VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)

20/09. BELEZA!

MULTIUSO10

BEM NA FOTO:

maklouf lula fundação cutVocê reconhece essa face no círculo vermelho, leitor? Ainda bem que as caras estão voltando a se pintar, e, agora, sem partido! Pena que o último Canal Livre (domingo, 11:30h, Bandeirantes), não tenha instado mais o deputado Cândido Vacarezza (líder do governo, PT/SP), em confronto com o senador Álvaro Dias (PSDB/PR). Pena porque foi um zero a zero sem grandes lances, apesar do maior volume de jogo do deputado, a quem coube falar até em “…compromisso do PT com a ética na política…. É sério, né brincadeira, não. Parecia até que, entre outras torres, a do Word Trade Center petista já não tinha caído durante o mensalão, o incêndio de 2005. Infelizmente, faltou quem lhe perguntasse, por exemplo, sobre a sua confraternização recente com a deputada Jaqueline Roriz, cuja vida pregressa – muito familiar não só Brasília – os colegas da câmara perdoaram, talvez com o apoio do  líder. Quem viu o último CQC (Bandeirantes, terça, 22:20h) sabe e quem lê outdoor, também:

Revista ISTO É:

 …A operação de blindagem começou na manhã da terça-feira, quando houve a tentativa de transformar a sessão aberta em secreta, para evitar pressões. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), chegou a anunciar que atenderia ao pedido, mas recuou horas depois ao decidir apenas limitar o número de pessoas que assistiriam à sessão. Distribuiu 100 senhas de acesso pelo critério de proporcionalidade das bancadas de cada partido. Assim, para o PSol, autor da representação contra Jaqueline, coube uma única vaga. Enquanto isso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu ordens à Polícia Legislativa para barrar um grupo de pessoas que tentavam lavar a rampa do Congresso. O gesto, temido por Sarney, simbolizava os apelos da sociedade pela limpeza moral do Parlamento (…) Dos 513 parlamentares, nada menos do que 234 respondem a processos judiciais…

http://www.istoe.com.br/reportagens/156696_ISTO+PODE+

CARTA CAPITAL  Teria faltado uma “nota de repúdio” (http://www.sindjufeba.org.br/Avisos.aspx?id=674) nos nossos sites sindicais? É possível. Preocupados com a ética, o social e a transparência como somos (veja-se outra “moção de repúdio” em É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?)… Básica na política e nem sempre rechaçada no mundo da esquerda ou sindical, a expressão ninguém é bobo é rica e sábia. É, na verdade, uma síntese da política real lembrada pelo Nobel de literatura peruano, Mário Vargas Llosa (veja O CASO BANCOOP II).  Por que, aliás, acontecem casos como o da Bancoop?

Ninguém é bobo, leior (veja SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?, BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”, CABA NÃO, MUNDÃO, BLEFE, É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?…)! E não é por outra razão que o post O POVO NÃO É BOBO… é o nosso campeão atual de audiência, depois de DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

………………..VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?)

Agora, já, uma longa viagem pelo universo sideral do antigo partido da ética! Base de lançamento: as vibrantes 615 páginas de JÁ VI ESSE FILME ANTES- Reportagens (e polêmicas) sobre Lula e o PT 1984-2005), do jornalista (e ex-militante do PCdoB) Luiz Maklouf Carvalho [São Paulo, Geração Editora, 2005]. Tripulantes: Luis Inácio Lula da Silva, Zé Dirceu, José Genoino, Pallocci, Gilberto Carvalho, Aloiso Mercadante, Suplicy, João Paulo Cunha, Paulo Okamoto, Jacó Bittar, Vacarezza, Luiz Gushiken, Ângela Guadagnin, Celso Daniel, João Batista Vaccari, Paulo Frateschi, Roberto Teixeira

Além deles, Paulo de Tarso Venceslau, o homem-bomba que, fiel ao que acreditava e aos documentos inicialmente levados a todas as instâncias e lideranças do partido e posteriormente à justiça, denunciou o esquema de corrupção nas prefeituras petistas do interior de São Paulo e – ainda nos anos 90 – instaurou o primeiro grande crack na bolsa do PT. O que vai interessar aqui não são propriamente os fatos, leitor, já demasiado sabidos por quem acompanhou a imprensa na época. Mas o que a direção do PT fez com eles e o denunciante… Veja, aliás, o que esse ex-militante da esquerda armada dos anos 60/70 escreveu, em carta, ao senador Eduardo Suplicy, em 21/08/1995:

e definiu a sua visão de esquerda:

Paulo de Tarso (“PT”, na intimidade do partido; Lula era “Baiano”) é também um ex-colega e amigo de José Dirceu, desde o famoso Congresso de Ibiúna (UNE), estando, também, na foto  do sequestro do embaixador americano (1969) que reusltou na libertação, entre outros, do próprio Dirceu (fl.139). Como economista, tornou-se assessor político e secretário de finanças de duas importantes prefeituras do partido (Campinas, gestão Jacó Bittar; e São José dos Campos, gestão Ângela Guadagnin, fl. 104), além de vice-presidente da CMTC, durante a gestão Luiza Erundina, em São Paulo (fl.211). Na chefia das finanças das duas cidades do interior paulista, descobriu um vultoso esquema de fraudar a arrecadação municipal e tomou duas atitudes que lhe renderam a perda das amizades  e a expulsão do partido (fl.294, 295). As atitudes foram:

  • fazer o orçamento histórico de São José dos Campos saltar dos à época U$100 milhões para U$250 milhões (sem aumento de impostos. Segundo o livro, só de honradez e eficiência), e
  • depois de anos tentando fazer o partido agir de acordo com o discurso, denunciar e fazer a empresa do compadre e amigo de Lula (CPEM) ser condenada a devolver U$10,5 milhões e não receber outros U$5 milhões (fl. 180);

Outro dado importante (fl. 212):Mais informações em http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/editora/teoria-e-debate/edicoes-anteriores/memoria-entrevista-paulo-de-tarso-venceslau, revista oficial do PT, da qual o próprio Venceslau foi gerente.

MAIS SOBRE LUIZ MAKLOUF

Você já leu sobre esse autor em CRIME OU ARTE?, leitor. Mas veja a orelha do livro:

Entre 1984 e 2005, o jornalista Luiz Maklouf Carvalho produziu uma centena de reportagens sobre Lula e/ou o PT para quatro veículos da mídia impressa – Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Este livro conta a história dessas reportagens e traz a íntegra de várias delas, entre as que mais repercutiram.

São os casos do “furo” que revelou para o país a existência de uma filha de Lula, Lurian; da entrevista com o economista Paulo de Tarso Venceslau, no chamado “caso Cpem”; do empréstimo que cinco deputados federais do PT tomaram do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, sob a batuta de um colega parlamentar que confessou corrupção; e da reportagem que derrubou uma parte de versão do hoje presidente da República para a compra do apartamento em que mora, em São Bernardo do Campo.

Lula e o PT reagiram a essas reportagens de maneiras diversas. O episódio mais conhecido da reação da direção do PT foi o veto de Lula à presença de Maklouf no programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, às vésperas da eleição presidencial de 1988. Este outro lado também é contemplado neste livro, com as réplicas e tréplicas, para que o leitor possa tirar a sua conclusão. Luiz Maklouf Carvalho, 52 anos, é jornalista e bacharel em Direito. Nascido em Belém (PA), começou sua carreira na imprensa paraense, em 1974, como revisor de O Liberal. Foi repórter dos diários A Província do Pará e O Estado do Pará (Prêmio Esso Regional Norte, 1977), editor do jornal Resistência, da Sociedade Paraense dos Direitos Humanos (quatro prêmios Vladimir Herzog), e correspondente do jornal Movimento.

Radicado em São Paulo desde 1983, foi repórter especial de O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, e colaborador de diversas outras publicações. É co-autor dos livros Pedro Pomar e A Igreja dos Oprimidos, e autor de Contido a bala – A vida e a morte do advogado Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará, (Cejup, 1994), Mulheres que foram à luta armada (Globo, 1998, Prêmio Jabuti de Livro-Reportagem/1999), Cobras Criadas – David Nasser e o Cruzeiro (Senac, 2001), e O coronel rompe o silêncio (Objetiva, 2004). É editor do site Profissão: repórter.

Na fl. 16 o autor informa que foi da Dissidência do PC do B-Esquerda, grupo que,segundo ele, rompera com a direção de João Amazonas, tendo como principais expressões Wladimir Pomar e José Genoíno.

IMPORTANTE: o jornalista informa em nota de rodapé (fl.253) que já respondeu a processo em comissão de ética do seu órgão de classe em São Paulo. O autor foi o próprio sindicato, que reclamava de matéria do jornalista sobre o Partido dos Trabalhadores e irregularidades no próprio sindicato: furto de dinheiro e irregularidades nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas. Foi punido com uma “observação”. Dois trechos da mesma:

“… o fato de o jornalista voltar à questão do Sindicato dos jornalistas , de denunciar a Federação Nacional dos Jornalistas e inclusive reportar contra o PT em plena campanha eleitoral mostra um gosto especial pelo negativo a pretexto de defender a ética e a moralidade (…) sem a plena responsabilidade social (…) Por isso, achamos que se deve fazer uma OBSERVAÇÃO ao colega jornalista para que busque comunicar  o que há de melhor, sem preconceito, nem  partidarismo, investigando verdades animadoras que possam dignificar o povo brasileiro …”

Que tal, leitor? Isso em Sampa (junho de 1997), viu? O mais lindo de tudo é  defender o partido e pedir não-partidarismoNinguém é bobo, né?

Lula em QUEM FAZ A CABEÇA DO BAIANO. Revista Brasil Extra, nº1, agosto/84.

JORNAL DA TARDE, 26/05/1997:

Entrevista  (fl. 145)

JT- quem eram?

PT- “…Aloízio Mercandante e Gilberto Carvalho…”. O autor diz que era amigo de Mercadante de “velhos carnavais” e conheceu Gilberto Carvalho, então secretário geral do PT, na militância (“trabalhos populares”), vendo nele “uma grande integridade”…

JT- Quem é o núcleo central da acusações que você faz nesta carta?

PT- O envolvimento de uma empresa chamada Consultoria para Empresas e Municípios (CPEM), com base em S. Bernardo do Campo. Quando eu assumi a Secretaria da Fazenda (…) essa empesa era a maior credora. Eu já conhecia essa empresa dos tempos em fui secretário da Fazenda de Campinas (…) Em Campinas eu sofri pressões paa a contratação dessa empresa e não contratei.

JT- Que tipo de pressão?

PT- A pressão era que fosse contratada sem licitação – simplesmente por notória especialização. E isso por um serviço que o corpo técnico da prefeitura, com contabilistas de segundo grau, podia fazer.

JT- De quem era essa empresa, a CPEM?

PT- É de um pessoal de S. Bernardo do Campo. Mas era apresentada nas prefeituras petistas pelos irmãos Teixeira- o Roberto e o Dirceu Teixeira (…) sempre insinuando que era uma empresa que contribuía com o PT …

Paulo de Tarso entra nos detalhes contábeis, demonstrando como a empresa do amigo de Lula faria um trabalho simples e programado, embolsando 20% do que viesse a aumentar na arrecadação de ICMS.

Paulo de Tarso diz, ainda, que:

      • a prefeitura, com o seu próprio quadro, fez o “filé-mignon” da arrecadação, melhorando o seu índice, e licitou zona de risco a uma taxa de 3,5. A CPEM ficou fora;
      • morando na casa do empresário e sendo seu amigo, Lula sabia que Roberto Teixeira agenciava a CPEM junto à prefeitura;
      • não contratou a empresa porque não era um serviço altamente especializado e era muito dinheiro por nada e sem licitação;
      • em Campinas se falava “com todas as letras” que a CPEM e Roberto Teixeira repassaria parte dos recursos para o PT. (fl.149)…

Depois de Campinas, Paulo de Tarso vai para a CMTC/ Luiza Erundina e, depois, para a prefeitura de São José dos Campos (fl. 150). Atenção, leitor, se ligue: vai rolar o nome … PRN!

Paulo de tarso acrescenta que não havia dinheiro suficiente para a folha que venceria dali a 15 dias e solicitou a lista de credores para estabelecer critério de pagamento. Veio a lista e a CPEM era o maior credor. Os serviços teriam sido prestados ao governo de Pedro Ives, do PRN

Examinando uma tal de Dipam (Declaração para o índice de Participação dos Municípios) e matutando, Paulo de Tarso veio a descobrir o caminho das pedras. Achou o pulo do gato. Reuniu, então, a equipe, nomeou uma comissão de sindicância e imediatamente informou a Paulo Okamoto (aquele do Cebrae no governo Lula), que “…era o homem, o coletor dessas partes com os fornecedores, prefeituras. Falei pra ele que tinha problemas com a CPEM. Fali por causa daquela ligação que ele estava cansado de saber…” (fl.152). Se ligue, leitor:

…tinha alguma forma, se eu conhecia algum fornecedor que poderia contribuir, sempre buscando informações com as prefeituras, com as empresas públicas. Esse papel dele era evidentemente conhecido dentro das administrações petistas… Ele vivia circulando pela administrações petistas (…) Ele era o homem de confiança do Lula… Ele via a viabilidade de desviar dinheiro das prefeituras para o caixa do partido … (fl.153) … Era o chamado capa-preta…” (fl.156)

JT- …Quando houve o problema com a CPEM, em S. José dos Campos, você o chamou?

PT- Claro. Chamei porque envolvia pessoas muito próximas do Lula (…) Chamei e informei. A reação dele foi: ‘não tem problema nenhum. Pode ir fundo nas investigações. Não temos nada com isso.’ Ou seja: ‘…pode ir fundo… coisa que eu iria mesmo, de qualquer  forma. Mas ele falou: ‘Não tem problema’. Eu falei: ‘se tem é bom se cuidar…’

Na fl. 154, o entrevistado informa que, de posse do resultado da sindicância, voltou a Paulo Okamoto, informando-o do que tinha em mãos, mais uma vez ouvindo ‘Não tem problema, não temos nada’. Atenção,  se ligue, leitor, porque você vai ter uma surpresa quando souber quem foi que pediu a exoneração de Paulo de Tarso à prefeita Ângela Guadagnin (aquela deputada da dança, em plenário, lembra?). O ano é 1993, quando acontece uma reunião  com os secretários de finanças das prefeituras de PT, em Ribeirão Preto, onde Paulo Okamoto vai estar, mesmo sem ser dirigente de nada. Pallocci é o prefeito anfitrião. Era início das administrações petistas. Paulo de Tarso alerta geral. Okamoto não gosta. E PT, com suspeitas de falsificação de assinaturas, números fantasiosos e relações viciadas que geravam percentuais de 20% sobre falhas quase combinadas,procura uma empresa de auditoria. O próximo passo é o Ministério Público, que entrou com uma ação contra a CPEM, anulou o contrato e proibiu a prefeitura de fazer qualquer pagamento… No dia em que o Ministério Público  entra com a ação pública, a Câmara Municipal (…) abre uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra Paulo de Tarso e a prefeita, em defesa da CPEM. E todo o arrazoado que a câmara apresentou – o entrevistado tem certeza – não foi feito pelos vereadores. (fl.154/155/156).

JT- Por que você tem essa certeza?

O cerco está se apertando, notou, leitor? Mas, Paulo de Tarso terá uma surpresa:

“… Está vindo a Caravana da Cidadania…”. Notou bem? Caravana da Cidadania!

O tal carro tinha uma chapa fria

Até o fim desse longa-metragem que abalou o mundo em 1997, leitor, você assistirá às longas passadas que o antigo Partido dos Trabalhadores deu até tornar-se, de vez, apenas partido.  Eu sei, você já viu esse filme e eu também. Pra falar a verdade, ele parece se repetir no dia-a-dia, quase como um  Curta, né? Na segunda parte, você verá Paulo de Tarso dizer que o até então incorruptível PT tinha um PFL dentro de si,o que explica quase tudo, né? Mas, vem um bocado de coisa por aí. Pra quem não lembra, PFL é aquela antiga marca de … De que mesmo? Desculpe, leitor, é que a voz continua a mesma, mas os cabelos … QUANTA DIFERENÇA!

ps: imagens da marcha em Brasília http://www1.folha.uol.com.br/poder/971643-marcha-anticorrupcao-leva-milhares-as-ruas-em-brasilia.shtml

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