VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO

LUTO: quando a galera boa de truque fez sumir pelo menos 600mil, a “contabilidade” do Sindjufe-ba não apresentava, sequer, balancete. Estes só surgiram (no mundo, talvez) a partir de 2008; No post DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO! há 12 páginas digitalizdas da AUDITORIA. A primeira delas é o anexo 05. Clique nele e veja os nomes dos diretores que, segundo o Banco do Brasil, tinham a senham do cofre… Pena o Sindjufe não ter cumprido a promessa de 03/08/10: http://www.sindjufeba.org.br/Avisos.aspx?id=234.

Kd a matéria especial sobre o assunto?

GARRA: lutando bravamente contra a falta de tinta e papel (por que não usou o site ou até este blog?), a diretoria agora diz que, amanhã (05/11/10, às 13h), haverá um “esclarecimento à categoria, sobre a questão…”. A nota de pé de página do último jornal não diz expressamente onde, mas deve ser na JF. Compareça (provavelmente não será combrado ingresso). Mas, por que não explicam por escrito, meu deus? Microfone é tão compreeensivo!

 Após patrocinar big festa, sem jamais se interessar por real e convincente explicação do “desvio“, SINDJUFE-BA cobrará por participação dos associados em congresso da categoria:

http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=768 !

Que tal? Lembremos que foram torrados quase R$60 mil em 01 (um) dia de TV e que estamos pagando mais de $93mil à Receita Federal (multa…  de quê? Ninguem sabe, ninguém viu. Só o ex-Diretor Francisco). Pergunta: Que ‘valor simbólico’ se cobrou pela participação na Just One? Aguarde matéria no próximo sábado. 

 … Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite…“.  A entrevista  à revista Veja (edição 2184) da  nova Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, teve a repercussão esperada, em especial nos meios jurídicos. Várias entidades como o SINDICATO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA (SOJEP) e JUSBRASIL a reproduziram, e a ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO BRASIL (AMB) se pronunciou. Veja mais em  MULTIUSO4

“…O governo para o qual eu voto e continuo votando tem uma leniência com a questão da corrupção, que deixa até difícil um petista defender, tenho que dizer isso. Lula naturalizou a corrupção, como sendo parte do jogo político…” . Veja a nova entrevista (Carta Capital) da psicóloga e autora Maria Rita Kehr  em MULTIUSO4

Não votei nela nem nele, mas gostei do discurso de presidenta eleita: democracia, liberdade de imprensa, interesse público, intolerância com a bandidagem de gravata, erradicação da míséria, diálogo… Tomara que ela sobreviva a Michel Temer e nos faça esquecer o desastre moral-Lula. Nele, nunca mais…………………………………..

Lembrete importante: ainda não houve resposta ao E-MAIL ENVIADO AO SR. … Infelizmente.                ………………………..

……………………………………………………….VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO

“ …Desperta … deste sono de morte em que te mergulharam os bárbaros tiranos!…”,

(clama-se  na rua à luz de vela)

É como se o telespectador estivesse em frente à TV e, sempre que quisesse, botasse a cabeça fora da janela. Tudo está acontecendo e ele vê por dentro e por fora. Primeiro, vê-se (da janela) cenas distantes de protestos por direitos humanos. Com o desenrolar da peça, o telespectador saberá que esses protestos caminham para a praça central, onde se avolumarão. Nessa praça, fora organizado um comício para mais de cem mil pessoas louvarem a reaparição do Grande Líder. Louvar porque é esta a expectativa de todo soberano, em especial o “socialista”; reaparição porque, além de eles costumarem sumir (veja JOGADAS DE PORTUGUÊS em SEÇÃO MULTIUSO e SERÁ QUE ELES MOSTRARAM OS OUTROS DOIS GOLS?), aquela era a primeira vez em que o autodenominado Grande Condutor vinha a público, após o massacre de Timisoara (mais de 90 mortos). Era comício para levantar o regime. Da sacada do Comitê Central, o Chefe dirá: camaradas da República Socialista da

Ainda não haviam passados 10 minutos de fala celestial e o chão da praça começa a se mover. Tensão. O último imperador socialista da Europa que, durante os seus 25 anos de glória, construiu inúmeros palácios e mandou confeccionar até um cetro (sim, aquele símbolo real muito comum na antiguidade e na Europa feudal) banhado a ouro para si mesmo não entende. “…Sentem-se e acalmem-se…”, pede. Pede? A praça também não entende. Como nenhum ditador compreende o tempo, ele jamais imaginou que daquela mesma sacada veria uma massa tão indômita. Em 1968, talvez o seu maior momento, dali ele experimentara os mais efusivos aplausos, inclusive do ocidente. É que, num golpe de audácia e cálculo, o então ainda jovem ditador condenara, em alto e bom som, a invasão da Checoslováquia pela União Sovética. Agora, a massa gritava “abaixo Ceausescu

Estamos em Bucareste/Romênia, em frente ao maior palácio do mundo, feito pelo e para o Senhor… (esse negócio de “socialismo”… Sei não, viu?). E o ditador vai cair. Ano: 1989. Nome do documentário: VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO (Harun Farocki e Andrei Ujica) Obs: o leste europeu refere-se à queda da URSS com o nobre termo Revolução. Estando por lá, é bom não dizer-se “socialista” ou “comunista”. São dois DVDS de tirar o sono, não necessariamente o “de morte” a que se referiam os romenos da praça. Quer ver? Na Casa de Cinema tem. Veja anúncio ao lado.

  ESTÉTICA

Dá para ver os ônibus que transportaram a multidão que não atende ao pedido do Rei. Tumulto. Alguém com cara de tira atira algo ao ouvido do já não mais  Líder Máximo,  e sua face tisna-se de ainda mais espanto. A Rainha (Senhora Ceausescu, ou melhor, a grande cientista de renome internacional e acadêmica, cujos estudos não passaram de um curso de bordado, aos 14 anos), sensível como é das mulheres, sugere: ”…prometa-lhes mais pão”. Só que não é só o que se quer: “Queremos eleições livres”, respondem os antigos batedores de palma, segundo a legenda. Esse termo (batedores de palma) aparece nos depoimentos do segundo disco, dedicado aos anos de pompa e esplendor do Rei do Comunismo. Veja que interessantes:

  • …éramos 22 (vinte e dois)  milhões de aplaudidores, figurantes, para um casal de atores. Um grande teatro…”;
  • 02 (dois) meses antes das apresentações ( grandes espetáculos de louvor  ao Rei), éramos retirados das fábricas para ensaiar;

Um dos entrevistados conta que, ainda menino, quase levou a família à loucura, ao recusar-se a recitar, na escola, um dos milhões de poemas com que poeteiros oficiais procuravam cativar a Rainha (por falar em poesia, alguém sabe do concurso que houve no Sindjufe?). O temor daquela mãe revelou-se especialmente no depoimento de uma revisora do jornal (único)  e no do diretor da TV. Ela diz que tinha de ler o nome Ceausescu até 40 vezes por página oficial (veja só… notei isso por aqui também, há algum tempo. Veja SENHORES COORDENADORES em O SHOW-LULA), com a intenção de evitar erro na grafia da palavra mais importante do país. A sua falha geraria uma consequência inevitável: Securitate (policia política). É que, grafado errado, o nome ceausescu poderia equivaler ao que, no Brasil, equivale o coloquial pinto. Já o diretor, ao revelar truques (comícios com palmas gravadas; filmagens obrigatórias a partir de certos ângulos, como quando crianças treinadas partiam em disparada para beijar o Chefe…) a que era obrigado, declara-se culpado por ter feito perdurar, com o seu ofício, aquela grande peça de teatro falso.

È comum notar-se a fobia “socialista” por qualquer coisa que gere riso ou dúvida. Compreende-se. Imagine o que faria um bom humorista (um chargista, por exemplo) a partir da EXPOSIÇÃO DA COLHEITA a que compareceram o Rei e a Rainha, nos anos 80. A escassez era geral (água para banho, energia, sabão, papel higiênico, pão…) e se enfrentava fila para tudo e não só de dia. Menos nos palácios, claro (“…tínhamos muita raiva reprimida dentro de nós…, diz um dos entrevistados; … se Ceausescu ressuscitasse, mataríamos de novo…”, diz outro.  Nestas condições, que produtos iriam à exposição? Imagine! Acertou:

  • Frutos de madeira pintada, poliestireno e plástico.

Tudo artificial, como o regime (não é que o capitalismo seja verdadeiro. Ele é o ser humano: desejo, poder, bens…fantasia (felicidade), como o socialismo real provou).

 PODER

Embora a TV (estatal), usada para a honra e glória do Senhor (isso lhe lembra alguma coisa, amigo leitor?), dissesse que os ventos em agitada vida civil entre Berlin e Moscou eram coisa de agentes estrangeiros (é sempre assim: estrangeiros, terroristas, grupo de opositores…), na praça, embaixo dos incrédulos olhos do Senhor, a massa continuava  “…Timisoara, Timisoara, Timisoara…” O sinal de TV, até então para todo o pais, é cortado. Tanques, fumaça, enfrentamentos. Era como se o chão da praça tivesse esquecido de que, por 40 anos, sustentou, mudo, aquele regime. Já fraco (embora o ditador não soubesse. Eles são sempre assim, sem noção), o próprio sistema procura livrar-se do que o aflige, e um helicóptero pousa no topo do edifício. O casal (Helena e Nicolae) é levado. O chão vaia e aplaude:

“… liberdade, liberdade…”; “…deus volta novamente para os romenos

Enquanto isso, alegando problemas técnicos, o piloto do helicóptero abandona o casal real em uma estrada deserta, onde haverá um assalto. De armas em punho, Elena, Nicolae e todos os assessores e seguranças param o carro de um médico que se dirige ao trabalho e continuam a fuga, talvez rumo a um dos palácios. Bem, esta parte o telespectador não vê neste filme, mas em outro: o de nº 22 da coleção OS DIAS QUE ABALARAM O MUNDO, da Bbc/Barsa Planeta.

Já com a cabeça puxada para dentro, o telespectador assiste à parte interna da revolução, que a TV estatal, ocupada, registra. São 120 horas contínuas de programação, segundo (http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=17832), e nesse interim já se fica sabendo que o tirano caiu com a ajuda do exército. O casal Ceausescu, que só reaparecerá de mãos amarradas e na iminência da execução, é chamado, na TV, de “canalha”. A praça ainda não sabe da sua detenção (é muito gratificante vê-lo saindo de baixo do tanque que o capturou), mas canta:

“….a noite vai virar dia aqui, nessa praça que viveu tanto tempo de escuridão”)

Dentre as medidas imediatas que procuram reinventar o ar tornado fétido pelo mesmo hálito de 25 anos de engodo, repressão e ferrenho culto à personalidade,  uma em especial brilha na TV:

“…recuperar a competência e a responsabilidade, na Romênia…”;

 Outras: mudar o nome do país para Romênia (sem “socialista”); fazer nova bandeira nacional em cinco dias (chamam a anterior de ‘porcaria); abole-se o partido único

A praça continua cheia de “morte ao tirano”, e um taxista declara:

… foi um país que não nos deixou viver como cidadãos livres enquanto existiu…

Preso, o casal é examinado e fica sob vigília da parte do exército que não lhe é mais leal. Quando reaparece, já está de mãos atadas e, sob a corda ordinária, vê-se um dos braceletes da madame. Dentre as acusações oficiais, genocídio, tentativa de fuga e posse de mais de um bilhão de dólares em bancos estrangeiros (na época, as cenas pós-execução dos não mais mocinhos cruzaram o planeta acompanhadas da notícia de que os seus palácios exibiam baias – para cavalos –  com ventiladores e banheiros com torneiras banhadas a ouro). A BBC reconstituiu as cenas de morte e informou que os vários palácios do ditador eram regularmente reformados à moda de Versalhes, apesar de nunca receberem a nobre visita para a qual foram construídos. Mais um repeteco dos camaradas Mao, Stalin…?  Dois detalhes:

  • o general que comandou a execução do casal real romeno foi o mesmo que massacrou (a pedido dele) Timisoara (VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO);
  • a Rainha Elena, de mãos para trás, chega a dizer a um dos militares: “criei você como um filho”; nas mesmas condições da Rainha, o Rei argumenta: “tenho o direito de fazer o que quiser” (OS DIAS QUE ABALARAM O MUNDO). Interessante, né?

A revolução filmada só reapresenta o casal, após fuzilado: “É ele”, comenta-se.

Vale a pena ver os dois filmes. E se perguntar:

o que leva a esquerda convencional a repetir discursos rejeitados por quem os viveu? Por que ela não os substitui por DEMOCRACIA, MORALIDADE (decência + justiça), CIDADANIA, EFICIÊNCIA…, que têm no papel político e social da EDUCAÇÃO o seu motor?

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