica, pela qual a PF investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado?
  • Seria por altos princípios e defesa da sociedade que você não vê temas como esses na “imprensa” “defensora do trabalhador”, leitor? Aliás, não se está buscando na justiça baiana um tiquinho dessa censura para esta segundavia?
  • Teria sido por “conservadorismo” que o liberal O Estadão cuidaria do seu negócio (como em qualquer outro ramo, inclusive na política sindical) e sapecaria a própria carne com manchete sobre a Operação Araguaia, em plena ditadura militar (veja QUANTA DIFERENÇA!)?

Com exceção de termos como “direita” e esquerda”, nada é tão simples, assim, meu camarada. Que o digamSTALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE), OS BANDIDOS DE CUBA, FASCISMO DE ESQUERDA (o livro) VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO, VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS, CISNES SELVAGENS e  A VINGANÇA DE MARX. Tanto não é que, como qualquer olho minimamente aberto pode ver, NÃO são mais as antigas bandeiras vermelhas que, hoje, singram o ar em busca de moralidade. Se é que já singraram, né? Claro que, aqui e ali, sempre há uma alma penada como José Antônio Reguffe (PDT, veja MULTIUSO6), um Chico de Alencar (PSOL), um Ivan Valente (PSOL) e outros que o excesso de fuligem no ar não deixa ver. Mas já faz tempo, meu amigo, que  o brilho civil de UNEs e sindicatos  se isolou na vida não partidária e na “imprensa burguesa”.

Parabéns, Revista Veja, pelas vigilância, entrevistas e capas PRO-EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA e ANTICORRUPÇÃO. Sociedade é isso.  Abaixo, uma tradução da matéria do inglês The Guardian (O BRASIL É O MAIS RECENTE PAÍS A SE ASSUSTAR COM A CORRUPÇÃO – cinco ministros caíram por causa de escândalos desde janeiro, e milhares participam de protestos anticorrupção), publicada na versão eletrônica da própria revista:

De sua sala na redação instalada no 19º andar, Eurípedes Alcântara [diretor de redação e editorial] desfruta de uma vista espetacular do “novo Brasil”. Helicópteros atravessam o céu, carros novos abrem caminho pela cidade, arranha-céus e shoppings de luxo brotam no cenário urbano. Mas Alcântara, um dos jornalistas mais poderosos do país, também não perde de vista o Brasil velho. Um país de negociatas, rinhas e corrupção endêmica que custam bilhões a cada ano e continuam a retardar a ascensão desse gigante sul-americano.

Como diretor de redação da influente e polarizadora revista VEJA, Alcântara acredita que é sua tarefa por um fim à baixaria. “É um choque de civilizações. Que tipo de país queremos ser?”, diz ele. “A maioria das pessoas joga segundo as regras, trabalha de sol a sol e paga os impostos em dia. Mas há um grupo que vive se locupletando do estado, fazendo negócios com aqueles que têm as chaves do cofre. Combater a corrupção é nossa missão.”

O ano de 2011 vai entrar para a história brasileira como aquele em que Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente, subiu ao poder. Mas talvez ele também seja lembrado como aquele em que a frustração com a corrupção política sem peias finalmente transbordou. Desde que Rousseff assumiu, em Janeiro, cinco ministros caíram por causa de escândalos éticos ou de corrupção – sendo o último deles Orlando Silva, ministro do Esporte que se demitiu na última quarta-feira, depois de VEJA denunciar seu envolvimento numa tramoia de 14 milhões de libras. Protestos em todo o país, ainda que tímidos se comparados com os do Chile ou do Oriente Médio, levaram milhares às ruas, exigindo um fim à pilhagem do dinheiro público

Com a palavra corrupção na boca de todos, a imprensa brasileira desempenhou um papel fundamental na descoberta de malfeitos de alguns dos políticos mais poderosos do país. Em junho, o poderoso ministro da Casa Civil de Rousseff, Antonio Palocci, se viu obrigado a renunciar depois que o jornal Folha de S. Paulo revelou que sua fortuna pessoal havia se multiplicado por 20 em apenas quatro anos. Três meses mais tarde, o mesmo jornal ajudou a destronar o ministro do Turismo Pedro Novais, que já havia sido acusado de usar dinheiro público para bancar uma farra em um motel chamado The Caribbean. A conta de Novais no motel – onde quartos equipados com piscinas, saunas e camas redondas custam 35 libras por três horas – ficou em 767 libras.

Reportagens de VEJA, enquanto isso, derrubaram o ministro da Agricultura Wagner Rossi, acusado de malversar dinheiro público, o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento – com o relato de um esquema de propinas em sua pasta – e o ministro do Esporte nesta semana. “Os políticos dizem: ‘Quando recebo um telefonema de VEJA é sinal que a minha vida vai piorar’”, diz Alcântara com um sorriso logo interrompido. “Mas isso não me dá prazer… Não vejo isso como uma vitória.” “Não se trata de uma campanha… mas é uma obsessão”, acrescentou o editor de 55 anos, cuja revista mais recente trouxe na capa a manchete Dez Motivos Para se Indignar com a Corrupção. A reportagem observa que os 85 bilhões de reais de dinheiro público surrupiados a cada ano poderiam erradicar a pobreza, construir 1,5 milhão de casas – ou comprar 18 milhões de bolsas de grife.

Alcântara – cuja revista tem circulação de 1,2 milhão de exemplares e algo entre 6 e 10 milhões de leitores – admite que a maioria dos furos de VEJA sobre corrupção tem origem em “dicas” de pessoas que, com frequência, estão elas mesmas implicadas no submundo da política brasileira. “Não temos uma Delta Force. Temos antenas”, ele disse, referindo-se às redações da revista em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a capitas do país, onde um total de 78 repórteres devem manter seus olhos e ouvidos atentos a sinais de negociatas, estejam cobrindo ciências, transportes ou arte.

Separar a política de VEJA de sua cruzada anticorrupção é uma tarefa complexa.

A revista é detestada pela esquerda brasileira, que afirma que ela tem um viés inerentemente contrário ao PT, que está no poder, e seus aliados, prestando atenção excessiva aos pecadilhos dos políticos dessas agremiações, enquanto ignora os deslizes de seus amigos. Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente brasileiro de origem operária, teve um relacionamento particularmente turbulento com a revista em seus oito anos de mandato. “Vamos ser francos, alguns jornalistas dE VEJA merecem um Nobel por irresponsabilidade”, disse Lula em 2006, depois de uma reportagem afirmar que ele e seus aliados tinham contas secretas em paraísos fiscais. “VEJA não publica acusações. Ela publica mentiras.”

Alcântara reserva termos mais simpáticos para Rousseff, a sucessora de Lula, que deu início ao que se tem chamado de “faxina”, demitindo seis ministros em dez meses no poder. “Parece-me que ela é muito mais intolerante com a corrupção do que Lula”, diz ele. “Dilma, nas palavras e nos atos, mostrou muito menos tolerância e muito mais compreensão da desgraça que é a corrupção nesta país. Existe agora uma percepção muito forte, e creio que aqui podemos incluir a presidente, de que esse tipo de extorsão é inaceitável.” A reação de Rousseff à corrupção e a cobertura constante da imprensa fomentou uma série de protestos pelo Brasil. “Como pode um país tão rico e grande ter níveis semelhantes de pobreza? Uma das explicações, sem dúvida, é a corrupção endêmica e histórica”, disse Antônio Carlos Costa, diretor da ong antiviolência Rio de Paz, em um evento recente que reuniu 2500 pessoas. “Falamos de algo que atravessa todas as esferas de poder. Vai dos narcotraficantes ao Congresso. Polui tudo, solapa nossas relações. Só é possível combater esse problema com dedicação e perseverança.”

Natalia Lebeis, 23 anos, também se uniu ao protesto – vestida de palhaço. “Dizem que os brasileiros só saem às ruas para assistir ao futebol ou ao carnaval”, diz ela. “Nós somos a voz da nação. Chegou a hora de as pessoas mostrarem seu rosto e protestarem contra a corrupção e a impunidade.”

Alcântara, que já foi correspondente em Nova York e acaba de assinar uma entrevista de três páginas com o cantor Neil Youg, lembrou-se de Paul McCartney para capturar seu sentimento sobre as chances da guerra contra a corrupção ser vencida no Brasil. “É um cabo-de-guerra”, disse ele, referindo-se à canção de 1982 do ex-Beatle. “Um cabo-de-guerra entre aqueles que desejam nos arrastar de volta para o século XIX e aqueles que tentam nos levar ao século XXI. Sou um otimista – acredito que o século XXI vai vencer.”

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-imprensa-e-a-corrupcao-no-brasil-na-visao-do-guardian

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MULTIUSO11

RODA VIVA

Ontem (14/11),  no programa de entrevista da TV Cultura, a Ministra Eliana Calmon deu mais um show de anticoporativismo e espírito público. Defendeu  o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o seu papel contra “prerrogativas” e  “comportamentos” seculares, e deixou claro que, embora tema retrocessos, não se sente pressionada. Ressaltou que:

  • seguiu e aprofundou os passos do seu antecessessor  (Ministro Dipp);
  • é magistrada, não política;
  • respeitada e apoiada por seus pares, está lutando é contra o “trombadinha
  • não é mulher de desisitir;

Ao ter mencionada a sua respeitabilidade na internet (redes sociais), a Corregedora do CNJ declarou que o mundo está mudando e que até o árabe caiu … A sua luta , segundo ela, é para livrar o judiciário da “erva daninha” (ânimo, Renovasindjufe!). Mais uma vez, o programa sentiu a falta de uma Marília Gabriela:

http://www.youtube.com/watch?v=KOfyK89ZoIU

Veja MULTIUSO4, também.

POR QUE OS COMUNISTAS ROUBAM?

Eugênio Bucci

“… Fidel Castro venceu. De repente, passa pelo jipe um vistoso conversível, dirigido por um dos comandados de Che. No automóvel, moços e moças festejam, cabelos ao vento. Che ordena que parem. “Que carro é este?”, pergunta ao motorista. “Era de um francoatirador”, diz ele. O comandante se enfurece. Manda que seu subordinado volte, devolva o carro e só depois vá para Havana, a pé, se for preciso (…)  A mensagem do líder era simples e direta: a revolução não era um movimento de ladrões.

Na biografia que John Lee Anderson escreveu sobre Guevara, há uma passagem parecida. De novo, estamos às voltas com automóveis. Agora, Che é ministro das Indústrias, no regime comunista de Havana. Certo dia, seu vice-ministro, Orlando Borrego, aparece na repartição com um Jaguar esporte, novinho, que encontrara numa fábrica. O chefe o interpela aos palavrões e o obriga a devolver o carro. Borrego passaria os 12 anos seguintes dirigindo um Chevy mais simples, sem opcionais. Outra vez, a mesma mensagem: a revolução não admite ladrões.

Acontece que a História (com “H” maiúsculo, como alguns preferem) não é heroica. Ela é uma piadista (…) os ladrões proliferaram nas fileiras de esquerda. Rechonchudos e felizes. Não roubaram apenas automóveis, mas utopias. Transformaram sonhos dos camaradas em butim. Estão por aí, de terno, gravata e dinheiro vivo dentro de casa. Nisso se resume o grande dilema existencial e político das organizações de esquerda.

Ao se acovardar diante da corrupção ou, pior, ao julgar que podem se extrair vantagens táticas da corrupção, um partido de esquerda abdica de acreditar na igualdade de oportunidades. (…) É bem verdade que Che se tornou um homem embrutecido, violento, comandando execuções às centenas, sem processo justo (…) Fez sua guerra, sujou as mãos de sangue (…) O que importa, agora, é que ladrão ele não foi. E isso importa porque não foi a selvageria da batalha que corrompeu a esquerda: foi o roubo (…)

A corrupção virou a pior forma de barbárie de nossa democracia não apenas porque mercadeja com o destino de crianças ou porque sacrifica vidas em hospitais imundos e estradas abandonadas, mas principalmente por ter transformado a política numa indústria complexa, cuja finalidade é a apropriação da riqueza de todos para fins privados (e fins partidários são fins privados). Na esquerda, a corrupção se qualifica: emprega métodos bolcheviques e se justifica sob licenças ideológicas que enaltecem o crime comum como se ele fosse a própria trilha de libertação dos oprimidos. É uma corrupção delirante, que se julga uma nova modalidade de guerrilha contra o capital, mas que, no fundo, presta serviços ao que há de pior no capital.

Comunistas e socialistas, quando corruptos, roubam enfim a razão pela qual morreram todos os guerrilheiros (…)

Revista Época, nº 701, 24/10/11

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/10/24/por-que-roubam-os-comunistas

Leia, também: PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL,  TEMPERATURA MÁXIMA!! e DEUS É FIEL?

A MÁFIA NO PODER

Mino Carta

 “…Quando adolescente, já perguntava aos meus imberbes botões por que o Brasil, país de imigração campana, calabresa e siciliana, entre outras, não conhecia o fenômeno mafioso. Desde logo, formulei uma tese sem qualquer pretensão científica, mas convincente (…) Não temos uma Cosa Nostra no Brasil porque eméritos mafiosos estiveram e estão no poder (…)

Inevitável, entretanto, observar que um sem-número de políticos está a cuidar é da sua própria riqueza, e entre eles, pasmem, não faltam os ex-comunistas do B. Orlando Silva desde os começos de sua atuação ministerial é alvo de inúmeras denúncias de corrupção encaminhada pelas sendas do dinheiro das ONGs, a envolverem não somente o próprio, mas também seu partido. Era de se esperar? Desfecho inescapável de um enredo movido a ganância acima e além de crenças e princípios? O PCdoB já teve, entre outras razões de orgulho, a lisura e a coerência dos seus filiados. No poder, é mais um que se porta como os demais.

Revista Carta Capital, nº26/10/11

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-mafia-no-poder

O ESPORTE MAIS POPULAR DO BRASIL

Ruth de Aquino

Você achou que era o futebol? Não é. Nosso esporte mais popular é a corrupção. O time de maior prestígio e mais bem remunerado é o BCC, Brasília Corrupção Clube. Seus estádios são verdadeiros palácios, com subsedes imponentes (…) O que se rouba em nome dos carentes e destituídos é vergonhoso. Não sei quase nada de kung fu, a não ser que há golpes mortais. Mas, no Brasil, o golpe é de grana mesmo (…) Silva comprou em 2008 por R$ 8,30 uma tapioca recheada de queijo coalho e manteiga da terra com um cartão corporativo. Foi “por engano”  (…)

Quem acusou Silva é um desclassificado. Soldado da Polícia Militar, João Dias é ex-militante do PCdoB, o mesmo partido do ministro, e dono de ONGs de kung fu com sede em Brasília. Tem mansão incompatível com seu salário e três carros importados na garagem: um Camaro, um Volvo e um BMW. Só começou a enriquecer quando se aliou a um grupo do PCdoB, então liderado pelo governador Agnelo Queiroz. Fez convênios com o Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva por cinco anos. João Dias foi intimado pelo Ministério Público a devolver R$ 4 milhões aos cofres públicos. É rico, temido e suspeito (…)

A União cobra a devolução de R$ 49 milhões desviados em convênios irregulares do Ministério do Esporte. É pouco? Esse dinheiro não vai reaparecer. Quanto o PCdoB ganhou não se sabe, mas um pouco deve ter sido gasto na campanha que o partido maoista deslanchou na TV, dizendo que nada mancharia uma legenda criada “para estar ao lado do povo”. Ah, esse povo merecia mais (…) O PCdoB comanda a pasta do Esporte há nove anos, desde o início do mandato de Lula. É um partido que nasceu em 1962 de um racha comunista, com fama de “pequeno mas ideológico”. Sua ideologia aparentemente mudou

Revista Época, nº 701, 24/10/11

http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/noticia/2011/10/o-esporte-mais-popular-do-brasil.html

GANHAR A VIDA

 “… Os políticos, como os dentistas ou os jornalistas, querem ganhar a vida…”

           Mário Sérgio Conti, Companhia das Letras, SP, 1999, fl. 67

Veja, também, MULTIUSO8, O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…

IMAGENS INSTIGANTES1

Da esquerda para a direita: o “jornalista” famoso (círculo vermelho),  o então presidente da RUF (Residência Universitária Feirense; ficava nos Barris), este editor e uma militante do PCdoB, partido que estava por trás das entidades promotoras do evento. O “jornalista” é aquele mesmo que (no auditório do 11º andar do TRT/Comércio) seria denunciado por Elisa Fortes como membro da galera que fraudou o Sindjufe. 

Local, data e evento:

Você deve estar se perguntando: por que foi este pobre e recém-formado sociólogo o palestrante?

Razões:

  • o tema foi o mesmo do projeto de pesquisa e monografia de final de curso;
  • o  “palestrante” ainda morava na RUF e desenvolvia atividade acadêmica remunerada (bolsa de aperfeiçoamento) na apropria Ufba;
  • o já entusiasmado “comunista”, então futuro presidente da casa de estudante, manifestava uma certa generosidade com o que o esforçado “sociólogo” escrevia; e
  • muito provavelmente, os organizadores não encontraram coisa melhor para o  evento (Dia Internacional da Mulher), um honroso 0800, aliás;

Infelizmente, o conhecimento da nova ação judicial do Chefe e o estouro da bolha nos Esportes não me permitirão aprofundar o tema neste fim de semana. Fica para um próximo. Mas é curiosa a imagem, né? Veja mais em eus.

IMAGEM INSTIGANTE2

veja mais em MULTIUSO8.

QUANDO A GENTE PENSA QUE VIU TUDO…

… Ele não é mais da ARENA (Aliança Renovadora Nacional, o PT do regime militar), é da base do governo e vim dar um abraço nele… Rápida e celeremente, assim justificou-se o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), presente na (meu deus!) festa de de 80 anos do procurado Paulo Maluf. Pra quem não sabe, a pedido da Promotoria de Nova York (EUA), a INTERPOL tá na cola do ex-prefeito, ex-governador e deputado paulista, segundo, por exemplo, O GLOBO:

“… após investigação conjunta de promotores brasileiros e americanos, iniciada no Brasil em 2001 (…) Em 2007, a Justiça americana determinou a prisão de Maluf pelos crimes de conspiração, auxílio na remessa de dinheiro ilegal para Nova York e roubo de dinheiro público em São Paulo…” (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/03/19/paulo-maluf-entra-para-lista-de-procurados-da-interpol-916123917.asp)

Mas, como esta é uma notícia da “imprensa burguesa”, é possível que o comunista Aldo não soubesse (veja mais sobre Aldo Rebelo em INSENSATO CORAÇÃO, QUANTA DIFERENÇA!…) O pior é que já se fala em partícula mais rápida do que a luz.  E se esse tititi da ciência for mesmo verdade, até a teoria da relatividade de Einstein corre perigo. Aí é que a gente vai ver coisa…

Eram muito engraçadas as perguntas que o ótimo Danilo Gentile fazia. Ex:

Tão indo à festinha do Maluf, né?

 DUAS SENHORAS IDOSAS:

 -Estamos, somos amigas…

 Com essa bolsa, essas joias?

 – Por que, é perigoso?  

E por aí vai. Não se falou em presença de ministro, na festa. Veja

http://www.youtube.com/watch?v=pu5Cc3XtaU8 (não esqueça do MAPA DA MINA, mais abaixo.

JANTAR COM A MULHER

Divertido, gostoso, safadinho:

“… Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam.
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?‘. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: ‘Claro, vamos sim’.

Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisseia (…) Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável (…) Você pensa ‘Eu não vou dar para ele hoje” (…) Você veste a calcinha (…) Aí você começa a pensar ‘… ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele…. Melhor prevenir.

Vale a pena:
http://mulher-interessante.blogspot.com/2010/04/por-que-o-homem-tem-que-pagar-o-motel.html

enviado por Grace Bulcão

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

Min JoaquimAs páginas amarelas ao lado são, claro, da “direitistaVeja, leitor, embora não da  desta semana, que agita com o caso dos Esportes. Antes de Político não pega cadeia, no entanto (lembra de PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL?), vejamos o que disse a edição 2182  (02.Set.11) da rival ISTO É, sobre a mais importante obra Política da era-Lula, que é, certamente, o Ministro Joaquim Barbosa:

…Não bastasse ter perdido relatorias de processos rumorosos, afirmou ter percebido no tribunal um ambiente envenenado, principalmente por rumores sobre sua aposentadoria precoce. Disse enxergar uma “conspiração” para mandá-lo de vez para casa. Nos diálogos reservados, Barbosa desabafou: “Isso acontece com quem incomoda.” Aos que desejam vê-lo fora do Supremo, no entanto, Barbosa foi taxativo. Nas mesmas conversas particulares, o ministro garantiu que não tem intenção de se aposentar. Foi além. Disse que vai transformar o seu gabinete num bunker de resistência.“Só saio do Supremo antes dos 70 anos se eu morrer”, afirmou, referindo-se à idade limite para todos os servidores públicos. Quem conhece Barbosa sabe o que o move. Filho de um pedreiro com uma dona de casa, ele passou a sustentar a mãe e seus sete irmãos aos 16 anos, quando o pai foi embora. Deixou no passado seus dias de auxiliar gráfico para se tornar um dos 11 membros da mais alta Corte da Justiça brasileira. Hoje, Barbosa tem nas mãos uma das principais relatorias do STF, que trata do mensalão do PT, e prevê que, apesar das dificuldades, seu parecer estará pronto no início de 2012. Ele suspeita que talvez seja exatamente esse o motivo da boataria a seu respeito. O próprio ministro considera que estão criando pretexto para retirar do caminho “quem não agrada”. A pressão para que Barbosa deixe o cargo é imensa…

http://www.istoe.com.br/reportagens/156701_JOAQUIM+RESISTE

Por que devemos aproveitar a oportunidade várias vezes perdida e, finalmente, voltar àquela velha edição de Veja que, por lapso, boiou e dormiu aqui na “redação” do segundavia? Por ódio à vagabundagem e pelas mesmas razões com que nos honraram as páginas amarelas da Ministra Ellen Grace (MULTIUSO10) ou a grita da Ministra Eliana Calmon (MULTIUSO4,MULTIUSO6). Psiu! Por que autoridades do porte dessas citadas não aparecem na “imprensa” de esquerda? Deveriam, não deveriam? Sim. Mas, também, não. Afinal, essas figuras estão muito acima dos discursos desmoralizados oriundos do vil metal que faria a Revolução.  Veja que viagem (Seção Cartas, Revista Veja, edição 2233, 07/09/11):

Notou, leitor? Lisboa, Ritz (sobre este Cinco Estrelas, veja “CHOQUEI!!!” … “O QUE ESTAMOS COMEMORANDO EM TÃO ALTO ESTILO?”, onde Grace Bulcão fala, entre outras coisas, do tipo de hospedagem em que os “nossos sindicalistas socialistas e anti-burgueses preferem realizar os seus congressos. Só para lembrar: o post   “CHOQUEI!!!” …” trata de uma “confraternização” feita pelo Sindjufe na boate mais cara da Bahia, durante o fogo de DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO! Meio milhão? Quem dera! Veja “SERRI, GENTE”.

Agora, pergunte-se: o que um radical militante (“do socialismo“) sem sem eira nem beira,  teria para distribuir a filas interessadas num cinco estrelas de Lisboa? De onde veio a beira? Zé Dirceu, você lembra, né? Ex-militante da luta armada e ex-homem forte de Lula (veja VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?) e VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2) recentemente flagrado em reuniões talvez clandestinas com altas figuras da república num hotel de Brasília. Clandestinas? Bem, se, segundo a mesma revista, o nome do homem que responde no STF por liderar o Mensalão não constava da lista de hóspedes do hotel… E se, segundo a mesma fonte, as despesas de hospedagem foram (são) pagas por um escritório de advocacia de um ex-assessor do ex-Chefe da Casa Civil… Dirceu é, também, o autor da frase ‘Ninguém vai cometer haraquiri no PT‘, cometida após o estouro do mais conhecido Mensalão.  Imagina.  Com que vergonha?

Voltemos ao Ministro (TRECHOS):

…VEJA: Há vários diagnósticos sobre o tema. Para o senhor, por que a Justiça no Brasil é tão lenta?

MINISTRO: Os processos demoram muito porque as leis são muito Min Joaquim negros, pobres...intrincadas, malfeitas. As leis não foram pensadas para dar solução rápida aos litígios. E um problema cultural, de falta de sentido prático para resolver as coisas. Deveríamos nos espelhar um pouco na Justiça americana. na rapidez com que ela resolve a maioria dos casos. Se um sistema judiciário não dá resposta rápida às demandas de natureza econômica. de natureza criminal, ele produz evidentemente uma descrença, um desanimo, que atingem a sociedade como um todo, inibindo investidores e empreendedores.

VEJA: O senhor concorda, então, com a ideia generalizada de que os poderosos não vão para a cadeia?

MINISTRO: O foro privilegiado, como o nome já diz. reflete bem essa distinção cruel que não deveria existir. Uma vez es chamei atenção para isso aqui no plenário do tribunal. Você se lembra quando o presidente Bill Clinton foi inquirido pelo Grand Jury? O que é um Grand Jury nos Estados Unidos? Nada mais que um órgão de primeira instância, composto de pessoas do povo. Era o presidente dos Estados Unidos comparecendo perante esse júri. falando sob juramento, sem privilégio algum. O homem mais poderoso do planeta submetendo-se às mesmas leis que punem o cidadão comum. O foro privilegiado é a racionalização da impunidade.

VEJA: Como assim?

MINISTRO: A criação do foro privilegiado foi uma aposta que se fez na impossibilidade de os tribunais superiores levarem a bom termo um processo judicial complexo. Pense bem: um tribunal em que cada um dos seus componentes tem 10000 casos para decidir, e cuja composição plenária julga questões que envolvem direitos e interesses diretos dos cidadãos. pode se dedicar às minucias características de um processo criminal? Não é a vocação de uma corte constitucional. Isso foi feito de maneira proposital.

VEJA: O senhor concorda com a forma como são escolhidos os ministros das cortes superiores?

MINISTRO:Não é o sistema ideal, mas não vislumbro outro melhor. Há os que criticam essa prerrogativa do presidente da República, mas acho que ele carrega consigo representatividade e legitimidade para isso. Qual seria a alternativa a esse sistema? A nomeação pelo Congresso? Seguramente essa alternativa teria como consequência inevitável o rebaixamento do Supremo a um cabide de emprego para políticos sem voto, em fim de carreira, como ocorre com o Tribunal de Contas da Unimo. Muita gente defende que se deva outorgar a escolha ao próprio Judiciário. Mas, com certeza, essa também não seria uma alternativa eficaz. Um corporativismo atroz se instalaria. Talvez, como ideia, poderíamos pensar em estabelecer um prazo fixo para o mandato dos ministros dos tribunais superiores.

VEJA: Da maneira como é feita hoje, a escolha dos ministros pelo presidente da República não leva a um comportamento submisso ao Executivo?

MINISTRO: No Brasil de hoje nao vejo nenhuma submissão do Judiciário ao Executivo. Nenhuma. O Judiciário brasileiro tem todas . as garantias, todas as prerrogativas para ser um dos mais independentes do mundo. Nem mesmo.os Estados Unidos contam com as nossas prerrogativas. As garantias da Constituição mudaram radicalmente a face do Poder Judiciário, que saiu de uma situação de invisibilidade, antes de 1988, para essa enorme visibilidade atual. O problema do Judiciário é de outra ordem, 6 organizacional, no plano da lei. Falta ousadia, falta coragem de propor mudanças que tornem a prestação jurisdicional mais rápida e pragmática.

VEJA: A Justiça é tarda e falha no Brasil por quais razões?

MINISTRO: É absurdo um sistema judiciário que conta com quatro graus de jurisdição! Deveriam ser apenas  duas instancias, como é no mundo inteiro. Essas instâncias favorecem o excesso de recursos. Faz sentido em um  país do tamanho do Brasil ter um sistema judicial em que tanto a Justiça Federal quanto a Justiça dos Estados tenham como órgãos de cúpula das suas decisões duas cortes situadas na capital federal, uma com onze ministros e outra com 33 ? Bastaria uma. Em vez de termos duas cortes superiores para a Justiça comum, o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, poderíamos ter pequenas cortes, de no máximo sete juízes, em cada Estado. Uma estrutura mínima que pulverizaria o trabalho do Superior Tribunal de Justiça. Só viriam para o Supremo os processos que tratassem de questões verdadeiramente constitucionais. Essa seria a maneira correta de o sistema funcionar…

Veja, também: MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: “Judiciário tem grande responsabilidade pelo aumento da corrupção no país”

PÉ DE PAU”

No interior mais tacanho ainda  se diz “cortar um pé de pau”, referindo-se a uma árvore. Pouco ambientalmente correto, né?

QUEIXO DURO II

portal vermelho ChinaO Portal Vermelho, do PCdoB, que já pregou a palavra de Stalin e Mao, podia ter-se debruçado sobre o progresso de Tirana ou Pyongyang, respectivamente capitais da AlbâniaCoréia do Norte. A Albânia, você sabe, foi um dos países que mais exportaram  barcos cheios de gente em busca de qualquer coisa, inclusive comida, para as praias italianas no fim dos 80 (fim oficial do socialismo). É paupérrima, rural e, dizem, profundamente corrupta. Por 41 anos ininterruptos foi governada pelo PC de Enver Hoxha, palavra sagrada que, até o dilúvio geral, fez muitos militantes daqui caírem de joelho e mãos para o céu, transidos em fé ardente. A Coreia do Norte dispensa comentário.

Só que o portal fez uma matéria altamente elogiosa sobre a China (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=135200), quase dizendo que a atual segunda economia do mundo é socialista. Coitado! Capitalista e das brabas! Veja uns pedacinhos de outras páginas amarelas, por onde também passou o Brasil. Entrevistado: o norte-americano Robert Fogel, Nobel de economia (1993).

 E o Brasil?

Veja também CISNES SELVAGENSA VINGANÇA DE MARX QUEM RESPONDE?

MERCUSUL II

Enviado por Sérgio Wally

MAPA DA MINA

Só das últimas 04 décadas. Veja a Lei da Gravidade que o PT ia mudar. É só clicar)  

Governo Ernesto Geisel (1974 1979)1.        Caso Wladimir Herzog
2.        Caso Manuel File Filho
3.        Caso Lutfala
4.        Caso Atalla
5.        Ângelo Calmon de Sá (ministro acusado de passar um gigantesco cheque Sem fundos)
6.        Lei Falcão (1976)
7.        Pacote de Abril (1977)
Governo João Figueiredo (1979 1985)
1.        Caso Capemi
2.        Caso do Grupo Delfim
3.        Escândalo da Mandioca
4.        Escândalo da Brasilinvest
5.        Escândalo das Polonetas
6.        Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS
7.        Caso Morel
8.        Crime da Mala
9.        Caso Coroa-Brastel
10.        Escândalo das Jóias
Governo Sarney ( 1985 1990)
1.        CPI DA Corrupção b
2.        Escândalo do Ministério das Comunicações (Grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não Ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio Ao presidente)
3.        Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou ‘Dossiê Chiarelli’)
4.        Caso Imbraim Abi-Ackel
5.        Escândalo da Administração de Orestes Quécia
6.        Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas
Governo Fernando Collor (1990 1992)
1.        Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais
2.        Programa Nacional de Desestatização
3.        Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social)
4.        Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa)
5.        Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos)
6.        Escândalo da LBA
7.        Esquema PP
8.        Esquema PC (Caso Collor)
9.        Escândalo da Eletronorte
10.        Escândalo do FGTS
11.        Escândalo da Ação Social
12.        Escândalo do BC
13.        Escândalo da Merenda
14..        Escândalo das Estatais
15.        Escândalo das Comunicações
16.        Escândalo da Vasp
17.        Escândalo do Fundo de Participação
18.        Escândalo do BB
Governo Itamar Franco ( 1992 1995)
1.        Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI para combater corrupção em todas as esferas do governo)
2.        Caso Edmundo Pinto
3.        Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso Inocêncio Oliveira )
4.        Escândalo da IBF ( Indústria Brasileira de Formulários)
5.        Escândalo do INAMPS ( Instituto Nacional de Assistência Previdência Social)
6.        Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização
7.        Caso Nilo Coelho
8.        Caso Eliseu Resende
9.        Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco)
10.        Escândalo da Telemig (Minas Gerais)
11.        Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro)
12.        Caso Ney Maranhão
13.        Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens)
14.        Escândalo da Administração de Roberto Requião
15.        Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira
16.        Caso José Carlos da Rocha Lima
17.        Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul)
18.        Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro (em Ibicuitinga, Ceará)
19.        Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia)
20.        Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso)
21.        Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná)
22.        Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima)
23.        Escândalo da Sudene de Pernambuco
24.        Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte)
25.        CPI do Detran ( em Santa Catarina )
26.        Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades naSudene de Paraíba)
27.        CPI do Pó (em Paraíba)
28.        Escândalo da Estacom (em Tocantins)
29.        Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento)
30.        Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD
31.        Caso Ricupero (também conhecido como ‘Escândalo das Parabólicas’).
Governo Fernando Henrique (1995 2003)
1.        Escândalo do Sivam
2.        Escândalo da Pasta Rosa
3.        Escândalo da CONAN
4.        Escândalo da Administração de Paulo Maluf
5.        Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)
6.        Escândalo da Telebrás
7.        Caso PC Farias
8.        Escândalo da Compra de Votos Para Emenda DA Reeleição
9.        Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
10.        Escândalo da Previdência
11.        Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau)
12.        Escândalo dos Precatórios
13.        Escândalo do Banestado
14.        Escândalo da Encol
15.        Escândalo da Mesbla
16.        Escândalo do Banespa
17.        Escândalo da Desvalorização do Real
18.        Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais)
19.        Escândalo do Mappin
20.        Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)
21.        Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados
22.        Escândalo do Judiciário
23.        Escândalo dos Bancos
24.        CPI do Narcotráfico
25.        CPI do Crime Organizado
26.        Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC
27.        Escândalo da Banda Podre
28.        Escândalo dos Medicamentos
29.        Quebra do Monopólio do Petróleo (criação DA ANP)
30.        Escândalo da Transbrasil
31.        Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o ‘Caladão‘)
32.        Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos Santos Neto , o ‘Lalau‘)
33.        Escândalo da Administração da Roseana Sarney (Maranhão)
34.        Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta)
35.        Escândalo da Sudam
36.        Escândalo da Sudene
37.        Escândalo do Banpará
38.        Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado
39.        Escândalos no Senado em 2001
40.        Escândalo da Administração de Mão Santa (Piauí)
41.        Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney )
42.        Acidentes Ambientais da Petrobrás
43.        Abuso de Medidas Provisórias (5.491)
44.        Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHCLula  1.        Caso Pinheiro Landim
2.        Caso Celso Daniel
3.        Caso Toninho do PT
4.        Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
5.        Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha )
6.        CPI do Banestado
7.        Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
8.        Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
9.        Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10.        Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11.        Irregularidades do Fome Zero
12.        Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13.        Escândalo do Ministério do Trabalho
14.        Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15.        Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16.        Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17.        Operação Anaconda
18.        Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19.        Caso José Eduardo Dutra
20.        Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21.        Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22.        Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23.        Expulsão dos Políticos do PT
24.        Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
25.        Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26.        Escândalo da ONG Ágora
27.        Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28.        Caso Henrique Meirelles
29.        Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30.        Caso Cássio Caseb
31.        Caso Kroll
32.        Conselho Federal de Jornalismo
33.        Escândalo dos Vampiros
34.        Escândalo das Fotos de Herzog
35.        Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36.        Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37.        Caso Antônio Celso Cipriani
38.        Irregularidades na Bolsa-Escola
39.        Caso Flamarion Portela
40.        Irregularidades na Bolsa-Família
41.        Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42.        Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43.        Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44.        Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45.        Escândalo do IRB
46.        Escândalo da Novadata
47.        Escândalo da Usina de Itaipu
48.        Escândalo das Furnas
49.        Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50.        Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51.        Escândalo da Secom
52.        Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53.        Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54.        Escândalo da CPEM
55.        Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56.        Caso Marka/FonteCindam
57.        Escândalo dos Dólares na Cueca
58.        Escândalo do Banco Santos
59.        Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60.        Escândalo da Interbrazil
61.        Caso Toninho da Barcelona
62.        Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63.        Caso dos Dólares de Cuba
64.        Doação de Roupas da Lu Alckmin
65.        Doação de Terninhos de Marísa da Silva
66.        Escândalo da Nossa Caixa
67.        Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
68.        Escândalo das Cartilhas do PT
69.        Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
70.        Escândalo do Proer
71.        Escândalo dos Fundos de Pensão
72.        Escândalo dos Grampos na Abin
73.        Escândalo do Foro de São Paulo
74.        Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75.        Escândalo do Mensalinho
76.        Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77.        69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin ( em São Paulo )
78.        Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
79.        Crise da Varig
80.        Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
81.        Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
82.        CPI da Imigração Ilegal
83.        CPI do Tráfico de Armas
84.        Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
85.        Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
86.        Operação Confraria
87.        Operação Dominó
88.        Operação Saúva
89.        Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
90.        Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
91.        Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
92.        Escândalo dos Grampos no TSE
93.        Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
94.        ONG Unitrabalho
95.        Escândalo da Renascer em Cristo
96.        CPI das ONGs
97.        Operação Testamento
98.        CPI do Apagão Aéreo ( Câmara dos Deputados)
99.        Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão )
100.        Operação Navalha
101.        Operação Xeque-Mate
102.        Escândalo da Venda da Varig

Enviado por Pedro Vieira

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VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2

23set. ENCANTADO

cordelMeu deus, como é que eu vou viver, agora, sem Bartira, Lilica, D. Neusa, Rosa, Ternurinha…? Um pouco de Dora sempre se vê, mas aquele sotaque, aquela pobreza de pose, aquela riqueza de princípios, aquela hombridade, aquela vida simples… Obrigado, Globo. Se vale a pena ver de novo, repita Gabriela.

22set. ELE DE NOVO

Das 60 visitas de ontem, quase 10% foram para O POVO

posts mais lidos, você já viu...2NÃO É BOBO, ABAIXO. Por quê?  Talvez a assembleia geral de ontonte e a local de ontem(TRT) deem alguma dica. Ia passando e vi umas duas ou três almas sentadas. É possível até que, no microfone, a dirigente tenha lamentado (mais ou menos):

 ‘…o que vemos é isso aqui. É como se dissessem: “lutem por mim…”

Independente desse num tô nem aí já ter sido bom ou não (que poder não gosta de uma certa inércia, de um certo imobilismo, né,?), em certo momento da assembleia geral, o bicho pegou. Depois da intervenção de uma colega do SDFS (Carla), que saiu do seu setor para rebater um comentário feito por outra dirigente (talvez a mais antiga), a chapa esquentou mais ainda. Uma representante do RENOVA SINDJUFE falou em “cadeiras vazias; uma certa dificuldade enfrentada na Fenajufe … e  diversidade. Pra quê?

Na vez do …LIMINAR JUDICIALo pau quebrouEle falou que o Renova tava em campanha eleitoral (ele não, viu?); que distribuía  “material escrito” (ele não, viu?); que usava até camisa com o nome do grupo, enquanto ele (e a primeira dama) usava camiseta do PCS … Chegou até a dizer que onde a corrente política do Renova ganhou eleições, as pessoas viviam pedindo para “o pessoal anterior voltar” …! Êta! Imagine quando estiver em campanha. E, apesar do “…Ah, não, não tô aqui pra ouvir essa baixaria … palhaçada”, etc, etc, da  platéia, em especial da de Feira de Santana, Ele foi bem claro com a baixinha do TRE:

companheiros, lembro que (com voz embargada) a banda que contratamos para uma manifestação no Iguatemi teve de tirar a camisa da CTB… É isso que é diversidade?

Foi grande o esforço que fiz para conter as lágrimas. Como alguém pôde pedir para os músicos pagos pela gente se despirem da propaganda política de uma central sindical que não é nossa (ainda!)? Gente, a CTB é do PCdoB, mesma corrente que há 20 anos dirige o nosso sindicato … Por que tanta intransigência? Só porque o chamou de diversidade  a si próprio? Pelo amor de deus…S

Mas, quente mesmo foi quando Hilton 50 , depois de falar em “fascismo e justificar o uso do termo, bradou:

“…vamos disputar as eleições, sim. E vamos ganhar! … Você tá é com medo,

 Humm! Será isso o que dizem as cadeiras vazias? Brinque com o povo…

ENQUETE4 ……………………………….VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2

Pra quem não sabe ou lembra, Fernando Collor, o furioso adversário de Lula Lá (1989), levou um bocado de pasta para o último debate, “…dando a entender que não só dominava vários assuntos, mas que, numa delas, poderia haver novas denúncias contra Lula…”, como ressalta o ótimo NOTÍCIAS DO PLANALTO a imprensa e Fernando Collor [CIA DAS LETRAS, SP, 1999, fl.257]. BLEFE ou não, o fato é que Lula esteve irreconhecível naquele segundo e definitivo round.  Teria passado a noite em claro, mordido pelas declarações da mãe de Lurian, sua filha adolescente sobre a qual nem no PT se sabia. De crista baixa e sem querer nem mesmo folhear os dossiês anti-Collor preparados pelos partidos da Frente Brasil Popular…” [Luiz Maklouf, JÁ VI ESSE untitledFILME, fl. 78],  Lula e o PT teriam sido ingênuos demais naquele debate, segundo Ricardo Kotsho, o então assessor de imprensa do “candidato do povo”. Para ele, ainda de acordo com a mesma fl. 78, Lula  agiu fora dos padrões da política real, o que teria valido a pena, ja que o partido “não abriu mão da bandeira da ética…”. Bacana, né?

Pode-se exclamar: QUANTA DIFERENÇA!?  Bem, embora ainda não tivesse posto a mão em qualquer massa – sendo, portanto, a linda virgem dos lábios de mel que a todos encantava– na verdade o PT já tinha tido um ligeiro rala-e-rola com seu arquirrival e colega de geração PRN (Partido da Reconstrução Nacional), filho do então repugnantecaçador de marajás’ Fernado Collor. Como nenhum dos dois queria Brizola no segundo turno, “… onde o PT não tivesse fiscais, os do PRN se encarregariam também de controlar os votos para Lula. E onde o PRN não contasse com fiscais, os do PT cuidariam de evitar fraudes contra o PRN…”, segundo o incrível NOTÍCIAS DO PLANALTO já citado, fl.219 [veja mais sobre esse livro em O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, CABA NÃO, MUNDÃO, MULTIUSO8 e CRIME OU ARTE?]. O amor é lindo e ninguém é bobo, né? Antes, portanto, de retornar à famosa entrevista de Paulo de Tarso [veja VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)– parte 1], passemos rapidamente pelo revelador CASO DO DEPUTADO CORRUPTO, que, como os negócios com as prefeituras paulistas, mostra um Lula e um PT já bem espertinhos na vida sexual ativa da corrupção.

O deputado era o temido Ricardo Moraes, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas. Crimes confessos pelos quais fora expulso do PT local: corrupção, escuta clandestina de telefones e invasão do prórpio sindicato (com uso de pé de cabra). Esse deputado federal tinha mexido os pausinhos para que o sindicato que ele controlava emprestasse um bom dinheiro a cinco outros do PT (ele próprio, José Genoino, Paulo Rocha e mais dois) sem que houvesse intenção manifesta de pagar…  Pelo menos até esse escândalo ainda inédito no PT aparecer nas páginas de O Estado de São Paulo (10/05/93).

 VIDA E OBRA DOS FATOS:

  •  quando presidente do sindicato, Moraes também recebia salário da Phillips e já havia feito um empréstimo pessoal para construção da própria casa, embora a entidade não dispusesse de linha de crédito para qualquer filiado (fl. 113);
  • ninguém sabe onde o segundo e mais amplo empréstimo (em dezembro/91, CR$9,4 milhões) foi parar;
  • Lula e o deputado federal que era secretário geral do partido e também relator do caso em esfera nacional ( Zé Dirceu) sabiam da operação e do calote desde o começo, segundo o Diretório Municipal de Manaus e o próprio Moraes que, em depoimento escrito, disse à Comissão de Ética local ter tratado do assunto diretamente com o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, presidente nacional do partido;
  • apesar de ganhar a imprensa local, o escândalo foi abafado no PT, tendo o seu então presidente nacional (Lula), em plena Caravana da Cidadania, dito o seguinte: “…estou viajando desde o dia 23 de maio e não leio jornais…PT ricardo moraes
  • em defesa da sua honestidade e não expulsão definitiva do  partido, o deputado Moraes conseguiu dezenas de moções assiandas por outros sindicatos locais, tendo tido o cuidado de pagar toda a dívida, depois da primeira reportagem;
  • expuslo do PT, filou-se ao PSB de Arraes e ofereceu a Lula “uma grande recepcção” quando da passagem da referida Caravana (aquela alimentada pelo dinheiro desviado dos contribuintes paulistas) por Itacoatiara (AM), estando o tempo todo ao seu lado, “sem constrangimento de qualquer parte fl. 122);
  • não houve pedido para que a mesa da câmara abrisse porcesso de cassação de mandato” (fl.122). As informações deste bloco estão entre as fls. 107/125.

Entende-se agora o que o Governador Wagner quis dizer com “… um homem totalmente da política…”, ao se referir ao ex-mito e grande mestre da política nacional e à sua “tolerância”, né, leitor? É lindo e tal, mas custa caro: 05 séculos de corrupção, até agora!

“…É claro que o presidente Lula, por ser um homem totalmente da política, acabou sendo mais tolerante que Dilma com o gênero humano e seus erros. Ele sabe que para governar é preciso, muitas vezes, conviver com pessoas que não têm o mesmo padrão de comportamento. Nesse aspecto, a presidente Dilma tem uma bem-vinda taxa de intolerância muito grande. A intolerância tem que ser no conteúdo e não na forma. É chamar o cara e dizer: “Bye, bye”. Mas, para não ficar impressão errada, não me consta que, com Lula, tenha havido movimentação para impedir o trabalho da PF ou do Ministério Público Federal. Mas Lula é um cara mais martelado na vida da política, desde o sindicato…” 

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/158337_LULA+FOI+MAIS+TOLERANTE+

Será mesmo que temos o direito de ir direto para a segunda parte da entrevista de Paulo de Tarso, sem passar pelo DECRETO DA MAMATA e por duas brilhantes frases de Dirceu e Lula, leitor?

DECRETO DA MAMATA (DECRETO Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008)
Art. 1o  Findo o mandato do Presidente da República, quem o houver exercido, em caráter permanente, terá direito:
I – aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal;
II – a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III – ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, nível 5.
Art. 2o  Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o serão de livre escolha do ex-Presidente da República e nomeados para cargo em comissão destinado ao apoio a ex-Presidentes da República, integrante do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas da Casa Civil da Presidência da República
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6381.htm

FRASE DE LULA

“notícia de verdade é aquilo que a gente não quer falar. Aquilo que a gente tá doidinho para falar não é notícia, é publicidade”

(Improviso do presidente em 10/09/03, durante a inauguração do site da Secretaria de Imprensa do Planalto, segundo a Folha de S. Paulo, in Maklouf, op. cit, fl. 5)

FRASE DE DIRCEU

“… os grandes grupos econômicos, o capital financeiro os grandes bancos, a classe política conservadora, não querem o PT no governo porque o PT vai mudar o modo de governar o Brasil, vai… [atenção, leitor!] … vai combater a corrupção a ferro e fogo…”  (Maklouf, op. cit, fl. 414)

Você acha que deveria haver um órgão regulamentar (um Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária – CONAR) para a propaganda política, leitor? O engraçado é que toda vez que foi pego no flagra, ao invés de falar em AUTOREGULAMENTAÇÃO MORAL, o PT falou em CONTROLE DA IMPRENSA, que nada tem a ver com DEMOCRATIZAÇÃO. Tá lembrado de A PULGA, O BURRO e AS NORMAS (edição especial)?

 Se você não leu a primeira parte (VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)), você vai pegar o bonde já a 130, 140 por hora, que é como estava o carro oficial em que Paulo de Tarso fugia dos três homens que o cercaram na rodovia do TrabalhadorPaulo de Tarso, você sabe, né (o então importante militante e primeiro denunciante público das  maracutaias do PT)? Antes daquele episódio, ele havia passado o dia na sede do governo paralelo (já pensou? O que se diria, se o paralelismo fosse dos outros?) com o presidente do PT (Lula), Paulo Okamoto, Frei Beto, etc, tendo batido as vistas, também, em Zé Dirceu. O que ele foi fazer lá? Demonstrar documentalmente a Lula o esquema da CPEM, que já rolava desde a administração do PRN na prefeitura de São José dos Campos, comquistada pelo PT. O que Lula achou? Muito grave, mas que uma solução tinha que ser encontrada, segundo a fl. 162. Para isso, articula-se mais de uma reunião com os irmãos Teixeira, e a segunda Caravana da Cidadania quase não sai porque a CPEM não tinha passado a grana (fl.167). Enquanto isso, aumenta o rolo compressor contra o entrevistado:

  • o deputado Arlindo Chinaglia o procura e avisa: “estão puxando o teu tapete”;
  • a Câmra Municipal (S. José dos Campos) o intima para depor;
  • com informações que a própria prefeitura não tinha, a CPEM publica matéria paga nos jornais locais; e
  • a prefeita (Ângela Guadagnin, que viria a rebolar no plenário  da câmara dos deputados, em honra à não cassação de seu colega João Magno, outro altruísta do mensalão :http://www.youtube.com/watch?v=FE3rueE927M ), o exonera.

Na época dessa dança louca, enviei várias mensagens, inclusive para o meu órgão de classe. Texto:

DESBUNDE TOTAL

A cena daquela mulher rebolando aquele corpo redondo e sem pudor pelo teatro da Câmara foi um golpe sórdido da História, inclusive contra o PT. Não sei se a moral anã da Era Collor, que esta diminui, teria alcançado tamanha indulgência.

Como a cartilha de termos politicamente corretos inventada por este incrível governo definiria a dança daquela senhora? Corruptela?

 Luiz Estrela, um cidadão, Salvador/ba

Não entendi por que o www.sindjufeba.org.br – de esquerda e natural apóstolo da Moralidade– não publicou.

Você lembra de “… Atenção, leitor, se ligue porque você vai ter uma surpresa quando souber quem pediu a exoneração de Paulo de Tarso…” (VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?))? Chegou a hora:

“… os outros secretários tinham até uma ciumeira por causa da relação que ela tinha comigo e eu tinha com ela. Aí ela acaba falando que eu fui exonerado a pedido do Paulo Okamoto, representando a direção nacional, e do Paulo Frateschi, representando a direção estadual…” (fl.168)

Dói, mas não podemos negar: também no partido da ética, sistema derrotou integridade, a competência e a cidadania! Lembremos que o militante histórico Paulo de Tarso havia mais que dobrado a arrecadação do município sem aumento de imposto e, até se chocar com a Santa Corrupção, foi considerado “…o melhor secretário, com os melhores resultados concretos () a prefeita me adorava (…) andava comigo de baixo pra cima, todo mundo me elogiando na cidade …” (fl.160)

Segue a entrevista (vá até o fim que você vai ver até “dinehiro em saca de milho”):

…quisesse convocar uma entrevista com certeza acabava com a candidatura do Lula. Mas, ao contrário,  eu trabalhava na campanha, participando de um grupo de economistas, com reuniões aqui em casa (fl.170)

Leitor? Tá ligado? Vai rolar um hotel, um bar, um papo … E o nome Ormetá:

Leitor, tá lembrado de “… o interesse  público não existe na natureza. Quem existe é o privado, que, forçado, pode criar e até defender o público. Forçado!…”  (veja  MULTIUSO8)? Depois de “pelo menos“, o utópico Paulo de Tarso fala de caráter, honestidade interesse e carreira pessoal, temas já tratados aqui, pelo menos, em  O DILEMA DA REALIDADE  e O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3.

Agora veja o que, de fato, levou o homem que combateu a mala preta petista a denunciar. Veja do que são capazes os valores e, contra eles, qulaquer “PFL”. Tem uma piadinha, também:

Depois de se declarar “antilula”, debulhar uma série de raciocínio lógico sobre a relação Lula/PT/CPEM e afirmar que a Administração Erundina também sofreu pressão para aceitar o esquema (sem êxito), Paulo de Tarso diz por que continua petista e, apesar do que nem ele imaginaria (o Mensalão), é provável que tenha se equivocado:

Fim da entrevista, mas não do livro. Paulo de Tarso enfrentaria uma série de processos judiciais (inclusive QUEIXAS-CRIMES) movidos por de Lula, Zé Dirceu, Roberto Teixeira PT, sem perder nenhum. Veja um dos desfechos (muito próximo, aliás, do encontrado em O POVO NÃO É BOBO…) abaixo:

“… a denúncia séria fa parte da função da imprensa, responsável pela descoberta dos mais diversos casos de corrupção e desvio de numeráiro público (…) se o próprio estatuto do PT firma como obrigação do filiado denunciar corrupção, não se vislumbra na reportagem qulquer animus injuriandi ou intenção desmedida de prejudicar ou lesionar a hora do autor (…) Nao se pune alguém pela interpretação dada  às suas palavras (…) Se alguém que participa da política não quer se sujeitar às críticas (…) não deve dela participar…”

 Sentença do juiz Mattos Barroso (fl. 268) 

Estando do lado certo, mas não do que venceria, Paulo de Tarso Venceslau ainda não mereceu qualquer honoris causa, apesar do que poderia ter evitado. Exemplo? Aquelas mortes de prefeitos do PT paulista, tão pouco notadas pelos companheiros já no Planalto e o próprio Mensalão.

Curiosidades:

  • ‘…na campanha eleitoral do Sindicato dos Metalúrgicos de S. Paulo, soube [Lula falando] que um militante da Tribuna Operária (do PcdoB) distribuia exemplares de apoio à chapa da situação, liderada por Joaquim dos Santos de Andrade, o Joaquinzão. Ora, há três anos a Tribuana era conta o pelego, chegou a tirar um núemreo especial fazendo graves denúncias contra Joaquinzão! Lula localizou o exemplar e nesse dia fez o discurso de sua carreira: “companheiros, hoje não vou falar. Só quero que o companheiro da Tribuna suba aqui, diga se esse jornal é deles e explique quem mudou: eles ou o Joaquinzão.”’ (fl..22)
  • “… realmente, tenho medo dela…” – Lula referindo-se à IMPRENSA, maio de 1978 (fl. 25);
  • “…nem o Fernando Henrique, nem o Paulo de Tarso, com uma acusação falsa, pode mexer com a trajetória do Partido dos Trabalhadores …”- Lula, fl.197;
  • “…foi cheia de irregularidades [primeira gestão Celso Daniel], tanto que ele foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado e condenado no caso da CPEM. Do ponto de vista da ética (…) não foi nenhum exemplo (…) O comportamento ético da moralidade pública deixou muito a desejar (…) desde a primeira gestão do Celso essas denúncias estão aí (…) O Celso representa a alta burguesia da cidade. Eu sou de uma origem operária, trabalhador cassado do sindicato (…) condenado pelo regime militar (…) E o Celso nunca passou por isso, nunca trabalhou (…) mas o que nos fez rachar foi eu ser trabalhador, peão, macacão. O Celso não gosta muito da aproximaçao com essa classe – a não ser em tempo eleitoral… – José Cicote, fls. 210 e 212;
  • “…esse desgraçado [Paulo de Tarso] vai ter de ir à justiça (…) porque ele não pode ficar a vida inteira dizendo: ‘eu  acho, eu acho, eu acho’. Imaginem vocês se eu levangtasse com a mania de dizer que eu acho que Vera Fisher quer dar pra mim (…) Se dependesse de mim, o Paulo de Tarso teria sido expulso do partido quando entregou aquela carta …”- Lula (fl.285);
  • Quando Lula se enrolou todo com o caso do terreno da sua mulher (ela o teria herdado junto com 11 irmãos e Lula o teria vendido para a compra do cobertura de 180m … Só que o cartório respectivo não registrou a tal venda, assim como o Detran não anotou a transferência do ômega  para o compadre e amigo Roberto Teixeira…, como declarado por Lula (fls. 305/307). O então candidato à presidência preferiu não mais tocar no assunto com a imprensa. Só na justiça. Processou e perdeu, como visto. O seu argurmento: A LIBERDADE DE IMPRENSA NÃO É ABSOLUTA. Como a história é pouco criativa, né, leitor? Veja O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, LÁ e CÁ. MAS FALTA UM LÁ, VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS
  • “…os métodos internos foram sendo transformados perigosamente para atender a interesses pessoais ou de grupos (…) Militantes petistas são perseguidos e até demitidos por não seguirem ‘a cartilha’  do chefe do executivo (…) o PT dá mostra de sua involução: enquanto socialmente defende o financiamento público das campanhas eleitorais, internamente reforça o financiamento privado (…) Combatíamos sem trégua o nepotismo. Bastou chegarmos ao poder para demonstramos que a nossa sogra, esposa, cunhada, etc, é diferente das sogras, esposas e cunhadas dos outros … (José Fortunati, carta aberta, 10/09/2001, fl. 415)
  • “…Roberto Teixeira entrou com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado de São Paulo (…), o jornalista Luiz Maklouf (…) e o economista Paulo de Tarso (…) Ele pediu, na mesma ação, uma liminar que proibisse os repórteres e o Estadão de fazerem ‘qualquer referência (…)’ à relação de compadrio com Lula…” (fl. 590); Ô, Marx não dizia que a Histórianão se repete? Só uma multa pesada nele (veja INSENSATO CORAÇÃO e  O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3)
  • Sílvio [aquele do Land Rover], Delúbio, essas pessoas foram postas no entorno de Dirceu. Silvinho, por exemplo, sempre foi uma pessoa medíocre no PT. Foi alçado a dirigente por Zé Dirceu e virou pau-mandado. Assim como Delúbio (…) Zé Dirceu era o grande comandante desse pessoal (…) A máquina partidária era controlada a mão-de-ferro por ele (fl.592) (…) Delúbio (…) é um sindicalista do interior de Goiás, professor de carreira do Estado, neófito em São Paulo, nunca circulou nas rodas do poder e, de repente, adquire amizade sólida com um grande operador chamado Marcos Valério… (Paulo de Tarso, fl.593)
  • “…Nos anos 90 (…), o Silvinho ficava exibindo grife italiana, roupas, sapatos carésimos. Todo mundo se espantou: qual é a desse cara? Todo mundo pagando para trabalhar (…) Ele veio pro PT com 17 anos de idade e nunca saiu da máquina do PT. Um cara que veio de uma comunidade de bairro da igreja, da periferia de Osasco, de repente andando de Land Rover …” (idem, fl.594);
  • “…é um canhão a laser para acertar uma rolinha…– Presidente estadual do PT, André Vargas”; “é o milhão contra o tostão…” – um dos concorrentes (PFL) de Zeca Dirceu. Ambos criticam o poder econômico do filho do , que gastou R$600.000,00 em 2004 (três vezes mais do que a soma de todos os seus adversários) para tornar-se prefeito (PT) de Cruzeiro do Oeste/PR. Salário da época: R$6.000,00 (seriam necessários 100 meses para igualar o capital, mais do que o mandato. Seria UM GRANDE NEGÓCIO?). Detalhe: Zeca só dava entrevista à imprensa local, toda ela engajada na campanha (fl.547);
  • “…eles fizeram a campanha sem usar contas bancárias, só com dinheiro vivo (…) eu não posso provar, mas o dinheiro chegava aqui até em saca de milho…” – Pedro Fallone, taxista e militante que sustentou o PT por dez anos em Buriti Alegre/Go, referindo-se à campanha do candidato A prefeito imposto por Delúbio Soares. O Del Rey/86 do taxista sumiu junto da Toyota 0KM do tesoureiro do PT (fl.555/556);
  • “…fui até o modesto sítio de seus pais, em Aracati, sua terra natal (…) e os vi fecharem a porta da casa, pedindo desculpas, com vergonha do filho repentina e miseravelmene famoso…” – Luiz Maklouf, referindo-se a José Adalberto Vieira, o ex-asseossor do deputado estadual cearense José Nobre Guimarães que foi preso em flagrante com R$200 mil em uma maleta e US$100mil na cueca. O deputao mencionado é irmão de José Genoino, então preisidente do PT.

Essa galera tem motivos pra não gostar de imprensa, leitor?

O livro  JÁ VI ESSE FILME ANTES- Reportagens (e polêmicas) sobre Lula e o PT 1984-2005) [Carvalho, Luiz Maklouf. São Paulo, Geração Editora, 2005] foi um brinde do site LEIALIVRO, em atenção à resenha  É MUITA ONDA (do livro ELOGIO DA SERENIDADE E OUTROS ESCRITOS MORAIS/Norberto Bobbio), premiada.

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VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)

20/09. BELEZA!

MULTIUSO10

BEM NA FOTO:

maklouf lula fundação cutVocê reconhece essa face no círculo vermelho, leitor? Ainda bem que as caras estão voltando a se pintar, e, agora, sem partido! Pena que o último Canal Livre (domingo, 11:30h, Bandeirantes), não tenha instado mais o deputado Cândido Vacarezza (líder do governo, PT/SP), em confronto com o senador Álvaro Dias (PSDB/PR). Pena porque foi um zero a zero sem grandes lances, apesar do maior volume de jogo do deputado, a quem coube falar até em “…compromisso do PT com a ética na política…. É sério, né brincadeira, não. Parecia até que, entre outras torres, a do Word Trade Center petista já não tinha caído durante o mensalão, o incêndio de 2005. Infelizmente, faltou quem lhe perguntasse, por exemplo, sobre a sua confraternização recente com a deputada Jaqueline Roriz, cuja vida pregressa – muito familiar não só Brasília – os colegas da câmara perdoaram, talvez com o apoio do  líder. Quem viu o último CQC (Bandeirantes, terça, 22:20h) sabe e quem lê outdoor, também:

Revista ISTO É:

 …A operação de blindagem começou na manhã da terça-feira, quando houve a tentativa de transformar a sessão aberta em secreta, para evitar pressões. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), chegou a anunciar que atenderia ao pedido, mas recuou horas depois ao decidir apenas limitar o número de pessoas que assistiriam à sessão. Distribuiu 100 senhas de acesso pelo critério de proporcionalidade das bancadas de cada partido. Assim, para o PSol, autor da representação contra Jaqueline, coube uma única vaga. Enquanto isso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu ordens à Polícia Legislativa para barrar um grupo de pessoas que tentavam lavar a rampa do Congresso. O gesto, temido por Sarney, simbolizava os apelos da sociedade pela limpeza moral do Parlamento (…) Dos 513 parlamentares, nada menos do que 234 respondem a processos judiciais…

http://www.istoe.com.br/reportagens/156696_ISTO+PODE+

CARTA CAPITAL  Teria faltado uma “nota de repúdio” (http://www.sindjufeba.org.br/Avisos.aspx?id=674) nos nossos sites sindicais? É possível. Preocupados com a ética, o social e a transparência como somos (veja-se outra “moção de repúdio” em É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?)… Básica na política e nem sempre rechaçada no mundo da esquerda ou sindical, a expressão ninguém é bobo é rica e sábia. É, na verdade, uma síntese da política real lembrada pelo Nobel de literatura peruano, Mário Vargas Llosa (veja O CASO BANCOOP II).  Por que, aliás, acontecem casos como o da Bancoop?

Ninguém é bobo, leior (veja SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?, BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”, CABA NÃO, MUNDÃO, BLEFE, É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?…)! E não é por outra razão que o post O POVO NÃO É BOBO… é o nosso campeão atual de audiência, depois de DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

………………..VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)

Agora, já, uma longa viagem pelo universo sideral do antigo partido da ética! Base de lançamento: as vibrantes 615 páginas de JÁ VI ESSE FILME ANTES- Reportagens (e polêmicas) sobre Lula e o PT 1984-2005), do jornalista (e ex-militante do PCdoB) Luiz Maklouf Carvalho [São Paulo, Geração Editora, 2005]. Tripulantes: Luis Inácio Lula da Silva, Zé Dirceu, José Genoino, Pallocci, Gilberto Carvalho, Aloiso Mercadante, Suplicy, João Paulo Cunha, Paulo Okamoto, Jacó Bittar, Vacarezza, Luiz Gushiken, Ângela Guadagnin, Celso Daniel, João Batista Vaccari, Paulo Frateschi, Roberto Teixeira

Além deles, Paulo de Tarso Venceslau, o homem-bomba que, fiel ao que acreditava e aos documentos inicialmente levados a todas as instâncias e lideranças do partido e posteriormente à justiça, denunciou o esquema de corrupção nas prefeituras petistas do interior de São Paulo e – ainda nos anos 90 – instaurou o primeiro grande crack na bolsa do PT. O que vai interessar aqui não são propriamente os fatos, leitor, já demasiado sabidos por quem acompanhou a imprensa na época. Mas o que a direção do PT fez com eles e o denunciante… Veja, aliás, o que esse ex-militante da esquerda armada dos anos 60/70 escreveu, em carta, ao senador Eduardo Suplicy, em 21/08/1995:

e definiu a sua visão de esquerda:

Paulo de Tarso (“PT”, na intimidade do partido; Lula era “Baiano”) é também um ex-colega e amigo de José Dirceu, desde o famoso Congresso de Ibiúna (UNE), estando, também, na foto  do sequestro do embaixador americano (1969) que reusltou na libertação, entre outros, do próprio Dirceu (fl.139). Como economista, tornou-se assessor político e secretário de finanças de duas importantes prefeituras do partido (Campinas, gestão Jacó Bittar; e São José dos Campos, gestão Ângela Guadagnin, fl. 104), além de vice-presidente da CMTC, durante a gestão Luiza Erundina, em São Paulo (fl.211). Na chefia das finanças das duas cidades do interior paulista, descobriu um vultoso esquema de fraudar a arrecadação municipal e tomou duas atitudes que lhe renderam a perda das amizades  e a expulsão do partido (fl.294, 295). As atitudes foram:

  • fazer o orçamento histórico de São José dos Campos saltar dos à época U$100 milhões para U$250 milhões (sem aumento de impostos. Segundo o livro, só de honradez e eficiência), e
  • depois de anos tentando fazer o partido agir de acordo com o discurso, denunciar e fazer a empresa do compadre e amigo de Lula (CPEM) ser condenada a devolver U$10,5 milhões e não receber outros U$5 milhões (fl. 180);

Outro dado importante (fl. 212):Mais informações em http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/editora/teoria-e-debate/edicoes-anteriores/memoria-entrevista-paulo-de-tarso-venceslau, revista oficial do PT, da qual o próprio Venceslau foi gerente.

MAIS SOBRE LUIZ MAKLOUF

Você já leu sobre esse autor em CRIME OU ARTE?, leitor. Mas veja a orelha do livro:

Entre 1984 e 2005, o jornalista Luiz Maklouf Carvalho produziu uma centena de reportagens sobre Lula e/ou o PT para quatro veículos da mídia impressa – Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Este livro conta a história dessas reportagens e traz a íntegra de várias delas, entre as que mais repercutiram.

São os casos do “furo” que revelou para o país a existência de uma filha de Lula, Lurian; da entrevista com o economista Paulo de Tarso Venceslau, no chamado “caso Cpem”; do empréstimo que cinco deputados federais do PT tomaram do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, sob a batuta de um colega parlamentar que confessou corrupção; e da reportagem que derrubou uma parte de versão do hoje presidente da República para a compra do apartamento em que mora, em São Bernardo do Campo.

Lula e o PT reagiram a essas reportagens de maneiras diversas. O episódio mais conhecido da reação da direção do PT foi o veto de Lula à presença de Maklouf no programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, às vésperas da eleição presidencial de 1988. Este outro lado também é contemplado neste livro, com as réplicas e tréplicas, para que o leitor possa tirar a sua conclusão. Luiz Maklouf Carvalho, 52 anos, é jornalista e bacharel em Direito. Nascido em Belém (PA), começou sua carreira na imprensa paraense, em 1974, como revisor de O Liberal. Foi repórter dos diários A Província do Pará e O Estado do Pará (Prêmio Esso Regional Norte, 1977), editor do jornal Resistência, da Sociedade Paraense dos Direitos Humanos (quatro prêmios Vladimir Herzog), e correspondente do jornal Movimento.

Radicado em São Paulo desde 1983, foi repórter especial de O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, e colaborador de diversas outras publicações. É co-autor dos livros Pedro Pomar e A Igreja dos Oprimidos, e autor de Contido a bala – A vida e a morte do advogado Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará, (Cejup, 1994), Mulheres que foram à luta armada (Globo, 1998, Prêmio Jabuti de Livro-Reportagem/1999), Cobras Criadas – David Nasser e o Cruzeiro (Senac, 2001), e O coronel rompe o silêncio (Objetiva, 2004). É editor do site Profissão: repórter.

Na fl. 16 o autor informa que foi da Dissidência do PC do B-Esquerda, grupo que,segundo ele, rompera com a direção de João Amazonas, tendo como principais expressões Wladimir Pomar e José Genoíno.

IMPORTANTE: o jornalista informa em nota de rodapé (fl.253) que já respondeu a processo em comissão de ética do seu órgão de classe em São Paulo. O autor foi o próprio sindicato, que reclamava de matéria do jornalista sobre o Partido dos Trabalhadores e irregularidades no próprio sindicato: furto de dinheiro e irregularidades nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas. Foi punido com uma “observação”. Dois trechos da mesma:

“… o fato de o jornalista voltar à questão do Sindicato dos jornalistas , de denunciar a Federação Nacional dos Jornalistas e inclusive reportar contra o PT em plena campanha eleitoral mostra um gosto especial pelo negativo a pretexto de defender a ética e a moralidade (…) sem a plena responsabilidade social (…) Por isso, achamos que se deve fazer uma OBSERVAÇÃO ao colega jornalista para que busque comunicar  o que há de melhor, sem preconceito, nem  partidarismo, investigando verdades animadoras que possam dignificar o povo brasileiro …”

Que tal, leitor? Isso em Sampa (junho de 1997), viu? O mais lindo de tudo é  defender o partido e pedir não-partidarismoNinguém é bobo, né?

Lula em QUEM FAZ A CABEÇA DO BAIANO. Revista Brasil Extra, nº1, agosto/84.

JORNAL DA TARDE, 26/05/1997:

Entrevista  (fl. 145)

JT- quem eram?

PT- “…Aloízio Mercandante e Gilberto Carvalho…”. O autor diz que era amigo de Mercadante de “velhos carnavais” e conheceu Gilberto Carvalho, então secretário geral do PT, na militância (“trabalhos populares”), vendo nele “uma grande integridade”…

JT- Quem é o núcleo central da acusações que você faz nesta carta?

PT- O envolvimento de uma empresa chamada Consultoria para Empresas e Municípios (CPEM), com base em S. Bernardo do Campo. Quando eu assumi a Secretaria da Fazenda (…) essa empesa era a maior credora. Eu já conhecia essa empresa dos tempos em fui secretário da Fazenda de Campinas (…) Em Campinas eu sofri pressões paa a contratação dessa empresa e não contratei.

JT- Que tipo de pressão?

PT- A pressão era que fosse contratada sem licitação – simplesmente por notória especialização. E isso por um serviço que o corpo técnico da prefeitura, com contabilistas de segundo grau, podia fazer.

JT- De quem era essa empresa, a CPEM?

PT- É de um pessoal de S. Bernardo do Campo. Mas era apresentada nas prefeituras petistas pelos irmãos Teixeira- o Roberto e o Dirceu Teixeira (…) sempre insinuando que era uma empresa que contribuía com o PT …

Paulo de Tarso entra nos detalhes contábeis, demonstrando como a empresa do amigo de Lula faria um trabalho simples e programado, embolsando 20% do que viesse a aumentar na arrecadação de ICMS.

Paulo de Tarso diz, ainda, que:

      • a prefeitura, com o seu próprio quadro, fez o “filé-mignon” da arrecadação, melhorando o seu índice, e licitou zona de risco a uma taxa de 3,5. A CPEM ficou fora;
      • morando na casa do empresário e sendo seu amigo, Lula sabia que Roberto Teixeira agenciava a CPEM junto à prefeitura;
      • não contratou a empresa porque não era um serviço altamente especializado e era muito dinheiro por nada e sem licitação;
      • em Campinas se falava “com todas as letras” que a CPEM e Roberto Teixeira repassaria parte dos recursos para o PT. (fl.149)…

Depois de Campinas, Paulo de Tarso vai para a CMTC/ Luiza Erundina e, depois, para a prefeitura de São José dos Campos (fl. 150). Atenção, leitor, se ligue: vai rolar o nome … PRN!

Paulo de tarso acrescenta que não havia dinheiro suficiente para a folha que venceria dali a 15 dias e solicitou a lista de credores para estabelecer critério de pagamento. Veio a lista e a CPEM era o maior credor. Os serviços teriam sido prestados ao governo de Pedro Ives, do PRN

Examinando uma tal de Dipam (Declaração para o índice de Participação dos Municípios) e matutando, Paulo de Tarso veio a descobrir o caminho das pedras. Achou o pulo do gato. Reuniu, então, a equipe, nomeou uma comissão de sindicância e imediatamente informou a Paulo Okamoto (aquele do Cebrae no governo Lula), que “…era o homem, o coletor dessas partes com os fornecedores, prefeituras. Falei pra ele que tinha problemas com a CPEM. Fali por causa daquela ligação que ele estava cansado de saber…” (fl.152). Se ligue, leitor:

…tinha alguma forma, se eu conhecia algum fornecedor que poderia contribuir, sempre buscando informações com as prefeituras, com as empresas públicas. Esse papel dele era evidentemente conhecido dentro das administrações petistas… Ele vivia circulando pela administrações petistas (…) Ele era o homem de confiança do Lula… Ele via a viabilidade de desviar dinheiro das prefeituras para o caixa do partido … (fl.153) … Era o chamado capa-preta…” (fl.156)

JT- …Quando houve o problema com a CPEM, em S. José dos Campos, você o chamou?

PT- Claro. Chamei porque envolvia pessoas muito próximas do Lula (…) Chamei e informei. A reação dele foi: ‘não tem problema nenhum. Pode ir fundo nas investigações. Não temos nada com isso.’ Ou seja: ‘…pode ir fundo… coisa que eu iria mesmo, de qualquer  forma. Mas ele falou: ‘Não tem problema’. Eu falei: ‘se tem é bom se cuidar…’

Na fl. 154, o entrevistado informa que, de posse do resultado da sindicância, voltou a Paulo Okamoto, informando-o do que tinha em mãos, mais uma vez ouvindo ‘Não tem problema, não temos nada’. Atenção,  se ligue, leitor, porque você vai ter uma surpresa quando souber quem foi que pediu a exoneração de Paulo de Tarso à prefeita Ângela Guadagnin (aquela deputada da dança, em plenário, lembra?). O ano é 1993, quando acontece uma reunião  com os secretários de finanças das prefeituras de PT, em Ribeirão Preto, onde Paulo Okamoto vai estar, mesmo sem ser dirigente de nada. Pallocci é o prefeito anfitrião. Era início das administrações petistas. Paulo de Tarso alerta geral. Okamoto não gosta. E PT, com suspeitas de falsificação de assinaturas, números fantasiosos e relações viciadas que geravam percentuais de 20% sobre falhas quase combinadas,procura uma empresa de auditoria. O próximo passo é o Ministério Público, que entrou com uma ação contra a CPEM, anulou o contrato e proibiu a prefeitura de fazer qualquer pagamento… No dia em que o Ministério Público  entra com a ação pública, a Câmara Municipal (…) abre uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra Paulo de Tarso e a prefeita, em defesa da CPEM. E todo o arrazoado que a câmara apresentou – o entrevistado tem certeza – não foi feito pelos vereadores. (fl.154/155/156).

JT- Por que você tem essa certeza?

O cerco está se apertando, notou, leitor? Mas, Paulo de Tarso terá uma surpresa:

“… Está vindo a Caravana da Cidadania…”. Notou bem? Caravana da Cidadania!

O tal carro tinha uma chapa fria

Até o fim desse longa-metragem que abalou o mundo em 1997, leitor, você assistirá às longas passadas que o antigo Partido dos Trabalhadores deu até tornar-se, de vez, apenas partido.  Eu sei, você já viu esse filme e eu também. Pra falar a verdade, ele parece se repetir no dia-a-dia, quase como um  Curta, né? Na segunda parte, você verá Paulo de Tarso dizer que o até então incorruptível PT tinha um PFL dentro de si,o que explica quase tudo, né? Mas, vem um bocado de coisa por aí. Pra quem não lembra, PFL é aquela antiga marca de … De que mesmo? Desculpe, leitor, é que a voz continua a mesma, mas os cabelos … QUANTA DIFERENÇA!

ps: imagens da marcha em Brasília http://www1.folha.uol.com.br/poder/971643-marcha-anticorrupcao-leva-milhares-as-ruas-em-brasilia.shtml

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MULTIUSO10

eu sou

  tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.

imagem enviada por Sérgio Wally

TERRA

  enviado por Pedro Vieira

A FESTA DOS BODES

01/10-Tendo de estar na Praça da Sé (meio dia), peguei  uma cervejinha solitária na CANTINA (quando perguntei a Clarindo Silva que tempo era melhor – o de agora ou o de ACM – ele nem me esperou terminar de perguntar).  Há quanto tempo não tinha estado ali! Meu deus, o que ainda faz turistas passarem por aqui? Digamos que esses 05 séculos não tivessem sido suficientes para nos apresentar socialmente razoáveis. Mas, a forma como os visitantes são disputados pelos filhos sem pai nem mãe da terra…  Não é bonita, não.  Tudo bem que aquelas mini-orquestras  do Olodum fazem miséria com o tambor, mas, coitadas, quantas delas seriam necessárias para abafar a outra miséria?  Ilustrando: a mãe da faxineira da casa de estudante onde morei (RUF) fazia faxina, e, hoje, as suas filhas, também. A mãe da atual senhora que limpa a minha casa, idem, e sua filha e neta vão pelo mesmo caminho. A sorte é que falta pouco tempo para tudo isso mudar: mais uns  500 anos e não se fala mais nisso. Convenhamos que é tempo suficiente para a política  de A a Z criar o seu patrimônio e, então, pensar no [atenção, leitor, cuidado!] “coletivo“. Mas ainda estamos nos preparativos. Veja que interessante (fonte Veja, 28/09/11, edição 2236):

“…Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a segunda mais alta corte do país, transformou em pó a mais extensa investigação já feita sobre a família do presidente do Senado, José Sarney. Realizada entre 2007 e 2010, a operação mapeou os negócios do clã maranhense nas abas do poder público, flagrou remessas milionárias para o exterior, além de dinheiro do contribuinte indo parar em contas de empresas controladas, segundo a polícia, por “laranjas” do primogênito do senador, o empresário Fernando Sarney. Transações quase sempre sustentadas por verbas de órgãos historicamente comandados por apadrinhados do superpoderoso parlamentar, como as estatais do setor elétrico. De tão complexo, o caso se desdobrou em cinco inquéritos. Três deles estavam prestes a se transformar em processos judiciais. Antes que isso acontecesse, porém, veio a decisão do STJ.

Uma das turmas do tribunal considerou que juízes de primeira instância não poderiam ter autorizado a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fernando Sarney e de outros investigados apenas com base em informações do Coaf, o órgão governamental encarregado de monitorar operações financeiras suspeitas. Foi uma transação de 2 milhões de reais, realizada no fim do ano eleitoral de 2006 e mapeada pelo Coaf, que serviu como ponto de partida para a investigação (…) Advogados criminalistas, claro, festejam. Independente de qual lado está com a razão, o fato é que o veredicto do STJ dá força à sensação de que os poderosos e aqueles que orbitam em seu redor nunca experimentam a força da lei no Brasil (…). Gente como os notórios Paulo Maluf, Luiz Estevão, Jader Barbalho e Renan Calheiros, beneficiados por um caldo cultural que tem como ingredientes a promiscuidade entre agentes públicos e empresários, a falta de apetite das instituições para punir certas castas e a letargia da população diante de malfeitos.

(…) Diz o professor e doutor em história Ronald Raminelli, da Universidade Federal Fluminense: A impunidade é uma prática que veio para cá com os portugueses. Na Europa daquele período, os nobres e poderosos tinham privilégios e não eram submetidos às mesmas leis dos homens comuns. A diferença é que os europeus foram se livrando dessa tradição ao longo do tempo, mas aqui ela perdura até hoje” (lembra de PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL e O CASO BANCOOP II, leitor?) Para os poderosos, até hoje fica a interpretação da lei da melhor maneira possível. Há uma rede de proteção em que as leis são sempre interpretadas de acordo com os interesses dos grupos dominantes”, prossegue Raminelli.

A Justiça é uma engrenagem indissociável desse processo (…) “O processo de escolha é uma verdadeira simbiose entre Legislativo. Executivo e Judiciário e foi levado a um ponto intragável, em que há sempre a perspectiva, por parte dos magistrados. de agradar aos políticos de plantão, que podem ajudá-los a galgar postos mais altos na Justiça”, afirma o procurador Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. “Virou uma grande bancada de compadres, onde todos se protegem, se frequentam, e quem quiser ter vaga no STJ ou no STF tem de usufruir de proximidade e prestígio com os políticos.”

(…) Relator do caso que resultou no arquivamento do processo que investigou a família Sarney, o ministro Sebastião Reis Júnior foi empossado em junho passado no STJ. Um de seus amigos diletos é o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro. Kakay, como o advogado é conhecido em Brasília, também é amigo de Sarney e defensor do clã maranhense há tempos (…) Em fevereiro, o advogado organizou uma feijoada na mansão em que mora, em Brasília, que reuniu ministros, senadores e advogados famosos. Sebastião Reis era um dos convidados. Na ocasião, apesar de ainda ser aspirante à vaga no STJ, já. era paparicado como “ministro” (…)  O ministro do Supremo Tribunal Federal José Dias Toffoli (ex-advogado do PT e de Lula) também participou da feijoada, que varou a madrugada(…)

No dia 17 passado, um sábado, Toffoli, Kakay e representantes de famosas bancas de advogados de Brasília voltaram a se encontrar em uma festa, em Araxá, Minas Gerais, no casamento de um dos filhos do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence (…) Os convidados mais famosos chegaram a bordo de aviões particulares, inclusive o ministro Dias Toffoli. Em nota, ele explicou que o avião lhe fora cedido pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, onde dá aulas. Naquele dia, por coincidência, o ministro, que estava junto de sua companheira, informou que tinha um compromisso de trabalho no campus que a instituição mantém em Araxá.

Sepúlveda Pertence é o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência – uma espécie de vigilante e fiscal do comportamento das autoridades do Executivo. Além de Kakay e Toffoli, ele recebeu como convidados o ex-senador Luiz Estevão (condenado a 31 anos de prisão e que deposita suas últimas esperanças em se safar da cadeia nos recursos que serão julgados no STJ e no Supremo) e o empresário Mauro Dutra (processado por desvio de dinheiro público) – e advogados que defendem ou já defenderam ambos. Toffoli é relator de um dos processos de Luiz Estevão no Supremo (…) Depois das 3 da manhã, as bandejas dos garçons passaram a circular com frascos de lança-perfume uma droga ilegal, que pode levar à prisão de quem a distribui (…) Àquela hora, rezemos, os guardiães das leis, incluindo os anfitriões, já haviam se recolhido aos seus aposentos (…) No dia seguinte, os jatinhos estacionados no aeroporto decolaram em direção a Brasília. Na segunda-feira, quando começa a semana de trabalho, os convivas passam a chamar-se de excelências. Voltam a ser juízes, advogados e réus. Só na aparência, infelizmente.”

MERCOSUL

enviado por Sérgio Wally

BELEZA!

E tu, Salvador, cadê as homenagens à rainha? Linda, bem falante, educada (só não gosto do cabelo sem caracóis)… Já tinha tempo que Angola vinha rondando a área. Em 2007, Micaela Reis ( modelo e actriz, miss local, foi também miss África e ficou em 7° lugar, no mundo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Micaela_Reis).  Em 2008,  Brigith dos Santos ranquiou-se em 3º ligar no Miss Mundo (http://en.wikipedia.org/wiki/Brigith_dos_Santos), e Lesliana Pereira, também miss local, foi às semi-finais do Universo. Tornou-se apresentadora da Globo Internacional, após a primeria entrevista em Jô (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lesliana_Pereira). Será que ela conseguiria o emprego falando “nóis pega o peixe” (veja BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”)? Ela é ex-estudante de economia em Lisboa e já deve está formada em Direito, para onde se mudou, como disse a Jô Soares (http://www.youtube.com/watch?v=mWnHlFGXbKA).

Com a linda Leila Lopes (ao lado de Lesliana,  em março último: http://www.youtube.com/watch?v=QTgqlqWCAoA), estudante de gestão de negócios no Reino Unido http://pt.wikipedia.org/wiki/Leila_Lopes_(modelo)), Angola chegou. Venceu candidatas de 89 países, com transmissão para  mais de 1 bilhão de pessoas: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5342936-EI188,00-Candidatas+de+paises+disputam+coroa+de+Miss+Universo+em+Sao+Paulo.html.

Não parece que o mundo tá mudando? Oxente, Salvador, cadê tu? Não vais homenagear, não, é? Pensas que tens direito? Só porque de ti saiu Ildi?

Ô, coitada. Aliás, estaria aquela campanha publicitária onde a tempestade de beleza baiana  diz algo como porque você é o que conta sugerindo  mais do que parece?

NEGÃO CABRA MACHO

“…O Brasil entrou numa era de decadência musical. Não me fale da axé- -music. É puro lixo (…) O axé apaga. Até o nome é um horror. É um sacrilégio chamar de “axé”. Isso é folclórico, apaga o sentimento e o raciocínio para que as pessoas continuem sendo submissas ao racismo no País (…) Tenho vivido como exilado político desde os 15 anos. Primeiro, do governo Batista. Depois, quando protestei contra o racismo da revolução cubana. Quase me mataram e me obrigaram a dizer que eu tinha confundido com o racismo nos Estados Unidos, que em Cuba só existia a ‘cor cubana’. Tentaram me recuperar e me colocaram no Itamarati de lá. Fui para Guiné e pedi asilo político (…) Vim em 1999. Fui recepcionado pelo movimento negro, por Luiza Barrios, por Ivete Sacramento, por Abdias Nascimento, que era meu amigo desde 1961, lá em Cuba. A Bahia é o meu país (…) Abdias, que era então senador, me ajudou a ficar aqui. Ele entrou em contato com o governo FHC e ganhei uma residência permanente (…) Ao longo de 10 anos, escrevi cinco livros (…) desde que estou no Brasil , ninguém tocou em um só fio de cabelo meu (…) e eu sou um grande acusador do racismo brasileiro (…) e a Bahia é um dos lugares em que o apartheid é mais evidente (…) o racismo daqui é primitivo, não é evoluído como nos Estados Unidos, onde as pessoas racistas se assumem …”

Carlos Moore, biógrafo e cientista político, 68 anos – Revista Muito, A Tarde, 12/06/11.  Bem ou mal, o poema abaixo agradece-lhe a honra, embora tenha sido escrito (lá pelos inícios dos anos 90), muito antes de conhecê-lo:

Triste Bahia

oh, quanto és semelhante!

Triste Bahia

franchise te restou

Triste Bahia

tua roupa poética encharcada de alvejante

E tua música elétrica, por que encaixotada num só programa de computador?

Triste Bahia

Decorado é o teu semblante

Sem os teus poetas, como a tua casa se reengenharia?

Triste Bahia

O que fazem as cachoeiras com águas tão quietas?

Triste Bahia

Tanto movimento e não passas de uma bundinha?

Oh, triste Bahia

reconecta aos mares as tuas águas ociosas.

Oh, alegre Bahia

o que te falta é poesia.

AXÉ  MUSIC

Luiz Estrela

O PODER LOUCO

Ontem  à noite (04/09, talvez em reconhecimento ao aniversário do santo mais influente da Bahia) a TV Cultura de São Paulo (Pública) exibiu 02 horas de imagens e depoimentos da REVOLUÇÃO CULTURAL de Mao. Pena que já peguei andando, como sempre.  E só peguei porque estava procurando BAHIA 3x1Mingau, que acabei não encontrando, justamente por causa daquelas imagens e depoimentos: filhos lembrando dos pais, pais lembrando dos filhos, que os acusavam; ex-“rebeldes”  tristes por “suas” antigas desventuras, vendo-as, agora, como “ridículas” e contando como e quando despertaram do transe maoísta.

Alguns momentos não pude esquecer:

  • templos e monumentos vindo abaixo a marretadas;
  • a narrativa de uma antiga jovem que contava o impacto gerado pelos guardas vermelhos – fardados e autorizados, inclusive pelas citações de Mao – em outros jovens pelo interior da China, arrastando-os à destruição. 
  • os “abaixo Liu Shao-shi” (eventual sucessor de Mao) seguidos da sua deposição (as imagens em preto branco de  CISNES SELVAGENS estão vivinhas no documentário); e
  • som e imagem de um congresso liderado por Mao (você sabe como é esse tipo de “congresso”, né, leitor? Não? Então veja  UM E-MAIL INTERESSANTE…  e ACM, MEU AMOR). Pela primeira vez ouvi a voz cheia de sombra de Mao. Tinha chegado a hora de Lin Piao (chefe militar e possível sucessor) e a revolução, feita para eliminar autoridades (pais, professores, tradição, pensadores …) e adversários, ia cumprir o seu papel: Mao criticou Lin e perguntou ao enxame de “rebeldes“:

– o que vocês acham? Quem concorda?

Quanta humildade! Quanto senso de democracia! Tantas foram as  minibíblias vermelhas decoladas para o céu que o próprio Mao, fingindo espanto com o poder das suas ideias, declarou de pé: “passou!”.  

Só faltou dizer: “ave, como foi difícil!

BASSUMA E O PARQUE

Lembra de 

… dizia ter oferecido à facção eleitoralmente derrotada no Sindicato dos Petroleiros a missão de fiscalizar a sua gestão. Isso mesmo: o Conselho Fiscal

Referia-me ao ex-deputado Bassuma/PV, em quem votei, justamente em razão dessa novidade. E perguntava:

…Por que esta moda não pega, né? Quanta coisa seria evitada! Que grande chance de se mostrar como a vanguarda do movimento social  os sindicatos estão perdendo! Por que meu deus?  Meu deus, meu pai eterno, por que não há a obrigatoriedade de sindicatos e centrais (que nadam em verba pública; veja UM GRANDE NEGÓCIO?) de se enquadrarem na Lei de Responsabilidade Fiscal?  Por que a boa-fé nunca sugeriu que o grupo vencido ocupasse o Conselho Fiscal, meu deus?…

Tudo isso está em MULTIUSO4. A ERA LULA-parte II também fala do ex-deputado, por quem acabo de passar no parque de Pituaçu.  Aproveitei para para pedir a sua opinião sobre a despreocupação dos invasores do parque. Neguinho e branquinho simplesmente mete cerca na terra pública, faz casa – inclusive de bacana – e zefini… E ninguém tá nem aí! Como acreditar que as manifestações de movimentos sociais e partidos de esquerda contra o grande capital da construção civil na Paralela seja de verdade? Alguém poderia achar que essas manifestações se devem mais à possibilidade de mídia do que a qualquer senso de bem público?

Bem, Bassuma me disse que, quando deputado, tratou de Pituaçu com o Governador Wagner e seu secretário da área … sem resultado. Não duvido. Eu mesmo já enviei o seguinte e-mail a várias entidades, inclusive ao ponto máximo da nossa democracia, a Rádio Metrópole:

Mário

Salve Pituaçu! Já enviei e-mails  (25/08/08) a essa rádio, ao ministério público, à Conder, à ouvidoria do Estado e a todas as TVs locais. E nada! Tem um enorme muro premoldado cercando uma área equivalente ao gramado da fonte nova, bem próximo à lagoa do parque. É construção pública? Ainda têm a invasão de pobre e o som em alto volume dos restaurantes locais e dos próprios usuários… Tem poder público?

O Ministério Público também recebeu:

Continuam duas perguntas:

  1. tem poder público?
  2. Por que os grupos que controlam os sindicatos, tão de esquerda, não imitam Bassuma?

Curiosidade: o ex-duputado me disse, ainda, que, ao oferecer o Conselho Fiscal aos derrotados, enfrentou oposição dos seus próprios colegas de diretoria, aos quais perguntou:  “nós vamos fazer alguma cosia errada no sindicato … Nós não queremos transparência?”  

Será por isso que ele tá sem mandato, coitado?

MINISTRA ELLEN GRACE

Nas páginas amarelas dessa semana, a Veja entrevistou a ex-ministra, que deu uma má notícia: a vagabundagem do grande mensalão conhecido já se livrou de parte das penas, apesar do esforço do Ministro Barbosa. Olha a cara da revista:

 É um Brasil doido, ou não?

Um trechinho da entrevista:

 Veja: A lerdeza que a senhora mencionou também dificulta o combate à corrupção, e ajuda a disseminar o sentimento de que corruptos, especialmente políticos, não são punidos no Brasil. O julgamento do mensalão, que se aproxima, vai mudar esse roteiro?

 Ministra: Eu não vou participar do julgamento do mensalão, e não me arrisco a prever seu desfecho. Se não me engano, já foi decretada a prescrição de um crime. Outros réus talvez sejam condenados a penas pequenas que, pela passagem do tempo, não será viável executar. De modo geral, contudo, esse processo andou de maneira célere no Supremo. O relator, ministro Joaquim Barbosa já ouviu 600 testemunhas em dois anos. Nenhuma vara criminal neste país teria tido capacidade para fazê-lo . Isso foi possível, em parte, porque houve a digitalização completa do processo. Minha primeira observação, portanto, é que mudanças nos métodos de trabalho podem trazer resultados fantásticos. O Judiciário ainda lida com práticas herdadas do século XIX, mas estamos nos livrando de muitas delas, o que deve racionalizar nosso trabalho.Em segundo lugar, o papel do Supremo não é punir. Mas julgar de maneira correta e respeitar as garantias que são de todos os cidadãos [Êta coisa ruim esse negócio de estado democrático de direito burguês, heim?]. Não podemos cercear a defesa, nem passar por cima dos direitos dos acusados. Isso talvez crie frustrações momentâneas, mas, a longo prazo, a consolidação das instituições democráticas é o que importa.

Veja: Quando a senhora entrou no Supremo, ainda havia ministros indicados pelo governo militar. Com sua saída, restam apenas três ministros indicados antes do governo Lula. Quanto a indicação influência a trajetória de um ministro na corte?

Ministra: Pertencer ao Supremo, o topo da pirâmide judiciária, é uma dignidade tão grande que não admite vinculações, subordinações, sujeições a nenhuma outra instância. A melhor homenagem que um ministro pode fazer ao presidente que o nomeou é ser um bom juiz. Ou seja, um juiz isento. Não vejo ninguém atrelado à mesma linha do governo que o nomeou. Seria uma pessoa menor aquela que se atrelasse a uma linha político-partidária. O Supremo faz, sim, política. Mas política ampla, de desenvolvimento nacional, de contribuição ao crescimento do país, de atenção às realidades nacionais. A primeira virtude de um juiz tem de ser a independência. E a independência não é coisa abstrata. É independência do poder econômico, do poder político, do poder da imprensa e da opinião pública, independência dos próprios preconceitos. Felizmente, vejo essa independência posta em prática diariamente não apenas no Supremo, mas em todo o Judiciário, que é o menos corrupto dos poderes…”

 MAIS UMA HONRA

  Antes da matéria principal de QUE PANCADA! Consta:

  …Teria sido uma grande honra para mim, imitar o excelente Augusto Nunes. Ter feito um comentário (UM PAÍS SEM IGUAL – MULTIUSO8, 19/05) parecido com o que o  certeiro colunista viria a fazer (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/…) é uma honra múltipla…

 Agora, quem me dá a honra é ANINHA FRANCO, em Que américa somos nós? Veja o que ela diz em http://www.atarde.com.br/revistamuito/?p=6711 (a revista física é 20/06/11):

 “…Entra-se em qualquer shopping, em Salvador, porque todos são iguais, e se atravessa o portal para entrar nos USA, sem passaporte, sem visto, com hora de entrar e sair. No tempo de ficar compra-se, assiste-se, consome-se. Estamos nos USA sem que os USA tenham qualquer despesa ou problema (…) Saídos da ilha continental dos shoppings, volta-se à Baía. O jovem que, dentro deles, usa lixeira, nas ruas da cidade se atualiza brasileiro e atira a lata de refrigerante pela janela…” (…) por ausência quase absoluta de educação eficiente, o Brasil funciona como um sistema de castas: quem nasce miserável, morre miserável

E o que “SERRI, GENTE” dizia:

…nenhuma ética se mantém por si mesma (nenhum Estado se aprimora por si mesmo!). Ela tem de ser exigida. Daí a importância da boa escola pública: todos tornam-se mais exigentes, inclusive de si próprios. Quer outro exemplo? Por que a mão que joga lixo pela janela do carro ou ônibus não se comporta da mesma forma dentro de um shopping ou Solar do Unhão? Que olhar o perdoaria?…”

Legal, né?

  O QUE É A MENTE HUMANA!

enviado por Rosane Duarte

Publicado em machadodeachismo, oxigênio | Deixe um comentário

A VINGANÇA DE MARX

26/08- O que, minino? ENQUETE4 já tá com 71 votos? Tu já votô, esse minino? E tu, essa minina? É só um , jesuis!! 

25/08- Se você é pessoa pública ou pretende ser, aprenda com EDILSON :

Veja, edição 2206, 02/03/2011

Carlos Passo vende: 2/4 (100m), nascente, armários, garagem, verde e silêncio na Garibaldi. Todo reformado. R$250.000,00; Loft com pé direito duplo, 56 m2, nascente, andar alto, vista mar, no Ceaser, loteamento Aquarius. Valor R$ 365.000,00; Apartamento de 2/4 com dependência, infraestrutura completa, nascente, armários, no Cidade Jardim. Valor R$ 285.000,00. Ligue:   81695720
Pedro Vieira vende OUTRO celular cheio de gerigueli.Ligue 9106-0142

……………………………………………………………………………………….A VINGANÇA DE MARX

Notou no maço de notas na foto, leitor? Bem que ele poderia significar uma homenagem de Carl Marx ao brasileiro Israel Batista, o ex-chefe da comissão de licitação dos Ministério da Agricultura que, apesar do vencimento divulgado, barrou um lobista e denunciou a corrupção, sem recompensa pelo Estado (veja a entrevista http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1608201102.htm), né?  Será que essa entrevista saiu em algum saite de trabalhador?Bem, não se sabe o que a outra mão de Marx tem, sob o paletó. Mais notas certamente não, já que ele era de uma pobreza de , segundo Edmund Wilson (veja UM PARÊNTESE PARA MARX em  FASCISMO DE ESQUERDA extratos). Mas que aqueles dólares estão lembrando alguma coisa, estão. No mínimo, que tudo o que é solido desmancha no ar, sob o fogo erótico do Capital, apesar de gente como Israel.

Antes de entrarmos nesse Tudo, leitor, veja o que MEGNAD DESAI, o indiano com PHD na Pensilvânia, longa carreira em Londres e crachá de ex-aluno de prêmio Nobel, diz em justificativa ao seu título:

“… o modo como Marx foi lido pelos marxistas e seus amigos (e mesmo pelos seus inimigos) moldou boa parte da fermentação ideológica durante o curto século XX (1914/1989) e influenciou também as nossas ciências sociais e, na verdade, toda a nossa visão das relações entre o Estado e sociedade…” (fl.15)

Se você andou tomando sopapo (ou pelo menos alguma carreira) da polícia em anos de juventude e agora acha que pode ter sido enganado, não se desespere. Nem tudo era como dito:

Marx não advogava a nacionalização das indústrias ou a substituição do mercado por um sistema de planejamento centralizado. Não esperava que um Estado (mesmo um Estado “socialista”) aliviasse as condições dos trabalhadores. Ele era defensor do livre comércio, inimigo das barreiras tarifárias. Não defendeu o monopólio de um partido único e nunca afirmou que o Partido Comunista (…) deveria guiar o proletariado (…) O emprego do terror, do partido faccioso para alcançar o poder, era para ele o ‘blanquismo’… (se precisar, consulte o Dr. google)

(…) Marx não era amigo do capitalismo, mas seu melhor estudioso e dedicou mais da metade dos seus 65 anos à pesquisa da dinâmica capitalista, numa perspectiva para descobrir as forças que o levariam ao fim, com a sua eventual substituição pelo comunismo. Não se tratava, porém, de substituir o governo do Estado capitalista por outro que implantasse o socialismo. A ideia de que o socialismo pudesse ser implantado pelo Estado estava bem distante de tudo aquilo em que ele acreditava…” (fl.16)

A VINGAÇA DE MARXA Ressurgência do Capitalismo e a Morte do Socialismo Estatal (SP, Códex, 2003)  não é um livro novo, leitor (adquiri-o recentemente como parte de uma biblioteca; veja VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS), mas o tempo só lhe trouxe alegria. Na verdade, trata-se de uma breve história de quase tudo na vida política e econômica do século XX, de onde o autor, com a intenção declarada de irritar, provocar e explicar (fl.07), desencavou um Marx não marxista e o pôs a falar, talvez em viva voz. E para comprovar a sua tese (de que os pregadores de Marx – os marxistas prenderam-se ao Marx da juventude, omitindo o Marx maduro, que já não tinha tanta certeza quanto à ruína rápida do Capitalismo– fl.24, 194/5, 205, 280, 302/3, 310, 316, 367, 416/7), o autor fez um périplo por tudo que considerou importante naquele século, chegando mesmo a considerar o chamado socialismo real não mais do que um “…capitalismo sem a presença de capitalistas (…)usando procedimentos semelhantes àqueles empregados na história do capitalismo…” (fl.194). Veja, leitor, que do início ao fim, esse consumidor de Marx desde a adolescência e ex-professor de economia marxiana evita ilusões, independente de haver ou não alguma verdadeira:

“… o  capitalismo não é um sistema suave ou benevolente, mas é o meio de produção de riqueza mais eficiente já descoberto. Não tem um objetivo genérico, porque funciona mediante os esforços feitos por milhões de agentes em busca de lucro e, como efeitos colaterais, gera crescimento econômico, prosperidade e emprego. Mas causa, também, muita miséria e destruição com a sua tendência à  mudança permanente. No entanto, nos últimos duzentos anos, obteve o maior ganho em bem-estar de todos os milênios precedentes…” (fl.414)

Note-se que bastaria o autor dizer que em menos de 80 anos, o “socialismo” se desfez sem jamais atingir qualquer nível de excelência ou satisfação, a não ser para os chefes ou o Chefe (tomara deus que a educação cubana sirva ao país quando ele precisar criar riqueza); poderia dizer, também, que o capitalismo – inclusive o de muita exclusão- faz o progresso de muito gogó mais arredio ao trabalho do que ao prórpio capital , etc, mas – sejamos justos – reconheçamos que o capitalismo de direita teve a seu favor o próprio fato de admitir oposição, nem sempre punindo-a com a morte, como fez a esquerda científica.  Não sendo bobo nem nada, eleo tal, o gostoso, aquele que tanta gente xinga depois de ter os seus mais íntimos anseios satisfeitos, mas  sem a coragem moral de forçá-lo a distribuir educação por exemplo, para que mais desejos sejam atendidos – o capitalismo, sempre que obrigado, absorveu a crítica e se corrigiu (o livro é repleto de exemplos de tigres asiáticos, China, o retardatário Brasil…). Tudo  isso está na “…mudança permanente…” a que se referiu o autor. Aliás, lembra de Tudo? Eis:

“…a revolução constante da produção, o distúrbio incessante de todas as condições sociais, a incerteza e a agitação permanentes distinguem a época burguesa de todas as anteriores. São varridas todas as relações fixas e congeladas, com a sua sequela de opiniões e preconceitos antigos e venerados; e todas aquelas recém-criadas  tornam-se antiquadas antes que possam ossificar-se. Tudo o que é sólido desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado, e o homem é finalmente obrigado a enfrentar, com a sobriedade dos seus sentidos, a realidade das suas condições de vida e das relações com os outros …” (fl.17)

Daí:

“…meu argumento é que na ressurgência triunfal do capitalismo e na sua abrangência global, o único pensador que teve as suas ideias confirmadas é justamente Karl Marx. E não é só: o desastre da experiência socialista inaugurada em 1917 não entristeceria Marx, mas o alegraria (…) Na verdade, se chegássemos a uma escolha entre o domínio da economia pelo mercado ou pelo Estado, os liberais modernos se chocariam tanto quanto os modernos socialistas (social-democratas, etc) ao encontrar Marx do lado do mercado…” (fl. 16)

Tá tonto, leitor? Calma, é assim mesmo; o mundo nunca foi o que pareceu. Eu também fiquei e, na verdade, ainda estou desde os primeiros disse-me-disse sobre a vida íntima do PT e suas prefeituras no interior paulista (veja A ERA LULA- parte 1, QUE PANCADA!,  O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…). Claro que, para quem se emocionou com a Globo dizendo  “o operário Luiz Inácio Lula da Silva é o presidente eleito do Brasil”, o mensalão depois do qual as bandeiras vermelhas oficiais nunca mais foram as mesmas e tantas outras cositas mas foram  quase um golpe. Mas, …deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar… (MULTIUSO8), deixemos de rabujice e admitamos: a política, a mais bem ornamentada das prostitutas, é isso mesmo. Ela, como o capitalismo, é a cara do ser humano (desejo, interesse, irracionalidade, grana…) e o máximo que pode acontecer é, com distribuição de poder (propriedade, educação, bom sistema judiciário…) os excessos (dê uma olhadinha em CABA NÃO, MUNDÃO) serem coibidos. Ah, tinha esquecido, mas não posso negar: quando li a auditoria (lembra da auditoria (veja ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!,  “SERRI, GENTE” ….)? também bateu uma tonturazinha, viu? Embora não muita.

Sendo, portanto, “… uma tentativa de compreender o nosso mundo contemporâneo – o mundo da globalização ou apenas do capitalismo…” (fl.9), A VINGANÇA DE  MARX não retornaria ao Marx original (fl.24) só pra vender livro, né, leitor? Tudo bem que o capitalismo é doido: vende até manuais de como destruir-se, como era pródigo até os anos 80, mas essa moda já passou (isso era na época do Fiat 147… De lá pra cá, tanta coisa mudou! Veja QUANTA DIFERENÇA!)  É verdade que, para a grande maioria, tudo acabou em lágrima, como o professor e ex-militante diz, referindo-se à morte do socialismo.  Pergunta inevitável: e o rios de sangue e lágrima do capitalismo? A diferença – clara para o professor – é que um sistema morreu por falência múltipla dos órgãos, e o outro, principalmente quando as sociedades chamam a si as suas responsabilidades, sempre se renova. Ressalvas do bem humorado Meghnad Desai:

  1. “…dez anos depois da Revolução Russa, deixou de haver no ocidente e na União Soviética um debate aberto e honesto sobre as ideias de Marx…” (fl. 64).
  2.  “… nos anos 70 pensava-se, como na década de 80, que a decadência e o fim (do capitalismo) eram iminentes…” (fl.23);
  3. “… o capitalismo é um modo de produção com contradições dialéticas: é um sistema de acumulação movido pelo lucro que busca, sem cessar, novas tecnologias para aumentar a produtividade. Como tal, está sujeito a ciclos, a recessões e pânicos. É o melhor sistema para aliviar a pobreza e  a miséria, embora provoque a extinção de empregos e reestruturação das economias… (fl.402); e
  4. todo sistema é bruto e falho, inclusive porque, para ele, o que importa será sempre a satisfação de quem o controla ou organiza. Dúvida? Veja A PULGA, O BURRO e AS NORMAS

Notou a importância da tal da DEMOCRACIA, leitor? Sem ela é impossível que as ideologias (o discurso do interesse, a religião do poder) se dispam e os sistemas se moralizem, civilizem-se ou aceitem regras. Por isso o autor vai ao X da questão:

“…Desse momento (revolução russa) em diante, e para sempre, Marx e as suas ideias passaram a ser o monopólio do partido, que alegava ter chegado ao poder usando o marxismo. De acordo com a teoria oficial, a revolução não poderia acontecer em um país industrialmente atrasado como era a Rússia, mas isso passou a ser heresia, e documentos foram descobertos, reinterpretados e revistos até que a versão bolchevique tornou-se a única versão do marxismo. O que era uma coalizão intelectual e idealista de muitas variedades de opinião foi transformada em uniformidade. As ideias expostas por Marx não eram mais difíceis de interpretar, e ele tornou-se o fundador de uma nova religião. Todas as interpretações não bolcheviques de Marx representavam uma traição, e os seus defensores eram denunciados. A polêmica, até então só verbalmente rude, tornou-se letal – literalmente…” (fl.64)

Daí:

“… a visão marxiana é a única tentativa séria de compreender a dinâmica do capitalismo depois de  Adam Smith. Nenhum outro economista o conseguiu (…) Quando se despreza a horrível herança imposta a Marx pelos bolcheviques e os seus aliados (…), Karl Marx surge como um teórico sério, embora não infalível, da ‘astronomia social…(fl.11)

E se houvesse SE, na História?

“…uma terceira concepção, que nunca teve possibilidade de êxito: (…) a visão marxiana (do próprio Marx) clássica do socialismo além do capitalismo (…) é a ideia de uma sociedade consciente que assumiria o controle da economia (…) Note-se bem: a sociedade faria isso, não o Estado (…) não há dúvida de que seria a sociedade a exercer esse  autocontrole, não o Estado…” (fl. 195).

Notou como o conceito de “esquerda” é tão originalmente distante do Estado férreo e voltado para o seu próprio laissez-faire (ele, o seu Líder e o seu capital acima de tudo), leitor? Você sabe que, embora nenhuma esquerda que se preze jamais erre (nem mesmo se equivoque), os fatos nem sempre concordam com a versão, né? Diz o autor (fl. 24):

 “… a persistência da dinâmica do capitalismo no princípio do século XXI é a vingança de Marx contra os marxistas – todos aqueles que, em seu nome, mentiram e roubaram e assassinaram e propagaram falsas esperanças. Os resíduos dessa aventura infeliz distorceram muito a reflexão sobre a transformação da sociedade. É necessário retornar ao Marx original para compreender as forças do capitalismo e o segredo do seu dinamismo. Mas é preciso também entender como os limites do capitalismo serão alcançados. Depois da experiência cauterizante  do século XX, seria um ato de loucura indagar quando esses limites serão atingidos: Marx foi um astrônomo da história, não um astrólogo…” (fechei o livro sem anotar a página. depois eu olho)

Aqui,  ousadamente discordo do indiano testado e aprovado nas mais altas linhas de montagem de pensamento não único do mundo. Quem não sabe o dia em que esse monstro chamado capitalismo vai acabar?  Todas as religiões não dizem que o mundo vai acabar um dia?

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CISNES SELVAGENS

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CISNES SELVAGENS

… a minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo que fizemos…

klic em 2avia_propaga_ELIS  e reveja a campanha de lançamento do blog, há 01 ano (se o pps não rolar normalmente,  aperte f5)

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……………………………………………………………CISNES SELVAGENS

“…Fizemos um monte de fotos da montanha e acabamos todo um rolo de trinta e seis exposições (…) Na descida, passamos por uma mansão de dois andares, oculta numa touceira de guarda-sóis chineses, magnólias e pinheiros (…) pareceu-me um lugar extraordinariamente bonito e bati minha última foto. De repente, um homem materializou-se do nada e me pediu em voz baixa mas discuRSO 2impositiva que entregasse a minha câmara. Usava trajes civis, mas notei que tinha uma pistola. Ele abriu a câmera e velou todo o rolo de filme. Depois desapareceu como se a terra o tivesse engolido. Alguns turistas parados perto de mim sussurraram que aquela era uma das mansões de verão de Mao. Senti outra pontada de repulsa por Mao, não tanto pelo seu privilégio, mas pela hipocrisia de permitir-se luxo, enquanto dizia para o seu povo que todo conforto era ruim para eles…” (fl.456)

CISNESO extrato acima é do livro CISNES SELVAGENS, Três Filhas da China (Jung Chang, Cia das Letras, 2ª edição, 1991) e os grifos são nossos. Por quê? Por que é importante ressaltar, como faz a autora em quase todo o seu intenso relato do que foi a China desde a sua avó até a morte de Mao, o quanto o mundo é fugaz, em especial quando ideológico e fechado. Como a “outra pontada de repulsa” ocorreu quando ela estava se despedindo do seu país, aquele foi, na verdade, o último choque que a última das três filhas da China tomou em relação ao “presidente” a quem havia aprendido a idolatrar na adolescência. Nesse período, ela esteve entre os filhos de dirigentes encarregados de formar a enlouquecida guarda vermelha que, em nome de Mao, viria a triturar o que encontrasse pela frente, inclusive a sua própria família, que [Psiu! veja a definição dfascismo kondere fascismo do comunista histórico brasileiro Leandro Konder em CRIME OU ARTE?], depois de arrasada, foi mandada para uma “educação pelo trabalho”, no campo.

Sim, antes de dar-se conta de si, a meiga Jung Chang que o livro revela empunhou o famoso livrinho vermelho de Mao, e assistiu a todo tipo de barbárie fascista [queima de livro, destruição de objetos de arte, invasão generalizada de casas e surra de cinto em famílias a quem se julgasse inimigos de classe”…] e viu o seu rígido pai  chorar quando teve de queimar uma parte de si: os livros (fl.312).  Outra vez, ele, já destruído por todo tipo de tortura, jogou no fogo todo o salário…

Sobre o pai:

“…meu pai queria que nos tornássemos cidadãos honrados e de princípios, que é o que ele acreditava fosse a meta da revolução comunista … meu pai achava que essas eram as qualidades que faltavam na velha China, e que os comunistas iram restaurar … Uma vez censurou Jin-ming (irmão) por fazer um avião com uma folha de papel que continha o timbre do seu departamento…” (fl.234)

Foi, aliás, viajando pelo país na condição de ativista oficial de Mao (guardas vermelhos) que ela teve o seu primeiro desassossego mental:

“… nós viajámos cerca de 3 mil quilômetros nessa excursão, num estado de exaustão que eu nunca experimentei em minha vida. Visitamos a velha casa de Mao, que tinha sido transformada num museu-santuário [preste bem atenção, leitor, porque, como você verá, sob a Revolução Cultural de Mao, a China perderá não só uma década de economia e gente como quase todo o seu patrimônio histórico-cultural].  Era mais ou menos grandiosa –muito diferente de minha  ideia de uma cabana de camponeses explorados que eu esperava que fosse. Uma legenda embaixo de uma enorme foto da mãe de Mao dizia que ela fora uma pessoa muito bondosa e, como sua família era relativamente rica, muitas vezes dera comida aos pobres. Então, os pais de nosso Grande Líder tinham sido camponeses ricos! Mas os camponeses ricos eram inimigos de classe! Por que os pais do presidente Mao eram heróis, quando outros inimigos de classe eram objeto de ódio? A pergunta me assustou tanto que a eliminei imediatamente…(fl. 298)

Agora (1978), aos 26 anos, com formação universitária concluída e consciência dos rios  de sangue e lágrima que vira o país desnecessariamente fazer correr, ela lembrava que foi o próprio MaoTse-Tung quem decidiu e impôs– inclusive nos primeiros dos dez anos do que ele chamou de Revolução Cultural – que “…grama, flores e bichos de estimação eram hábitos burgueses e tinham de ser eliminados” (fl.252).

Como uma inacreditável história de uma família que – muito depois de pegar em armas e ajudar a estabelecer a República Popular e Socialista da China – é devorada pela necessidade de culto de Mao Tsé-Tung, CISNES SELVEGENS… é uma leitura obrigatória para quem tem curiosidade quanto ao funcionamento e a impessoalidade de um Estado-Dono. Também é o livro ideal para quem quiser testar a validade da frase “nada é público onde nada é privado”, que conheci há anos e não lembro onde. Bom, também, para quem tem tendência a se perguntar sobre o por que de socialistas nada utópicos tenderem tanto a  se perpetuar no poder. Tudo isso a alma de escritora da autora fareja e, nesse farejar, espreme:

  • a vida diária sob um partido único:

“…o sistema definia tudo: desde o tecido do capote de alguém – se era feito de lã ou algodão barato -, até o tamanho do seu apartamento e o fato de ter ou não banheiro interno…”, fl. 165;  …havia treze blocos de apartamentos (…) Quatro destinavam-se a diretores de departamentos e o resto aos chefes de repartições. Nosso apartamento ocupava todo um andar, enquanto os chefes de repartição tinham de dividir um andar por duas famílias. Nossos quartos eram mais espaçosos. Tínhamos telas anti-mosquitos nas  janelas, o que eles não tinham, e dois banheiros, enquanto eles só tinham um. Tínhamos água qeunte três vezes por semana, enquanto eles não tinham nunca… (fl.226). … A vida no conjunto era autossuficiente. Tinha suas próprias lojas, cabeleireiros, cinemas, salas de baile, além de encanadores e engenheiros... (fl.227)

  •  a personalidade doentia de Mao:

…após 1955, as origens familiares foram se tornando cada vez mais importantes. À medida que passam os anos e Mao lançava uma caça às bruxas atrás da outra, o número de vítimas foi se avolumando e cada vítima implicava muitas outras, inclusive e acima de tudo, a sua família imediata… (fl. 190)… os que manifestavam dúvidas eram imediatamente silenciados ou demitidos, o que também significava discriminação contra a família e uma sombria perspectiva para os seus filhos… (fl.207)

“…na primavera de 1956, Mao anunciou uma política conhecida como as Cem Flores (que desabrochem cem flores!) … o partido convidou intelectuais a criticarem as autoridades de todos os escalões (…) Minha mãe achou que isso se destinava a fomentar uma maior liberalização. Após um discurso de Mao sobre o assunto (…) ela ficou tão emocionada que não conseguiu dormir à noite. Achava que a China ia realmente ter um partido moderno e democrático, um partido que acolheria as críticas para revitalizar-se. Sentiu-se orgulhosa de ser comunista… (fl. 194)Na verdade, Mao disse depois aos líderes húngaros que o seu pedido de críticas fora uma armadilha(fl.195)para atrair as serpentes para fora de suas tocas” (fl.196) … as pessoas haviam aprendido a desafiar a razão e a viver no mundo do faz-de-conta…” (fl.208)

  • e o seu rancor pelos dirigentes que corrigiram o seu terrível GRANDE SALTO PARA FRENTE (1958/60, na verdade, O GRANDE SALTO PARA A FOME)

Superada essa tragédia que, ao invés de aço produzido em casa, gerou 30 milhões de mortes (fl.216),  árvores peladas [inclusive porque as pessoas comiam as folhas, fl.218 e 242] e o quase completo desaparecimento de Mao, a premiada autora diz que “… as pessoas estavam relativamente satisfeitas…” . Com o quê? Com o pragmatismo  de Deng Xiaoping e Liu Shao-chi:não importa se o gato é branco ou preto, contato que pegue ratos”. Mas, diz a ex-guarda vermelhatodo o crédito dessa nova satisfação era transferido [pelo partido] a Mao. Por quê? A esperança era de que, glorificado, ele deixasse o país e o poder em paz.  A própria adolescente que viria a ser a autora “… compunha apaixonadas elegias agradecendo a Mao por todas as suas conquistas e jurando-lhe imorredoura lealdade…”(fl. 253).

Só que “… As reuniões de fevereiro foram um divisor de águas para Mao. Ele viu que praticamente todo o mundo se opunha às suas políticas. Isso levou ao total descarte –só não no nome- do Partido. O Politiburo  foi, de fato, substituído pela Direção da Revolução Cultural. Lin Piao logo começou a afastar comandantes leais aos marechais, e o Comitê Central Militar foi assumido por seu gabinete pessoal, que ele controlava por intermédio de sua esposa…(fl.316)

De repente, todas as decisões tomadas e executadas pelo Partido [inclusive o controle da natalidade, fl.256] viraram direitismo e os seus executores ou seguidores, “Autoridades Burguesas Reacionárias”, “Inimigos De Classe” ou “Sequazes Do Capitalismo” (…) “Mao estava magoado. Sentia que os adversários o haviam humilhado, mostrando-o como um incompetente. Precisava vingar-se e, consciente de que os adversários tinham largo apoio, precisava aumentar imensamente a sua autoridade. Para conseguir isso, precisava ser deificado… (fl.246). Iria começar o grande expurgo a céu aberto que duraria de 1966 até a morte Mao (1976), o que talvez tenha sido a sua maior contribuição para os acervos da tirania. Nem Stalin ousou tanto, ja que as suas guerras aos “adversários” e ao pensamento  eram feitas pelos seus serviços especializados, seguindo a etiqueta convencional. Mao não. Usou a própria sociedade como arma.  Primeiros sinais:

“…Nosso livro de língua chinesa agora continha mais propaganda e menos literatura clássica, e a política, que consistia sobretudo das obras de Mao, tornou-se parte do currículo …” (fl250).

A REVOLUÇÃO CULTURAL

“… Mao rasgara a resolução de fevereiro e declarara que todos os intelectuais dissidentes e suas ideias deviam ser eliminadas (…) Meu pai e minha mãe, como outras altas autoridades do Partido, viam que Mao decidira punir algumas autoridades (…) A apreensão e a perplexidade os arrasavam (…) Enquanto isso, Mao fez a sua mais importante jogada organizacional: estabeleceu a sua própria cadeia pessoal de comando (…) Primeiro, escolheu como seu vice  o marechal Lin Piao …” (o militar que estimulava o culto a Mao nas forças armadas) (fl.258). Depois, “… criou um novo órgão, a Direção da Revolução Cultural, sob o comando de seu ex-secretário Chen Boda, com seu chefe dos serviços de informação kang Sheng e a sra. Mao como seus chefes de fato… Em seguida, Mao voltou-se para os meios de comunicação, sobretudo o Diário do Povo, que tinha a maior autoridade, já que era o jornal oficial do partido e a população se habituara a tê-lo como  a voz do regime. Nomeou Chen Boda para assumi-lo (…), assegurando com isso um canal através do qual podia falar diretamente a centenas de milhões de chineses (…) A partir de junho de 1966, o Diário do Povo despejou sobre o país um editorial estridente após o outro, pedindo “o estabelecimento do presidente Mao como autoridade absoluta (…) e exortando as pessoas (…) a juntar-se à empresa imensa e sem precedentes da Revolução Cultural …”, (fl. 259)

Na verdade Mao queria livrar-se dos 2/3 do partido sobre os quais não exercia controle e, como informa Jung Chang, além de ódio, ciúmes e carência física de poder, aquele antigo rival de Stalin  tinha medo, naquele começo de 1966. Há dez anos o Stalinismo  havia sido denunciado pelo próprio partido da URSS; o próprio líder  que o denunciou (Kruschev) já tinha tido a sua própria cabeça rolada há dois anos; e, como se sabe, ninguém fora (ou dentro) do poder, pode dormir em paz sob qualquer ditadura, muito menos a “DO PROLETARIADO”.  É o que deixam ver:

  • a própria autora em sua segunda obra (MAO, A HISTÓRIA DESCONHECIDA. Cia das Letras, SP, 2006), onde o tirano socialista aparece se assustando com o estalar da madeira antiga de  uma de suas casas de campo (fl. 480);
  • e o escritor e jornalista inglês Simon Sebag, que  em STALIN, a corte do czar vermelho (Cia das Letras, S. Paulo, 2006),  mostra um Stalin com “medo da própria sombra” (fls. 570, 573 e 586) e, entre camaradas e companheiros,  bebendo apenas da própria garrafa (fl. procurei mas não achei).

Continua Jung Chang:

”… Em minha escola, o ensino parou completamente a partir de junho (o país parou por 10 anos), embora tivéssemos de continuar indo lá. Alto-falantes estrondeavam  editoriais do Diário do Povo,  e a primeira página do jornal, que tínhamos de estudar todo o dia, era muitas vezes totalmente tomada por um retrato de página inteira de Mao (…): O presidente Mao é o rubro sol em nossos corações!’; ‘O pensamento de Mao Tsé-tung é nossa linha vital’ Esmagaremos quem se opuser ao presidente Mao!’; ‘Pessoas em todo o mundo amam o nosso presidente Mao!’; Havia páginas de comentários bajulatórios de estrangeiros e fotos de multidões europeias disputando as obras de Mao (…).  A leitura diária do jornal logo deu lugar à declaração e memorização de As citações do presidente Mao, coletadas num livro de bolso de capa plástica vermelha (…) Todos  recebiam um exemplar e a ordem era de prezá-lo ‘como nossos olhos’. Todo o dia entoávamos trechos dele vezes e vezes sem conta, em uníssono… Ainda me lembro de muitos, palavra por palavra …” (fl.259)

O país foi tomado por uma onda de assembleias de denúncias, jornais-murais, acertos de contas, prisões, espancamento (sobretudo de professores) e suicídios que logo vitimizaria os pais da autora e quase toda a sua família. Surgem os guardas vermelhos:

“…Esses primeiros guardas vermelhos eram filhos de altas autoridades”, a quem Mao “fez o gesto extraordinário de escrever-lhes uma carta aberta oferecendo seu ‘mais sincero e orgulhoso apoio’ (…) Para os fanáticos adolescentes, foi como se Deus falasse com eles. Depois disso, grupos de guardas vermelhos brotaram por toda Pequim e, depois, por toda a China… (fl. 265). Para  estabelecer a sua autoridade única e coagir o Partido, Mao “…precisava do terror – um terror intenso que bloqueasse todas as outras considerações e esmagasse todos os outros medos. Viu nos garotos e garotas na adolescência e início da idade adulta como seus agentes ideais. Eles tinham sido criados no fanático culto à personalidade de Mao e na doutrina da ‘luta de classes’ (…) Eram rebeldes, destemidos, ávidos por lutar por uma ‘causa justa’, sedentos de aventura e ação (…) irresponsáveis, ignorantes, fácies de manipular e inclinados à violência. Só eles podiam dar a Mao a imensa força que ele precisava para aterrorizar toda a sociedade e criar um caos que abalasse, e depois despedaçasse, os alicerces do Partido. Um slogan resumia a missão dos guardas vermelhos: ‘juramos desencadear uma guerra sangrenta contra quem ousar resistir à revolução Cultural, quem ousar se opor ao presidente Mao’

“…Em praticamente toda escola da China, os professores foram ofendidos e espancados, às vezes fatalmente. Alguns colegiais estabeleceram prisões onde os professores eram torturados…” (fl.266).

Após um discurso de Mao para mais de 01 milhão de jovens na praça Tiananmem, “… guardas vermelhos em toda a China ganharam as ruas, dando plena vazão a seu vandalismo, ignorância e fanatismo. Invadiram as casas das pessoas, destruíram as suas antiguidades, rasgavam pinturas e obras de caligrafia. Acendiam-se fogueiras para queimar  livros. Muito em breve, quase todos os tesouros das coleções particulares foram destruídos. Muitos escritores e artistas se suicidaram depois de terem sido cruelmente espancados e humilhados e obrigados a ver as suas obras reduzidas a cinzas. Museus foram invadidos. Palácios, templos, túmulos antigos, estátuas, pagodes, muralhas de cidades –tudo o que fosse ‘velho’  era saqueado. As poucas coisas que sobreviveram, como a cidade proibida, só o conseguiram porque o premier Che Em-lai mandou o exército protegê-las e emitiu ordens específicas para que fossem guardadas. Os guardas vermelhos só iam em frente quando estimulados…” (fl.267)

“uma onda de espancamento e tortura varreu o país, sobretudo nas invasões a casas. Quase invariavelmente, ordenava-se às famílias que se ajoelhassem no chão e se prostrassem diante dos guardas vermelhos; depois eram espancadas com as fivelas dos cinturões  de couro dos guardas. Recebiam ponta-pés, e raspavam-lhe um lado da cabeça, um estilo humilhante chamado de ‘cabeça yin e yang’ …” (fl.. 268)

“…Todos os velhos livros didáticos haviam sido condenados como ‘veneno burguês’, e ninguém tinha coragem suficiente para escrever novos. Por isso, simplesmente ficávamos sentados nas classes declamando artigos de Mao e lendo os editoriais do Diário do Povo. Cantávamos músicas de citações de Mao ou nos reuníamos para ‘danças da lealdade’, girando e brandindo os nossos livrinhos vermelhos…” (fl.356)

“…no início da Revolução Cultural, as crianças haviam insultado o professor à vontade. Tinham-no feito desfilar pela aldeia com pesados Works de ferro fundido empilhados na cabeça e o rosto enegrecido de fuligem (…) Desde então, ninguém pôde ser convencido a ensinar…” (fl.395)

“…Os cinemas só exibiam as poucas obras aprovadas pela Sra. Mao. De vez em quando passava um raro filme estrangeiro, talvez da Albânia, mas a maioria dos ingressos desaparecia nos bolsos das pessoas que tinham ligações. Uma multidão feroz inundava a bilheteria (…) Os cambistas faziam a festa…” (fl.445)

…O que importa que todo o país fique analfabeto? O que importa é que a revolução Cultural consiga o maior triunfo…” – Sra. Mao (fl. 429)

“.. a motivação da sra. Mao (que viria a ser presa como membro da Gang Dos Quatro, após a morte de Mao) pela Revolução Cultural  tinha muito menos a ver com política do que com acerto de contas pessoas (…) Ela teve uma mão na perseguição à sra. Liu Shao-shi (esposa do segundo homem do regime. Ambos aparecem sendo humilhados e espancados na foto ao lado) porque, como ela mesma disse aos guardas vermelhos, estava furiosa com as suas viagens ao exterior com o marido… (fl.317)

 “…Quando Lin Piao (chefe militar de Mao que seria denunciado pela própria filha e morto, com toda a família, quando fugia de avião para a URSS) exigiu a destruição de tudo que representava a velha cultura, alguns alunos de minha escola começaram a quebrar tudo. Com mais de 2 mil anos, a escola tinha muitas antiguidades (…) O portão da escola tinha um telhado velho de beirais esculpidos que  foram quebrados a marteladas (…) Com exceção dos clássicos marxistas e das obras de Stalin, de Mao e do falecido Lu Xunn, cujo nome a Sra. Mao usava para as suas vinganças pessoais, os livros ardiam por toda a China. O país perdeu a maior parte da sua herança cultural escrita. Muitos dos que sobrevieram mais tarde foram para os fogões das pessoas como combustível…” (fl. 274)

Só lembrando: você não está lendo sobre o fascismo.Ms, sobre o socialismo

“…não havia princípio governando o comportamento da vida das pessoas nem a conduta do partido. A corrupção começara a retornar em grande estilo. As autoridades cuidavam primeiro de suas famílias e amigos. Por medo de serem espancados, os professores davam a todos os alunos as notas maiores (…) A dedicação ao bem público era abertamente ridicularizada. A revolução Cultural de Mao destruíra tanto a disciplina do partido quanto a moralidade civil…” (fl.450)

 “…para mim, a prova maior da liberdade no Ocidente é que aparecia tanta gente lá atacando o Ocidente e louvando a China (…) Comecei a ver que era a própria tolerância com as oposições, com gente que protestava, que mantinha o Ocidente avançado… (fl.446)

A MÃE

“…várias vezes minha mãe foi obrigada a desfilar pelas ruas com um chapéu de burrona cabeça e um pesado cartaz pendurado no pescoço, no qual se via escrito o seu nome com uma cruz riscada em cima para mostrar suma humilhação e morte. De poucos em poucos passos, ela e suas colegas eram obrigadas a cair de joelhos e prostrar-se em reverência à multidão. As pessoas escarneciam dela (…) Minha mãe e suas colegas tinham de bater a cabeça sonoramente no pavimento de pedra…. (fl.310)

O PAI

“…um dia, ele voltou com um dos olhos seriamente machucado. Outro dia eu o vi de pé num caminhão  rodando em marcha lenta, desfilando pelas ruas. Um imenso cartaz pendia de um fio fino que cortava o seu pescoço, e ele tinha os braços ferozmente torcidos para trás. Lutava por manter a cabeça erguida sob a forte pressão de alguns rebeldes. O que me deixou mais triste era que parecia indiferente à dor física. Na loucura, a mente parecia separada do corpo…” (fl. 334)

Antes de ser enviado para o trabalho forçado (cada membro da família foi para um campo diferente) o pai da autora teve oportunidade de se render ao maoismo, inclusive sob pressão pública. Os seus próprios algozes observaram: “eis aí um homem de princípios” (fl. 334)

Nota1: o pai da autora foi uma das autoridades que vetaram um artigo de Mao, quando ele, ainda em baixa, começou a falar em “revolução cultural” com dimensão não apenas acadêmica, como o Partido admitia.

Nota2: depois de usá-los, Mao mandou quinze milhões de jovens para o campo. Nenhum deles era filho de qualquer autoridade ou membro do partido (fl.359).

Nota3: com a reabilitação dos pais e a sua própria volta do campo,  Jung Chang tornou-se operária e chegou à universidade passando por seleções objetivas e pelo sistema que levava em conta o “comportamento político” do aluno, posteriormente extinto. A sua aprovação para estudar fora do país foi por mérito profissional (fl.475)

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STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE)

data original:11/09/2010

Na semana passada uma frase atribuída a Fidel Castro girou o globo e quetou. Na verdade ela só rodopiou pelo fato de ter sido dita por um dos homens que mais a negaram antes. A frase era: “o nosso sistema não funciona mais nem para nós”.  Não é difiícil imaginar o por quê (observe bem a imagens acima. Note as grifes. Elas podem lhe dar uma pista).

Você, leitor, instado a citar 02 ou 03 países cuja história registrou algum nível de sociedade aceitável (transparência, cadeia com tortura para corrupto, liberdade de expressão,  debate, produtividade, competência, lazer, distribuição de riqueza, poder de cidadão…), incluiria alguma socialista?A minha curiosidade era ver o candidato à Presidência da República  e secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro,  contestar Fidel e justificar a frase jogada pela TV: “o verdadeiro socialismo ainda não foi praticado na terra“.

Como um dos objetivos deste blog  é insisir que ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA, o texto abaixo exibe fotografias do ambiente de MAO e STALIN que explicam FIDEL, Erenice e OS NAÕ SE SABE QUANTOS MILHÕES (veja DESVIO NO SINDJUFE É DE BEM MAIS DE MEIO MILHÃO!, O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?…). Dê uma olhada:

 “… Durante boa parte da Longa Marcha, inclusive em seu trecho mais estafante, a maioria deles (os chefes militares) foi carregada. Mao chegou mesmo a desenhar o seu próprio transporte (…) Ele disse: ‘vejam, criamos nossas próprias liteiras (…) seremos carregados´ (…)  O próprio Mao contou ao seu staff,  décadas depois: ‘na marcha, eu ia deitado numa liteira. Então, o que fiz? Li. Li muito …Fl. 184.

…Mas o principal motivo de Mao para ir a Zhangzhou [receber doações de Moscow, durante as lutas pelo poder] era acumular uma fortuna privada. Um grande número de caixotes marcados com a frase “entregar a Mao Tse-Tung pessoalmente‟ … Eles encheram um caminhão inteiro e, quando acabou a estrada, foram levados por carregadores. Dizia-se que continham livros que Mao havia comprado ou pilhado, e alguns realmente correspondiam a essa descrição. Mas muitos continham ouro, prata e joias. Eles foram levados secretamente para o alto de uma montanha por carregadores e guardados dentro de uma caverna por guardas de confiança, supervisionados por Tse-mim, irmão de Mao…(fl. 153)

… O staff de Stalin estava atolado em corrupção.  Vlássik, o vizir que dirigia um império de alimentos, bebidas e mansões, entretinha suas cortesãs em casas de repouso oficiais, com uma tripulação de pintores vulgares, tchequistas [de Tcheca, primeira polícia política soviética] sanguinários e burocratas sibaritas. Limusines faziam a entrega de ‘concubinas’ que ganhavam  apartamentos , caviar, entradas para as paradas da Praça Vermelha e jogos de futebol …” (fl.610)

Veja o que estava em pdf:

 A declaração atribuída a Fidel Castro girou o globo, mas não deu mais que uma volta. O modelo que ele teria dito não funcionar mais não funcionou em canto nenhum, nunca! Nem poderia: para funcionar, o socialismo teria de se imaginar como um composto de gente (dúvida, interesse, desejo…). Não de bonecos ou matrizes reprodutoras. E permitir a discussão. Para quê? Para que as próprias demandas gerassem solução. O nome deste processo é Vida, Cidadania, Política, Democracia, História, que o modelo recusou. Não vamos esquecer que ninguém mais do que os socialistas concretos (feitos de interesse e ferro) falou em Fim da História. Afinal, ninguém mais do que eles exigiu o Fim da Mudança, o Fim do Pensamento (corria a seguinte piada pela China e URSS: aqui, a única coisa que muda é o passado. Referia-se às figuras eliminadas das fotografias oficiais e particulares, após os expurgos. Em STALIN, A CORTE DO CZAR VERMELHO, Simon Sebag conta que cada família importante tinha seu censor em casa: a cada expurgo, ele ia eliminando do álbum familiar a foto ou imagem do antigo amigo, colega ou parente desaparecido). Como você vê, não é de agora essa história de eliminação de artigo já publicado (veja GRILAGEM x APAGÃO MORAL). Vem de longe.

Antes do Muro do Berlim tombar, todos nós socialistas amadores (o profissional é aquele que vive – e bem! – da política, embora alguns sejam sérios) críamos mesmo que stalinismos, maoismos e outros quase idealismos tinham sido um desvio e que a causa era justa. E era. Mas não havia desvio nenhum, como a História mostrou! Aquela galera era, sim, a burguesia do capital alheio que comeu, bebeu e viveu ou vive como tal. E quem primeiro disse isso não foi o jornalista Reinaldo Azevedo (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/). Foram os críticos de Mao Tse-Tung e o próprio Stalin. Não esqueçamos que Mao, um dos mais primitivos e depravados ditadores, começou a sua fortuna pessoal transformando um veículo doado por uma organização americana para uso comunitário (ambulância) em veículo pessoal. Isto, quando ele ainda era um mero ativistas que negociava com todos os lados em disputa (japoneses, russos, americanos…). As 954 páginas de MAO, A HISTÓRIA DESCONHECIDA (John Hallyday e Jung Chang; CIA DAS LETRAS, tradução de Pedro Maia Soares, SP, 2006), além de muito sangue, fome e morte em massa, terror, perversão, corrupção, traição, desastres administrativos e o mais absoluto senso de propriedade privada, revela não só uma elite que vivia em condomínios fechados, como um Mao Tse-Tung de longo gosto por liteiras (fls. 60, 97, 184, 195, 203, 208, 370 e 573). Viu as linhas acima, né, leitor?

Embora as quase 900 páginas de STALIN, a corte do czar vermelho (Simon Sebag Montefiore, trad. Pedro Maia Soares- S. Paulo, Cia das Letras, 2006) apesente o seu personagem central quase como um austero democrata se comparado a Mao, na URSS stalinista, as coisas não eram muito diferentes das da China. A devassidão moral era tanta que o próprio Stalin se referia ao fundamental setor de Abastecimento, por exemplo, como um “covil de ladrões “! (fl. 618). Umas linhas:

“...Jukov [comandante do vitorioso exército soviético na 2ª Guerra] não estava sozinho em seu “museu de ouro e pinturas‟. A corrupção é a história não contada do terror stalinista do pós-guerrra: os magnatas [grupo de poderosos ao redor de Stalin] e marechais saquearam a Europa com a avareza de Gorin, embora com muito mais justificativa depois do que os alemães haviam feito com a Rússia… Golovánov, um dos favoritos de Stalin, desmontou a casa de campo de Goebbels, e levou-a de avião para Moscow, uma façanha que arruinou a sua vida… Em Gagra, Béria [o principal chefe da repressão que morava com mulher, filho e amante numa mansão de inúmeros quartos …; na foto abaixo, ele porta um machado na cintura, tendo,  entre ele e Stalin, Yejóv, com quem, junto com Abakúmov, formou a santíssima trindade da prisão, tortura e morte Stalinista] perseguia e impressionava atletas femininas numa frota de lanchas pilhadas…

Abukov [outro chefe de serviço secreto. Eram inúmeros!] andava por Moscou em carros esportivos italianos … Mandava aviões a Berlin para trazer quantidades de roupas íntimas, montando um tesouro de antiguidades como se fosse uma loja de departamentos… Quando a atriz Tatiana Okuniêvskaia, já estuprada por Béria, o recusou, ganhou sete anos nos Gulags [campos de trabalhos forçados]. O staff de Stalin estava atolado em corrupção. Vlássik, o vizir que dirigia um império de alimentos, bebidas e mansões, entretinha suas cortesãs em casas de repouso oficiais, com uma tripulação de pintores vulgares, tchequistas sanguinários e burocratas sibaritas. Limusines faziam a entrega de ‘concubinas’ que ganhavam apartamentos , caviar, entradas para as paradas da Praça Vermelha e jogos de futebol. Vlássik (general) seduzia as esposas de seus amigos, mostrando-lhes fotografias de Stalin e mapas de Potsdam [cidade alemã onde houve a primeira conferência do pós-guerra]. Chegou mesmo a roubar das casas de Stalin, saqueando a vila de Potsdam, subtraindo cem peças de porcelana, pianos, relógios, carros, três touros e dois cavalos, levados para sua casa em trens e aviões do MGB [outro serviço secretos]. Ele passou boa parte da conferência de Potsdam bebendo, fornicando ou roubando…” (fl. 610)

Notou no detalhezinho vermelho, leitor? Não se pode dizer que os camaradas socialistas” não tenham pedigree, né? Lembremos, aliás, que Moscou não formou a sua URSS com base em acordos ou entendimentos com os países ao seu redor. Mas, enviando-lhes trens carregados de tropas militares e polícias políticas que os subjugavam e “nacionalizavam” os seus bens. Assim se formaram os magnatas e a corte de Stalin (Kruchióv, Molotov, Jdanov, Malenkov, Béria…), cujos valores morais talvez não pudessem se comparar com os do vegetariano Hitler.

Mas por que o modelo não funciona?

Primeiro, por matar a inciativa individual, a fantasia e o humaníssimo desejo individual de realização e sucesso. A não ser quando se tratava de membro do partido, claro. Segundo, por falta de Oposição. Não permitindo que os desejáveis grupos de interesse internos sobrevivessem e disputassem a OPINIÃO PÚBLICA, o sistema se condenou à própria mesmice e, com o tempo, feneceu por falência múltipla dos órgãos. Note-se que, programado para o desejo e a fantasia que promete satisfazer, o capitalismo só sobreviveu a si mesmo por portar em si a oposição (crítica, concorrência) e, claro, um Estado que o ordenasse e, quando necessário, socorresse-o. Nele sempre haverá um germe de democracia. E admitamos: quanto mais criticado, melhor. Resumo: não funciona porque o animal humano é um bicho que aspira, tem interesse e precisa ser alimentado com liberdade, expectativa e regras que o representem sem lhes perdoar a infração. No socialismo, essa fera, quando não no poder, esteve enjaulada. Ou melhor: empalhada. Foi, aliás, uma sociedade empalhada. Vivo mesmo só o Estado, o Partido, que precisará de muito cargo, slogan ou arma para evitar que futuras gerações alimentadas e escolarizadas se perguntem:

  • sirvo pra quê, se não posso nem pensar (divergir)?Sou pessoa ou coisa? Posso ter um projeto de pessoa?

Lembra de ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA? Vêm, então, as demandas “naturais” (desejos) que o regime não consegue acomodar. E por mais eficiente que fosse qualquer “socialismo” o que jamais foi o seu forte – o choque sempre lhe foi iminente ou imanente. Trata-se do único regime que, se der certo, cai. Por que será que, quando puderam, os povos alimentados e educados no “socialismo” fugiram?

Não funciona, também, por … Corrupção, inclusive de Valores. Sem outros canais de realização a não ser o Partido/Estado, o “socialismo” é uma bomba de egos, desejos, cochichos, medo, necessária bajulação e certezas que demoram a explodir. Mas no tempo em que o longo pavio passa queimando, muito dos valores se esvai. Instalada no poder, a ideologia esfria e todos os seus belos cantos se voltam para a sinfonia do poder (bajulação e cargos). Você sabe que a força dessa equação é tanta que até sob oposição, imprensa e alto risco de descoberta, surgem os Delúbios, Marcos Valérios. Erenices… E matérias como DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!, não é, caro (e)leitor?

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PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

FIDEL, O FILME

JOGADAS DE PORTUGÊS (EM SEÇÃO MULTIUSO)

Veja em MULTIUSO 3:

– a literariamente incrível setença que mandou capar o estuprador;
-algumas frases dos filmes UM JUIZ MUITO LOUCO e O PODEROSO CHEFÃO III;
– a sadia vingança do diabo contra o político brasileiro; e
– uma consulta ao mais íntimo do povo brasileiro chamada INTERVALO CLANDESTINO.
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MULTIUSO9

17/08 RIO 2016

enviado por Rosana Duarte

05/08-UM SUBSTANTIVO ABSTRATO 

 

Fotografias de: José Boia, Diogo Batista, Edu Hoffman e José Ferreira.

 

DANDO PRA DOIS? (inacreditável!)

                            http://www.youtube.com/watch?v=-l3S634xU6A

enviado por Pedro Vieira

TIN, TIN

SANDYZINHA, em? Danadinha! O que mais terá ela dito nessa Playboy (todo este mundo desnudo chamado internet sussurra sobre uma entrevista que ela teria dado à revista)? Agora, não quero outra cerveja, apesar de a propaganda não estar no ponto. O  certo seria: QUEM NÃO GOSTA DE UMA DEVASSA?

JÔ PORAQUI?

Será? Viu do que a EDUCAÇÃO é capaz? Mas, Jô, será mesmo que não podemos ser, ao mesmo tempo, o país da bola e da ex-cola? Beijo do magro… Wow!

MARIVALDO BASTOS

Sempre pensei em pesquisar o nome MARIVALDO BASTOS, no google. Ao fazê-lo, soube da  sua morte em janeiro de 2010. Ninguém é para sempre, mas há os que merecem ficar mais.

A época era de ouro, com exceção, talvez (veja ACM, MEU AMOR), dos milicos. Lembro, aliás, de quando a Rádio Cultura de Feira de Santana foi fechada por causa de uma entrevista do então famoso deputado Chico Pinto, um dos líderes do MDB autêntico. Ditadura nenhuma presta…

Sim, a época era de ouro, não sendo possível que a música e o futebol, por exemplo, tenham tido tempos melhores. Só para se ter uma ideia, em Feira de Santana tinha dois grupos – bandas- chamados LEOPARDOS e ISRAELISTONES, que, fazendo shows pelo interior, executavam grandes sucessos do momento, inclusive em inglês e talvez com perfeição. Tive a honra de ver (e dançar bem agarradinho à luz negra… Beijar na boca, na época, chamava-se “colada) o THE ISRAELISTONES em Santanópolis.  Foi, aliás, sorvendo uma das suas grandes execuções – a antológica DEUS (The Fevers) – que vi o seu baterista sendo merecidamente abanado nas costas pela sua feliz e honrada namorada. Como eram tempos de grandes astros, deuses e o auge do próprio mundo não “careta” (contracultura),  de qualquer rádio brotavam um “…quando você foi embora, fez-se noite em meu viver…” (Travessia-Milton Nascimento), um “…Não se perca de mim,  não se esqueça de mim, não desapareça…” (Chuva, suor e cerveja, Caetano Veloso) ou “…Eu quero é botar meu bloco na rua, brincar, botar pra gemer…” (Sérgio Sampaio), música esta, aliás, que acompanhava a voz do locutor após os gols do Bahia: “Douglas, Douglas …  bota o bloco na rua… E entrava o “…eu quero é botaar…” (http://www.youtube.com/watch?v=-H57xrGE60k).

A nota triste era uma escola pública e um colonialismo muito piores do que os atuais. Tinha até quem cantasse em inglês contrabandeado como um produto paraguaio (Feelings/ “Mouris Albert“, na verdade Maurício Alberto, etc).  Mas também tinha Rolling Stones, Beatles, ex-Bealtles, Elton John … e a Rádio Difusora de Serrinha tocando tudo, inclusive Luiz Gonzaga, e informando as horas assim: “… em Serrinha, 02 galhos e 20 garranchos… Claro que a classe Z, da qual eu não era um legitíssimo representante, também tinha a sua “fa, faro, faro, faro, faro farofa fá  fá”, “aonde a vaca vai o boi vai atrás”, “kunfu figth e outras desgraças (o contrário de graça), o que, aliás,  traz um enigma: como uma época tão cheia de detalhes como  Roberto  Carlos, Chico Buarque, Milton, CaetanoMultantes, Gil, The Fevers cantando “Deus”… (meu amigo, ouça esta música http://www.youtube.com/watch?v=XX_YUtwfuPA e responda: se ela fosse gravada em inglês, quantas outras seriam mais tocadas no mundo) … Gal Costa, Maria Bethânia, Taiguara, Tom Zé… (além de todos os deuses em qualquer gramado ou pelada) podia gerar um “… aonde a vaca vai, o boi vai atrás”?  Fim do enigma: um pouco de livro e escola ajuda muito…

Era o que viria a me ajudar a partir do colega e futuro amigo Robérico, hoje professor da Uefs. Com ele tive contato com alguma literatura e … a viajosa revista POP, que depositava lindas larvas de um mundo cheio de cabelo, boca de sino, guitarra, festivais de rock à beira de rio (fazendas) e acampamentos lotados de lindas gracinhas, nas bancas.  Foi aí que os meus 17 aninhos disseram: “aqui, eu não fico”. Pena aquela gatinha do colégio não ter tido a mesma perna. Foi sobre aquela cabecinha encapacetada e socada de miragem que caiu como um raio o fora de série MARIVALDO BASTOS!  MARIVALDO BASTOS, não. MARIVALDO BASTOS SHOW!

Eu não me lembro do nome PANORAMA POP, como a blogosfera de Feira de Santana se refere àquele fumegante programa de rádio dos anos 70 (Rádio Sociedade de Feira). Eu me lembro é que, todo santo dia, às dez da manhã, Joe Cocker pulava dentro da  casa da gente  com o seu than, thaan, thaaaaaaannnnn… (veja este vídeo, leitor: http://www.youtube.com/watch?v=QIKBq9TeFlw ) e a sua voz cheia dos roncos de woodstock, sobre os quais eu só viria a saber mesmo, já em Salvador, vendo o filme. Veja dois daqueles roncos aí ao  lado e a festa toda em http://www.google.com.br/search?q=woodstock+1969&hl=pt-BR&biw=1024&bih=587&prmd=ivns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=Q6sxTpyIBObn0QGKnKHxCw&ved=0CDAQsAQ

Não dá vontade de acreditar que o mundo realmente andou pra trás, como se diz no filme É PROIBIDO FUMAR  (MULTIUSO6)?  Meu amigo, naquela época eu ainda não tinha ideia do que foi Woodstock,  mas quando  With A Little Help From My Friends  desqualhava o ar e o negão MARIVALDO BASTOS  (que eu pensava ser  um loiro de olhos azuis) entrava com o seu bordão

…SEU Tucão, SEU…, SEU…, SEU… AQUI ESTÁ MAAARIVALDO BASTOS SHOOOW E O SOOOOMMM POOOP !!!

e Joe Cocker continuava  … High with a little help from my friends / Who-Ho-Hoo-yeah / What do I do when my love is away…

Meu amigo… Qual é o coração que aguenta? Qual é o pé que fica?  Bem, às  quartas, o “SOOOMM POOOP”  chamava-se SOOOMM BRASIL e quem pulava pra dentro da casa da gente, de voz e violão, era MILTON  NASCIMENTO com o seu “…Porque vocês não sabem do lixo ocidental / não precisam mais temer / não precisam da solidão / Todo dia é dia de viver…  (para Lennon e McCartney, (http://letras.terra.com.br/milton-nascimento/47444/). E os sábados eram dos Beatles (ou “bitus”, segundo meu filho até os sete anos), que compareciam às vezes com convidados, um deles, Rolling Stones.  Aí, O SOOOMMM POOOP se iniciava com  “HEY JUDE…”

Pensando bem, eu não posso me queixar de muita coisa, não.. Obrigado, SEU MARI.

Fiquei muito feliz em fazer este post. Também, ao som de With A Little Help From My Friends e DEUS

Veja também: VEJA SHOW DE IMAGENS AO SOM DE ELIS, DEUS É FIEL?, VIDA INCOMPLETA DOS BEATLES (é só clicar), O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS, A MOÇA DAS FLORES, JURANDY DO SAX, O BOLERO DE RAVEL E A TERRA DA FELICIDADE, A VIAGEM, HISTÓRIA DA BONDADE: PROFESSOR CID TEIXEIRA

ONDE HÁ FUMAÇA …

PODE NÃO HAVER FOGO:

if you won´t give up smoking for your lungs, heart or trhoat, maybe you do it for your penis (se você não vai parar de fumar por causa dos seus pulmões, coração ou garganta, talvez você pare por causa dos seu pênis). Uhhhuumm. Não gostei. Mas que tocou no prazer, tocou.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ÉTICA E MORAL?

É só assistir, camarada (leitura afim: ÁGUIA OU GALINHA? )

http://www.youtube.com/watch?v=RFlVgcl4A1M

MEU FILHO VOCÊ NÃO MERECE NADA

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade. Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

(…) É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores (…) Nossa classe média parece desprezar o esforço (…) A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? (…) Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? (…)

Leia o texto completo de Eliane Brun em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

enviado por Grace Bulcão

 CONVITE

Solte a caneta que tem dentro de você. É simples: escreva como quem mija (como ensinava Monteiro Lobato) e aperte  o olho: não aborreça o leitor; não seja poeta de mundo coaduco; nem esqueça de que sob a  pele das palavras há cifras e códigos…, como observavam Machado e Drumond. O resto deixe à integridade.

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MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: “Judiciário tem grande responsabilidade pelo aumento da corrupção no país”

23/07. CENAS FORTES, talvez ainda hoje. É que eu tô cansado e com o estômago embrulhado. Passei a semana inteira recolhendo material genético para o exame de DNA da importante peça processual comentada abaixo e lendo velhos e bons jornais Sindjufe (meu/minha amigão/ona de  Itabuna, não sei como lhe agradecer, viu? Se se sentir seguro/a,  mande foto para a página inteira do blog) e e-mails. Prepare-se. Vêm aí cenas fortes.

OBRIGADO!

 20/07-Li a CONTESTAÇÃO do meu órgão de classe (Sindjufe) e, além de besta,  fiquei com a leve sensação de ter visto uma certa confusão entre a pessoa jurídica e a  que a  encaminha.  Tive saudade de dois livros e um artigo:

 “…não discuta para vencer, e sim para buscar a verdade…”.

“…encontre uma saída honrosa para o seu inimigo, sempre!”

… ser fiel a si mesmo; consultar sempre a bússola pessoal e não deixar órfãos os seus próprios sonhos… “

“…preste atenção se o poder é seu ou do cargo…”  

“…vê o mundo e as intrigas de cima…” ;

 “…não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você…” ;

 “…guarde as suas velhas cartas de amor…” 

“…não leia revistas debeleza. A única coisa que elas fazem é mostrar você como uma pessoa feia…”

 “…nunca parecer prepotente com os humildes nem subserviente com os poderosos…” ;

 “…aquele que pratica o bem (…) recebe recompensas inimagináveis. A energia que emana das boas ações e do relacionamento fraterno forma uma aura protetora que imuniza, ampara e eleva…” ;

  “ … pensar sempre nas implicações de meus atos sobre as pessoas…”;

“…curtir o caminho… sem deixar cadáveres na passagem…” ;

“… não existe felicidade sem ética…”

Livro: AH, SE EU SOUBESSE ; resenha: MANUAL PARA RH

… ÉTICA – única prisão de segurança máxima capaz de conter a fera, justamente por ser feita de conceitos e princípios que o próprio preso não aceita atacar…

Esta frase é minha, mas surgiu durante a leitura de  ELOGIO DA SERENIDADE e outros escritos morais (Norberto Bóbio, Editora Unesp, 2000)

título da resenha: É MUITA ONDA

 …a Lei Moral seria uma espécie de vacina que a consciência se auto-inocula contra a torpeza, propiciando um dia-a-dia que ative Deus. Ou gere-O. Logo, não basta persignar-se e rezar para que uma mão invisível mova um apagador sobre um possível rastro de crime. Como sugere o bom-senso, Deus não cai do céu. E sem Ética não é possível alcançá-LO. Só o ato salva e só o ético pode orar, embora não precise, já que os seus atos oram por ele …

SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar

………………………………………………………………………..MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: “Judiciário tem grande responsabilidade pelo aumento da corrupção no país”

Em 08/01/2010,  postei a entrevista abaixo do Minsitro Joaquim Barbosa (STF)  em PROTÓGENES CONTRA A CORRUPÇÃO (http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/ministro-joaquim-barbosa). Trata-se de um ambiente aberto, onde qualquer interessado, em minutos, cria uma página e publica, com senha própria e sem mediação.  Eu continuo tendo um blog lá, que, hoje, até sala de bate papo tem. Democrático, né? Por que será que os sindicatos não o copiam, meu deus? Tão democráticos, tão defensores, inclusive de liberdade… Esse facebookão de esquerda é criação do então famoso delegado da PF e atual deputado federal pelo PCdoB paulista, Protógenes Queiros,  que não quer saber de onde você vem nem para onde vai. Pede, apenas, que se tenha alguma lealdade ao país, para usar uma expressão do saudoso Darcy Ribeiro.

Sim, e por que o repeteco dessa postagem, hoje? Primeiro, porque é uma entrevista que, apesar do seu troar e de quem a troa, não consegui colocá-la no ambiente Sindjufe, na época, embora pedisse. Calma, ainda tava tudo bem e não tinha havido o apagão (GRILAGEM x APAGÃO MORAL).  Na verdade, lá, não consegui colocar nem mesmo LER DEVIA SER PROIBIDO, que conheci no site do DDRH/TRT. E olha que pedi, viu? Segundo, porque foi a primeira coisa interessante que encontrei (nem lembrava mais dela) para salvar a pátria, hoje. Não voltei aos textos. Fui ler a contestação da ação (que abri para recuperar o meu direito de publciação no site da categoria de que sou parte) e… Fiquei pasmo. Demorei a dormir. O sistema é bruto, viu? Vou ter de rebolar um bocado, hoje! Agora, banho pra acabar de acordar e, vupt, trabalho.  Ainda tenho oftalmologista, advogada e inglês… Tá puxado! Mas, vai dar certo. O tempo não é senhor da razão? Pelo menos era o que dizia… quem mesmo? Deu branco.  Voltaire (se não me engano) copiando o companheiro Collor, talvez. Lembra das sua mídia de camiseta?

Tô um caco, fui. Fique com o  Ministro Barbosa, talvez o maior brasileiro do momento (a fonte é o jornal de direita, O Globo, viu?):

“O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), há dois anos ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro. Em entrevista ao GLOBO, Joaquim não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Mas deixou clara sua descrença na política e sua dificuldade para escolher bons candidatos quando vai votar. E o ministro, de 55 anos, não poupou nem os tribunais: “O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país”.

Por que aparecem a cada dia mais escândalos envolvendo políticos? A corrupção aumentou ou as investigações estão mais eficientes?
JOAQUIM BARBOSA: Há sim mais investigação, mais transparência na revelação dos atos de corrupção.Hoje é muito difícil que atos de corrupção permaneçam escondidos.

O senhor é descrente da política?

JOAQUIM: Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada.As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.

A quais instituições o senhor se refere?

JOAQUIM: Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário. A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.

Qual a opinião do senhor sobre os movimentos sociais no Brasil?

JOAQUIM: Temos um problema cultural sério: a passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção. Há tendência a carnavalizar e banalizar práticas que deveriam provocar reação furiosa na população.Infelizmente, no Brasil, às vezes, assistimos à trivialização dessas práticas através de brincadeiras, chacotas, piadas. Tudo isso vem confortar a situação dos corruptos. Basta comparar a reação da sociedade brasileira em relação a certas práticas políticas com a reação em outros países da America Latina. É muito diferente.

Como deviam protestar?

JOAQUIM: Elas deviam externar mais sua indignação. É comum vermos protestos de estudantes diante de escândalos.

JOAQUIM: O papel dos estudantes é muito importante. Mas, paradoxalmente, quando essa indignação vem apenas de estudantes, há uma tendência generalizada de minimizar a importância dessas manifestações.

A elite pensante do país deveria se engajar mais?

JOAQUIM: Sim. Ela deveria abandonar a clivagem ideológica e partidária que guia suas manifestações.

O próximo ano é de eleições. Que conselho daria ao eleitor?

JOAQUIM: Que pense bem, que examine o currículo, o passado, as ações das pessoas em quem vão votar.

Quando o senhor vota, sente dificuldade de escolher candidatos?

JOAQUIM: Em alguns casos, tenho dificuldade. Sou eleitor no Rio de Janeiro.Para deputado federal, não tenho dificuldade, voto há muito tempo no mesmo candidato. Para governador, para prefeito, me sinto às vezes numa saia justa. O leque dos candidatos que se apresenta não preenche os requisitos necessários, na minha opinião. Não raro isso me acontece. Não falo sobre a eleição do ano que vem, porque ainda não conheço os candidatos.

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QUEM ESTÁ CURTINDO ESSA FESTA?

 publicado originalmente em 29/09/10

Entre 2008 e 2009,  o clube do Sindjufeba consumiu mais de R$731 mil (setecentos e trinta e um mil) e arrecadou pouco mais de R$193 mil (cento e noventa e três mil).

Diferença/déficit: mais de R$538 mil (quinhentos e trinta e oito mil).

Uma graça, né? Quem paga essa conta e por quê? Por que a grande maioria dos filiados deve bancar esse preju?  Não seria lógico que o clube pagasse a si próprio? Alguém dirá: “é uma entidade sem fins lucrativos“.  E daí? É de fins prejudicativos? Ora, se esse clube é, realmente, do interesse da categoria, ele não pode ser uma máquina de gastar dinheiro! Se, quando comprado, ele custou em torno de R$300 MIL (trezentos), isso quer dizer que, a cada ano, um clube é jogado fora!  Quem ganha com isso? Se há quem ganhe, então que pague a conta!  Ora, sem essa sangria, para quanto cairia a mensalidade? Para dispor de bem mais serviços e sem a necessidade de administrar, quanto a categoria pagaria a um clube como o do Banco do Brasil (por exemplo)? Não é estranho que a própria direção do sindicato, eleita para administrar o bem coletivo, não se questione sobre isso?

Não sei se já aconteceu com você, leitor associado, mas quando este filiado passou anos requerendo (por exemplo) a assistência jurídica do sindicato, uma das alegações para o pouco caso e as negativas era o  slogano importante é a categoria, não o caso individual”.  Lindo, né? Como se fosse a floresta que existisse e  não as árvores!  Sempre o “coletivo” (a útil abstração), nunca o indivíduo concreto que pergunta! Tal qual no “socialismo”, que, como sabemos, é o sistema da igualdade  que sempre se desmente quando cai.

Ora, se o importante é a categoria, o todo, o coletivo, a maioria …, qual a razão para a manutenção de um clube que devora QUASE QUATROCENTOS MIL POR ANO dessa mesma maioria? Quem está curtindo essa festa?  Sim, porque alguém está! Se não, ela já tinha acabado. Some-se a tudo isso o famoso sumiço dos quase R$600mil (seiscentos),  a multa da Receita Federal (mais de 93mil) e os inacreditáveis anos sem balancete. Você tem noção do estrago, associado?  Já ia esquecendo: Onde foram parar os balancetes? Por que NÃO TEMOS BALANCETES DE 2008 PARA TRÁS? Kd Tu, oposição?

Leia o texto do Diretor Francisco, o homem que, diferente dos demais, parece ser bom de conta:   O BALANCETE E O CLUBE

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