VOZES DO DESERTO

…Nós estamos vivendo um tempo muito cinzento, é uma ditadura disfarçada, por causa dos desmandos políticos… Eu fico atenta a essas coisas… Meu deus, mas que qualidade é essa do nosso parlamento… do nosso congresso? ‘… se você não fizer isso, eu vou mostrar aquele dossier…’ É uma troca de favores em todas as instâncias…’ Com simplicidade de dona de casa, assim falou a poeta Adélia Prado, no Rodaviva de 24 de março último.  Disse-o em resposta à singela pergunta:

Rodaviva, jornalista

 

“…E Política, como as notícias chegam pra você…?

 

 

E foi ainda mais simples – que nada tem a ver com simplismo – após a outra:

Augusto Nunes, Rodavia

“…E os poetas, escritores (quem escreve) não estão muito omissos…?

 

“… Eu me lembrei do tempo das “DIRETAS JÁ”… Aqueles ditos artistas de esquerda saiam na rua e falavam… O Brasil realmente tinha uma pulsação cívica. Agene tava na ditadura e a gente tava mais vivo do que o que a gente tá agora… Essas pessoas se calaram! E não entendo. Essas pessoas faziam o panegírico, o elogio da esquerda … Depois que o Lula chegou ao poder, depois que o PT fez o que todos sabemos que fez…, Ninguém fala, ninguém admite: ‘…eu errei…tava entusiasmado, mas agora eu tô decepcionado…’, eu não vejo ninguém falar isso! Dá a maior aflição! Nós estamos sem liderança, sem ter em quem votar… sem pessoas que signifiquem pra nós… Eu acho que agente nem Adélia Pradodeve escolher mais… Qual a pessoa que está aglutinando as esperanças e o desespero das pessoas? Eu tô muito impressionada com o Brasil? … O mal tá tão disseminado, tão enraizado, tão generalizado

mensalão, PT, PSDB, EM FAMÍLIA   http://oglobo.globo.com/pais/reu-do-mensalao-tucano-assessor-de-petista-em-ministerio-11600917

que ele tá transparente… Você não vê mais “aqui tá bom, aqui tá ruim’. Não tá tudo ruim? Uma comida envenenada! Os poderes da República estão assim. Ah,  o Ministério Público… ‘Não nós vamos cortar os poderes de vocês!’… Até o Supremo, né, gente? Vamos combinar! Não é verdade?…”

Interessante, né, leitor? Entrevista da poetiza Adélia Prado (RODAVIVA/TV CULTURA) na íntegra: http://cmais.com.br/imprensa/noticias/adelia-prado-e-a-entrevistada-do-roda-viva

Mais Rodaviva em MULTIUSO11, PARABÉNS, VEJA 2 (EDIÇÃO ESPECIAL), A RODAVIVA DE YOANI- parte1, A RODAVIVA DE YOANI- parte2, A RODAVIVA DOS INFRIGENTES. Veja, também:  VIVA A CORRUPÇÃO!A ERA LULA- parte 1, PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL II, MULTIUSO15, MULTIUSO 18, ARQUITETOS DO PODER, HONESTIDADES CRETINAS

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 1Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 1.2 Venezuela, gabriela, Veja, 26mar14, 2

… cartilha política de seu antecessor. Nos últimos  quinze anos, a Venezuela tem passado por uma terrível provação…

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14,3

  1. “…Coragem dos estudantes…”? Meu deus, quanta coincidência? A Veja aí abaixo (a primeira a gente nunca esquece, né? Veja EM DEFESA DOS BLACK BLOCS) é de 1977, ano em que fui apresentado à nossa última ditadura. Lembrete: não fui apresentado antes porque, como sempre, o povão é o último a saber. Como todo corno, né?Mais em LULA E DILMA, 10 ANOS, BRASIL NERVOSO, MULTIUSO 19

VEJA, capa, A PRESENÇA DOS ESTUDANTES, 1º Veja a gene não esquece

2. “Cleptocracia violenta? Vixe! Veja PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL, O CASO BANCOOP II, STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE),  AMORAL DA HISTÓRIA, VEJA, CHAVES, MINO CARTA E O PT, AS VEIAS ABERTAS E AS PALAVRAS ANDANTES

Segue a pianista (atenção, leitor, ela vai falar em censura, tortura e gastos obscenos em marketing):

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 4 Rapidinho: não foi em POR QUE VIREI À DIREITA  que Luiz Felipe Pondé falou que a  “esquerda” era puro marketing? Ou foi em CONTRA UM MUNDO MELHOR? NADA É TUDO, né?

…soas que ainda ignoram o que está acontecendo no país ou são manipuladas ou são ou são ingênuas- ou estão recebendo benefícios diretamente do governo. Seria leviano da minha parte afirmar que o sujeito que me atacou no…

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 5 do  país. Mas, como acontece em todos os grandes empreendimentos, o projeto tem não apenas aspectos positivos, como também negativos. Sei, por exemplo, quanto os pais e os estudantes do Sistema dedicam a vida à…

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 6 seta4nossas atitudes são mais significativas do que nossas palavras…”. Interessante, né, leitor? Não lembra SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar? O formol em que estão guardadas as palavras emolduradas pelo vermelho acima (que cor sem sorte, coitada!) também exala um cheiro moral meio forte, né? Não lembra NÃO FIQUE AÍ PARADO, VOCÊ TAMBÉM É EXPLORADO? Cantávamos isso nas passeatas contra o nosso regime militar… Você tá notando que poesia com piano samba, né, leitor? Será que a história tá se repetindo como farsa, meus deus (dizem que assim dizia Marx)?

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 7 …lizada da bandeira daVenezuela – a mesma indumentária usada pelos atuais governantes do país-, eles efetivamente manifestam apoio ao goevrno. Em seus concertos, costumava haver distribuição de panfletos de propa…

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 8 Peraê: “…Reinado de terror?“, “25 mil vítimas de homicídio“? Oxe! Um governo tão defendido pela “esquerda” e tão ajudado por um Brasil que tem até uma COMISSÃO DA VERDADE? Alguma cosia deve tá  errada… (veja VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃOVOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS…). Nas páginas seguintes, a entrevistada continua a falar da “brutalidade” e do espírito oligárquico (domínio, uso, clientela…)  do regime bolivariano (veja A QUESTÃO DA MENTALIDADE E OS TRÊS ESPÍRITOS) e de moralidade. Destaque para: “…mudou o estado moral e psicológico do país…“.

Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 9 Venezuela, Gabriela, Veja, 26mar14, 10

Leitor? Cuidado: CISNES SELVAGENS, AMORAL DA HISTÓRIA, HONESTIDADES CRETINAS… Mais páginas amarelas de Veja em MADE IN URUGUAI, BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”, DESCANSANDO, SEM MEDO DE SER FELIZ,  LULA LÁ, GULLAR, ALDO REBELO… (e Marcos Valério). PARABÉNS, VEJA!, “O BRASIL NÃO COMEÇOU COM O PT” (Jaques Wagner), BRASIL NERVOSO e MULTIUSO 21.

 JOAQUIM, O GIGANTE BRASILEIRO QUE ATÉ O “MOVIMENTO NEGRO” QUIS SEM COR:

barbosa, roberto dávila

  • …O que eu noto no Brasil é um processo paulatino de erosão das instituições e esse apedrejamento parece fazer parte disso. Ocupar e exercer a função pública no Brasil, na visão de muitos, tornou-se um anátema [maldição] …”
  • O Direito, para mim, não se basta. Ele não se basta em si, em estudo de normas. Ele tem que ser complementado com muita História, com Sociologia, com estudo de Ciência Política. Especialmente para quem se especializa, como eu, no Direito do Estado, no Direito Constitucional, no Direito Administrativo…”
  • …Eu sou um companheiro inseparável da verdade. Eu não suporto essa história de o sujeito ficar escolhendo palavrinhas muito gentis para fazer algo (…)  inaceitável. E isso é da nossa cultura. O sujeito está fazendo algo ilegal, algo inadmissível, mas com belas palavras, com gentilezas mil.
  • raras pessoas no Brasil, incluindo pobres e pessoas vindas da elite brasileira, raríssimas tiveram e joaquim O BRASIL NUNCA TEVE, Vejasouberam aproveitar as oportunidades que eu tive. Estudar numa universidade boa, como a universidade de Brasília, estudar na Sorbonne e fazer cursos relevantes, não cursinhos cosméticos.
  • Ah, o racismo você sente sempre, né? (…) É falta de honestidade intelectual dizer que o Brasil já se livrou dessas marcas. Elas estão presentes nas coisas mais comezinhas da nossa vida social. Basta você dar uma volta aqui nos corredores do Supremo, ou de qualquer outra repartição pública, e você vai perceber a repartição de papeis. Ao negro, tal posição, com o salário correspondente mais baixo, claro. À medida que as funções vão aumentando em importância, o negro vai sumindo.
  • Eu jamais permiti que se utilizasse a minha presença aqui como exculpatória para o racismo brasileiro. O presidente Lula chamou-me, quando era presidente, através do ministro das Relações Exteriores, algumas vezes para viajar com ele à África. Eu recusei Lula bebendoterminantemente, primeiro porque não era da tradição aqui da casa ministro do Supremo viajar em comitivas de presidente da República. Em segundo, porque eu percebi que aquilo era uma estratégia de marketing para os países africanos
  • eu espero o seguinte, que os presidentes nomeiam para cá um certo número de homens e mulheres negros, de maneira natural. Não façam estardalhaço disso. Não tentem levar a pessoa escolhida para a África para esconder uma realidade, Roberto, a realidade triste, muito triste, de que nós não temos representantes negros na nossa diplomacia, nos negócios, muito poucos no Estado

Roberto D’Avila — O senhor acha que, às vezes, o fato de o Brasil ainda não ter, digamos, conseguido eliminar a corrupção de uma forma mais vigorosa, não contribui para esse tipo de cobrança? Joaquim Barbosa — Ah, sem dúvida. Eu não quero justificar a corrupção tupiniquim, mas ela está presente em todos os países, em menor ou maior grau, né? Nós ainda não encontramos os mecanismos, a forma correta, eficaz, de combatê-la. Talvez estejamos adotando o método errado, a meu ver. Me perguntaram isso recentemente. Na viagem que fiz à África, fui abordado sobre essa questão. Eu venho refletindo sobre ela, e tenho minhas dúvidas. Tenho minhas dúvidas se esse método puramente repressivo é o mais eficaz para combater a corrupção. Talvez medidas preventivas drásticas, que doam no bolso, na carreira, no futuro dessas pessoas que praticam corrupção sejam mais eficazes.

Roberto D’Avila — Por isso que, na votação da Lei Ficha Limpa, o senhor foi contra que se [esperasse que o recurso] chegasse até o fim, à ultima instância? Joaquim Barbosa — Sim, claro. É evidente. Por que permitir que uxô corrupçãoma pessoa já com duas condenações — ou seja, com uma condenação criminal ou uma condenação por improbidade por duas instâncias judiciais — concorra aos cargos mais importantes? Não se trata, nesse caso, de escolher funcionários públicos subalternos, mas escolher aqueles que vão dirigir o país. (…)

Roberto D’Avila — Eu estava entrevistando o ministro Antônio Carlos Magalhães, de quem eu divergia muito politicamente, mas era um grande político. Era no programa Roda Viva [da TV Cultura], ao vivo. E aí eu, pelo momento, o chamei de truculento. Ele teve uma “ziquezira” comigo. Às vezes, o senhor não é muito rude, muito duro? Joaquim Barbosa — Às vezes tem que ser. O Brasil é o país dos conchavos, do tapinha nas costas. O país onde tudo se resolve na base da amizade, e eu não suporto nada disso. Às vezes eu sou duro para mostrar que não faz o menor sentido…

Roberto D’Avila — Não é nada pessoal? Joaquim Barbosa — Não é nada pessoal. Isso não faz o menor sentido numa grande democracia como é a nossa. Nós temos que assumir isso. Nós estamos entre as dez grandes democracias do mundo hoje, das mais sólidas. Isso aqui não é lugar para brincadeira. Se faz muita brincadeira no Brasil.

Roberto D’Avila — O senhor está dizendo mesmo nasglobo news, genoino é heroi sessões do Supremo? Joaquim Barbosa — Digo no âmbito do Estado, dos três Poderes. Muitas decisões são tomadas superficialmente. Não se pensa nas consequências. (…)

Roberto D’Avila — E há momentos que o senhor se arrepende de ter dito palavras mais duras? Joaquim Barbosa — Sim, claro. Eu não faço nada em caráter pessoal, não. (…)

Roberto D’Avila — O senhor conhece a política. Estudou a politica. Política tem as suas regras próprias de ética. Ate Max Weber fala sobre isso. O senhor não acha que certas penas foram muito pesadas? Joaquim Barbosa — Ao contrário, ao contrário. Eu examino as penas que foram aplicadas no mensalão com as penas que são aplicadas e são chanceladas pelo Supremo Tribunal Federal nas ministro Barbosa cartaturmas aqui, só que penas relativas a pessoas que… Eu convido aqueles que criticam o Supremo por ter aplicado essas penas supostamente pesadas a fazer esse tipo de comparação. Vão verificar que o Supremo chancela em Habeas Corpus coisas muito, mas muito mais pesadas, comparando situações comparáveis.

Roberto D’Avila — Mas o senhor acha que esse julgamento traz uma experiência nova para o Brasil, para a parte jurídica brasileira, para o processo democrático? O que é que fica do mensalão para o senhor? Joaquim Barbosa — Vai depender muito dos homens e mulheres que terão a responsabilidade pelo país nos três Poderes. A eles caberá a tarefa de tirar as lições desse julgamento. (…)

Roberto D’Avila — Nós esquecemos de falar de um assunto que talvez seja por aí, que é a educação. Joaquim Barbosa — Pois é, mas a educação foi negada. A gente não pode usar a educação como justificativa. Essa educação foi negada. E ela precisa ser outorgada, ser dada…

Roberto D’Avila — Universalizada. Joaquim Barbosa — Universalizada… Não é?

FACEBOOK, pense, é gratis, Carla

Na íntegra: http://www.conjur.com.br/2014-mar-23/entrevista-joaquim-barbosa-presidente-supremo-tribunal-federal

Mais em MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: “Judiciário tem grande responsabilidade pelo aumento da corrupção no país”, A POESIA E A TOGA, DAS FLORES E DOS FRUTOS, MULTIUSO10, MULTIUSO11, MULTIUSO14.

ROBERTO GURGEL, UM OUTRO EX-ELEITOR DE LULA

gurgel GURGEL, FOLHA 1GURGEL, FOLHA 2na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2014/03/1428661-leia-a-transcricao-da-entrevista-de-roberto-gurgel-a-folha-e-ao-uol.shtml

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