poemas/contos/crônicas

silêncio                                                 Luiz Estrela

– OS BEIJA-FLORES 

Desentristecendo a tinta, os beija-flores alegram a  vida que bolinam.

De várias cores são os indecisos panfletos que escrevem com as suas penas antigas.

Mas, como convencem o jardim!

Luiz Estrela 

                        para uma menina

PALÁCIOS (Luiz Estrela, em VEJA SHOW DE IMAGENS AO SOM DE ELIS)

– A MOÇA TECELà(Marina Colassantti, em MULTIUSO 2)

OS FILHOS ( Afonso R. de Santana, em MULTIUSO 3)

A MENINA QUE NASCEU NA PÁSCOA (Marina Gentile, em MULTIUSO 2)

–  SILÊNCIO (Luiz Estrela, em MULTIUSO 2)

–  RECADO (Marina Gentile, em em MULTIUSO 2)

A FÁBRICA (Luiz Estrela, em SEÇÃO MULTIUSO)

Vela (luiz estrela, em MULTIUSO 13):

velaTRISTE BAHIA (Gregório de Matos, em MULTIUSO 2)

O Analfabeto Político (Bertolt Brecht, em MULTIUSO 2)

–  SAUDADE DE DRUMMOND (Luciana Bezerra, em MULTIUSO 3

A MOÇA DAS FLORES (Marina GentilLe)

– CESTA BÁSICA (Luiz Estrela, em MULTIUSO6)

PÉS (Luiz Estrela, em MULTIUSO 3):

pésPÉROLAS (luiz Estrela, em MULTIUSO7)

MUDA DE PLANTA (luiz estrela, em ACM, MEU AMOR e DAS FLORES E DOS FRUTOS):

Meu grande e infinito sonho, meu autor. Quando a tua noite parirá? O que fizeram daquela multidão errante de tuas árvores cortadas?

De mim, fizeste palha seca a quem o fogo encanta.

De ti, fizeram o meu lenhador.

Faz de mim, agora, uma muda de planta.

                                       Luiz Estrela

TRISTE BAHIA (luiz estrela, em MULTIUSO10)

 MÓVEIS (luiz estrela, em MULTIUSO 13):

Havia tábuas com as quais construir a fuga.

Não o fiz: não encontrei pregos com os quais tê-las unido,

sem tê-las ferido.

Não construí navios, nem dominei os mares.

Mas aprendi a nadar.

Talvez até devesse ter aprendido a manusear melhor a arma. Não sei se o fiz. Mas sei que, mais cedo ou mais tarde, quer queira, quer não, terei catado alguns mortos.

Agora, sei por que algumas aves loucas se batem contra as paredes. Que nem se abalam!madeira

Deixarei que as tábuas se untem de mim e se colem por si, de tanta proximidade.

Deixarei que as árvores reconheçam os seus móveis.

REALIDADE (luiz estrela, em BAILINHO DE QUINTA)

A MULHER (Jorge Dantas)

BRINDE  (luiz estrela, em NÃO ME DEIXEM SÓ e ONDE ESTÁ O DINHEIRO?)

– NU  (Manoel Bandeira, em MULTIUSO15)

– REALIDADE  (luiz estrela, em BAILINHO DE QUINTA)

Algumas espécies de ave comem em sua mão, sem lembrar do seu antigo caçador;

Algumas espécies de árvore crescem em seu jarro, transformando em amazônia uma pequena mesa ampla;

Alguns dos seus animais renunciam às suas presas, considerando fora de época o crescimento de seus dentes;

Nem mesmo querem saber, algumas das suas árvores, onde cairão os seus caroços desnudos!

Um homem só. Atento. Escuta uma voz que o declara detento.

DETENTO

Luiz Estrela

ANDAR POR ANDAR (Luiz Estrela, em PURA ENROLAÇÃO)

DOS HÓSPEDES e DAS ILUSÕES (Mário Quintana, em MULTIUSO 17)

– RECEITA DE ANO NOVO (Carlos Drumond de Andrade, em FELIZ ANO NOVO)

– DA MORTE (Mário Quintana, em MULTIUSO 21)

– FOGÃO (Luiz Estrela, em DIA DO FOGÃO)

– A PIPA (Luiz Estrela, em MULTIUSO 22)

– O CHÃO, A MULHER

Repente, porém cantiga;

Hirto, porém tomaraárvore mulher;

O chão do sertão compreende a mulher,

tão dada,

em sua vegetação retorcida e rara.

Coragem vira sina;

valente, anda descalça;

Espinhos viram brincos;

As pernas, estrada.

Luiz Estrela

– FALA (Luiz Estrela, em MULTIUSO 23)

– GENICIDADE 

O teu andar desenha em painel de lívidas cores lentas rabiscos dengosos de sonsas plantinhas.vestido, dia da mulher

Em público, o teu sorriso é um gesto ecológico que desprotege, invasivo, a paisagem por onde escorre um rio erótico.

Levianos mas discretos, doce mensagem a miragens de deserto, os teus versos rascunham uma escrita.

Que a tua boca molhada, tatuada e implícita, feérica, natural e consumista, soletra à roupa quente que te usa, te escapa e te recita.

(um poeminha dos anos 80)

Luiz Estrela

8 respostas para poemas/contos/crônicas

  1. Neli disse:

    Tenho um questionamento a fazer: Desde o nascimento do do sindicato no serviço público(à época eu pertencia ao quadro do TRE) que venho acompanhando a trajetória, quando a final houve a Uniformização dos sindicatos de cada órgão do Judiciário federal na Bahia. Ocorre que iniciamos a contribuir com um percentual, que foi modificado para atender as demandas do momento. Quando foi aprovado o percentual de contribuição para o atual, a realidade de salários era outra. Hj com os vencimentos básicos aumentados, continuamos a contribuir da mesma forma. minha proposta é a de iniciarmos uma discussão para diminuir o percentual de contribuição. Com isso, o sindicato continuará o seu papel, sem chances desvios de alta monta, como a que está sendo denunciada.

  2. Neli disse:

    desculpe! mandei para a seção errada!

  3. Marina Gentile disse:

    Oi Luiz Estrela, fiz um passeio em seu site. Um bom programa para as tardes de domingo. Rs

  4. Nanci disse:

    Oi, Estrela. Estou registrando minha passagem prazerosa pelo seu blog. Aprovado, estarei presente mais frequentemente. Deixo meu recado-emprestado pra vc:
    “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
    Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto (…)
    Amai para entendê-las!
    Pois só quem ama pode ter ouvido
    Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
    Bjs.

  5. Manoel Pereira Lima Junior disse:

    Luiz estou enviando-lhe um dos poemas de minha lavra

    Não vejo graça

    Todo filósofo quer ser poeta
    Eu não (,) nasci pateta.
    Quero animar as festas!
    Maturidade vem com a idade.
    Mas eu morri jovem com 60.
    Quem agüenta tanta sinceridade?!
    A criança.
    Dança! Se espanta!
    Tudo é novidade.
    Mas, que espécie de pateta é o poeta?!
    Pergunte ao filósofo,
    Pois ele quer ser poeta.
    E se o poeta for p’ro-fundo?
    Compreenderá o pateta?
    Não, pergunte ao filósofo!
    Ele pouco entende de risada –
    E pensa seriamente sobre a palhaçada.
    Coisa séria pro pateta é dar gargalhada…
    E pro poeta… não dizer nada.

  6. Denilson Santos Ribeiro disse:

    Poxa! Aventuro-me a escrever também alguns poemas, mas confesso que fiquei maravilhado com essa produção literária! PARABÉNS!!!

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