FLUXO E REFLUXO (pega na mentira?)

Dois filminhos que você NÃO pode perder:

Este é especial para a Oposição.

Este, para qualquer situação

Em MULTIUSO6

…………………………………………..FLUXO E REFLUXO (pega na mentira?)

“…De acordo com Dr Cláudio Andrade, existem poucas provas contra os funcionários, os quais sumiram com diversos documentos que poderiam incriminá-los…”

Veja em http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=820

Informe Sindjufe-ba, 17/01/11 (Encarte Especial)

Veja que, em EM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE?, dissemos:

“…Bem, a já comentada matéria“Categoria debate desfalque no sindicato em Assembleia Geral( http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=820), da semana passada,  atribuiu ao advogado que cuida do caso o seguinte temor:

 … existem poucas provas contra os funcionários (do sindicato), os quais sumiram com diversos documentos que poderiam incriminá-los…“ ‘

Por que “atribuiu? Porque o Dr. Cláudio é um profissional sério!  Sábado que vem tem mais, com participação especial de Erasmo Carlos:

…Zico tá no Vasco, com pelé
Minas importou do Rio a maré
Beijei o beijoqueiro na televisão
Acabou-se a inflação
Barato é o marido da barata
Amazônia preza a sua mata
Pega Na Mentira, Pega Na Mentira, Pega Na Mentira, Pega Na Mentira     

         (…)  

 Vi Papai Noel numa favela
O Brasil não gosta de novela
                                             http://www.youtube.com/watch?v=y523fFuiG3Q

Pega Na Mentira, Pega Na Mentira, Pega Na Mentira, Pega Na Mentira

Bonitinha essa música, né? Antiga!!!!

Você viu O DILEMA DA REALIDADE? E CRIME OU ARTE? ? Dê uma olhadinha neles. Você sabe que o  jornal da ASSERJUF (http://www.asserjuf.org.br/falajuf2011/366.pdf) tá pegando fogo, né?

Ah, sim: estive na Polícia Federal, ontem, e confesso que fiquei um pouco triste. Pra quê levei aquela pasta (não mochila), meu deus? O polido e sagaz delegado só quis saber se houve invasão do sistema TRE. Apresentei tudo, DEMONSTREI O ARGUMENTO e gostei muito do que  ele, eu, minha advogada e o escrivão subescrevemos. Muito mesmo! Claro: não poderia ser diferente, né? Pena que a autoridade, tendo o que fazer, não quisesse saber de outras cositas mas… Mas, o tempo é senhor da razão, dizia Voltaire (evidentemente copiando o companheiro Collor), e  oportunidade não faltará (ACORDA, OPOSIÇÃO!).

VERGER, Pierre

FLUXO E REFLUXO (do trá­fico de escravos entre o Gol­fo do Benin e a Bahia de To­dos os Santos. Dos séculos XVII a XIX), Corrupio, 1987.

Esta resenha saiu na REVISTA DA BAHIA, em dezembro de 1988. Foi a minha primeira, num gentilíssimo oferecimento de Gustavo Falcón, meu professor e então editor da revista. Detalhe: o gostosíssimo livro tem mais de 700 páginas e ele queria uma resenha em 08 (oito) dias. Doido para sair na mesma revista em que saía o mega Antônio Risério (por exemplo), queimei pestana. Fui muitas vezes (e voltei) à África e Europa, a braço. Entreguei em 15 dias. A reação foi boa:

Imaginemos uma situação: no interior de um velho navio, repousam, após reiterado ma­nuseio, pilhas e mais pilhas de documentos sobre o tráfico de escravos da África para o Bra­sil e o imbricado histórico, econômico, político e cultural que o acompanham. Sobre a carga, exitoso e reflexivo, um incansável investigador re­lembra as inúmeras viagens que fizera à África, Bahia e Europa e conclui que não há mais nada a fazer: o arsenal de provas que ele conseguiu reunir entre um arquivo e outro de Londres, Paris e Lisboa e entre um contato e outro com os arquivos e culturas de Sal­vador, Nigéria e Daomé é mais do que suficiente para a re­constituição dos fatos e das suas conseqüências. Cônscio de ter-se preocupado apenas com a detectação desses fa­tos, sem julgá-los à luz da sua formação ou dos seus interes­ses extra-profissionais, o frio investigador agora sabe que a história foi desvendada e se prepara para a sua revelação.

Neste momento em que paramos para imaginar, esta­mos no ano de 1968. O velho cruzador descansa sobre as águas remexidas do Atlânti­co, e o detetive-historiador manuseia o produto do seu trabalho. “FLUXO E REFLU­XO…” é o relatório final de vin­te anos de pesquisa do etnólo­go francês Pierre Verger, que, vinte anos depois de tê-lo pu­blicado na França, tem agora a sua tese de doutorado pela Sorbone publicada no Brasil e reconhecida como a sua obra máxima. “FLUXO E RE­FLUXO” são termos através dos quais o autor sintetiza e traduz duas direções do movi­mento de tráfico já referido: uma, primordial e causadora, mas estagnável, refere- se às idas e vindas dos navios ne­greiros entre uma margem e outra do Atlântico.

A outra, fru­to da primeira, mas ininterruptamente consequente,  África, Pierre verger, capoeirarefere-se  ao movimento de culturas  que vêm e voltam, reciclan­do-se num processo mútuo de in­fluências. Através deste reflu­xo (que tem início com a rebe­lião dos Malês em 1835, quando a elite dirigente da Ba­hia começa a temer o poten­cial de revolta dos escravos e seus descendentes), o complexo cultural transposto para a Bahia co­meça a  se redirigir à África, onde já chega transmutado. O autor oferece um painel de fo­tografias e relatos da “socie­dade brasileira” da África: crenças, comidas, festas, ar­quiteturas, modos de vestir e morar, tipo físico, cantigas po­pulares já esquecidas do lado de cá, etc, são ainda encon­trados no Daomé e na Nigéria, em cuja capital o autor localizou um “bairro brasileiro”. Dessa região, a Bahia rece­beu a maior parte dos seus escravos e, para lá, reenviou os seus descendentes, entre os quais se encontravam pe­dreiros, carpinteiros, ferreiros, domésticos e outros transmis­sores de cultura. Embora esta não seja, especificamente, uma obra de etnólogo, mas de um historiador que quer inves­tigar o tráfico de escravos e a sua conjuntura entre a Bahia e o Golfo do Benin, o autor pe­netra, sempre que tem tempo, o interior das culturas trafica­das.

Fiel ao compromisso de re­tratar a história de que se ocu­pa com a rigidez de um fotó­grafo – profissão que conhece bem e utiliza – África, Pierre verger, seios núse com a precisão de um anatomista (expediente que o força a resgatar os fatos juntamente com as suas cir­cunstâncias), Pierre Verger é, neste livro, tão exaustivo e consistente que chega a ser incômodo: a cada instante, ele obriga o leitor a subir ao cume de uma montanha de docu­mentos originais e, no momen­to seguinte, a voltar ao fato pa­ra possíveis reflexões. Por is­so, não se trata de um livro para diletantes. Trata-se de um livro básico para pesquisa que assume uma importância particular para a História do Brasil, principalmente por dis­por de um forte potencial de luz para abordar o buraco ne­gro aumentado (ou gerado) pelo jurista Ruy Barbosa, que, enquanto minis­tro das finanças do Império, foi quem primeiro autorizou a queima de arquivos referentes ao tráfico.

Em suas 728 páginas re­cheadas de notas, índices, apêndices e uma África, Pierre verger1série de ilus­trações, este livro esmiúça o cotidiano da história que pas­sa por Portugal, Bahia, Ingla­terra, Espanha, França e Ho­landa, os principais centros responsáveis pelo movimento de navios que fuça a terra de um lado e outro do Atlântico. Só isso? Não. Presta atenção, também,  ao interior das cortes africa­nas, como a do Daomé e de Oió, cujos reis disputavam en­tre si a supremacia no forneci­mento da “mercadoria” para o tráfico e solicitavam a cons­trução de fortes em seus por­tos às potências européias. E fazendo passagem com as mãos a mais de dois séculos de história que ele vira e revira, o autor não deixaria de detec­tar as tensões e conflitos de interesses que geraram aque­las relações. Assim, o livro se estende, volumosamente, desde as três razões imedia­tas que, no fim do século XVII, tornaram as condições de co­mércio com o Golfo do Benin amplamente favoráveis ao fu­mo da Bahia (Fluxo), até a for­mação de uma sociedade brasileira naquela parte da costa africana, já no século XIX (Refluxo). Sendo tão abran­gente, o autor não deixaria, ainda, de explorar as interes­santes e, neste caso, inces­tuosas relações da cultura com a escravidão.

Outra novidade é que, tra­tando do tráfico, o autor não fala de dentroPierre Verger dos navios. Pierre Verger fala do tráfico sem dó nem piedade, mas com uma característica própria de quem prometeu, desde a introdução, “…pesquisar e pu­blicar, sem comentários indig­nados ou moralizantes, tudo aquilo que arquivos e relatos de viajantes poderiam nos re­velar sobre o passado…“.

Promessa cumprida. Irrefutável.

Luiz Estrela

Veja também: HISTÓRIA DA BONDADE: PROFESSOR CID TEIXEIRA

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