XÔ CORRUPÇÃO!

17/07- A seleção era paraguaia? Sim! Mas competente. Pô, 100 chances realíssimas de gol… E nada? Quem não sabia que, se fosse pros pênaltis, perderíamos? Tanto que, de quatro, nenhum pra dentro (lembra de Gastão, em  INSENSATO CORAÇÃO?)  O pé daquele goleiro  ou o do Uruguai (ontem) defenderia aquela bola de Pato, se Romário Pato fosse?  Não. Junto com os seus companheiros, ele ficaria no chão, assistindo à marrência do baixinho alegrando a rede. Parabéns, Paraguai. Afinal você tem as cores do… Bahia.

Agora vou ler a contestação, sobre a qual tenho de falar amanhã com a advogada. Galera, não voltei aos dois textos começados. Na verdade, nem sei dos seus paradeiros, aqui no computador. Mas, algum jeito entre 04 da matina e 09h se dará.  Tudo bem, vamos admitir: aquela escorada de Lúcio e a cabeçada de Fred podiam entrar. Mas aquele vermelho, azul e branco  … É Fróide.

15/07- Lembram que eu tinha ganho um presente? Um maço de antigos  Informativos Sindjufe . Muita coisa legal. Finalmente e graças a deus, voltei a ter A DEUSA DAS DUNAS*  em casa (veja O PLIN-PLIN E A VERDADE!). Obrigado ao colega de Itabuna que enviou o material. Pra quem não sabe, a edição de 18/02/02 é uma das mais felizes da ERA DEMOCRÁTICA do Sindjufe, quando se lidava com gente como Carlos de Santana, Ednice, Fátima Coutinho, Grace… Passou. Pena, né? Veja a matéria em MULTIUSO8 (atenção, galera: faltou tempo, mas vai rolar um MULTIUSO9, já, já) A DEUSA DAS DUNASTenho  de correr, se não o texto desse final de semana  (lembra que ele acordou mudado?) não sai. E no final da tarde já terei encontro com a minha advogada… É que precisamos nos manifestar no processo pelo qual espero recuperar o direito de publicar nos canais da categoria… E já tô sabendo que tem mais um processo, viu? Assim não dá pra

*fotografia de Walter Bustamante Zambrana Filho, que é Analista Judiciário do  TRT. Walter, fotografa mais, rapaz!

…………………………………………………………………………………………XÔ CORRUPÇÃO!

O  correspondente do El Pais no Brasil, Juan Arias , escreveu (grifos nossos, imagens de outrora):

POR QUE OS BRASILEIROS NÃO REAGEM?

 http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/07/11/por-que-os-brasileiros-nao-reagem-391705.asp

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci – uma espécie de primeiro-ministro – e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões” e que “ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?

É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.

Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.

Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo “descontrole” atual em áreas do seu governo e tirou literalmente – diz-se que a purga ainda não acabou – dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.

A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou – e o preço que terá que pagar será elevado – a se desfazer de uma certa “herança maldita” de hábitos de corrupção que vêm do passado.

E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?

O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.

As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.

Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).

O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.

Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.

E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.

Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.

Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado – onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada – os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.

Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que – também é certo – é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

Dei uma olhada geral na net, em busca de respostas. A melhor que me pareceu foi esta,  do excelente Reinaldo Azevedo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-que-o-brasileiro-nao-se-indigna-e-nao-vai-a-praca-protestar-contra-a-corrupcao-ensaio-uma-resposta-antes-de-alguns-dias-de-folga/

Povo privatizado

“… O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan, porque foi privatizado pelo PT. Note que recorro àquele expediente detestável de pôr aspas na palavra “povo” para indicar que o sentido não é bem o usual, o corriqueiro, aquele de dicionário. Até porque este escriba não acredita no “povo” como ente de valor abstrato, que se materializa na massa na rua. Eu acredito em “povos” dentro de um povo, em correntes de opinião, em militância, em grupos organizados — e pouco importa se o que os mobiliza é o Facebook, o Twitter, o megafone ou o sino de uma igreja. Não existe movimento popular espontâneo (…)

…O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan Arias, porque o PT compra, por exemplo, o MST com o dinheiro que repassa a suas entidades não exatamente para fazer reforma agrária, mas para manter ativo o próprio aparelho político — às vezes crítico ao governo, mas sempre unido numa disputa eleitoral. Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, ministro da Educação e candidato in pectore do Apedeuta à Prefeitura de São Paulo, estarão neste 13 de julho no 52º Congresso da UNE. Os míticos estudantes não estão nas ruas porque empenhados em seus protestos a favor. Você tem ciência, meu caro Juan, de algum outro país do mundo em que se fazem protestos a favor do governo?(…)

… Porque a UNE é hoje uma repartição pública alimentada com milhões de reais pelo lulo-petismo. Foi comprada pelo governo por quase R$ 50 milhões. Nesse período, esses patriotas, meu caro Juan, se mobilizaram, por exemplo, contra o “Provão”, depois chamado de Enade, o exame que avalia a qualidade das universidades, mas não moveram um palha contra o esbulho que significa, NA FORMA COMO EXISTE, o ProUni, um programa que já transferiu bilhões às mantenedoras privadas de ensino, sem que exista a exigência da qualidade. Não se esqueça de que a UNE, durante o mensalão, foi uma das entidades que protestaram contra o que a canalha chamou “golpe da mídia”. Vale dizer: a entidade saiu em defesa de Delúbio Soares, de José Dirceu, de Marcos Valério e companhia. Um de seus ex-presidentes e então um dos líderes das manifestações que resultaram na queda de Fernando Collor é hoje senador pelo PT do Rio e defensor estridente dos malfeitos do PT. Apontá-los, segundo o agora conservador Lindbergh Farias, é coisa de conspiração da “elites”. Os antigos caras-pintadas têm hoje é a cara suja; os antigos caras-pintadas se converteram em verdadeiros caras-de-pau.

Centrais sindicais

O que alguns chamam “povo”, Juan, chegaram, sim, a protestar em passado nem tão distante, no governo FHC. Lá estava, por exemplo, a sempre vigilante CUT. Foi à rua contra o Plano Real. E o Plano Real era uma coisa boa. Foi à rua contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E a Lei de Responsabilidade Fiscal era uma coisa boa. Foi à rua contra as privatizações. E as privatizações eram uma coisa boa.  Saiba, Juan, que o PT votou contra até o Fundef, que era um fundo que destinava mais recursos ao ensino fundamental. E onde estão hoje a CUT e as demais centrais sindicais?

Penduradas no poder. Boa parte dos quadros dos governos Lula e Dilma vem do sindicalismo — inclusive o ministro que é âncora dupla da atual gestão: Paulo Bernardo (Comunicações), casado com Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O indecoroso Imposto Sindical, cobrado compulsoriamente dos trabalhadores, sejam sindicalizados ou não, alimenta as entidades sindicais e as centrais, que não são obrigadas a prestar contas dos milhões que recebem por ano. Lula vetou o expediente legal que as obrigava a submeter esses gastos ao Tribunal de Contas da União. Os valentes afirmaram, e o Apedeuta concordou, que isso feria a autonomia das entidades, que não se lembraram, no entanto, de serem autônomas na hora de receber dinheiro de um imposto(…)

… O MST, A UNE E OS SINDICATOS NÃO ESTÃO NAS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO, MEU CARO JUAN, PORQUE SÃO SÓCIOS MUITO BEM-REMUNERADOS DESSA CORRUPÇÃO. E fornecem, se necessário, a mão-de-obra para o serviço sujo em favor do governo e do PT. NÃO SE ESQUEÇA DE QUE A CÚPULA DOS ALOPRADOS PERTENCIA TODA ELA À CUT. Não se esqueça de que Delúbio Soares, o próprio, veio da… CUT!

Isso explica tudo? Ou: “Os Valores”
Ainda não!

Ao longo dos quase nove anos de poder petista, Juan, a sociedade brasileira ficou mais fraca, e o estado ficou mais forte; não foi ela que o tornou mais transparente; foi ele que a tornou mais opaca. Em vez de se aperfeiçoarem os mecanismos de controle desse estado, foi esse estado que encabrestou entidades da sociedade civil, engajando-as em sua pauta (…)Enfraqueceram-se enormemente os fundamentos de uma sociedade aberta, democrática, plural. Em nome da diversidade, da igualdade e do pluralismo, busca-se liquidar o debate (…)

Quem vai à rua?

Ora, Juan, quem vai, então, à rua? Os esquerdistas estão se fartando na lambança do governismo, e aqueles que não comungam de suas idéias e que lastimam a corrupção e os desmandos praticamente inexistem para a opinião pública. Quando se manifestam, são tratados como párias (…) As esquerdas dos chamados movimentos sociais estão, sim, engajadas, mas em defender o governo e seus malfeitos. Afirmam abertamente que tudo não passa de uma conspiração contra os movimentos populares. As esquerdas infiltradas na imprensa demonizam toda e qualquer reação de caráter legalista — ou que não comungue de seus valores ditos “progressistas” — como expressão não de um pensamento diferente, divergente, mas como manifestação de atraso…”

Esta publicação é uma homenagem às mais de 60 visitas de hoje.

Publicado em machadodeachismo | 2 Comentários

E SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?

29/07/2011 às 9:20 pm  Veja comentário de JÔ SOARES, abaixo

12/07-Estou em falta. Só que, ontem, tinha RODAVIVA e CQC, né? Na tv PÚBLICA paulista, a grande prosa de Sérgio Cabral pai (jornalista, escritor e grande memória do Brasil carioca);  na Band,  a impagável  Mônica Yozzi entrevistando parlamentares sobre o projeto do Senador Cristóvam Buarque (veja SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA, abaixo). Uma gracinha! Só um dos entrevistados (do PT de Chapecó/SC) tinha educado os filhos na escola pública. De fio a pavio, todo mundo botou o filhote na privada, e com forte argumento: “a escola pública é muito ruim!”. Bacana, né?  Os legisladores do país dizem para a sociedade (cuja base “politizada” não tá nem aí) que a sua escola é muito ruim… Será que isto poderia prejudicar os filhos deles? E a sociedade, há cinco séculos, nem tchun! E, assim, vai se mantendo uma das maiores armas de destruição em massa do mundo (dê uma olhadinha em TRÊS RAZÕES e UMA ESCOLA). Bem, pelo menos, a gente já tem um Estado que se opõe a “preconceito linguístico”, né (não esqueça de BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”  nem de INSENSATO CORAÇÃO)?

Ah, sim: ACM neto chegou a declarar que o projeto do senador pernambucano domiciliado em Brasília não deveria sair da gaveta porque era “demagógico”  … Aí, a gostosinha da caipirosca de Ribeirão Preto (como diz Marcelo Tas), Mônica, perguntou com cara de paisagem : …mas, deputado, no tanto tempo que a família ACM governou a Bahia não dava pra criar uma educação boa no estado, não?  O deputado se saiu com esta: …meu avô investiu muito em educação, que está abandonada no momento… E o meu pai estudou na escola pública Uhhmm! Deve ter sido um sofrimento para o empresário, ex-suplente de senador e pai.  Já pensou, estudar, talvez, no antigo CENTRAL, onde já se chegou a aprender até latim?  Quem não dava no coro pedia pra sair e ia salvar o ano em alguma “fábrica” (de diploma), que é como era chamada a maioria dos colégios pagos até então. Como o mundo mudou, né? O próprio Neto deve ter estudado numa boa escola pública: a UFBa! Dê uma olhadinha em “…f…-se! …sua bu…”

Fui, galera. Hoje é muito corrido. Té manhã.

11/07-Ih, galera, achei que o texto tava pronto e, depois do CANAL LIVRE (Band), foi dormir. Não acordei às 04:00h, como deveria e, como se não bastasse, o texto acordou mudado e pegou outro rumo… E tenho de ir atrás. Agora, só depois do trabalho. Huumm… Vai dar um trabalho! Imagine: canceriano mexendo em coisa antiga…

08/07- acabei de ouvir no rádio:

‘…durante o velório de Itamar, o comentário mais comum era:era um homem honesto“... Agora, honesto não é mais regra. É exceção; diferencial…’

É verdade, vai dar saudade o topete de Itamar.

…………………………..

E SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?

Bem que o popstar baiano do português e da educação Jorge Portugal poderia perguntar, também: E SE A ESQUERDA FOSSE  ESQUERDA? A FIFA também podia dar uma forcinha: já pensou se ela condicionasse  a possibilidade de sediar uma copa à qualidade  social do país? Neste caso, teria de levar em conta a EDUCAÇÃO de que o planeta precisa. Você já notou como o seu moleque fala mal de lixo, plástico, desmatamento, fumaça, etc, leitor? É a ESCOLA que você “paga(e desconta do IR… PÚBLICA, portanto) para ele, que, além de cidadania, desenvolverá melhor os seus projetos pessoais… Pena não podermos fazer o mesmo na escola pública, não é? Falta dinheiro… No, no, no!!! Falta vergonha, mas não só no Estado! Paga-se aqui mais imposto do que,  por exemplo,  na Suécia, onde  se entende ser fundamental pagar por um bem-estar social de qualidade (boa escola, saúde… Antes de continuar, evitemos logo um mito: não é que educação, por si só, melhore as pessoas. Se fosse assim, os sociólogos e advogados, por exemplo, seriam as melhores do mundo, perdendo só para as de esquerda, talvez. O importante na educação é que ela capacite e reduza a credulidade e a tutela…). Você sabe que  o Fox brasileiro é vendido na Suíça (com os mesmos equipamentos) por dez mil reais a menos, né?  Temos o carro mais caro do mundo, segundo http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/07/05/levo-dois-o-preco-do-carro-muito-alem-do-lucro.jhtm… E para quê? Bem, você sabe que a galera gosta de uma graninha… Por isso que, às vezes, rola uma censura. Lembra de A ERA LULA- parte 1?

Por favor leia o texto abaixo e tome uma atitude. As imagens de outdoor (perdão amigo Aldo Rebelo) são do movimento MAIS PROFESSORES, MENOS VEREADORES: http://temnoticiaspbu.webnode.com.br/news/mais%20professores,%20menos%20vereadores%20%E2%80%93%20a%20revolta%20da%20popula%C3%A7%C3%A3o%20em%20outdoors/

SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?

Jorge Portugal

http://www.jorgeportugal.com.br

Passei, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.

Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.

Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?

E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.

O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas, sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.

Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.

Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.

Texto enviado por Fátima Araújo, que enviou a seguinte mensagem ao senado:

Prezado Senador,
 
Como anda o projeto do Senador Cristovão Buarque que prevê que todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino, cujo relator é o senhor?
 
No aguardo, 
 
Maria de Fátima

leia também

 VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?

 TRÊS RAZÕES e UMA ESCOLA

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

FALSIDADE IDEOLÓGICA?

EXAME DE CONSCIÊNCIA

A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES

VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS

CONSELHO DE ÉTICA

O MUNDO IRREAL DE AMANDA GURGEL

O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…

INSENSATO CORAÇÃO

Publicado em machadodeachismo | 1 Comentário

FALSIDADE IDEOLÓGICA?

data de origem:20/09/10

mais novidade em

MULTIUSO4

………………………………………………………………………………….FALSIDADE IDEOLÓGICA?

  • Em 2009, tomaram posse no TRT/BA, em um só dia, mais de 160 servidores (salão grande, 11º andar, Comércio). Nenhum deles era negro. Isso numa cidade NEGRA. Por quê? Dica: O CONCURSO PÚBLICO seleciona pela melhor escolaridade!
  • Desde que o mundo é mundo, emprega-se menos gente e mais tecnologia e, no mundo moderno, essa equação é cada vez mais loquaz. Agora, imagine o impacto disso num Brasil cheio de periferias. Dizem que já estamos importando engenheiros do Peru e da Bolívia e que há um estoque de mais de cinquenta mil vagas de trabalho na área de informática que o país não consegue ocupar, apesar da pobreza e da informalidade...

Lembre-se:

  • quando interessou, a “esquerda” fez uma guerra santa junto com a sociedade (pelo impeachment de Collor. Pobre de Collor, coitado, um ladrão de galinha, perto dos mensaleiros. Ainda assim pegou uns bons anos de liberdade condicional: não pôde concorrer a cargos eletivos).
  • além das universidades (UNB, USP, UNICAMP e UF…), no Brasil sempre existiu uma escola pública tida como boa: colégios militares, as antigas escolas Técnicas, etc.  Ruim mesmo só a do povão!

Ora, se TODOS sabem que a EDUCAÇÃO é o fator mais estrutural de um país; que boa EDUCAÇÃO PÚBLICA + ECONOMIA DE MERCADO = MELHORES ECONOMIA e SOCIEDADE:

  1. por que os SINDICATOS, FEDERAÇÕES, MOVIMENTOS NEGROS (as “ESQUERDAS”) jamais puseram os seus blocos na rua por ESCOLA-PÚBLICA-QUE PRESTE? Elas (as “esquerdas”) não têm um vínculo natural com os excluídos? E não seriam eles os mais beneficiados?
  2. Havendo uma escola pública do padrão da privada, onde você colocaria o seu filho?
  3. Por que essas mesmas “esquerdas” não se interessam por projetos de lei como o PLS 480/2007, do senador Cristóvão Buarque:

(    http://www.senado.gov.br/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166 )?

    •  quantos Ministros BARBOSA estão enterrados nesse terrível cemitério de inteligência e pátria que é a nossa escola pública?

Gente escolarizada em economia de mercado – 10 razões:

1- ganha mais, gera mais riqueza (inclusive para si mesma) e mais base de arrecadação para o Estado;

2- é potencialmente rica, inclusive para a vida civil. Pensa mais (inclusive em si mesma), projeta mais e exige mais, inclusive de si mesma. O resultado é sempre mais iniciativa, empreendedorismo, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, BENS e PODER (cidadania, justiça, melhor sociedade) e menos dependência do Estado;

3- reproduz-se menos (não há anticoncepcional mais eficiente do que educação e projeto);

4- é mais respeitada (inclusive porque se ocupa do trabalho mais qualificado e remunerado), exige e reage mais;

5- é mais empregável e auto-empregável (empreendedora);

6- tende a chamar mais a si a sua própria vida (projetos e responsabilidades), pondo deus e políticos em seus devidos lugares;

7- faz o possível para que os seus filhos (normalmente poucos) superem a própria escolaridade;

8- tende a cuidar mais de si e do que está ao seu redor (inclusive o meio ambiente), pelo menos por auto-estima (veja que em shopping ou no Solar do Unhão, por exemplo, ninguém joga lixo no chão).

9- é mais responsabilizável e POLITIZÁVEL (por que será que só a chamada esquerda  NÃO se interessa por isso?)

10- tende a prosperar, e, com ela, toda a sociedade.

Afinal, o que são sociedades desenvolvidas senão PESSOAS DESENVOLVIDAS?

Se é assim, o que deixa a “esquerda” de braços cruzados? Caberá só aos grandes organismos internacionais e ao grande capital alguma preocupação com alguma escolairidade universal que permita ao sistema – planeta – funcionar?

Dica:

A MAIS EVIDENTE FALSIDADE IDEOLÓGICA DAS CLASSES MÉDIAS E DAQUILO QUE AINDA CHAMAMOS DE “ESQUERDA” É O FATO DE ELA SÓ SE INTERESSAR POR EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE PARA OS SEUS FILHOS e PARA SI MESMA. Por isso ela grita por “UNIVERSIDADE GRATUITA” (onde ela ensina e os seus filhos estudam) e não tá nem aí para a ESCOLA DE BASE. Boa escola pública para quê, se ela gera gente pouco tutelável? Para quê, se a gente pode pagar a dos nossos filhos e deduzir do IR (será por isso que só brigamos por salário?)? Além disso, uma boa escola pública não poderia gerar uma concorrência desleal para os nossos filhos?

Diz Eduardo Giannett (ipsis literis):

a) …1/3 da população carcerária brasileira é de jovens entre 18 e 25 anos. Desses, 82% têm menos de oito anos de estudo e 2/3 dos  que têm menos de 21 anos de idade não passaram da 4ª série (1º grau)… fl. 96;

b) … como resultado, a sociedade como um todo fica privada da riqueza que seria gerada por indivíduos dotados de maior qualificação profissional e competência para a vida econômica, enquanto a superabundância de mão-de-obra não-qualificada – inchada pela participação de menores em idade escolar – deprime o salário real do trabalhador comum…, fl. 97;

c) …se mercados livres fossem sinônimo de exclusão social, a miséria no Canadá seria maior do que Índia (…) sem uma base adequada de recursos humanos, nenhum sistema econômico resolverá os nossos problemas por nós…fl.98;

d) … O Brasil continuará sendo um país pobre e injusto, envergonhado de sua desigualdade, enquanto a condição da família em que uma criança tiver a sorte ou azar de nascer exercer um papel mais decisivo na definição do seu futuro do que qualquer outra coisa ou escolha que ela possa fazer. A desigualde de oportunidades, quando ela se torna absurda, é o caminho mais curto para uma sociedade de párias e marajás…, fl. 98.

Fonte: GIANNETI, Eduardo. NADA É TUDO: ética, economia e brasilidade; RJ, Campus, 2000.

Posts relacionados:

LER DEVIA SER PROIBIDO

PROFo. Dr. UBIRATAN CASTRO DE ARAÚJO

“…f…-se! …sua bu…”

NÓS NÃO ESTAMOS NA FITA. NULO NELES!

CRUZES! CRUZES?

ELOGIO DA SERENIDADE E OUTROS ESCRITOS MORAIS

NADA É TUDO

AH, SE EU SOUBESSE

SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar 

PAULA x TAIS  

É MUITA ONDA

FASCISMO DE ESQUERDA (o livro)

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

 A QUESTÃO DA MENTALIDADE E OS TRÊS ESPÍRITOS

VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo | 1 Comentário

BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”

 

01/07.

 …Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai! O que eu, ainda não sei…

Longa, ótima e já começada prosa entre Gilberto Gil, família e convidados. Tempo Rei (1996), Canal Brasil (66, SKI). Legal. Deu saudade. Ver Jorge Amado, como tantas vezes o vi na Biblioteca Central dos Barris, então… Grande Jorge! Que Deus o tenha. Incendiou o meu coração jovem com  SEARA VERMELHA (da fase comunista) e TERRA DO SEM FIM, readubando-o com GABRIELA… Meu amigo Kleber Aguiar (Binho) também aparece tocando com o seu conterrâneo Gil,  em Ituaçu, sua terra. Kátia, sua irmã, também aparece nos créditos. Amanhã, depois da corrida, eu escrevo, galera. Abraço.

22/06. LOUCURA TOTAL? QUEIMA DE ESTOQUE? O que aconteceu com o blog, ontem? A cada vez que consultava, tinha um assombro: 40, 50, 60 visitas a mais… Total 307! Por quê? 30, 40, 50 visitas no dia … Normal. Só passou disso no começo, quando a enganosa manchete DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO! arrastou MAIS DE 1500 (MAIS DE 500 SÓ NESTA SEMANA) atônitos pares de olhos, já  nos primeiros 20 dias do blog.  Naquela época (há quase um ano), davam mais de 100 espiadas por aqui todo dia, chegando ao máximo de 178… Mas aquela matéria falava do que mobiliza qualquer  olho em qualquer lugar: grana, escândalo! Explicando: a manchete era enganosa porque O DESVIO NO SINDJUFE NÃO ERA DE MAIS DE MEIO MILHÃO (eu me enganei!).  A manchete correta seria:  DESVIO CONHECIDO NO SINDJUFE É DE MAIS DE TRÊS MILHÕES! Lembremos que só foram examinados alguns extratos bancários do período  janeiro de 2005 a 30 de setembro de 2007 , como o perito Kleber Marruaz ressaltou na famosa fl. 06 da AUDITORIA.  Veja cópias digitalizadas do  RELATÓRIO DO AUDITOR em FERVIDOS E MAL PAGOS? ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!, LÁ e CÁ. MAS FALTA UM LÁ e no próprio DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!. Mais esclarecimentos em O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS, NADA MAIS DO QUE A VERDADE? e BLEFE.

Voltando aos 307: por quê? Meu deus… Serias tu, Geysi? Se foi, NÃO é merecido!

Obrigado pelas visitas (passamos dos 12.000, viu?) e Viva São João.

…………………………….BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”

Como já antigo egresso da classe C, degustador da língua e usuário regular da gramática, confesso que fiquei incomodado quando soube, apesar das gargalhadas. Riam o professor e uma geração de aprendizes de leitura em inglês, boa parte dela oriunda da escola de letras da Ufba. Para eles, o que se comentava naquele momento (isso há coisa de um ano) já era velho, há muito. E o que se comentava?  Uma certa linha política acadêmica e o conceito linguístico básico que, diferente do gramático, não vê diferença entre “pobrema” e problema, por exemplo. Para esse conceito e para o próprio linguista, que é o coletor da língua no meio ambiente, não há valor na forma encontrada. A ele, como ao biólogo em seu trabalho de campo, apenas caberia registrar o achado.  Assim, a fala “errada” do povo não é errada. Ela vale tanto quanto a culta… Ela é só diferente. O padrão culto é um, o popular é outro

Já para o gramático, ou seja, o capataz da norma culta sem a qual o cidadão (popular ou não) não enriqueceria a sua fala nem as suas chances de êxito pessoal,  o padrão culto é um e o popular, outro, mas é preciso que se diga, também, que “formas populares” como “os livro”, “pobrema”, “nois vai”, “menas”, etc  não são “formas populares”. São formas da exclusão, que a boa escola corrige. Deveriam, portanto, merecer do linguista a atenção que lhe dá o gramático, mesmo porque não se chega à pesquisa sem passar pela norma.  Como você deve ter notado, leitor, esta foi a polêmica que cruzou a imprensa recentemente, envolvendo o governo, a esquerda, o congresso e o livro POR UMA VIDA MELHOR, tudo isso sob um título : “preconceito linguístico”. Dados o fenômeno fashion que foi à época, a força do exemplo e o fato de o texto GEYSI, UMA BRASILEIRA não ter podido sair no Informativo Sindjufe (linguistas,  gramáticos e conselheiros de ética, por favor, digam por quê), aproveito para reapresentá-lo:

Se deu polícia e até axé, boa coisa não pode ter sido. Geisy é uma brasileira; o Axé, nem se fala, até por pouco estudo. E a Universidade Bandeirantes (UNIBAN), a julgar pela participação da sua célebre aluna no CQC, também.  CQC (Custe o Que Custar) é um venenosíssimo programa de humor da TV Bandeirantes que, entre outros, apresenta um quadro chamado CQTeste.  Foi nele que, em 23/11, Geysi revelou o seu lado nacional menos feliz.

Onde fica a Ilha de Galápagos? Qualquer estudante de 2º grau razoável deveria responder bem esta pergunta, ainda que não estivesse disputando vaga em universidade decente. Geysi, entretanto, não soube mostrar às câmeras os méritos que a levaram ao curso de Turismo da Uniban. “China”, respondeu, hesitando entre três alternativas. Devendo apontar o maior planeta do sistema solar, a pobre estudante de vinte anos e corpo não tão acadêmico assim não titubeou: “Terra. Informada da resposta certa, indagou: “pra quê Júpiter precisa ser tão grande se ninguém mora lá?”.  Espirituosa. É preciso ressaltar que a jovem (loira?) que se notabilizou por alarmar a sua “universidade” com o seu vestido curto não acertou nenhuma das questões enfrentadas. E não foi isso o que a levou à mídia, como se sabe. Somos sérios?

Imitaremos algum dia a pequena e outrora pobre Coréia do Sul (capitalista) e nos tornaremos desenvolvidos? Conhece-se algum país rico com povo iletrado? E povo desenvolvido sem escola que preste? Não. E somos o que somos graças a nós mesmos.  Não o devemos a ninguém! Qual de nós toleraria um amigo ou parente que agisse com os seus bens como o Brasil age com os seus? De 1822 (independência) para cá houve tempo de nos tornarmos maiores de idade?  Só entre FHC e Lula jogamos 16 anos fora. Sim, a nossa elite dirigente  sempre foi menor e uma das mais irresponsáveis do mundo (senão a mais). E isso não se restringe à “direita”. Sim, essa elite nunca esteve nem aí para o País, como prova a sua educação básica. Mas, também, o “país” nunca esteve nem aí para si mesmo. E, nele, jazem, despreocupada e ritmicamente, tanto “esquerdas” quanto os movimentos de base, como o Negro, por exemplo. Será que, algum dia, algum de nós dirá: “I have a dream”? Na recente posse de mais 160 servidores do TRT/BA, não havia um único negro. Numa cidade negra. Por quê? Porque a seleção  para o serviço público não pode ser outra senão a do mérito e da melhor escola.

Eu quero é mais!, dizemos nós. As elites, também, inclusive a de “esquerda” e seus similares. Só que todos eles se nutrem desse mesmo povo alijado e do Estado que ele sustenta, por sinal um dos mais caros e felizes do mundo, segundo o noticiário. O nosso problema é dinheiro? Não pode ser.

Geysi foi expulsa da faculdade cujo cérebro o seu vestido agitou, por …flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade…, no dizer da escola.  Volta a pergunta: somos sérios?  

Texto Publicado em novembro de 2009, em http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/geysi-uma-brasileira e http://sopensar.com.br/?p=115
 

Não há preconceito que preste, digamos logo de cara. Mas essa estória de dizer que os padrões são iguais, que cada um tem o seu valor Na vida real, isso cheira meio insincero, mesmo porque nenhum de nós perde a oportunidade de oferecer a um filho a melhor escola que pode. E quem aplaudiria um “nóis vai, em casa? Vai direto na autoestima, né? E um “pobrema” dito numa entrevista para emprego? Para o linguista, no seu ambiente de trabalho, tudo bem. Mas para uma sala de aula ou um  livro didático a não ser para corrigir… Fico com o gramático. Não vamos esquecer que, quando se candidatou pela primeira vez (1989), Lula da Silva não se dava bem com a gramática, o que o tornava ainda mais legítimo. Quando eleito, o seu aguçado senso político,  somado à inteligência pessoal e a todo tipo de assessoria, já havia reordenado a sua fala histórica, provando que os seus “defeitos” não eram de fábrica ou populares, mas sóciohistóricos. Por que não mantiveram o candidato falando “como o povo” (veja o emocionante Lula, o Filho do Brasil)?

Ora, há de se notar que, já no primeiro semestre de qualquer escola de Direito, o mais comum dos matriculados logo procura falar como um consagrado jurista, apesar de suas petições demorarem de se tornar legíveis.  Se é assim, se o padrão culto (a boa escola ou, às vezes, até uma certa pose) é fundamental para o progresso pessoal e social de um país, o que levaria um livro didático recém-saído do forno acadêmico a autorizar o seu usuário a relaxar com a sua possível deficiência histórica? Trecho:

Claro que pode”? E no vestibular, pode? E nas provas de concurso (para Auditor, Promotor, Diplomata, Juiz…)? Quem teve boa escola ou saltou a fogueira através de bolsa em cursinho (obrigado, Profo. Muniz- Colégio Universitário) e livro do professor (doado por editoras, como é o caso deste leitor tardio) quer o seu rebento é dominando a norma culta para a sua possível projeção, minha cumade. Aliás, devo agradecer, também, ao extinto Colégio Águia, que fez uns dois ou três Concurso Águia-TV Aratu, de onde saí com bolsa integral, como um dos primeiros colocados.  Foi graças a ele, aos livros  recolhidos em editoras (com exercícios respondidos) e ao Colégio Universitário que, em 1979, entrei em Medicina na Ufba, tendo passado na Baiana, também.  Felizmente, não se falava em  “preconceito linguístico”, na época. Seja sincero, leitor: para UM PAÍS DE NÃO LEITORES, como, não faz muito, escancarou horrivelmente a britânica The Economist, não é muito? Fiquemos só com as 04 primeiras linhas da revista:

“…MANY Brazilians cannot read. In 2000, a quarter of those aged 15 and older were functionally illiterate. Many simply do not want to. Only one literate adult in three reads books. The average Brazilian reads 1.8 non-academic books a year—less than half the figure in Europe and theUnited States. In a recent survey of reading habits, Brazilians came 27th out of 30 countries, spending 5.2 hours a week with a book. Argentines, their neighbours, ranked 18th…”

Em português médio: “…muitos brasileiros não podem ler. Em 2000, um quarto dos que tinham 15 anos ou mais eram analfabetos funcionais (…) Apenas um alfabetizado adulto, em três, lê livros. Na média, os brasileiros leem 1,8 livros não acadêmicos por ano- menos da metade do que ocorre na Europa e nos EUA. Em recente pesquisa sobre hábito de leitura, os brasileiros ficaram em 27º lugar, entre 30 países, destinando 5.2 horas por semana a um livro. Os Argentinos, seus vizinhos, ficaram em 18º lugar…”

http://www.economist.com/node/5636369

Enquanto isso a autora do livro POR UMA VIDA MELHOR perde tempo com “nós pega o peixe” e uma certa doença infantil talvez de esquerdismo:

 “É importante saber o seguinte: as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros”

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-19/confira-trechos-do-livro-por-uma-vida-melhor-que-tratam-da-chamada-%E2%80%9Cnorma-popular%E2%80%9D

Meu deus! Ela só falta sofrer pelo fato de não serem 100% os brasileiros fora da variante culta… Percebeu o porquê dos risos e das raivas naquela aula de inglês, leitor? E isso aí  é o suprassumo da esquerda acadêmica, viu?  É uma galera muito competente! “Eficientes” para quê e quem, minha cumade? Até que ponto? Já pensou se no Brasil NÃO fossem todos geniais como Luiz Gonzaga, Romário e o Ministro Joaquim Barbosa, leitor? Não sei de onde a revista inglesa tirou que somos uma nação de não leitores… Será que ela anda lendo a nossa “produção”acadêmica“? Tô achando é que já passou da hora de  uma espécie de Plano Real para a Educação. O que você acha, leitor? Veja o que diz o octogenário professor, doutor e profuso autor  Evanildo Bechara, nas páginas amarelas de Veja de 01/06/11:

leia a entrevista, leitor:

http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

Veja, também:

PROFo. Dr. UBIRATAN CASTRO DE ARAÚJO

ÁGUIA OU GALINHA?

HISTÓRIA DA BONDADE: PROFESSOR CID TEIXEIRA

EXAME DE CONSCIÊNCIA

A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES

CABA NÃO, MUNDÃO

VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS

CONSELHO DE ÉTICA

O MUNDO IRREAL DE AMANDA GURGEL

O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo | Deixe um comentário

O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…

18/06

…Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil…

http://www.vagalume.com.br/os-incriveis/eu-te-amo-meu

Bati muito quichute em Sete de Setembro, dando loas ao país.  Que era um paísão da zorra, era!  Se ligava o rádio, tavam lá, no auge ou no começo, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gal Costa, Luiz Gonzaga …  Pelé, Tostão, Rivelino …  Não tinha guerra, fome, terremoto, nada (“ilha de prosperidade“)! Uma vez ouvi falar que mataram o cabra mais perigoso do Brasil. Era um cara que ninguém via. Você olhava, ele tava ali. Olhava de novo, não tava mais. Até de costas  o bicho atirava e, com um espelho na mão durante os combates, estivesse onde estivesse, o adversário rolava.  Nome da fera: Lamarca

Ave,  e aquele “...você também é responsáaaavel...” ?

http://www.vagalume.com.br/dom-e-ravel/voce-tambem-e-responsavel.html

Boa viagem, Ravel.

17/06. Agradeço ao “um leitor” de Itabuna que me enviou um  pacote de antigos jornais Sindjufe. Obrigado, mesmo, amigo…

mais de um presentinho para os namorados em MULTIUSO8

…………………

 ENQUETE4

        ………………….O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…

Viu o porquê de uma certa galera só gostar de imprensa única e a favor, leitor? Na verdade, A imprensa não existe, a não ser no sentido de conjuntoFolha de São Paulo, Estadão, Globo, A Classe Operária, etc, etc são as espécies  do gênero. É vária a imprensa, tanto quanto são vários os interesses, mesmo quando não declarados, como os que se bicavam (ou bicam) entre os socialistas. O importante é que, além de vário, o interesse seja legítimo e publicamente defensável, o que nem sempre é.  Legítimo e defensável, por exemplo, é que, havendo o fato e quem se interesse por ele (sociedade), ela (a imprensa) seja perigosa e até fatal. Perigosa para quem?

  • Para os fatos, quando acima deles estão a sociedade, o seu direito à informação e ao pensamento, que o Brasil vem tentando achar;
  • para os infratores, quando acima deles estão as regras do Estado de Direito e a Democracia;
  • ou para a própria informação, quando  acima dela estiver a má fé ou o interesse escuso.

 Note que há apenas menos de um mês, o jornal a Folha de São Paulohonrando a tradição que o vinculou ao movimento das Diretas Já desde o início; à leitura obrigatória que lhe fazia, pelo menos aos domingos, o mundo cult da esquerda dos anos 80; e à ira pessoal do então presidente Fernando Collor,  que o invadiu (com a PF) e o processou –  noticiou que o patrimônio do Chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010. Foi o bastante para a segunda queda do ministro. Por quê? Porque, embora dispondo de todos os meios, mais uma vez ele não pôde se explicar. E não podendo eliminar ou apagar (veja ANO ZERO, DIA ZERO, GRILAGEM x APAGÃO MORAL e EM DEFESA DA ÉTICA E DA LIBERDADE, INCLUSIVE DE EXPRESSÃO), nem modificar a seu favor as regras de publicação do país (veja A PULGA, O BURRO e AS NORMAS (edição especial) e  O SHOW LULA (texto) e O PROBLEMA DE FRANCISCO), só lhe coube cair. É assim nas democracias, não sendo outra a razão pela qual ela é sempre incômoda (dê uma olhadinha em A ERA LULA- parte 1). Democracia você sabe, né leitor? De qualquer forma, não custa lembrar da sempre inquieta Marilena Chauí:

 “… o que distingue a democracia? … em primeiro lugar: a defesa da liberdade de pensamento e expressão , isto é, a defesa do direito da opinião pública … para isso é preciso que você tenha acesso aos meios pelos quais você exprime sua opinião… Ora, quando esses meios  são um monopólio, quem vem falar pra mim em democracia? … Para que ela exista, seria preciso que, em igualdade de condições,  duas, três ou quatro opiniões  antagônicas pudessem se exprimir no mesmo tempo e no mesmo  espaço … O que nós temos é controle da opinião…”

 A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER

Também não custa dá uma olhadinha na sentença judicial que absolveu a mesma Folha de São Paulo no processo que lhe moveu o então arisco presidente Fernando Collor de Melo:

“… o homem público está sujeito a críticas. Exatamente pela função que exerce, mesmo porque o poder lhe advem da autoridade da lei e da soberania do povo. Age por delegação e não por direito próprio e por isso mesmo deve explicações sobre os seus atos (…) Tanto mais ácida ou contundente será a crítica quanto mais alto for o cargo ocupado pelo homem público. Quanto mais altas as funções, mais se exige dos homens que as ocupam (…)  Surpreendidos em práticas irregulares, não podem se queixar do direito de crítica exercido pela imprensa e assegurado pela Constituição e pelas Leis. Mesmo quando esse direito é exercido com certos excessos. Mais importante  que a eventual suscetibilidade ferida é o direito da nação em ser bem informada …”

(Mário Sérgio Conti, Companhia das Letras, SP, 1999, fl. 508)

Pena que, ainda dispondo de uma sociedade civil (tudo menos o Estado) fraca, este país de baixo índice de leitura e política pouco tenha a fazer para que o ex-ministro Palocci tenha mais oportunidades de se explicar. Quem não gostaria de saber, por exemplo:

1 – Por que Palocci trocou o milionário escritório de consultoria pelo contracheque de ministro? (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html ) ou

2- Por que a Projeto recebeu mais dinheiro justamente entre a eleição e a posse de Dilma? http://noticias.uol.com.br/politica/listas/10-perguntas-que-estao-sem-resposta-no-caso-palocci.jhtm

Como, certamente, resposta não virá, é possível que o ex-ministro tenha de aguardar futuras eleições parlamentares que o absolvam. Não tem sido este um bom recurso dos últimos 05 séculos? Até lá, o ex-militante de esquerda radical deve ir tocando, como o seu colega Zé Dirceu, o seu negocinho de consultoria. Lembra que, não faz muito, andaram dizendo que o já fora do governo Zé ganhou  R$600 mil por uma assessoria? E ele confirmou! É ou não um bom negócio (dê uma olhadinha em PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL)? Será por receio da concorrência que eles não se dispõem a falar? Se for, não se pode dizer que estejam errados, afinal o segredo sempre foi a alma de certos negócios. A propaganda, também. Mas, que o então ministro podia ter aproveitado melhor aquela sua nobre inserção no JN da Rede Globo, podia.  Mal ele não foi, já que não lhe faltaram bons modos com o entrevistador nem com o público, apesar do pouco argumento. Mas isso também faz parte. O que jamais faria parte, ali, leitor, era você ouvir que …

(LIMINAR JUDICIALTRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA)

… quase desautorizando a boa índole constitucional:

Art. 5º

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

(TRECHO RETIRADO A MANDO DA JUSTIÇA)

Absoluto, na verdade, nenhum direito é, com exceção do dos que legislam para si próprios, claro. Mas é absolutamente oportuno perguntar, por exemplo, por que a entrevista do então ministro foi exclusiva à Globo. Por que não uma coletiva (ô palavrinha complicada, meu deus!)? Não seria mais democrático, em especial para um ministro de Estado? Jesus, como essa gente se contradiz! Se você não for muito jovem, leitor, pode forçar um pouco a memória ou ir ao http://www.youtube.com/watch?v=0AIFzbYvdbc e rever duas interessantes vinhetas da Rede Povo, campeã de audiência na saudosa campanha de 1989. Elas diziam (eu também) “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo. Era lindo! Lembro de “aqui você vê o que não vê na outra tv” (http://www.youtube.com/watch?v=UdGBod7tUBI&feature=player_embedded)? Lá, se passava a mão em faces hoje petistamente inatacáveis e perguntava “Tá querendo me enganar é?. Era lindo! Não é cheio de voltas o mundo, leitor? Por isso que ele é lindo (“dialético”, num certo dizer antigo). Dê uma olhadinha em O PLIN-PLIN E A VERDADE!!

Por falar em plin-plin e para terminar, você lembra de O MUNDO IRREAL DE AMANDA GURGEL? Lembra de “consegue?”? Claro, que, como você tá cansado de saber, conseguir qualquer coisa que dependa de isenção, trabalho e senso mínimo de decência e justiça (Moralidade), no Brasil, nunca foi fácil, independente do lado da balança que mova o  xadrez (xadrez é jogo, viu galera?). As razões são muitas, sabidas e criticadas, mas, como você também deve estar cansado de saber, são poucas a peças políticas que, em ação, tendem a não pender para o lado que criticou.   É um país difícil, é verdade, porque de pouca tradição no campo do bem público. Mas – sejamos justos – de muita no do discurso. Não é? Como, então, a heroica figura de Amandacerrando punhos por atenção ao nosso mais grave problema de saneamento básico, a Escola –  pôde ocupar a mídia de fio a pavio, menos a de “esquerda”? Você viu alguma coisa na página de muitos espaços vazios do seu sindicato?

Note, também, que, quando acenou ao país com a sua entrevista à revista Veja (A CORTE DOS PADRINHOS, edição 2184), a Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, também não interessou à “nossa” mídia, com exceção da do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba- Sojep (veja MULTIUSO4, MULTIUSO6). Não é esquisito? Quer dizer que a “imprensa conservadora” e a sociedade civil (internet) se ocupam de dois temas fundamentais para o bem-estar, inclusive moral, do país (EDUCAÇÃO E JUSTIÇA), e o campo mental da política que ia gerar um Homem Novo (para quem não ia importar o indivíduo, só o Coletivo) nem tchun? “SERRI, GENTE” !

Veja, também

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

 VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?

TEMPERATURA MÁXIMA!!

ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!

O DILEMA DA REALIDADE

BLEFE

QUEIXO DURO!

m…NO VENTILADOR? 

NADA MAIS DO QUE A VERDADE?

QUANTA DIFERENÇA!

QUE PANCADA!

VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS

CONSELHO DE ÉTICA

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo | 1 Comentário

O MUNDO IRREAL DE AMANDA GURGEL

 02/06- Merecia uma foto1

Após a Praça Conde dos Arcos, atravessamos a  Av. EUA e andávamos com o forró pé de serra em direção aos Correios.  Sensata e civilizadamente, ocupávamos apenas uma das faixas da avenida, respeitando o direito dos outros cidadãos, nos carros. Aí, um dirigente (de terno) babatou o microfone e puxou a passeata para as duas faixas: venham, venham! Sabe como é, né? Segundos depois, uma dirigente já estava com as mãos no capô de um carro, requerendo o nosso direito de ir e vir. O carro não gostou.  A dirigente deu as costas, o carro pressionou e ela se virou com ar talvez já indignado. Aí, chegam o Chefe e um ex-diretor de secretaria (conheci-o bem) em apoio à  primeira dama.  O motorista se agita e alguém que não estava na frente do carro pede calma. E tinha de pedir mesmo porque a cara dos que barravam os carros … A do Chefe, então… E sem uma palavrinha sequer,  viraram as costas ao motorista  e seguiram a um metro um do outro, de mãos dadas.  O pior é que não havia  nenhuma loja por perto vendendo desconfiômetro!

Meu deus, o “trabalhadores na rua, Dilma a culpa é sua” era em busca de apoio ou rejeição da sociedade? Tudo bem, tinha muita mulher bonita na passeata, mas precisava parar o trânsito?

Merecia uma foto2

Era jovem, bonita, parecia educada e nova em um dos tribunais. Seria formada em Direito? Tomara que não. Não é que essa filha de deus – durante a parada em frente ao Correio – embolou a embalagem plástica que acabara de esvaziar e a jogou no chão, ainda limpando a boca? Pois é. Que poder público pode manter uma cidade dessa limpa, né? A galera do microfone precisa se ligar.

 post relacionado: CONSELHO DE ÉTICA

ENQUETE4

 …………………………….O MUNDO IRREAL DE AMANDA GURGEL

“…qualquer consideração que seja feita aqui é apenas para mascarar uma verdade, que é uma verdade visível a todo mundo (…) Em nenhum governo, em nenhum momento (…) a educação foi uma prioridade (…) Estamos aceitando a situação precária da nossa educação como uma fatalidade? Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil, é isso? Não posso, não tenho condições. Muito menos com o salário que recebo (…) Penso que o constrangimento deve vir de vocês…”

Vídeo obrigatório: http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

Você se constrangeu, leitor? Por favor, diga que sim. É só do que este país precisa:  vergonha. Talvez, não tanta quanto a da China, que, com o seu capitalismo de sec. XIX (veja  QUEM RESPONDE?) ocupa o 1º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Produzido a cada três anos, esse estudo avalia a educação de 65 países, no mundo. O Brasil ocupa a 53ª colocação, atrás de Trinidad e Tobago, Colômbia, México e Uruguai. Para nós, um pouquinho da vergonha do Chile ou até da África do Sul, onde o salário médio do professor era de R$2.300,00 (dois mil e trezentos reais) na época da copa (http://www.youtube.com/watch?v=jgxryAVxdjc), talvez já permitisse que profissionais da grandeza moral de Amanda Gurgel não mais fossem constrangidos, pelo menos, pelo Ministério Público local (RN). Como?

Segundo o depoimento que caiu como um raio sobre o maior drama brasileiro, deixando sem ar o poder público local,  a internet e vários programas de TV, o MP potiguar – na sua condição de fiscal da lei – instou os professores a não se alimentarem do cuscuz destinado à merenda escolar. No vídeo inaceitável para uma sociedade que

      • se gaba de ser a 7ª economia do mundo;
      • tem os mais bem pagos parlamentares da terra, cujos bolsos não conhecem  lei,  nem mesmo de responsabilidade fiscal;
      • pensa em trem-bala e grandes palcos para copa e olímpiadas;
      • doa e/ou empresta a países da África, Caribe, Uruguai e até ao FMI;
      • e ainda é campeão de concentração de renda (Palocci é só um caso) e corrupção,

a professora Amanda, apesar da graduação superior e especialização, falou em “930,00reais por mês e “cuscuz alegado”. Esse é um perfil de país que vai realizar as conquistas civilizatórias indispensáveis para, em 20 anos, colocar-se entre os grandes, leitor (veja NADA É TUDO, EXAME DE CONSCIÊNCIA,  CONSELHO DE ÉTICA)? Calma: só responda se ficou constrangido, para parafrasear a professora e o seu fino fio de nylon com que paralisou o gogó de deputados e autoridades naquela audiência pública. Convém, também, não responder sem antes dar uma olhadela no Chile. Na edição 379 do Falajuf (http://www.asserjuf.org.br/falajuf2011/379.pdf), um colega da Justiça Federal narra a sua passagem recente por aquele país e destaca:

…fiquei feliz em descobrir que Santiago é uma cidade limpíssima, extremamente organizada, cheia de praças, parques, jardins, museus e igrejas e muita história de um povo educado, hospitaleiro e muito orgulhoso. Fiquei impressionado com a riqueza cultural de um país que já teve dois prêmios Nobel de Literatura (Pablo Neruda e Gabriela Mistral). O Brasil ainda tem zerinho (dê uma olhadinha em DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA) (…) Santiago tem o primeiro jornal da América Latina e ainda está em atividade, e também foi a cidade que teve a primeira linha de trem do continente. O país tem taxa de analfabetismo de 3%, desemprego em 7%, inflação de 4% ao ano e salário mínimo de 350 dólares (…) me chamou a atenção que o fardamento dos estudantes é o mesmo, sejam de escolas públicas ou particulares. Uma forma de evitar qualquer discriminação…

(Por que essas matérias não aparecem nos meios do Sindjufe, meu deus? Estranho, né? Podre e poder são tão parecidos, né? Sem Democracia, apodrece, mesmo)

Voltando: lembra de

“… quando as sociedades chamaram a si a responsabilidade de realizar as suas potencialidades, explorando-as para realizarem-se a si próprias (e não ao estado, classe ou casta), desenvolveram-se. Quando não, os elementos externos foram apenas mais um obstáculo…” (veja A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES)?

Pois é: valores, visão de mundo e mentalidade, por mais abstratos que pareceriam às certezas concretas que o vento levou (veja VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS), contam muito. Talvez até mais do que riqueza no chão, como se demonstra pela Ásia, região da terra onde talvez mais se invista em educação. Você notou em “… Santiago é uma cidade limpíssima, extremamente organizada, cheia de praças, parques, jardins, museus e igrejas e muita história de um povo educado, hospitaleiro e muito orgulhoso…”, leitor? Dá uma inveja, né? E em “… me chamou a atenção que o fardamento dos estudantes é o mesmo, sejam de escolas públicas ou particulares. Uma forma de evitar qualquer discriminação…)? É uma pena que O EXEMPLO VIZINHO não nos inspire tanto.

Em matéria recente, aliás, a mal falada Veja (http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx) olhou para lá. Veja o que podia ter sido feito nos 16 anos de FHC e Lula, se exigíssemos :

“(…) Na última década, ninguém avançou tanto em sala de aula quanto os chilenos. Eles se destacam na comparação com estudantes de 65 nacionalidades, inclusive os brasileiros, segundo revela um recente levantamento conduzido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

(…) O mérito do Chile foi aplicar com disciplina e persistência iniciativas de eficácia já testadas, com sucesso, em países desenvolvidos. Elas só funcionaram porque permaneceram de pé ao longo de duas décadas ininterruptas – a salvo de trocas de poder, ideologias e ingerências políticas que costumam provocar retrocessos na área. No início dos anos 1990, governantes de diversos matizes ideológicos selaram uma espécie de pacto nacional, alçando a educação ao topo da agenda política, numa época em que o país acabara de sepultar a ditadura do general Augusto Pinochet

(…) O motor das mudanças chilenas se alicerça em uma premissa tão básica quanto eficaz: a meritocracia. Tal ideia é levada no Chile às últimas consequências – a ponto de gente como Maria Dolores Ormazabal, 57 anos de vida e 28 no ofício de professora, ganhar 30% mais que seus pares por se destacar no trabalho. Depois de mais de uma década de negociações com os sindicatos, todos os docentes chilenos passaram a ser submetidos a avaliações periódicas, que podem até sentenciar a demissão dos menos eficientes

(…) Os diretores também passam por criteriosa peneira. Um pré-requisito para que sejam contratados é a apresentação de um plano de gestão para a escola que pleiteiam comandar, tal qual numa empresa. Os mandatos, de cinco anos, só são renovados mediante bom desempenho, o que os deixa em permanente vigilância

(…) Outro traço marcante da reforma chilena é o pragmatismo com que se faz uso do dinheiro público. O Chile elevou o quinhão destinado à educação – de 2,5% para 6,4% do PIB desde 1990, enquanto o Brasil estacionou em 5% -, mas só libera certas verbas em troca de resultados concretos, mensuráveis. Um deles é elementar: o comparecimento dos alunos à sala de aula. O segundo é que a escola siga em trajetória ascendente, segundo indicadores objetivos, ano a ano. Os recursos têm sido canalizados para o essencial. As escolas mantidas com orçamento oficial – algo na casa de 95% das escolas do país – contam hoje com turno de oito horas. É uma das características que aproximam o Chile dos países mais ricos e bem-sucedidos na educação

(…) Tais avanços se traduzem em uma coleção de boas histórias, como a que conta o estudante Ignacio Gonzalez, de 14 anos. As lembranças mais vivas que traz do período escolar são de quando ele e os colegas escalavam um muro no fundo do pátio, para escapar da aula. Hoje, o rapaz diz: “Pela primeira vez na vida, ir à escola passou a ser um prazer”.

Pode ser uma pregação ideológica da revista? Pode e deve. Mas, não esqueçamos que ela está se referindo a um país que, se não me engano, teve dois períodos seguidos de política de esquerda, aliás, internamente criticada (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2689254-EI6580,00.html), talvez não tanto quanto a atual (http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=15590:25000-estudantes-exigem-nas-ruas-de-santiago-de-chile-a-recuperacao-da-educacao-publica&catid=283:linguaeducacom&Itemid=185 )

Claro que, depois de FHC e Lula (o que estava para trás era o lixo do lixo, não era?), ficou mais difícil envergonhar-se, no Brasil. Claro que, lá dentro de você, leitor, além do natural “não tô nem aíde quem conta com o desconto no imposto de renda da escola que “paga, algum passado está corretamente dizendo que outras Amandas falaram a mesma coisa para chegar ao poder (e, descaradamente, se lambuzarem dele). Você pode até dizer que ela teria usado competentemente a tribuna dos deputados para lançar-se, ao menos, à carreira sindical, o que, reconheçamos, não seria imerecido (quem dera fosse esse enganoso mundo feito só de Amandas, Heloisas...) Mas, meu amigo (quase ia dizendo, “companheiro), pelo silêncio, mal-estar e repercussão, há de se admitir que a digníssima professora de R$ 930,00 por mês não fez um mero discurso “político”, como se diz na gíria.

Com os seus menos de dez minutos de seriedade, elegância, indignação, bom português e sotaque lindo, ela falou como gente (não como máquina), exumou a educação brasileira e lhe fez o exame de DNA. Como cidadã (em grego, politikós), ela fez Política (politikón: administração, projetos, leis … democracia...; veja A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER). Ela encantou a TV e o mundo virtual. Encantará, algum dia, a sociedade civil? Antes terá de encantar a vida sindical. Conseguuirá?

Veja, também:

 TRÊS RAZÕES e UMA ESCOLA

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

FALSIDADE IDEOLÓGICA?

MADE IN URUGUAI

A ERA LULA- parte 1

A ERA LULA-parte II

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo | 1 Comentário

CONSELHO DE ÉTICA

28/05- Já tinha feito o prato e ia pesar, quando ouvi: “diga, Luiz”.  Assim que entrei no restaurante, tive a impressão de tê-lo visto de costas e aguardava o momento de confirmar. Pois não era? Estranhei, sobretudo, o “Luiz“. Do que me lembro, só ocorre “Estrela“. Aceitei o cumprimento: “tudo bem?” E acrescentei: “como vai o inquérito?

Inquérito? Qual?

Tem mais de um?

Qual inquérito? (era tamanho o ar de surpresa que ele parecia mesmo não saber de nada…)

O inquérito do Sindjufe…

Ah, eu já respondi, provei que usei o plano de saúde dentro dos meus direitos e pronto. O administrador,  Júlio, confirmou e pronto…

A tranquilidade com o que o jornalista e ex-funcionário denunciado pelo sindicato  era própria de quem nada tinha a temer. E não deve ter mesmo.  Por que ele temeria as medidas que o …

LIMINAR JUDICIAL(TRECHO RETIRADO A MANDO LIMINAR DA JUSTIÇA)

“SERRI, GENTE”. Veja, também, O SHOW LULA (texto) e O PROBLEMA DE FRANCISCO e É NA PRESSÃO ou ME ENGANARAM?

ATÉ TU, CARTA CAPITAL?

Parabéns, Mino Carta. Imprensa é isso:

…De outra natureza ainda é o caso do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, de características tipicamente nativas, de uma sociedade do privilégio vocacionado para a predação. O ex-ministro da Fazenda milita em uma categoria que no Brasil apresenta dimensões e tonelagem excepcionais. Os botões, insistentes, me levam a recordar personagens que influenciaram a política econômica brasileira nas últimas décadas, e ficaram ricos, melhor, riquíssimos, depois de deixarem seus cargos (…) O próprio Palocci incumbe-se de desfiar um rosário de nomes ilustres que o precederam neste gênero de atividade. Sustenta, impávido, a seguinte tese: se eles pecaram, por que não eu? (…) Mas Palocci é um ex-trotskista, militante de um partido que até hoje se pretende de esquerda. E não falta quem acredite…

http://www.cartacapital.com.br/politica/o-poder-quando-corrompe

…………………………………………………………………. CONSELHO DE ÉTICA

Você sabe do que é  capaz, leitor? Não? Relaxe. Nunca se sabe. Por mais que pretendamos, poucas almas históricas (como as de Ghandi, Mandela, Martin Luther king, etc,) foram capazes de jurar a si mesmas quanto aos meios de que se serviriam para o sucesso das suas causas ou da sua realização.  Realização, entenda-se: como pessoa!, que é aquela coisinha tola que até alguns socialistas, utópicos, dizem não procurar, mas perseguem até a morte. É tão sem importância, tão fútil frente ao “coletivo”, tão “burguês”, tão doentio, que talvez a própria psicologia tenha  dificuldade em explicar o que leva um indivíduo coletivista a não socializar (democratizar) o poder. Por que não, né? Logo a mais decisiva das propriedades! Bem, nada é tão simples a não ser esses dois fatos:

  • mesmo que nem sempre absolutos ou bem camuflados (pela razão), três deuses comandam a terra: desejo, amor e poder (outras divindades como beleza, ideologia, fé, ciúme, cobiça, dinheiro, inveja, rivalidade, etc, etc, etc, completam a corte da santíssima trindade);
  • todos fazemos parte de um conjunto de sistemas chamado sociedade, cada qual em busca da posição em que possa melhor orar aos deuses, seguir os seus ritos e promover a  religião.

Em linguagem mais laica: satisfazer. Realizar os desejosinteresses, paixões. Não é simples? Popularmente, essa realização tem um nome: felicidade. E é para ela que vivemos, independente de credo ou realização. A diferença é que, felizmente, alguns de nós recusamos alguns meios. Você reparou bem no termo, leitor? Felicidade. Não lembra feliz cidade? Pois é. É como a Ética berra.  No seu santo papel de única e insuperável fonte de régua e compasso para a vida em sociedade, ela se liga nas duas, mas, desde que se entende por gente, milita para a segunda (feliz cidade), a quem vê como a via mais larga e menos congestionada para a primeira (dê uma olhadinha nas fotos ao lado. Típicas de uma boa sociedade, né?). Claro, é uma sonhadora. Não tanto quanto certos militantes de esquerda, para quem o melhor exemplo de ideologia vem do carrapato. Ideologia, você sabe: nem sempre passa de “… explicação dogmática e oni-abrangente do homem e do mundo, a servir de alimento para a atividade de permanente propaganda do Estado…”, como  diz Fábio konder Comparato (fl.36). Mas sempre se aplica muito além do Estado.

E carrapato? É aquele bichinho cuja preocupação com os outros é tanta que, uma vez grudado, só sai quando morre. É bicho bom de História. Talvez por isso, sem saber no que daria o PT, por exemplo, o próprio Karl Marx (segundo o mesmo Fábio Konder Comparato, fl. 554), teria dito:

 “… os partidos que lutaram pelo poder, cada um a seu turno, consideraram a conquista desse imenso edifício do Estado como o principal butim do vencedor…”

Será? Tão dizendo por aí que o companheiro Palocci ganhou R$20 milhões só no ano passado? Eu não acredito. Se foi, bom menino. Leu muito Marx na época da Libelu (veja QUE PANCADA!) e aprendeu direitinho como fazer a revolução.  E fez: ficou rico. E, certamente, sem violar qualquer dos mais nobres preceitos do Direito ou megafones da Ética:

…Viver honestamente, não lesar ninguém, dar a cada um o que é seu…

Assim, fala Comparato (fl. 119). Mas, também, na 256 ele cita Rousseau, açoitando que

… a multidão sempre será sacrificada à minoria, e o interesse público ao particular…

Meu deus! Será por isso que no último Diário Oficial do Sindjufe – onde não há mais nem artigo feito com água benta – não saiu uma única linha ou foto do que disseram no congresso da categoria filiados como Hilton Coelho, por exemplo (veja ACM, MEU AMOR)? Eles não são filiados e, às vezes, até “companheiros“? Jesuis, por que Maquiavel dizia que somos ingratos, volúveis, enganadores e dissimulados (fl.156)?  Será pelo motivo certamente torpe que levou Dante a dizer a barbaridade colada na coluna lateral direita deste blog, leitor? Como procurei o meu A DIVINA COMÉDIA pra ver a página e não achei, por favor dê uma olhadinha em FERVIDOS E MAL PAGOS?, para ver aquela descabida frasezinha de Cervantes que epigrafa o post. Bem, para os que crêem, a santa de muitos devotos mas poucos fieis (Ética) ainda lembra que nenhum Deus, por mais generoso que seja, jamais poderá ser considerado justo se levar mais em conta o pedido de perdão (ou de graça)do que o ato ou a intenção do pecador. E não o faz por maldade. Sendo a ecologia do homem ou a filosofia das mãos, ela é escrava do seu jargão: bem comum; dignidade. Daí, Moralidade. Responsabilidade. Contenção.

ÉTICA: direito, moral e religião no mundo moderno (SP; Companhia das Letras, 2006) é uma fábula, leitor. Felizmente, longa (passa de 700 páginas). Mas, por menos interessado que seja no assunto, lendo-o você certamente pediria mais. Nele, o grande jurista  e ótimo escritor Fábio Konder Comparato mistura de tal maneira história, filosofia, política e realidade que, finda a leitura, você, simplesmente, acaba de retornar de uma longa viagem, desde ou até a antiguidade. E muita gente boa foi com você. Até Jesus (fl.450):

…vende tudo o que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e me segue…

Tem juízo? Coitado. Não dá pena? Onde um homem desse podia parar, meu deus (veja FERVIDOS E MAL PAGOS?)? Claro que num tijolo sobre Ética não poderia faltar exame aos batidos “amar o próximo como a si mesmo” e “não fazer ao outro o que não quer para si”, etc, mas, divina mesmo – embora sem risco de tornar-se religião –  é uma novidade: o autor oferece ao conceito de Dignidade Humana o status de alma, a ela referindo-se  como a “a verdadeira imortalidade do homem” (fls.476, 480, 481, 484, 507, 509, 520 e 700).

Bem, como entre cada indivíduo e a sua dignidade estão os seus anseios, catemos mais da poesia que o autor entorna no chão:

“…política é a principal dimensão da vida humana (…) a educação para a vida cívica é a principal tarefa do Estado… (fl.101);

…Cidade justa é aquela na qual todos os cidadãos, e não apenas classe deles, têm direito à felicidade… (fl.103);

…todo aquele incapaz de sentir, de imediato, o que há de sublime ou abjeto, de generoso ou perverso nas ações humanas é um louco moral… (fl.244);

…um povo despido de virtudes cívicas é radicalmente incapaz de sentir a pureza desses mandamentos éticos…(fl.252);

…É o dever, de fato, o verdadeiro objeto da lei moral (…) a lei aparece, desde logo, como contrário ao nosso egoísmo, pois ela é um princípio que nos impomos a nós mesmos (fl. 294);

…o realismo, em política, nem sempre coincide com a observância do princípio de integral respeito à dignidade humana. Os Estados comunistas descambaram, todos eles, para a institucionalização do abuso de poder (… ) ;

…o que caracteriza o totalitarismo é o fato – sem precedentes na História-  da destruição, por obra do poder público, das estruturas mentais e institucionais de todo um povo (…) o Estado totalitário suprime  a liberdade individual e grupal (…) desaparece a separação entre Estado e Sociedade Civil, entre a esfera pública e a vida privada (fl.366; Veja VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS);

…a verdade só aparece, em todo seu esplendor, para as pessoas íntegras, ou seja, aquelas nas quais pensamento, palavra e ação formam um todo indissociável… (fl.395; notou a diferença entre verdade e ideologia, leitor?)

… o juízo ético não é feito somente de razão, mas, também, de indignação e vergonha… (fl.507);

…uma vez instalados no governo, os lideres revolucionários só pensam em se manter no poder e em reforça-lo… (fl.554)

…pessoa não é coisa…” (todo o livro)

Há, porém, uma dúvida: Ética vem do grego ethus (em latim, morus) e significa primordialmente maneira tradicional e característica de um povo ser e agir (cultura, padrão, costume; caráter, personalidade coletiva). Assim, quem não agia de acordo com a maioria (fora dos padrões, dos costumes, da tradição – ethus – era tido como não ético. Então, por que os políticos brasileiros (senão a própria sociedade)  em geral são vistos como pouco éticos?

Veja, também:

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

PAULA x TAIS

É MUITA ONDA 

AGUIA OU GALINHA?

SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar 

EM DEFESA DA ÉTICA E DA LIBERDADE, INCLUSIVE DE EXPRESSÃO

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

 O CASO BANCOOP 

PT GO HOME

NADA É TUDO

VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?

MADE IN URUGUAI

STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE)

 PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL

A ERA LULA- parte 1

O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS

DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA

FASCISMO DE ESQUERDA (o livro)

O DILEMA DA REALIDADE

A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER

EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?

O PLIN-PLIN E A VERDADE!

ESTRATÉGIA DE DEFESA

NOTAS DE UM ARTIGO ABERTO

“SERRI, GENTE”

QUANTA DIFERENÇA!

Publicado em e-mail sindjufe, resenha | 1 Comentário

VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS

15/05- MAIS UM BAHIA

Com oléchocolate e viradafilial é campeão no lixão. Parabéns, Vice.

12/05- Dois textos:

Os passaportes diplomáticos da família Lula

A medalha de Genoíno

enviados por Pedro Vieira

………………………………..VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS

Este livro é de 1993 e, graças a um telefonema recente, caiu em minhas mãos. Reparou no título? Não me aguentei quando vi. E no mundo entre parêntesis (ensaio sobre o fim do socialismo)?

Seu Tomás (dono de O CANTINHO DO SEBO – veja comercial na nossa coluna lateral direita) ligou para mim porque havia adquirido a biblioteca (de um professor de filosofia), que se acomodou sem protesto visível em seu novo habitat. Claro que só comprei o indispensável, né? Mas se tivesse ligado só por esses título e subtítulo lançados pela Relume Dumará/ISER já teria valido a viagem. Na verdade, só aquelas mãos agredindo aquele arame (foto)… Não poderiam estrelar um filme sobre o Chile de Pinochet? Sintomático, né? Reflete bem uma das passagens fumegantes do livro:

“…Vivemos em círculos. Se avançamos sempre à esquerda, terminamos na direita, e vice-versa…” (fl.97)

Você tá acompanhando, né, leitor? Um sistema de vida criado (ou pelo menos imaginado) para o trabalhador (o socialismo) destruiu-se a si mesmo, por ter-se tornado sistema de morte? Não é incrível? Sim, concordo, é velha a  história. Mas, detrás das cortinas rasgadas (termos do livro) da antiga URSS, emergiram, além da já antiga e sabida crosta de carrapatos (êta bicho que tem ideologia!), um mundo  protagonizado por donos de capital. Não muitos, é verdade, mas alguns com grana  o suficiente para dar bola pelo mundo até a grandes clubes de cartola e futebol.  Perguntas inocentes:

        • como tudo isso pôde acontecer? (do livro)
        • Não se tratava de um modelo avesso a dinheiro e aplicado por abnegados gerentes da História?

Sim, mas humanos e nem tão abnegados assim (veja que, bem pertinho de você, sumiu um din-din bom, forte, pesado, por um bom tempo, sem ninguém ver, nem falar… Dê uma olhadinha em “SERRI, GENTE”, A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES …). Além disso, não tinham muitas regras a obedecer nem sanções a sofrer, a não ser as da própria corte.  Mas essas, o princípio “nós mesmos seremos capazes de determinar o que é e o que não é verdade…” (veja A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER e PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL) ou verdadeiro é o aprovado em plenário” (trazido à luz pelo livro (fl.57),  sempre relaxa.  E, assim, nascem as grandes “verdades” que, sem censura, quase nunca sobrevivem…

Claro que, desde 1956 (ano em que a terra conheceu o real mundo de Stalin, através das palavras oficiais de Nilita Kruschev), sabia-se que tudo era falso ou asfixiante, como sempre foi e sempre será sob qualquer ditadura… Afinal, elas não são feitas para o gozo e glória de quem as faz? Foi pouco o que autor disse dos grandes laboratórios de verdade e centros de decisões já tomadas, que foram (ou são) os conhecidos “congressos”. Mas foi direto:

“…os perdedores de uma disputa vinda a público somente poderiam recuperar o acesso à esfera dos debates secretos, caso se submetessem ao cerimonial de autocrítica, no qual confirmavam o seu reconhecimento da incompatibilidade de uma divergência aberta com o modo de pensar e ser do sistema…

Só não explicou por que os dissidentes precisariam ser recuperados. Afinal, pra que recuperar, se os expurgos eram feitos também para abrir caminho às novas (e ansiosas) “lideranças” submissas?  ANTES, DURANTE e DEPOIS (do socialismo real) são os três compactos departamentos em que se divide o livro, todos tratando dos grandes traumas e polêmicas diários que redundaram no grande desastre e equívoco fenomenal (termos do livro) desfeitos praticamente de uma vez  naquele final dos anos 80. Pode parecer pouco, leitor. Mas está-se falando de uma era de absolutas certezas e de um mundo que – por tudo saber e explicar (“científico”) – sequer admitia reformas (“revisionismos“). Está-se falando de um mundo 100% previsível e controlado que – até por abolir a ideia de vicissitudes que ele próprio consagrou com o nome de dialética – veio a se materializar como o maior fracasso da ciência política de todos os tempos, como o próprio autor ressalvou.

Falando de dentro e tratando de termos que aquele mundo alardeou como seus e desmoralizou (socialismo, utopia, solidariedade, companheirismo, justiça, liberdade, democracia, integridade…), esse Vocabulário de Ideias Passadas lembra que o marxismo elevou a mão de obra à grandeza de sujeito histórico, mas o partido (a nova classe) a rebaixou a massa de manobra. Que outra expressão poderia representar melhor aquela festa de 1989, senão “porre de felicidade” (fl.150)?  Outras expressões:

“…se o totalitarismo nazista demonstrou o que uma ideologia perversa é capaz de realizar, o socialismo totalitário mostrou a perversão de que é capaz a boa intenção esclarecida. Poucas vezes na História a realização de uma utopia teve efeitos tão devastadores…” (fl.10);

“…a nomenclatura (os executivos do sistema. Magnatas, no dizer de Simon  Sebag Montefiore, em STALIN, a corte do czar vermelho. Veja STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE)) configura-se, portanto, como a elite no poder cujas mordomias dependem da manutenção do status quo. No último ano, no entanto, diante da iminência das reformas, deu-se um fenômeno até aqui imprevisto: o arrendamento de empresas públicas aos seus antigos diretores, a título de concessão! O estaleiro Lênin, por exemplo, foi retalhado assim em uma dezena de firmas. Dirigentes do Estado tornam-se então entusiastas da privatização. O Solidariedade denunciou esse processo como ‘banditismo’…” (fl.99);

“… a morte de companheiros, prisões, exílios, trabalhos forçados, hospitais psiquiátricos, censura sistemática, invasões militares, tudo aquilo enfim que alimentou a imprensa anticomunista desde que cada um de nós se entende por gente, foi experiência pessoal dos povos de lá…”(fl.100);

“…um regime montado sobre valores coletivistas gestou um tipo característico de egoísmo. Boa parte da literatura dissidente (…) denuncia a natureza perversa do individualismo burocrático, onde cada um cuida do seu, supondo que o todo é de ninguém (…) A pequena corrupção, generalizada, a esvair a coisa pública (…) A revolução, feita e mantida em nome do trabalhador, cristalizou-se num sistema que, na prática, desmoralizou o valor do trabalho. Sem sindicatos independentes, sem o direito de greve, os trabalhadores não dispunham de instrumentos para reivindicar…“ (fl.103)

“…Na Romênia, caso extremo, toda máquina de escrever devia ser registrada e o registro (condicional, naturalmente), ser renovado a cada ano…(fl. 103. (veja VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO)

… o grande ‘barato’ na Polônia, hoje, é fazer romaria…” (fl.133)

“… a pastoral camponesa ganhou impulso com a organização da primeira romaria nacional dos trabalhadores da terra, em 1982 (…) Foi também em romaria que o Padre Popieluszko lançou a pastoral operária, estritamente proibida pelo Estado e temida por grande parte do episcopado. Isso foi em 1983. Um ano depois, este padre foi raptado pela polícia política, torturado, morto e seu corpo jogado no rio... (fl.137)

“…aplica-se aqui o princípio de quanto mais delicado o assunto do ponto de vista do governo, menor o espaço que lhe deve ser dedicado. Vem daí o costume dos leitores de começar a leitura dos jornais pelas notícias mais miudinhas…” (fl.143)… Isso lhe lembra alguma coisa leitor (veja ANO ZERO, DIA ZERO, GRILAGEM x APAGÃO MORAL,  A PULGA, O BURRO e AS NORMAS …)?

“…A inércia burocrática era tamanha que sequer os dirigentes conseguiam dirigir. O controle da informação era tão generalizado que sequer os censores conseguiam se informar. Os membros do Comitê Central ligavam os seus aparelhos na Rádio Europa Livre para ouvir as notícias que eles próprios, enquanto donos do poder, acabavam de produzir (…) A utopia devorou-se a si mesma” (fl.162)

Notou que nem tudo é tão diferente, assim? Um outro mundo é possível? Sim, mas com poder aquisitivo, judiciário, educação e vergonha, como afirma a história. Por ser de um ex-militante da esquerda dos anos 60/70 com graduação (e pós) em História, Filosofia e Antropologia;  e por vir de um autor que viveu na Polônia durante boa parte dos seus sonhos e pesadelo dos seus anfitriões (24 anos), esse livro de Rubem César Fernades sabe que pouca coisa é tão exuberante quanto discursos. É curto, só tem 230 paginas de letra miúda, mas – conhecedor do abismo entre a propaganda e o produto entregue pelos corretores do céu na terra – é suficiente para lidar com o universo mental e os hábitos provectos (termo seu) de uma esquerda atormentada por controle, privilégio e poder. Lendo-o, não há como deixar de se perguntar:

  1. Que outra alternativa resta senão sociedade civil: democracia – poder de a sociedade botar colera no Estado e no Capital (termos do Professor-Doutor Roberto Albergaria/Rádio Metrópole);  ou expansão da sociedade para dentro de si mesma: bens, direitos, deveres, observância das normas…; ética – única prisão de segurança máxima capaz de conter a fera, justamente por ser feita de conceitos e princípios que o próprio preso não aceita atacar; e  cidadania – responsabilidade individual pública?
  2. como, enquanto a coisa já se degringolava com todas as provas por lá, boa parte das nossas “melhores” cabeças  pegavam em armas para defendê-la e implantá-la, por cá?

Veja também:

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!
TEMPERATURA MÁXIMA!!
EM DEFESA DA ÉTICA E DA LIBERDADE, INCLUSIVE DE EXPRESSÃO
ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA
FALSIDADE IDEOLÓGICA? 
OS BANDIDOS DE CUBA
É MUITA ONDA 
VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?
MADE IN URUGUAI
A ERA LULA- parte 1
O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS
DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA
FASCISMO DE ESQUERDA (o livro)
EXAME DE CONSCIÊNCIA
O DILEMA DA REALIDADE
O PLIN-PLIN E A VERDADE!
CRIME OU ARTE?
ACM, MEU AMOR
ESTRATÉGIA DE DEFESA
QUANTA DIFERENÇA!
Publicado em machadodeachismo, resenha | 1 Comentário

QUANTA DIFERENÇA!

09/05- ainda hoje: VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS!

……………………………………………………………………..QUANTA DIFERENÇA!

ei, ei, você se lembra da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos… Quanta diferença!

Esta propaganda de shampoo (http://www.youtube.com/watch?v=A2ALKyLK82A) é de uma época em que o que se tinha dentro da cabeça (ou, pelo menos, o que se dizia ter) era tão importante quanto o que se tinha fora. Ou mais! Claro que sempre houve o discurso pouco relacionado com as mãos (veja SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar e PT GO HOME ), como viriam a comprovar, convictos,  PT & Cia  (Delúbio foi perdoado, não foi? Finalmente, fez-se justiça. Lembra de PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL?). Mas, comparadas as distâncias e convicções entre as falas e as mãos de cada época… Quanta diferença?  Lembra do “nosso” jornalista, dos 600 mil, do dim-dim  do TRE, etc? Por falar nisso, se finalmente o Sindjufe reconheceu que há provas robustas contra aquela galera (veja FLUXO E REFLUXO (pega na mentira?)), o que foi feito delas? Tomou novo rumo o inquérito? E o sumiço da grana (quantos milhões? dois, três, quatro…?)  do TRE, por que não entrou na investigação (veja LÁ e CÁ. MAS FALTA UM LÁ, NADA MAIS DO QUE A VERDADE?, ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!)?

ENQUETE4 

A revista Carta Capital da semana passada (ano XVI, nº643, 27/04/11) trouxe duas matérias que me impulsionaram a compra. Uma, ACORDA SALVADOR (http://www.cartacapital.com.br/politica/acorda-salvador), tratou da velha e já não mais tão decantada capital baiana, que, como destacou, acabou de ser ultrapassada por Fortaleza/CE em visitação turística. As razões são as de sobra: sujeira, desorganização, desleixo,  trânsito, insegurança… a velha e boa questão brasileira: administração. A segunda (capa), confesso que não entendi: O DIÁRIO DO ARAGUAIA (http://www.cartacapital.com.br/politica/exclusivo-o-diario-do-araguaia).

Tudo bem que o próprio título interno deu bem a noção da desventura: DEVANEIO NA SELVA. Tema: o dia a dia na guerrilha do Araguaia, viagem alucinógena que o PCdoB – sem noção – importou da China  de Mao e aplicou a cerca de 70 dos seus seguidores e alguns nativos. A narração do drama – ou melhor, da tragédia – é de Maurício Grabois, um dos líderes históricos do partido e comandante máximo da operação em que enterrou um filho e um genro, além de si próprio. O auge dessa macabra festa reavy foi o início dos 70, e dela não participou só jovem. O próprio Grabois, que dançou aos sessenta, já não era menino; Elza Moneratt, que conheci velhinha em palestra do partido na Ufba pós-anistia, já tinha 49 anos em 1962, quando, com João Amazonas, Pedro Pomar e Grabois, entrou para o  Comitê Central do então criado PCdoB; e João Amazonas, secretário geral deste partido desde que o cisma de 1962 o tirou de dentro do antigo PCB, já era da organização original desde 1935.

E vem a pergunta: por que matéria de capa? O que há de tão importante nela que já não estivesse no ótimo OPERAÇÃO ARAGUAIAos arquivos secretos da guerrilha (S. Paulo: Geração Editora, 2005, 1a edição), dos jornalistas Taís Morais e Eumano Silva?  Primeira suspeita: a revista teria querido mostrar o quanto o país definhou moralmente, inclusive (ou sobretudo) no campo da esquerda. Lembra da ex-virgem dos lábios de mel chamada PT? Ela não teria vindo à luz com os seus seios lindos justamente em contraposição ao corpo degradado dos velhos PCs (veja ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA, VOCÊ É SOCIALISTA? TEM CERTEZA? Quer ajuda dos universitários?,VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO)?

E a certeza: o chamado “socialismo científico” (não “utópico”, não “idealista) pregado pela bandaconcretado obscurantismo de esquerda, na verdade, jamais existiu. Como sempre notou a sempre atenta História, a chamada esquerda  clássica sempre se baseou mesmo foi na pura necessidade vital (e mortal) de tomar e monopolizar o poder (veja A PULGA, O BURRO e AS NORMAS (edição especial)). E, movida por esta necessidade básica, ela cometeu – como é comum entre os mortais – os seus terríveis enganos. E autoenganos. Autoengano é aquela irresistível mentirinha que os nossos anseios (projetos, interesses, impulsos…)  contam, pensando em sua própria concretização. Nasce daquela poderosa energia mobilizadora sem cuja realização (pessoal) não seríamos felizes, o que nos leva a, se ncesessário, crer mais no desejo ou crença do que nos olhos. Explica o sempre claro Eduardo Giannetti (AUTOENGANO. CIA DAS LETRAS, SP, 1997):

… é o acreditar convicto que seduz e ofusca, a fé febril que arrebata… (fl.113) … Nele, não há lugar para a deliberação, a má-fé e o cálculo frio característicos dos casos mais claros do logro e tapeação interpessoal (…) as mentiras que contamos para os outros podem ser – e com frequência são – escolhidas e premeditadas. As que contamos para nós mesmos jamais o são. Ninguém escolhe o disfarce íntimo ou a mentira secreta com que se ilude, se ludibria e embala a si mesmo. O autoengano viceja em câmara escura…” (fl.121).

Ficou claro? Não? É simples: sonhar é tão bom que se sonha até dormindo. Foi o que aquela meninada levada para a selva pelo “partido do socialismo” fez, a maioria pagando com o corpo e/ou a vida. Quer uma ideia de como se automobilizava?  Taís Morais e Eumano Silva contam em seu ritmado e documentado  OPERAÇÃO ARAGUAIA que, quando souberam da presença dos militares na selva (repressão), os jovens de um dos destacamentos da guerrilha (alguns ainda mal chegados) pularam e se abraçaram, dizendo a si mesmos que, afinal, a hora de libertar o sofrido povo brasileiro havia chegado (tentei localizar a página, mas não consegui)… Coitados. Um deles, por exemplo, viria a ter a cabeça usada como cepo para desatolar um jeepe na lama (idem).  Mas a cabeça ainda vive, em Goiás, segundo a mesma fonte. Na verdade, nem todos sabiam para onde tinham ido nem o que fazer:

“… no primeiro dia, adotou o nome de Regina, recebeu um revolver 32 e um facão. Levou um susto, mas ficou calada (…) Regina pouco sabe do partido e mudou para o Araguaia com a intenção de realizar trabalho social ao lado do companheiro (…) Logo ao chegar, ao invés de entregar todo o dinheiro ao partido, esconde parte no oco de uma árvore. Dá para pagar uma passagem de avião de alguma cidade da região para São Paulo…” (fl.45)

Outros sabiam e eram pura paixão. Autoengano:

…minha querida mamãe, nós, apesar de algum tombo passageiro, seremos vitoriosos inevitavelmente, inapelavelmente… (fl.94)

Sentium leitor? “ inapelavelmente…”! Será que ainda se fazem comunistas como antigamente? O velho Cid (João Amazonas) também deu seus pulos:

“…Glênio ofereceu-se para participar do trabalho no campo depois de ler o documento GUERRA POPULAR – CAMINHO DA LUTA ARMADA NO BRASIL. Teve grande participação no movimento estudantil secundarista antes de mudar para o Araguaia (…) logo de início teve de aprender a cortar mato com facão. Usou meias como luvas, mas as mãos inexperientes fiaram cheias de calo (…) o momento mais feliz aconteceu em 1971. Satisfeitos como o resultado do trabalho na mata, os aprendizes de guerrilheiros resolveram comemorar o ano novo. Em volta das casas havia quatro roças de milho, uma de arroz e um castanhal. Osvaldão matou um veado mateiro e protagonizou uma cena inesquecível. Em fila indiana, guerrilheiros chegam (…) cantando a Internacional, hino da internacional Socialista. Osvaldão lidera o grupo com o veado nas costas. O velho Cid se emociona ao ouvir o hino entoado na mata pelos camaradas armados e pula pelo terreiro da casa feito criança…” (fl.100)

É isso mesmo. Autoengano é o erro do eu profundo, pregando para si mesmo sobre a validade do seu projeto. É o devaneio sem o qual a terra não se move a que se referiu Fernando Pessoa  em D. SEBSASTIÃO, REI DE PORTUGAL:

…Sem a loucura, que é o homem,
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?…

Não por outra razão, a Carta Capital  diz:

“…tudo conspirava contra os guerrilheiros. Mas, para Grabois, não. O velho Mário julgava que a situação era ‘favorável’…” (fl;20).

Você deve ter notado que, no trecho de AUTOENGANO acima, o autor também usou o termo mentiras, referindo-se ao dom de iludir agarrado ao verbete ideologia, quando honesto (atenção: não confundir com o discurso choroso e programado que um certo líder faz toda vez que se vê em apuros, frente à categoria. Em algumas assembleias, tive de me segurar para não chorar, embora tivesse certeza dos risos que a peça deve provocar no ator, fora do palco. Mas faz parte). Note como, segundo a publicação, o velho militante Grabois agarra-se à sua fé ideológica (interesse, visão de mundo e, mais contemporaneamente, muito oportunismo), deixando, perigosamente, que a mesma se sobreponha à realidade:

“… enquanto o mundo cai ao seu redor, o velho Mário (nome de guerra) passa horas do seu dia a ouvir as transmissões da Rádio Tirana e acredita nas notícias que vêm da distante e fechada Albânia comunista, que dão conta de um grande e forte movimento insurrecional na Floresta Amazônica brasileira...

É fé ou não, leitor? Ele não via o que os seus próprios olhos viam. Ele via o que os olhos do partido “viam”, de uma terra distante… Não dá vontade de acreditar que, realmente, o crente sabe que crê, e o ideólogo crê que sabe? Assim falou Roque Spencer Maciel de Barros em  O FENÔMENO TOTALITÁRIO (Belo Horizonte: Itatiaia; S. Paulo: editora Univrsidade de São Paulo, 1990. Tentei localizar a folha, mas não deu tempo). Era contra esses idiotas que os militares estavam lutando? Só rindo!

Aí, já não sei se se aplica o termo autoengano, como fez a revsita, na fl.21.  Mas, boa mesmo, inclusive pela literatura, foi a viagem que o ex-socialista de ferro e ex-colega de Jorge Amado na câmara dos deputados fez, tocado pela realidade. Diz a revista: “a mata é solução (porque mantém os guerrilheiros escondidos) e problema (porque os vai consumindo). Grabois se encanta ainda por ela. Numa das passagens mais líricas do diário, o comunista deixa a sua cabeça viajar com as borboletas, misturando beleza, ideologia e testosterona:

“…Estas nos dão um maravilhoso espetáculo (…) de todas as cores e tamanhos, fazem evolução de verdadeiro balé. São numerosas, pequenas, brancas, diáfanas, que, como se fossem um bando de moçoilas, voam em todas as direções, movimentando-se garridamente. Recordam-nos a leveza das bailarinas do Bolshoi (…) Outra, surge solitária, grande e vistosa, exibindo um azulado fulgurante, num esvoaçar elegante e tranquilo. Também é frequente encontrar borboletas mutlicoloridas e dos mais diferentes recortes de assas, que se assemelham a balzaquianas de esplêndidos vestidos a despertar sentimentos reprimidos em guerrilheiros jejunos… (fls.22/23)

Ô, coitado! Devia estar na mão… Não se faz mais comunista como antigamente, né, leitor? Sabe quem estava por lá, sem, talvez, ver tanta beleza? Geraldo. Ou melhor: José Genuino. Dá para crer que esse Mensaleiro mais conhecido tivesse jurado obediência ao “REGULAMENTO DA JUSTIÇA MILITAR REVOLUCIONÁRIA” que expulsaria da área quem pensasse em algum recurso não contabilizado ou caixa2? Quanta diferença!

Só um lembrete: no Leste europeu de então, o exército contra o qual se lutava (porque prendia, ocupava, assaltava, torturava e matava) era o  “socialista” soviético. Isto para não se falar na China de Mao, nem em casos ainda mais psiquiátricos como o Cambodja de Pol Pot (veja  1968: AO VIVO E A CORES, em MULTIUSO7, e  OS BANDIDOS DE CUBA). Por isso, vale a pena dar mais uma olhada no AUTOENGANO de  Giannetti:

“… o equipamento moral do animal humano é o que é. Imaginar que ele possa vir a ser radicalmente aprimorado ou regenerado (…) é abraçar fantasias de precário consolo e nenhuma validade () os séculos transcorrem, as miragens revolucionárias se desenrolam ruidosas e logo se recolhem ao esquecimento no leito insondável da história, e a velha natureza humana, com todo o seu inegável potencial e defeitos, não dá mostras de se deixar impressionar pelo espetáculo…(fl.211)

Entendeu, né? Veja também:

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO! 

FIDEL, O FILME

NADA É TUDO

DOGVILLE

DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA

A ERA LULA-parte II

STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE)

ILUSÕES PERDIDAS

FASCISMO DE ESQUERDA (o livro)

O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS

FERVIDOS E MAL PAGOS?

A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER

EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?

O PLIN-PLIN E A VERDADE!

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo, oxigênio, resenha | Deixe um comentário

NOTAS DE UM ARTIGO ABERTO

02/05, 15:56h – problemas de conexão resolvidos. Assim que chegar em casa, novo artigo: QUANTA DIFERENÇA!   Até mais.

…………………….

HISTÓRIA DA PINGA

MULTIUSO8

…………………….

Roberto Requião pisa na bola. A Bandeirantes e o jornalista (aquele também?) deram sorte. Se bem que o repórter da Band só perguntou sobre o  espírito público do membro do MP, ex-governador do Paraná e  senador,  segundo a Coluna do Ricardo Setti:

… O momento foi perfeito para a pergunta do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes: mal o senador Roberto Requião (PMDB-PR) acabou de defender perante jornalistas uma profunda economia nos gastos públicos, especialmente na Previdência Social, quando Boyadjian perguntou-lhe – muito apropriadamente — se, em nome do que estava defendendo, o senador aceitaria abrir mão da aposentadoria que recebe dos cofres públicos como ex-governador – belos, reluzentes 24,1 mil reais por mês

  (http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/truculento-requiao-toma-gravador-de-reporter-deleta-uma-declaracao-sua-e-tudo-fica-por-isso-mesmo/ )

Por que eles reagem tão mal, meu deus? Lembra de   O CASO BANCOOP , QUEM RESPONDE?, O SHOW LULA (proibido liminarmente pela justiça) …?:

   …a quantas anda o inquérito policial que apura (ou apurava) o esquema que, por anos, filou grana desse sindicato? Por que até agora não apareceu o nome do jornalista que, junto com os denunciados e demitidos, organizou e executou o longo desfalque? A que partido político eles pertenciam?…

Ainda bem que o senado tem Conselho de Ética, né (Rennan, aquele reto ex-militante “comunista“, é quem vai comandar)? E que a pisada não foi com o salto…

25/04

Faltou o artigo.  Motivo: o cabo do notbook  não viajou. O que fazer(Lenin)? Uma obra aberta (Umberto Eco)? O jeito é todo dia (se der) fazer um pouquinho.  Comecemos pelo começo: 21/04/11. Hora de partida:07:30h. Hora de chegada em Torrinhas: 17:48h.

Publicado em machadodeachismo, oxigênio | Deixe um comentário

MULTIUSO8

Fonte:  Informativo Sindjufe, edição de 18/02/02.

Walter Bustamante Zambrana Filho é Analista Judiciário do  TRT. Walter, fotografa mais, rapaz!

CRIAÇÃO

Numa noite de insônia, Deus imaginou o dia;

despertado pelas  ideias brilhantes do  sol, criou  as flores;

temendo-as muito introspectivas, perfumou-as; 

e querendo que o pensamento de uma se juntasse ao da outra,

inventou os beija-flores.

Deus não sabia, mas já havia inventado o mundo por inteiro.

Vieram o sono e o sonho; Deus sonhou que o mundo deveria ser real.

Acordou e fê-lo.

E para reparar o seu erro, as flores e os pássaros tiveram de inventar os enamorados.

(presentinho do editor para o dia dos namorados )

UM MOMENTO VIVO  e de muito bom gosto

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema Escola, cinema, clube, televisão

Veja o filme: http://www.youtube.com/watch?v=gJkThB_pxpw

MÚSICA LINDA

Você gosta de de lavar carro? Não? Nem com esta música?

http://www.youtube.com/watch?v=L12buT5e7hg

Enviado por Fátima Araújo e Pedro Vieira

BAR AURORA

Mais um comercial de primeira!

E não é do Bahia! http://www.youtube.com/watch_popup?v=TCv3RnXIGT0

enviado por Sérgio  Walli

GENTE EDUCADA

http://www.youtube.com/watch_popup?v=EVwlMVYqMu4&vq=medium#t=125

enviado por Marina Gentile

UM PAÍS SEM IGUAL

19/05 – Não existe pecado do lado de baixo do equador(diziam Chico Buarque e Ruy Guerra), desde o próprio equador. Mas, do lado de cima… O Jornal Nacional acabou de exibir imagens do ex-chefe do FMI no ambiente do judiciário americano. Deus me perdoe, já que quem vê cara tá longe de ver coração, mas a cara do socialista francês não era de quem estava revoltado ou indignado, não.  Teria ele, realmente, sido vítima de uma armação de direita? Se foi, ele não parecia se opor. Para um francês do porte dele… era muita resignação! E isolamento: nenhuma palavra em sua defesa, a não ser a  do seu advogado?

Agora, a justiça americana… Será que, em mais 500 anos, teremos uma daquela? Um super cidadão de primeiro mundo agride uma camareira de (“de origem africana”) e, retirado do avião horas depois, é levado (algemado) à justiça, que, quase horas depois, interroga-o e impõe as condições: fiança de US$ 1 milhão de dólares, tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar com guarda armada, seguro-caução de US$ 5 milhões. E se for condenado,  pode pegar até 25 anos de cana, viu? Ai, meu deus, vou ter de fazer essa pergunta: e se fosse no Brasil? Cada vez parece mais simples: uma sociedade é o que a sua escola e o seu judiciário são.

…Não existe pecado do lado de baixo do equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor…

Clik nas imagens (revista Veja de 20/04/11):

 

http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=2213&pg=70

Tem coisa melhor do que exercício de poder em sociedade civil fraca? Qual foi a repercussão disso?  Se houve, não vi. E o horário político do PSB, hoje, ainda vem encher o saco da gente, dizendo que no mundo não há um povo, nem um país como o nosso Bem, de certa forma…

…Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafuza
Não pode esperar…

Em 17/05/11 o “conservador” blog da Veja ainda noticiou:

Sarney gasta 23 mil reais do Senado para jantar em homenagem a juiz

“…O Senado pagou 23,9 mil reais por um jantar na residência oficial do presidente da Casa, José Sarney (PMDB), em homenagem ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha. Após a conta ter sido revelada nesta segunda-feira pela organização não governamental (ONG) Contas Abertas, Sarney decidiu ressarcir a Casa…”

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/sarney-gasta-r-23-mil-com-jantar-e-casa-paga-conta

Ô revistinha chata. Reacionária! Trata a autoridade pública como os americanos: como  pessoa comum.  Isso, depois de já ter sido alertada pelo ex-sindicalista radical Lula (ponha no google “Sarney não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum”, leitor. Abra o que encontrar. Mas,não deixe de ler esta maravilha:http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/lula-adverte-nao-pode-ser-tratado-como-uma-pessoa-comum-o-ex-presidente-que-chamou-de-ladrao/). Êta mundo que dá volta!  Ave, Ministra Eliana Calmon (MULTIUSO4, MULTIUSO5 e MULTIUSO6).

agradecimentos especiais a Pedro Vieira

CRIATIVIDADE É ISSO

Não se pode deixar de ver este comercial. Também pela música.

http://www.youtube.com/watch?v=2j2f5ONDU4c

enviado por Sérgio Walli

A HISTÓRIA DA PINGA (Momento Manguaça Cultural)

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.

O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’. Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.   Não basta somente beber, tem que conhecer!

História contada no Museu do Homem do Nordeste.

enviada por  Marina Gentille

 É LAGOSTA

Esta foto esquecida é do outdoor de um motel da área metropolitana de João Pessoa/PB. Não o visitei, mas dá pra notar o bom gosto e o cuidado da sua cozinha. Deve ter um excelente restaurante e uma ótima degustação. Certamente, muito própria para a Semana Santa…

PÁSCOA JUDAICA (Moacy Scliar)

“…O deserto que hoje temos de atravessar não é uma extensão de areia estéril, calcinada pelo sol implacável. É o deserto da desconfiança, da hostilidade, da alienação de seres humanos. Para esta travessia temos de nos munir das reservas morais que o judaísmo acumulou, das poucas e simples verdades que constituem a sabedoria do povo. Ama teu próximo como a ti mesmo. Reparte com ele teu pão. Convida-o para tua mesa. Ajuda-o atravessar o deserto de sua existência (…) Não sejas como o ingênuo, que ignora os dramas de seu mundo.
Não sejas como o perverso, que os conhece, mas nada faz para mudar a situação.
Pergunta, meu filho, pergunta tudo o que queres saber – a dúvida é o caminho para o conhecimento. Mas quando te tornares sábio, procura usar a tua sabedoria em benefício dos outros (…)

Texto completo em http://jesusofinaldetudo.wordpress.com/category/pascoa-judaica/

JOSÉ ALENCAR NO PROGRAMA DO JÔ (vale a pena)

http://www.youtube.com/watch?v=sZSefAEfTjk  (parte 1)

http://www.youtube.com/watch?v=208ZHM3lzZA (parte 2)

http://www.youtube.com/watch?v=vFaKnSVwS0Q  (parte 3)

http://videolog.tv/hacsoares/videos/567655 (parte 4)

http://www.youtube.com/watch?v=8kWzYfzjAag (parte 5)

MANUAL DE POLÍTICA BRASILEIRA

enviado por Pedro Vieira

MAPAMUNDI

Tenha o mundo a um clik (todos os dados de todos os países): http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php
enviado por Pedro Vieira

Cabelo vem lá de dentro


Cabelo é como pensamento

autor: A. BRITO (http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/)

FIONA WALKER

Quando conheci Veja (RUF -Residência Universitária de Feira, 1977) encantou-me a escrita: limpa, gostosa, gestual  e exata (não discuto a linha editorial. Meios de comunicação são um negócio como outro qualquer, e  cada dono tem os seus interesses, que defende.  A verdade de um é geralmente buscada pelo outro, como sempre observou o já não tão potente materialismo. Daí a importância da diversidade. Se não fosse assim, a “imprensa” “socialista” teria sido a mais livre e democrática já havida, como teria sido o seu Estado, também. Foi? Não. Por que não? “O importante não é o coletivo, e não o indivudal“? Veja o caso Sindjufe.

E não esqueça: o interesse  público não existe na natureza. Quem existe é o privado, que, forçado, pode criar e até defender o público Forçado!)  Se não foi na Veja que aprendi a ler, foi nela que peguei gosto pela  leitura (veja AÇOUGUE CULTURAL em MULTIUSO 2).

Mário Sérgio Conti, um dos antigos profissionais daquela tão criticada revista,  conta no filme NOTÍCIAS DO PLANALTO (sim, filme: você vê as coisas acontecendo e até as que vão acontecer; presencia as conversas, ouve os telefonemas … é um DVD) que, seguindo a risca das grandes americanas, a semanal brasileira faz de tudo para que o leitor não a abandone (quem dera Caros Amigos,  Carta Capital… fossem assim) . fionaDaí a importância que dá ao texto saboroso, informativo e à diversidade possível.  Humor também não lhe falta, sempre misturando pétala  e espinho,  bem ao gosto do  mestre-cuca Machado. Parêntese: não sou assinante de nada porque gosto de ir à banca.   Veja (clique na imagem ao lado), aliás,  como a revista descreve a história do poster acima (Fiona Walker), um dos mais vendidos do mundo. É uma foto distraída, mas não são lindas a luz (ressaltada pela fotografada), o pezinho e as bolinhas  quase entrevistados pela revista?  Só faltou falar do verde, tão  atual e expressivo na foto… A rede também é linda, né?   Será que alguém ainda acha  tênis um esporte insípido? Bem, tenho máquina fotográfica e já estou providenciando minha raquetezinha…

AS ELITES E O POVÃO

Este ponto de vista de Lya Luft você tem de ler. Saiu na Veja de 25/01/06. De lá para cá (e, certamente, daqui pra frente) ele só se renova.  Veja como é simples:

…Talvez elite verdadeira fosse a dos bem informados. Um povo pouco informado acredita no primeiro demagogo que aparece e, por cegueira ou por carência, segue o caminho de seu próprio infortúnio…

…O intelectual de primeira é o que de verdade pensa, lê, estuda, escreve, pesquisa e atua…

…É demasiado fácil enganar o povo apontando o dedo para alguns que descobrem verdades ocultíssimas e acusar para não ser acusado…

 …Mais cuidado com palavras, pois elas podem se transformar, de pedras preciosas, em testemunho de ignorância ou má vontade, ou ainda em traiçoeiros punhais…

http://veja.abril.com.br/250106/ponto_de_vista.html

CONDENADO?

Ziraldo? Por mau uso de dinheiro público? Será? Meu deus… Quando vamos parar? Tudo bem, com ética não se faz nada (como prova o dia-a-dia de fio a pavio), mas, quando vamos poder olhar uma soma de dinheiro público (ou privado “sem fim lucrativo) sem dar suadeira nas mãos, meu deus? Veja:

http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/04/ziraldo-e-condenado-por-ma-administracao-de-dinheiro-publico.html

Verdade ou não, note alguns dos 100 DESEJOS PARA DILMA coletados na VEJA de 05/01/11 (clik nas imagens, para lê-las):

VOCÊ SE ACHA IMPORTANTE?

… por mais distante,

o errante navegante…   (TERRA/Caetano Veloso)

enviado por grace Bulcão

PERGUNTA DO CASSETE

No CQC desta semana (terça/Bandeirantes), Hélio de la Peña (o astro negro de CASSETA&PLANETA) fez a seguinte pergutna ao deputado

: “Bolsonaro, o que você faria com uma grana preta?”

Apreveite e leia o importante artigo DESTRUIR A OBRA (Myrian Leitão) em MULTIUSO4. Sabe qual é a obra? A herança da escravidão… Veja, também, O INSUSTENTÁVEL PRECONCEITO DE SER

BRAÇOS FECHADOS

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara…
Samba do Avião (Gilberto Gil/Tom Jobim)

Parece mentira?  Eu tanbém não acreditei. Mas fechou, ainda que de mentirinha… Veja. Vá até o fim:

http://www.youtube.com/watch?v=2STmHsZiUr4&feature=player_embedded

enviado por Mary Rejane

Aliás, antes de ele abrir os braços, era assim:

enviado por Grace Bulcão

ARPRESENTADORA MUÇULMANA DA TV “AL-JAZEERA”  

Será, mesmo, que alguém teve essa coragem?

http://www.youtube.com/watch?v=pV-WI1D64q0 por Socorrinhoenviado

 

 NOIR TOTAL

autor: TUTA (http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/)

Rachel Sheherazade

Veja o comentário da Jornalista (com J maiúsculo) sobre o carnaval.  Você tem alguma fantasia? Veja também PRA FRENTE BAHIA (em MULTIUSO7)

http://www.youtube.com/watch?v=oLmFQxsMbN4

Enviado por Marina Gentille

OS VERDADEIROS AVIÕES

quando bonitas e gostosas, as mulheres são chamadas de “avião”. E nós?

até os 20 anos: Avião de Papel. Apenas voos rápidos, de curtos alcance e duração.

Dos 20 aos 30: Caça Militar. Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objetivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.

Dos 30 aos 40: Aeronave Comercial de Voos Internacionais. Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Voos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa; ao final, sai cansada, mas satisfeita.

Dos 40 aos 50: Aeronave Comercial de Voos Regionais. Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros. Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e adaptações que irritam a clientela.

Dos 50 aos 60: Aeronave de Carga. Preparação intensa e muito trabalho antes da decolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem. A clientela é composta majoritariamente por malas e bagulhos diversos.

Dos 60 aos 70: Asa Delta. Exige excelentes condições externas para alçar vôo.  Dá um trabalho enorme para decolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes da hora. Após aterrissagem, desmonta e guarda o equipamento. 

 Dos 70 aos 80: Planador. Só voa eventualmente  e com auxílio. Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.

 Após os 80: Modelo Antigo. Quase de brinquedo.  Só enfeite.

Enviado por Roberval Cardoso

Publicado em oxigênio | 2 Comentários

“…EU TENHO MEDO É DA DESONRA…”

…navegar é preciso;

viver não é preciso…

(Pessoa/Camões) 06abr11

…………………………………………………………“…EU TENHO MEDO É DA DESONRA…”

Desde que se juntou a Lula, a figura de José Alencar, embora do mesmo partido político de Valdemar Costa Neto e outros colarinhos brancos que despontaram no mais famoso mensalão (PL), sempre destoou da do presidente. Não se tem notícia de que ele, um bem sucedido empresário de origem humilde, tenha usado a política ou o Estado para o benefício do seu patrimônio pessoal mais do que a remuneração oficial permite. E esta, quando lhe veio, já não fazia falta. Também não se sabe de nenhum descompasso, grave pelo menos, entre o que dizia e o que fazia.  Já o ex-presidente … Mas, aqui, há de se fazer uma ressalva: José Alencar nunca foi exatamente uma pessoa “de esquerda”, de quem sempre se espera mais do que ela realmente pode dar. Veja-se, por exemplo, que, quando recebeu da Justiça as perguntas a que deveria responder para ajudar na elucidação do escândalo denunciado pelo já lulista Roberto Jeferson, José Alencar foi rápido na resposta. Em duas semanas forneceu o que sabia (segundo ISTO É, nº2103, ano 34, 03/mar/10). Já o ex-presidente da República e do ex-partido da Ética

Segundo a mesma revista, a Juíza Pollyanna Kelly Alvez, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, teria enviado ofício diretamente ao Palácio do Planalto, solicitando que a então maior autoridade do país marcasse dia e hora para depor como testemunha ou responder questionário escrito. Quatro meses depois do prazo estabelecido pela Magistrada, o maior  e mais bem sucedido líder popular e da “esquerda” brasileira ainda não havia se manifestado. Pode-se dizer que quem silencia (ou censura) tem motivos?  Veja ANO ZERODIA ZERO, GRILAGEM x APAGÃO MORAL, O SHOW-LULA…                                                                                                    

                                                                     ENQUETE4

Com frases como “eu tenho medo é da desonra…” e o homem honrado que milita na vida pública não morre nunca…, José Alencar marcou a sua biografia e a  diferença entre ser digno e “de esquerda”, no Brasil. Só no Brasil? Como a de Airto Senna, a repercussão da sua já esperada morte sobre o eu mais profundo do país (as suas camadas mais externas aos palácios) é sinal de que a superfície ainda não contaminou completamente o solo (veja PAULA x TAIS). E sendo assim, muito se espera das mãos negras do Ministro Joaquim Barbosa.  Para quem não sabe, Joaquim Barbosa é “…aquele moreno-escuro lá do Supremo…”, em cujas mãos não se deve cair, segundo frase atribuída a Júlio Campos (DEM/MT) pela Veja (edição 2210, ano 44, nº13, 30/mar/11, fl. 56). O ministro paradoxalmente indicado ao STF pelo ex-presidente Lula respondeu ao parlamentar mato-grossense e legítimo representante dos cinco séculos que derrotaram este país da seguinte forma: “a frase do deputado é reveladora de uma sociedade”, de acordo com a mesma revista. Emerso do eu profundo que aplaudiu e reverenciou a trajetória de José Alencar e fiel ao seu dever de Juiz, o ministro que mandou a Polícia Federal auxiliá-lo no caso mais chocante e revelador dos escândalos públicos brasileiros (o 1º mensalão) deve se somar  àqueles aplausos e dar algum alento moral ao seu país. E a PF, segundo Josias de Souza (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-04-01_2011-04-30.html#2011_04-02_07_18_23-10045644-0), já elucidou as 03 dúvidas do ministro. Sabe-se, agora, com certeza federal que:

1)    O mensalão foi financiado com dinheiro público;

2)    houve mais beneficiários do valerioduto; e

3)    o poderio de Valério no primeiro mandato de Lula não encontrava limites.

Ninguém, aliás, com exceção, talvez, do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, chegou a crer que o ex-presidente Lula desconhecesse o assunto: (ISTO É, nº2103, ano 34, 03/mar/10)

Diz o jornalista da Folha/UOL, baseando-se na revista ÉPOCA da semana:

…uma “fonte primária”, com origem no Estado. Outra “fonte secundária”, que previa o ressarcimento de Valério por meio de contratos de lobby com empresários interessados em obter favores do governo…

Dizia a ISTO É:

…A CPI dos Correios, MPF e a PF identificaram três núcleos. O núcleo políticio tinha gente de nove partidos, entre eles o ex-ministro José Dirceu e Delúbio Soares… O núcleo empresarial era comandado pelo publicitário Marcos Valério, que usou suas empresas para distribuir o dinheiro do Mensalão (com letra maiúscula!). O núcleo financeiro envolvia os bancos Rural, BMGG e BB. As investigações comprovaram que a cúpula do PT direcionou licitações para as empresas de Marcos Valério, com contratos que não eram cumpridos, para alimentar o Mensalão dos parlamentares. O relator do caso no STF, ministro Joaquim Barbosa, autorizou juízes federais a interrogar mais de 150 testemunhas nos Estados para dar celeridade à ação penal…  (fl41)

Além de confirmar tudo aquilo que a ISTO É já havia dito, o trabalho da PF (ainda de acordo com http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-04-01_2011-04-30.html#2011_04-02_07_18_23-10045644-0)  enterra de vez a farsa segundo a qual o primeiro mensalão teria sido uma farsa (como disse José Dirceu) e ainda revela nomes de beneficiários ainda mais próximos de Lula. Ex: Freud Godoy, amigo e ex-segurança de Lula.  O velho e bom Delúbio, aliás, volta a aparecer, desta vez de mãos dadas com Daniel Dantas, e até o ex-aclamadíssimo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, tem a sua reputação de operador do sistema  reforçada. Sobre este atual ministro da bem avaliada presidente Dilma, a ISTO É dizia:

“…um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça…

Agora se diz:

“…A PF anota que há fortes indícios de que as arcas eleitorais de Pimentel foram irrigadas pelo valerioduto. Procurado, o ministro disse que não se pronunciaria sem conhecer o relatório…”

DANIEL / DELÚBIO

“… Delúbio lhe disse estar às voltas com um “déficit” de US$ 50 milhões. Pediu dinheiro (…) Ficou subentendido que, se Daniel Dantas abrisse os bolsos, asseguraria o apoio do governo na pendenga societária que arrostava (…) Anos depois, informa o relatório, a Brasil Telecom, ainda subordinada a Dantas, firmou um par de contratos com a SMP&B e a DNA, agências de Valério. No total de… R$ 50 milhões… “

Para quem não sabe quem é Delúbio (nunca se sabe quem são essas figuras cobertas de discurso), veja-se a declaração do deputado federal Chico Alencar (Psol/RJ), na CAROS AMIGOS (ano XIV, nº167, fev/2011, fl. 06)

 “… a frase de Delúbio Soares, quando eu era membro do Diretório Nacional do PT, onde ele exercia a função de tesoureiro, face à minha insistência para que inaugurássemos prestação de contas de campanha em tempo real, foi ‘transparência demais é burrice’…

Precisa de muita inteligência para entender o porque das mortes  e censura tão democráticas no contemporâneo mundo sindical  (veja OS CASOS BRUNO e  A ERA LULA- parte 1)? Não. Delúbio pode não ser um grande professor de matemática, que é o que se diz que ele era, no interior de Goiás. Mas, como grande entendedor de economia política,  ninguém pode lhe dizer nada.  Trata-se, claro, de  um mestre, embora num mercado promissor como o brasileiro possa ser facilmente ultrapassado (veja  DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!) .  Quanto a Romero Jucá, homem forte e dedicado do PMDB, como Renan Calheiros (que, aliás, provem do espartano PCdoB), Sarney, Jader Barbalho, etc, etc, etc,  poupemos a nossa burrice. Já há contas feitas em  PT GO HOME,  SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL… Mas lembremos que José Alencar, na sua simplicidade de homem da roça, já foi vaiado por militantes  que se calaram durante e após o Mensalão… Sob vaia, ele apenas disse:

“…Façam manifestações dessa natureza. Eu as respeito…”

 Os íntegros sempre querem o debate. Por quê?

Veja também:

FERVIDOS E MAL PAGOS? 

A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER 

OS QUADROS DA OAB E OUTROS QUADROS!

EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?

m…NO VENTILADOR?

O PLIN-PLIN E A VERDADE!

ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!

Publicado em machadodeachismo | Deixe um comentário

MULTIUSO4

data de origem 08/10/10

A CORTE DOS PADRINHOS

“…Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou, corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão…

… Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário…

… Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”…

Veja a entrevista  completa à revista Veja (edição 2184) da  nova Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon,  e parte das suas repercussões em:

http://www.sojep.org/?pag=noticia&id=1185

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2395258/deu-na-imprensa-a-corte-dos-padrinhos-revista-veja

http://www.amb.com.br/index.asp?secao=mostranoticia&mat_id=21456

http://www.amb.com.br/index.asp?secao=mostranoticia&mat_id=21485

“LULA NATURALIZOUA CORRUPÇÃO”

Em entrevista à CartaCapital (31 de outubro de 2010), a psicanalista Maria Rita Kehl, volta a falar da sua demissão do Estadão, responsabiliza Serra pelo nível do debate eleitoral, fala de aborto e corrupção:

“…Eu acho que sim. Eu li um artigo dizendo que o caso Erenice foi mais decisivo para exigir o segundo turno que essa “fofocaiada” toda sobre o aborto. E, infelizmente, está certo. O governo para o qual eu voto e continuo votando tem uma leniência com a questão da corrupção, que deixa até difícil um petista defender, tenho que dizer isso. Lula naturalizou a corrupção, como sendo parte do jogo político. E aí, está bom, quando fica mais escandaloso, demite. Mas “deixa acontecer”, entendeu? Renan Calheiros, Sarney, são vergonhas que a gente tem que engolir, fica parecendo que é culpa da oposição agitar isso. Claro que ela vai agitar. Nós agitaríamos isso se aparecesse uma coisa tão escandalosa na outra campanha. A diferença aí – que é a favor da atitude do governo Lula, mas que ao mesmo tempo não o torna vítima – é que o governo Lula não consegue blindar a imprensa como o governo do PSDB consegue, porque tem a imprensa na mão. Então, quando surge alguma coisa, surge como fofoca que desaparece no dia seguinte. Como a coisa do Paulo Preto, que o Serra não respondeu no debate e ficou por isso mesmo. A gente sabe que é um governo que blinda. O Alckmin, como a candidatura dele estava bem, teve a campanha toda em céu de brigadeiro, do começo ao fim, não tinha ninguém que pudesse pegar alguma coisa e contestar. E se pegasse, não ia sair na imprensa. De fato, a grande imprensa se encarrega de censurar quaisquer denúncias sobre os governos que ela apoia. Mas mesmo que a imprensa seja parcial ao denunciar um caso como o da Erenice, o caso em si está errado, não poderia aparecer…” Veja mais em:  

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-campanha-eleitoral-assumiu-um-tom-fascitoide-diz-maria-rita-kehl

“…E IMPRENSA”?

Por menos chato que tenha sido o debate  SERRA x DILMA (tv Record) e por mais irreverente que o CQC (tv Bandeirantes) tenha se mantido, certamente ganhou mais quem ficou com Marília Gabriela e o Governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner: Rodaviva (TV Cultura). Eu não votei nele, apesar de uma longa tradição como meu representante na Câmera federal. Desta vez, o meu voto foi para Bassuma, que, nos debates, dizia ter oferecido à facção eleitoralmente derrotada no Sindicato dos Petroleiros a missão de fiscalizar a sua gestão. Isso mesmo: o Conselho Fiscal. Por que esta moda não pega, né? Quanta coisa seria evitada! Que grande chance de se mostrar como a vanguarda do movimento social  os sindicatos estão perdendo! Por que meu deus?  Meu deus, meu pai eterno, por que não há a obrigatoriedade de sindicatos e centrais (que nadam em verba pública) de se enquadrarem na Lei de Responsabilidade fiscal?  E por que a boa-fé nunca sugeriu que o grupo vencido ocupasse o Conselho Fiscal?

Bem, Bassuma não venceu, mas o Estado baiano está em muito boas mãos. Imparcial, tranquilo, elegante (desconfie dos chiliquentos!), de bom Humor. Um poço de Democracia. Durante todo o programa, Jaques Wagner foi o-qualquer -um-de-nós-que-chegou-ao-governo e que parece continuar a ser um qualquer-um de-nós (honesto, né?). Lembrou-me muito o Jaques Wagner  que várias vezes encontrei em posto de gasolina e no Grão de Arroz (restaurante e mercadinho de produtos naturais), ainda Deputado do PT antigo Jaques falou de tudo, respondeu a tudo. Sempre surpreendendo.  Veja:

“…Devemos investir na palavra para ganhar no argumento. Detesto ofensa pessoal. Qualquer agressão verbal ou material é extremamente mal-vinda para a democracia…”

…É um luxo para o Brasil ter Serra, Dilma e Marina … três figuras públicas da maior  qualidade… Não tem nenhum ladrão, nenhum aventureiro…

…PT e PSDB sempre tiveram o mesmo ideário..

…partido de um dono só é horroroso, não tem graça, eu nunca participaria disso…

… a riqueza do PT é sua pluralidade. O defeito do PT é não saber lidar com ela…

… só se controla corrupção com transparência, participação da sociedade, punição e imprensa

…eu sempre gostei de trabalhar com gente que pensa diferente de mim…

…o Estado é um péssimo gestor de frota. Comprar (e não alugar) dá margem a uma série de coisas…

…todo dia … eu digo: “lembre que a cadeira não é sua…”

Acho que foi baseado nele que Alexandre Pope dise: …suportam melhor a censura os que merecem elogios… A principal censura que lhe faço foi ele ter embarcado naquele projeto de mordomias que Marcelo Nilo (presidente da Assembléia) quis votar, inspirado no decreto da mamata: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6381.htm .

O FIM DOS DITADORES 

 

Clique no link abaixo e ouça o animador  comentário que o jornalista, escritor, tradutor, professor universitário e conferencista Rodlfo Konder fez na Metrópole, a rádio de que nenhum “socialista” decoreba pode gostar. Lá, todo mundo fala e todo mundo ouve, mesmo:  

  http://www.radiometropole.com.br/radio/?menu=WWxjNWVtUklTbWhZTWs1MllsZFdkV1JIUm5saFZ6Zzk=&id=VGtSWk1VMVJQVDA9

 DOIS PESOS

 “…Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do país, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática , parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos…

Veja a íntegra do texto que provocou a demissão da psicanalista e autora Maria Rita Kehl do Jornal O Estado de S. Paulo:

DOIS PESOS Maria Rita Kehl

Só um lembrete: o tradicional jornal paulista é privado e tem o direito de demitir quem ele quiser. Todos os ganhos e prejuízos são dele. Agora, os veículos de comunicação de um sindicato NÃO pertencem aos que se acham donos.

Leia, ainda, a estrevista da autora:
 

DANTON GHETTI

Ponha o nome DANTON GHETTI  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalton_Ghetti)

 no google, clique em imagens, e veja o que acontece. Experimente:

 

 

 

 

 

envado por Sérgio Wally

 LER DEVIA SER PROIBIDO

Comentário de Marina Gentile sobre o comentário de Grace Bulcão:AM/10/01 às 11:47 am

Oi Luiz, bom dia. Desejo cumprimentar a autora do comentário anterior (Grace) pelo exemplo de como incentivar a leitura. Guiomar de Grammon , expressiva em demonstrar o quanto a leitura faz falta ao povo brasileiro. Fraternal abraço amigo Luiz.

Grace comentou o texto em MULTIUSO 2

Obrigado a você, Marina. Volte sempre.

…Sofrem de nanismo moral…“, diz Alexandre Garcia, referindo-se a mensaleiros, anões do orçamento, sanguessugas e outras celebridades da vida nacional. Quem contesta? Toda grande mídia (de qualquer país) é conservadora porque ela pertence a um sistema (se ele ameaçar ruir, ela o defende).  Mas, a vida é um conjunto de sistemas que se relacionam entre si,  um tentando superar o outro. O importante é que essa disputa natural e inevitável se faça dentro dos artigos constitucionais que os orientam. Quem os ferir, que pague! Qual a necessidade mesmo de outro controle da imprensa? Não é esta disputa que garante as várias abordagens,  o interesse da sociedade e  o surgimento de fenômenos como o outrora socialmente importante PT? A propósito, quem seria o conservador hoje, a Globo (e Cia) ou uma certa “esquerda“? Veja o comentário enviado por Nadja CR:

http://www.youtube.com/watch?v=rwZ3EWrFwJ0

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

“…Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo… “

Veja o ótimo texto de Frei Beto:  DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

Enviado por Sérgio Wally

Numa ilha, encontram-se a riqueza, a tristeza, o bom humor, o orgulho, o saber e o amor. A ilha vai acabar, e o amor precisa de ajuda. Quem o ajudará?  Veja se você será a  mesma pessoa depois de ler :   O DIÁLOGO*

*(claro que, como nenhum efeito bom dura para sempre, você vai precisar sempre voltar ao blog…).                                       Enviado por Nadja CR

aproveite e veja os outros MULTIUSO ( o primeiro chama  SEÇÃO MULTIUSO)

Baia Escura (foto do editor)

UMA META PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE: 

todo aluno sai da escola alfabetizado

Gustavo Loschpe

publicado em Veja, 06/09/2010

“…Segundo os últimos dados da Unesco, no Brasil há 213.000 pessoas envolvidas em pesquisa. A China tem 1,5 milhão, no Japão são 935.000 e na Rússia, 916.000. Para piorar (…) a taxa de matrícula no Brasil anda em tomo dos 20%, enquanto mesmo países subdesenvolvidos como Peru, Chile e Venezuela têm o dobro disso. Os países desenvolvidos estão na casa do 60%, 70%, superados apenas por Coreia do Sul e Finlândia, ambos próximos dos 100% (…) O insucesso na alfabetização de crianças, em pleno ano de 2010, não é apenas um dificultador do desenvolvimento. É uma verdadeira chaga coletiva, uma vergonha nacional (…)Há 100 anos esse passo foi dado na Argentina e no Uruguai _ e, em muitos países desenvolvidos, há 200 anos. Se a medicina brasileira estivesse no mesmo nível de desenvolvimento da educação, ainda operaríamos sem anestesia e usaríamos sanguessugas. Se fosse na nossa indústria automotiva, estaríamos na etapa do motor a vapor…

Texto completo UMA META PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE

UM PAÍS MUITO PECULIAR

O Brasil é realmente um país dos mais interessantes (…) Temos um presidente em final de segundo mandato, com 80% de popularidade, que ao que tudo indica vai eleger sua sucessora em primeiro turno. Mas ele não está feliz (…) Vocifera contra tudo e contra todos. Os empresários estão felicíssimos. Jamais ganharam tanto dinheiro. Os banqueiros não conseguem parar de rir (…) José Dirceu, alto comissário petista, depois de municiar a imprensa durante anos com dossiês, sigilos bancários e fiscais de adversários, faz discurso contra o excesso de liberdade de informar e sobre a necessidade de controlar a mídia (…) Jornalistas, que deveriam ser os primeiros a defender a liberdade de expressão, abriram a sede de seu sindicato em São Paulo, para que as centrais sindicais realizem um ato público… contra parte da imprensa (…) Enquanto isso, intelectuais fazem o seu papel. E qual é ele? Assinar manifestos. Desta vez, contra o autoritarismo de Lula e em defesa da democracia (…) O mais curioso é que lideram as assinaturas fundadores do PT como Hélio Bicudo, vice-prefeito na gestão de Marta Suplicy, e entusiastas do PT, como o arcebispo d. Paulo Evaristo Arns

Texto completo em  http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/

AS FALAS DE LULA E SEUS PALETÓS

…”Lula despiu a elite, mas não vestiu o povo. Nem Lula nem a esquerda cueca samba-canção, egressa da classe média, que o seguiu na vitória, e que, no poder, reivindica soluções para suas velhas torturas e prisões pessoais, mas se lixa para a tortura e a prisão dos miseráveis, para as superlotações das delegacias e para as penitenciárias desumanas que estão aí, agora, sem solução. E que, com certeza, não receberão bolsas-ditadura em 2050. Nisso e em outras situações graves, Lula veste o paletó obsceno dos de sempre, como quando ignora a educacão e opta por resolver a violência e a miserabilidade do País como eles fariam, com a esmola do bolsa-família, que se assemelha, agora, muito mais a um projeto eleitoral que social …”

Leia AS FALAS DE LULA E SEUS PALETÓS

Texto da  escritora, advogada, dramaturga e administradora Amninha Franco

DESTRUIR A OBRA

“… Mas os que negam o racismo brasileiro preferem esse cerco à inteligência ao óbvio, ao progresso (…) No Brasil, o esforço focado nos negros é chamado de discriminação… mas o curioso é que só se lembre dos brancos pobres no momento em que se fala em alguma política favorável a pretos e pardos…É temporada da coleção de argumentos velhos que reaparecem para evitar que o Brasil faça o que sugeriu Joaquim Nabuco, morto há 100 anos, em frase memorável: “Não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir sua obra…”

Leia na íntegra o artigo de Mirian Leitão: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/03/07/destruir-obra-272069.asp                                                               (enviado por Luciene Assunção)

 A Editora Segmento reuniu 10 grandes nomes da EDUCAÇÃO brasileira que se destacaram pela produção intelectual e engajamento político. Tendo-se em vista que países de pouco solo e nenhum subsolo como Coréia do Sul  saíram de trás do Brasil e pularam no primeiro mundo com investimento em gente (educação) e economia de mercado, vê-se que o nosso problema não se deve mais aos imperialismos do que a nós mesmos. Síntese da síntese da síntese:

uma sociedade democrática não pode prescindir de um povo instruído (…)povo analfabeto não constrói democracia (…) sem a lisura e a segurança do voto secreto, não há possibilidade de vigência da escolha democrática (…) enquanto o povo não fosse esclarecido pela cultura  das letras, ele continuaria arrastado por seus mandatários (…) – Sampaio Dórea (1883/1964)

estamos parados no tempo, fabricando uma pirâmide social perversa, com apenas uma minoria desfrutando educação escolar de qualidade (…) é preciso ter mais democracia para termos mais educação (…) na cultura de um povo, o mais importante é o atrito e a oposição, que revigoram a realidade nacional (…)- Anísio Teixeira (1900/1971)

os CIEPS (Centros Integrados de Educação Pública) não se limitavam ao aprendizado dos conteúdos escolares formais, abrangendo a formação integral dos alunos, promovendo o seu desenvolvimento intelectual, artístico e moral (…) uma escola de ricos destinada a pobres (…)– Darcy Ribeiro (1922/1997)

OUTRA SÍNTESE:

Um minuto de trabalho, R$11.000,00… (parlamentares BRASILEIROS). Kd tu, sociedade civil (centrais sindicais, partidos “de esquerda“…)?

Veja:

http://www.4shared.com/video/BFZVXxR4/TV_Globo_-_Bom_Dia_Brasil___VA.html

E, além de OS MAIS CAROS DO MUNDO, normalmente corruptos. Veja o peito da Deputada Cidinha Campos (PDT/RJ):

http://www.youtube.com/watch?v=xIDoopKCgUA .

Enviado por Jorge Dantas

EXPECTATIVAS

Clique no detalhe ao lado.  Se preferir, vá direto à questão (é só clicar no lado oposto).  Este texto é  de Humberto Lima, nosso colega do Serviço de Pessoal/TRT e foi publicado numa edição de 2003.   Note que havia o que ler em “nosso”  jornal! Note, também, que, na época , dizia-se “SINDICALIZADOS FALAM“, e não “ESPAÇO DO LEITOR“? Quer saber a diferença? Veja GRILAGEM x APAGÃO MORAL. De uma coisa não duvide: quem censura, motivos tem. E como!

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo, oxigênio | 1 Comentário

A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES

antes da matéria - Cópiaurna 2

ENQUETE4

É só clicar. É de grátis!

………………………………………A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES

Não  pensamos, de maneira nenhuma, que o [  ] venha um dia a ser rico: as vantagens conferidas pela natureza, com exceção do clima, e o amor à indolência e ao prazer das próprias pessoas impedem que isso ocorra. Os [  ] são uma raça feliz e, estando contentes com pouco, não é provável que realizem muita coisa

Com que nome de país você preencheria o primeiro colchete acima, leitor? Brasil, México, Japão … E o segundo? Brasileiros, mexicanos, japoneses … Bem, o comentário acima é do Japan Herald e é de 09 de abril de 1881, segundo a obra de David Landes. Não é fascinante? Então responda: que fatores seriam mais decisivos para o êxito ou o fracasso de um país? Internos, externos ou os da natureza? A propósito, quem você acha que vence a atual guerra, os japoneses ou a natureza? E se, deus livre e guarde, fôssemos nós?  Não vou nem perguntar o que aconteceria com esta terra, se fossem eles que morassem nela.

Antes de se aventurar em qualquer resposta, leitor, convém dá uma olhadinha em PRA FRENTE BRASIL (MULTIUSO7).  Apenas porque a tinta é dura,  A RIQUEZA E A POBREA DAS NAÇÕES  – por que algumas são tão ricas e outras tão pobres  não é um daqueles livros de tirar o sono ou atrasar para o trabalho.  Mas, o olho é longo, move-se em todas as direções e – como convém ao de um professor emérito de história e economia política  de qualquer lugar, inclusive Havard –  as suas explicações levam em conta os valores, a visão de mundo e a mentalidade dominante em cada momento e em cada lugar.

Você deve estar se perguntando: e os imperialismos, as explorações? O professor vai em cima: “a dominação de um grupo por outro sempre esteve conosco: quando um grupo é suficientemente forte para dominar um outro e tirar proveito disso, não hesitará em fazê-lo. Mesmo que o Estado se abstenha da agressão, empresas e indivíduos não aguardarão a permissão para agir. Pelo contrario, agirão em seu próprio interesse, arrastando outros com eles, inclusive o Estado (fl.69. Isso vale, também, para as relações de trabalho comandadas por socialistas, inclusive dentro do Estado Democrático de Direito). Vale, também, para sindicatos.

Volta a pergunta: que fatores são os mais importantes para o êxito de um povo? David Landes tem mais uma particularidade: com ele não tem esse negócio de mão na cabeça. Ele assinala, por exemplo, que:

  • há riqueza de provas quanto à existência de escravatura na África antes da chegada dos europeus…

  • chineses e indianos já dispunham de meios para melhorar a terra e o cultivo, inclusive com o uso de tração animal, desde 500 anos a.C.;

  • a China, inclusive, foi a inventora da imprensa e do papel, tendo antecipado em 500 anos  a Revolução Industrial Inglesa

  • os maiores cientistas do mundo já escreveram em árabe, tendo sido  o Islã – por 500 anos – o professor da Europa…

O que os deixou para trás? O professor arrisca: falta de:

  • pesquisa

  • direito de propriedade

  • economia de mercado

  • investimento em educação, instituições democratizadoras, liberdade de criação e pensamento…

Em outras palavras: quando as sociedades chamaram a si a responsabilidade de realizar as suas potencialidades, explorando-as para realizarem-se a si próprias (e não ao estado, classe ou casta), desenvolveram-se. Quando não, os elementos externos foram apenas mais um obstáculo.  Dois exemplos:

  • A mentalidade fundadora americana, que teve a seu favor o protestantismo calvinista (glorificar a deus, criando riqueza, cuidando bem da sua propriedade – o mundo) e a própria mentalidade já industrial inglesa
  • e Portugal.

Raimundo Faoro e Lilia Schwarcs, brasileiros, um clássico outro contemporâneo,  ajudam o americano Landes:

“…. a Inglaterra dispunha (…) de um arsenal de homens e mulheres acostumados ao duro trabalho agrícola, sem que o desdém do cultivo da terra pelas próprias mãos os contaminasse (…) Uma classe média (…) proprietária de pequenas fazendas, industriosa e de espírito livre fornecia o modelo das ambições do proletariado agrícola, liberto da servidão há dois séculos (…) o inglês trouxe a sua mulher para a colônia, ao contrário do português (…) Os casais recebiam das companhias colonizadoras o dobro das terras, sugerindo o trabalho duplo…O inglês fundou na América uma pátria, o português, um prolongamento do Estado…” (OS DONOS DO PODER – formação do patronato político brasileiro –RJ, Editora Globo, 1984, fl.122)

“… faltavam quadros empresariais  e a filosofia então imperante parecia supor que a entrada contínua de riquezas  tornaria desnecessárias políticas de investimento local. Riqueza não gerava riqueza,  e  Portugal se contentava em sugar suas colônias de maneira bastante parasitária… (A LONGA VIAGEM DA BILBIOTECA DOS REIS: do terremoto de Lisboa à independência do BrasilSP, Cia das letras, 2002, fl. 86)

Para responder, finalmente, à pergunta POR QUE ALGUMAS SÃO TÃO RICAS E OUTRAS TÃO POBRES, o autor se pergunta também: POR QUE A GRÃ-BRETANHA FEZ A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E NÃO ALGUMA OUTRA NAÇÃO? A resposta óbvia é acumulação de conhecimento. Mas por que esse conhecimento não se acumulou em outra parte? Porque, assinala o autor, na Europa surgiu um novo tipo de homem: racional, metódico, diligente e produtivo. O oposto daquele dogmatizado pelos mil anos de catolicismo medieval e, lembremos, daquele repetidor de slogan gerado pelo socialismo real.  O verdadeiro HOMEM NOVO?

Complementa o autor: “ … o imenso volume de ciência moderna foi criação da Europa, em especial aquela decisiva arrancada dos séculos XVII e XVIII, que ficou conhecida com o nome de ‘revolução científica’. Não só a ciência não-ocidental não contribuiu praticamente com nada (embora houvesse nela mais do que aquilo do que os europeus tinham conhecimento), mas, a essa altura, era incapaz de qualquer participação, tão aquém ficara …” (fl. 391).

Mas, e o Japão? David landes se refere a ele como um povo especial (que crè em esforço e oportunidade. Note que, por lá, o corrupto  pego tende a trespassar o estômago com uma lança. Já por cá…):

“… Os japoneses eram ávidos por aprender porque tinham aspirações ilimitadas (…) Assim (…), quando se encontraram com os europeus, trataram de aprender os seus métodos. Copiaram suas armas, imitaram seus relógios, converteram-se em grande número ao cristianismo (que depois foi erradicado até o último bebê de colo, fl. 397). E continuaram sentindo-se ainda superiores … (fl.395) … Num dado momento do final do século XVII, os japoneses estariam fabricando mais mosquetes do que qualquer outra nação europeia… (fl. 401) … Algum tempo depois , deixaram de comprar relógios europeus… (fl. 402)

E FEZ A REVOLUÇÃO…:

Assim, o Japão avançou para a segunda revolução industrial (…) gerando e usando eletricidade quase antes de se ter habituado ao uso do vapor (…) A partir de 1887, começou fornecendo eletricidade ao grande público (fl. 426) (…) em 1920, motores elétricos primários respondiam por 52,3% da energia instalada em manufaturas nipônicas…”, contra 31,6% dos americanos e 28,3% dos ingleses (fl. 427)”

” … Outros países mandaram seus jovens ao estrangeiro (…) e perderam-nos por lá; os expatriados japoneses voltaram todos ao seu país; outros países importaram técnicos estrangeiros para ensinar á sua própria gente; os japoneses, em sua grande maioria, ensinaram e aprenderam por conta própria; outros países importaram equipamento estrangeiro e fizeram dele o melhor uso possível; os japoneses modificaram-no, melhoraram-no, fabricaram-no eles mesmos () em 1890, somente 30% das meninas em idade escolar frequentavam uma escola; 20 anos depois, 97,4% (fl.471);

(…) antes da guerra (2ª), os japoneses eram desdenhados por sua qualidade inferior –ordinários, falsos, não-confiáveis – feitos para vender em bancas de camelôs (…) Assim que o Japão teve liberdade para estabelecer tarifas, fixou-as elevadas o bastante para proteger a indústria doméstica …(fl.532) … automóveis eram desmontados e checados por dentro e por fora antes de serem vendidos aos consumidores… (fl.533) … Uma excepcional destreza manual oriunda do hábito de comer com pauzinhos é especialmente útil em micromontagens … (fl.535)

… O número de veículos com motor registrados no Japão em 1917 era 3.856; em 1923, 13.000, todos importados. Os grandes meios de transporte ainda eram os jinriquixás e as carruagens puxadas a cavalos (…) Entre 1926 e 1935, os carros americanos fabricados no Japão respondiam por mais de 95% de novos registros de automóveis… (fl.542)… em 1936, os dois gigantes americanos (Ford e General Motors) ainda eram responsáveis por ¾ da produção japonesas; (…) em 1938, a participação da Nissan, Toyota e Isusu atingiu 57% (fl.543; Em 1939, as firmas americanas renunciaram e foram embora (fl.544) (…) Em 1950, o Japão produziu 32.000 veículos, correspondendo a cerca de um dia e meio da manufatura americana (…) Em 1960, a produção situou-se em 482.000 unidades, sendo 39.000 exportadas; Uma década depois, o Japão registrou 5,3 milhões de carros, dos quais exportou 1,1 milhão. Em 1974, já superava a Alemanha, até então a maior exportadora de automóveis do mundo. Em 1980, embarcava cerca de seis milhões de veículos, 54%  do total, e ultrapassava os EUA como o maior fabricante de automóveis do mundo … (fls. 544/545) … Outros países os invejam e admiram…”(fl.427) … A diferença decisiva estava nas pessoas (546).

Resumindo: sempre que se negligenciou a ÁRVORE  ou o CHÃO, matou-se a floresta.  Mais um exemplo? Quando acabou, a autodestruída URSS tinha lá os seus Donos de Capital? Como, se tudo lá era público? Aliás, como um mundo sem oponentes internos (presos ou mortos), altamente repressivo (em favor de quem?) e organizado “para os trabalhadores” pôde ruir? Há uma hipótese bem provável: dogma e burocracia em lugar de liberdade de iniciativa e ciência aplicada. Mas, uma pergunta de David Landes (“quem se beneficia?”)  e um aforismo romano (pecúnia non olet) também respondem. O próprio autor procura um outro sentido para o aforismo: “… dinheiro cheira poderosamente e o seu odor atrairá gente de toda parte”.

E, aqui, querendo ou não, ele explica a informação de que (segundo o RENOVA SINDJUFE -fev/11) CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CTB e CGTB teriam dividido entre si a pequena bolada de mais de R$146 milhões, entre 2008 e 2009. Dinheiro de impostos! Claro: só pode ter sido usado para acabar com o capitalismo (não foi usado em educação ou saúde porque estimularia o sistema). Esse só, não. Muitos outros. Talvez até os 600 (seiscentos) mil sumidos entre 2005 e 2007 e os 72 (setenta e dois) meses (PELO MENOS!) de mais R$43.000 (quarenta e três mil) cada, que, segundo a fl. 06 da AUDITORIA, saíram do bolso dos servidores do TRE, mas NÃO entraram no Sindjufe-ba. Será verdade?

Bem, até agora, o sindicato não negou (e até se calou) e, por incrível que pareça, NÃO levou à Justiça o perito Kleber Marruaz…

LIMINAR JUDICIALTrecho retirado a mando liminar da Justiça

Veja mais em

DESVIO NO SINDJUFE É DE MAIS DE MEIO MILHÃO!

FERVIDOS E MAL PAGOS?

ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR! 

BLEFE 

VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO

EXAME DE CONSCIÊNCIA

 m…NO VENTILADOR?

pdf  A QUESTÃO DA MENTALIDADE E OS TRÊS ESPÍRITOS

EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?

A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER

O PLIN-PLIN E A VERDADE!

Publicado em e-mail sindjufe, machadodeachismo, resenha | 2 Comentários

BRAVO!

 

MULTIUSO7

 

 

18/03. Comecei a dormir, ontem, antes das 22h00. Terminei às 06h30, hoje. Já corri. Tô novinho em folha: à noite tem novidade em  MULTIUSO7

17/03. Não deu de novo. Fui dormir depois de 01:30h, agarrado a 04 volumes de um processo que vivi  (assédio, etc). Quem mais  poderia reunir os seus pontos forte e fracos para  um MEMORIAL? Juntado o barro, agora entra o artezão (advogado), que dele fará uma peça  e a exporá ao crítico de arte (magistrado). Até amanhã, viu galera?

16/03. Galera, não deu. Tenho de auxiliar um dos meus advogados, num processo. Fica para hoje.

15/03 –aconteceu um desastre: trabalhei ontem das 18:00h  às 00:30h. Agorinha (06:30h) mesmo estava só penteando e passando baton no texto. E ele sumiu (acontece!). Mas, tenho-o no word (só que preciso correr . Agora, só de noite)

Galera, a quantidade de processos me afastaram do dia-a-dia, e tive de dedicar o domingo às  contas… Mas, hoje à noite alguma coisa sai, inclusive no Multiuso. Até mais.

    Já voutou na ENQUETE4?

                                               …………………………………………………………………………BRAVO!

Bravos e sinceros? Nem tanto. Tão destemidos no interior da vara trabalhista e tão irreconhecíveis até mesmo no processo administrativo (interno). Na audiência de instrução de ontem (não  mais no ambiente interno), mais uma vez fiquei de queixo caído (e sentido). O diretor (internamente representado e externamente testemunha) disse que era meu amigo.  E a adjunta que, em 09/03/05, havia me chamado de covarde (sem necessidade, nem razão. Mero atrevimento, mesmo), rodou  o filme ao contrário (como no PA) e disse:

ele fazia críticas a uma funcionária (citou o nome), com as quais eu concordava em parte… Numa reunião, ele disse que eu deveria falar com o diretor para retirar a gratificação (da funcionária)… E disse que eu não fazia porque era covarde

A sorte é que ela mentiu errado:

  • no PA, existe o depoimento de  servidora importante da 3ª Vara, informando que viu a mesma adjunta pedir desculpas a José Luiz, na frente de todos, pelo ocorrido no dia 09/03. “Desculpas” de quê? Do “covarde”. Agora vê se cola: eu chamo uma chefe hierárquica de “covarde”, ela me pede desculpas publicamente e eu ainda vou à Administração contra ela e à Justiça contra a União…  Sou ou não não sou doido?
  • A funcionária que ela citou como sendo perseguida por mim (ô, minha amiga, que tempo eu tinha, se tivesse talento e poder para?) nem gratificada era. Tanto que foi a ela que o diretor e a diretora transferiram a remuneração de “substituição” entre 11 e  25 de maio/2005. Sabe do que tô falando, né? Ô minha amiga, não se lembra do que a própria “perseguida” disse no PA? Que não tinha nenhum atrito comigo?  Se lembra da, digamos, hermenêutica que fiz do seu próprio depoimento no PA? Coisa feia! Pelo amor de deus: verdade deixa rastro! Quem fala a verdade não se contradiz! E você depôs sob juramento, não foi?

Quando o diretor se declarou meu “amigo”, chegou dá um arrepio (quanta diferença daquele ex-vitorioso chefe que passava por este então humilhado não mais servidor da vara e dizia: “…diga José Èestreela…tudo beemm? E aí, cadê o processo?…).  Aí, o Juiz indagou:

íntimo?

Íntimo não, mas amigo

 Ainda bem que íntimo não, né? É por isso que eu me dou tão mal na vida, meu deus.  Agora que entendi o porquê de ter sido chamado (na reunião de 11/03/05, com todos presentes, inclusive o estagiário de direito Bernardo) de “falso, traíra e pouco honesto”. Mas o que doeu mesmo foi ver o “amigão” que retirou a FC4  (enquanto este então lesionado notificador se tratava!) dizer que retirou a gratificação porque o empenho do gratificado já não era o mesmo de quando ganhou a gratificação… Ô, meu amigão, e as tais razões médicas, jesus?  Não foram elas tantas vezes repetidas no PA (impossibilitado de desempenhar várias atribuições na secretaria…)?  E aqueles seis meses de atualização especial do prazo da vara (a mando do Corregedor)? Lembra?  Quatro pessoas despachando (duas delas saídas da secretaria), mais sala de audiência, mais gabinete do Juiz, mais balcão (quantas horas?), mais mutirão … contra estas apenas duas mãos recém autotreinadas na notificação, que não ficou pra trás… Lembra do “excelente funcionário”?  E do … nada será esquecido, Estrela…”?  Na moral,  meu amigão

Você lembra que aquela seção de notificação, mesmo durante o temporal do prazo, passou a regime de porteira fechada (tudo da notificação por conta de um só)? E você ainda jogou para dentro da porteira  o tal do tirar prazo da notificação … (lembra que eu, e não a coordenadora, entrava pela noite examinando o prazo do que eu próprio fazia?). Coisa de doido, né? Você lembra que, também, jogou para dentro da porteira as tramitações  (antes do diretor) de admissão/denegação de recurso e pagamento de custas, não lembra?  E do agora você vai rebolar mais do que azeitona na boca de banguelo, Estrela?  Você acertou, meu amigão! O meu pulso esquerdo rebolou legal, junto com a cabeça e a gratificação.  Mas o que eu queria ver mesmo era aquela bravura de antigamente. Senti falta daqueles 04, 09 e 11 de março de 2005 e outras cositas mas…  Você lembra do

 “…o que é que você tá falando aí? É do trabalho? Tô lá dentro e tô vendo você…

Você tá um diplomata, meu amigão.  Parabéns.

Deixe um comentário