CONSELHO DE ÉTICA

28/05- Já tinha feito o prato e ia pesar, quando ouvi: “diga, Luiz”.  Assim que entrei no restaurante, tive a impressão de tê-lo visto de costas e aguardava o momento de confirmar. Pois não era? Estranhei, sobretudo, o “Luiz“. Do que me lembro, só ocorre “Estrela“. Aceitei o cumprimento: “tudo bem?” E acrescentei: “como vai o inquérito?

Inquérito? Qual?

Tem mais de um?

Qual inquérito? (era tamanho o ar de surpresa que ele parecia mesmo não saber de nada…)

O inquérito do Sindjufe…

Ah, eu já respondi, provei que usei o plano de saúde dentro dos meus direitos e pronto. O administrador,  Júlio, confirmou e pronto…

A tranquilidade com o que o jornalista e ex-funcionário denunciado pelo sindicato  era própria de quem nada tinha a temer. E não deve ter mesmo.  Por que ele temeria as medidas que o …

LIMINAR JUDICIAL(TRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA)

“SERRI, GENTE”. Veja, também, O SHOW LULA (texto) e O PROBLEMA DE FRANCISCO e É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?

ATÉ TU, CARTA CAPITAL?

Parabéns, Mino Carta. Imprensa é isso:

…De outra natureza ainda é o caso do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, de características tipicamente nativas, de uma sociedade do privilégio vocacionado para a predação. O ex-ministro da Fazenda milita em uma categoria que no Brasil apresenta dimensões e tonelagem excepcionais. Os botões, insistentes, me levam a recordar personagens que influenciaram a política econômica brasileira nas últimas décadas, e ficaram ricos, melhor, riquíssimos, depois de deixarem seus cargos (…) O próprio Palocci incumbe-se de desfiar um rosário de nomes ilustres que o precederam neste gênero de atividade. Sustenta, impávido, a seguinte tese: se eles pecaram, por que não eu? (…) Mas Palocci é um ex-trotskista, militante de um partido que até hoje se pretende de esquerda. E não falta quem acredite…

http://www.cartacapital.com.br/politica/o-poder-quando-corrompe

…………………………………………………………………. CONSELHO DE ÉTICA

Você sabe do que é  capaz, leitor? Não? Relaxe. Nunca se sabe. Por mais que pretendamos, poucas almas históricas (como as de Ghandi, Mandela, Martin Luther king, etc,) foram capazes de jurar a si mesmas quanto aos meios de que se serviriam para o sucesso das suas causas ou da sua realização.  Realização, entenda-se: como pessoa!, que é aquela coisinha tola que até alguns socialistas, utópicos, dizem não procurar, mas perseguem até a morte. É tão sem importância, tão fútil frente ao “coletivo”, tão “burguês”, tão doentio, que talvez a própria psicologia tenha  dificuldade em explicar o que leva um indivíduo coletivista a não socializar (democratizar) o poder. Por que não, né? Logo a mais decisiva das propriedades! Bem, nada é tão simples a não ser esses dois fatos:

  • mesmo que nem sempre absolutos ou bem camuflados (pela razão), três deuses comandam a terra: desejo, amor e poder (outras divindades como beleza, ideologia, fé, ciúme, cobiça, dinheiro, inveja, rivalidade, etc, etc, etc, completam a corte da santíssima trindade);
  • todos fazemos parte de um conjunto de sistemas chamado sociedade, cada qual em busca da posição em que possa melhor orar aos deuses, seguir os seus ritos e promover a  religião.

Em linguagem mais laica: satisfazer. Realizar os desejosinteresses, paixões. Não é simples? Popularmente, essa realização tem um nome: felicidade. E é para ela que vivemos, independente de credo ou realização. A diferença é que, felizmente, alguns de nós recusamos alguns meios. Você reparou bem no termo, leitor? Felicidade. Não lembra feliz cidade? Pois é. É como a Ética berra.  No seu santo papel de única e insuperável fonte de régua e compasso para a vida em sociedade, ela se liga nas duas, mas, desde que se entende por gente, milita para a segunda (feliz cidade), a quem vê como a via mais larga e menos congestionada para a primeira (dê uma olhadinha nas fotos ao lado. Típicas de uma boa sociedade, né?). Claro, é uma sonhadora. Não tanto quanto certos militantes de esquerda, para quem o melhor exemplo de ideologia vem do carrapato. Ideologia, você sabe: nem sempre passa de “… explicação dogmática e oni-abrangente do homem e do mundo, a servir de alimento para a atividade de permanente propaganda do Estado…”, como  diz Fábio konder Comparato (fl.36). Mas sempre se aplica muito além do Estado.

E carrapato? É aquele bichinho cuja preocupação com os outros é tanta que, uma vez grudado, só sai quando morre. É bicho bom de História. Talvez por isso, sem saber no que daria o PT, por exemplo, o próprio Karl Marx (segundo o mesmo Fábio Konder Comparato, fl. 554), teria dito:

 “… os partidos que lutaram pelo poder, cada um a seu turno, consideraram a conquista desse imenso edifício do Estado como o principal butim do vencedor…”

Será? Tão dizendo por aí que o companheiro Palocci ganhou R$20 milhões só no ano passado? Eu não acredito. Se foi, bom menino. Leu muito Marx na época da Libelu (veja QUE PANCADA!) e aprendeu direitinho como fazer a revolução.  E fez: ficou rico. E, certamente, sem violar qualquer dos mais nobres preceitos do Direito ou megafones da Ética:

…Viver honestamente, não lesar ninguém, dar a cada um o que é seu…

Assim, fala Comparato (fl. 119). Mas, também, na 256 ele cita Rousseau, açoitando que

… a multidão sempre será sacrificada à minoria, e o interesse público ao particular…

Meu deus! Será por isso que no último Diário Oficial do Sindjufe – onde não há mais nem artigo feito com água benta – não saiu uma única linha ou foto do que disseram no congresso da categoria filiados como Hilton Coelho, por exemplo (veja ACM, MEU AMOR)? Eles não são filiados e, às vezes, até “companheiros“? Jesuis, por que Maquiavel dizia que somos ingratos, volúveis, enganadores e dissimulados (fl.156)?  Será pelo motivo certamente torpe que levou Dante a dizer a barbaridade colada na coluna lateral direita deste blog, leitor? Como procurei o meu A DIVINA COMÉDIA pra ver a página e não achei, por favor dê uma olhadinha em FERVIDOS E MAL PAGOS?, para ver aquela descabida frasezinha de Cervantes que epigrafa o post. Bem, para os que crêem, a santa de muitos devotos mas poucos fieis (Ética) ainda lembra que nenhum Deus, por mais generoso que seja, jamais poderá ser considerado justo se levar mais em conta o pedido de perdão (ou de graça)do que o ato ou a intenção do pecador. E não o faz por maldade. Sendo a ecologia do homem ou a filosofia das mãos, ela é escrava do seu jargão: bem comum; dignidade. Daí, Moralidade. Responsabilidade. Contenção.

ÉTICA: direito, moral e religião no mundo moderno (SP; Companhia das Letras, 2006) é uma fábula, leitor. Felizmente, longa (passa de 700 páginas). Mas, por menos interessado que seja no assunto, lendo-o você certamente pediria mais. Nele, o grande jurista  e ótimo escritor Fábio Konder Comparato mistura de tal maneira história, filosofia, política e realidade que, finda a leitura, você, simplesmente, acaba de retornar de uma longa viagem, desde ou até a antiguidade. E muita gente boa foi com você. Até Jesus (fl.450):

…vende tudo o que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e me segue…

Tem juízo? Coitado. Não dá pena? Onde um homem desse podia parar, meu deus (veja FERVIDOS E MAL PAGOS?)? Claro que num tijolo sobre Ética não poderia faltar exame aos batidos “amar o próximo como a si mesmo” e “não fazer ao outro o que não quer para si”, etc, mas, divina mesmo – embora sem risco de tornar-se religião –  é uma novidade: o autor oferece ao conceito de Dignidade Humana o status de alma, a ela referindo-se  como a “a verdadeira imortalidade do homem” (fls.476, 480, 481, 484, 507, 509, 520 e 700).

Bem, como entre cada indivíduo e a sua dignidade estão os seus anseios, catemos mais da poesia que o autor entorna no chão:

“…política é a principal dimensão da vida humana (…) a educação para a vida cívica é a principal tarefa do Estado… (fl.101);

…Cidade justa é aquela na qual todos os cidadãos, e não apenas classe deles, têm direito à felicidade… (fl.103);

…todo aquele incapaz de sentir, de imediato, o que há de sublime ou abjeto, de generoso ou perverso nas ações humanas é um louco moral… (fl.244);

…um povo despido de virtudes cívicas é radicalmente incapaz de sentir a pureza desses mandamentos éticos…(fl.252);

…É o dever, de fato, o verdadeiro objeto da lei moral (…) a lei aparece, desde logo, como contrário ao nosso egoísmo, pois ela é um princípio que nos impomos a nós mesmos (fl. 294);

…o realismo, em política, nem sempre coincide com a observância do princípio de integral respeito à dignidade humana. Os Estados comunistas descambaram, todos eles, para a institucionalização do abuso de poder (… ) ;

…o que caracteriza o totalitarismo é o fato – sem precedentes na História-  da destruição, por obra do poder público, das estruturas mentais e institucionais de todo um povo (…) o Estado totalitário suprime  a liberdade individual e grupal (…) desaparece a separação entre Estado e Sociedade Civil, entre a esfera pública e a vida privada (fl.366; Veja VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS);

…a verdade só aparece, em todo seu esplendor, para as pessoas íntegras, ou seja, aquelas nas quais pensamento, palavra e ação formam um todo indissociável… (fl.395; notou a diferença entre verdade e ideologia, leitor?)

… o juízo ético não é feito somente de razão, mas, também, de indignação e vergonha… (fl.507);

…uma vez instalados no governo, os lideres revolucionários só pensam em se manter no poder e em reforça-lo… (fl.554)

…pessoa não é coisa…” (todo o livro)

Há, porém, uma dúvida: Ética vem do grego ethus (em latim, morus) e significa primordialmente maneira tradicional e característica de um povo ser e agir (cultura, padrão, costume; caráter, personalidade coletiva). Assim, quem não agia de acordo com a maioria (fora dos padrões, dos costumes, da tradição – ethus – era tido como não ético. Então, por que os políticos brasileiros (senão a própria sociedade)  em geral são vistos como pouco éticos?

Veja, também:

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

PAULA x TAIS

É MUITA ONDA 

AGUIA OU GALINHA?

SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar 

EM DEFESA DA ÉTICA E DA LIBERDADE, INCLUSIVE DE EXPRESSÃO

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

 O CASO BANCOOP 

PT GO HOME

NADA É TUDO

VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?

MADE IN URUGUAI

STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE)

 PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL

A ERA LULA- parte 1

O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS

DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA

FASCISMO DE ESQUERDA (o livro)

O DILEMA DA REALIDADE

A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER

EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?

O PLIN-PLIN E A VERDADE!

ESTRATÉGIA DE DEFESA

NOTAS DE UM ARTIGO ABERTO

“SERRI, GENTE”

QUANTA DIFERENÇA!

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