A POESIA E A TOGA

23nov. DE FAXINEIRO A PRESIDENTE. PARABÉNS, MINISTRO!

“… A justiça por si e para si não existe (…) Preciso ter a honestidade intelectual de dizer que há um grande deficit de Justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público de Justiça (…) O que se vê, aqui e acolá, não sempre é claro, mas às vezes sim, é o tratamento privilegiado, preferência desprovida de qualquer fundamentação racional…

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1189724-veja-a-integra-do-discurso-de-barbosa-na-sua-posse-na-presidencia-do-stf.shtml

Foi uma pena o Presidente “que indicou O PRIMEIRO NEGRO para o Supremo” não estar lá (“primeiro negro“? Será? Veja “JULGAR É SENTIR”). Será que se o julgamento de agora fosse o do chamado “Mensalão Mineiro” (do PSDB) ou o da Privataria Tucana, ele estaria? Enquanto isso, a “imprensa” “independente”, “democrática” e de esquerda”… mal sabe (quando sabe) da posse…

Já na conversaafiada…, a foto foi para o Revisor da AP470, Ministro Lewandowski…

Interessante, né, leitor? Veja mais em O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, MULTIUSO8, AMORAL DA HISTÓRIA

PARABÉNS, PRESIDENTA:

“…para a construção de uma Suprema Corte de vanguarda, comprometida sobretudo com a promoção e a concretização dos direitos humanos fundamentais e na consolidação das instituições democráticas – os dois pilares sobre os quais se funda o Estado de Direito”  (…)nós, juízes, não tememos nada nem a ninguém …”. PARABÉNS, Ministro Fux!

 http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=224501

22nov. POR QUE?

Veja mais em VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2VIVA A CORRUPÇÃO! , 1994, IDÉIAS PARA UMA ALTERNATIVA DE ESQUERDA… (o livro)

22nov. SERÁ?

1)

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/11/21/visanet-familia-marinho-sera-criminalizada/

2) “…Ao pedir o indiciamento do jornalista de VEJA Policarpo Júnior, o  relator Odair Cunha, do PT de Minas Gerais (…) recorreu a expedientes condenáveis. O mais grave deles foi suprimir do relatório a mais límpida evidência da conduta absolutamente correta do jornalista de VEJA. Odair Cunha desprezou o exaustivo trabalho dos integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal encarregados das investigações e das escutas legais feitas no contexto das operações em que o jornalista de VEJA é citado.

O relatório de Odair Cunha omitiu os depoimentos à CPI dos delegados da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues e Raul de Souza e dos procuradores da República Daniel Rezende e Léa Batista Salgado, encarregados das investigações. Todos eles, sem exceção, foram enfáticos em descrever as conversas do jornalista de VEJA com Carlos Cachoeira como relação entre repórter e fonte.

Ouvido pela comissão no dia 8 de maio, o delegado federal Raul Souza afirmou: “Não há indícios de que o relacionamento tenha ultrapassado a relação entre jornalista e fonte”…

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cpi-do-cachoeira-nota-de-esclarecimento-da-revista-veja

Veja mais em EM DEFESA DE JOSÉ DIRCEU!, ESSA É BOA (muito boa)!, A JUSTIÇA DEPOIS DO MENSALÃO- MINISTRA ELIANA CALMON,LULA LÁ, GULLAR, ALDO REBELO… (e Marcos Valério)…, PARABÉNS, VEJA 2,

21nov. A LIBERDADE É PARA QUEM PODE PAGAR?

Dois textos importantes (em outros tempos, ele seriam escritos pelo PT. É a dialética, né, leitor? Grifos nossos):

“…O que quer Toffoli,  agora que companheiros seus de partido estão na reta da cadeia? Que só os crimes de sangue conduzam ao xilindró? Se, havendo o risco da perda da liberdade, o país já se confunde com a casa da mãe Joana, imaginem como seria se os larápios soubessem que lhes bastaria pagar uma multa se flagrados. Ainda que fosse possível confiscar todos os bens dos condenados – não é! –, a resposta ainda seria insuficiente porque o ladrão profissional não costuma manter propriedades em seu nome; pulveriza-as em diversos laranjas. A polícia só consegue identificar uma minoria.

Que a imprensa tente debater isso a sério, eis um sintoma da decadência. Há coisas que merecem simplesmente repúdio e pronto! Ora, bastaria, então, como quer o ministro Toffoli, que o corrupto devolvesse o dinheiro aos cofres públicos para que ficasse livre da cadeia? Um pilantra que tivesse lesado milhares ou, indiretamente, milhões no mercado financeiro estaria a flanar por aí – desde, claro, que arcasse com o custo?

Toffoli, este novo gênio do direito, quer instituir no país o que gente poderia chamar de “liberdade censitária” (…) Porque os crimes financeiros (…) Não costumam ser praticados por pobres (…) O Brasil mal começou a mandar os ricos para a cadeia, e já surge um movimento para impedir que cumpram pena em regime fechado. Que sejam esquerdistas a fazer essa defesa, isso só nos diz até onde essa gente pode chegar para defender…”

na íntegra: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-tese-de-toffoli-a-liberdade-e-para-quem-pode-pagar-por-ela/

“…Numa demonstração de generosa tolerância com o papel desempenhado por seu jovem e até então silente par no processo do mensalão, nenhum ministro [do STF] se deu ao trabalho de apartear ou aduzir considerações à extravagante manifestação [de Dias Tóffoli]. Mas alguém deveria ter chamado a atenção para o fato de que o vibrante libelo poderia ser interpretado não como um sopro de contemporaneidade, mas como a reafirmação da crença arraigada na mentalidade das “elites” de que “gente importante não vai para a cadeia“(…)

De fato, seria o melhor dos mundos para os corruptos travestidos em homens públicos a definitiva consagração, pela ordem jurídica, do princípio de que, uma vez apanhados com a boca na botija, basta arcar com pesadas multas e o ressarcimento dos desfalques para que a justiça seja feita e eles continuem livres para locupletar-se com negócios escusos. Quanto aos ladrões de galinha, dura lex, sed lex (…) O lulopetismo prefere trabalhar na sempre desejável proliferação de consumidores – o que dá voto – do que na indispensável formação de verdadeiros cidadãos, o que só é possível com pesados investimentos de longo prazo em educação – e bons exemplos. O mais é, de fato, tudo muito “medieval”, como querem os petistas…”

na íntegra: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/11/20/sobre-era-medieval-editorial-475708.asp

……………………………………………………………………………………….A POESIA E A TOGA

O sergipano Ayres Britto não parece honrar tanto a sua origem latina, brasileira e nordestina:

…É da minha natureza fazer as coisas compartilhadamente, dialogando …” (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/04/14/leia-a-transcricao-da-entrevista-de-ayres-britto-a-folha-e-ao-uol.htm)

Estaria mais para um europeu, poeta ou filósofo:

“…A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade…” (http://www.conversaafiada.com.br)

Concorda, leitor? Aí está a sua quarta de farinha, medida antiga e essencial. “Uma quarta de farinha”:

Namore bem com a vida.

Deixe que ela seduza você.

Permita-se ter um caso de amor

Com ela

(…)

prove da vida

Como do néctar das flores

Prova o colibri,

Sem se perguntar se existe outro céu

Fora daqui.

(http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/04/19/britto-abre-a-janela-do-stf-e-deixa-o-sol-entrar/)

Pra que mais, né? Quem não seria feliz com tão pouco? Será que ainda se mede (ou pede) farinha assim? Mas, note, leitor: nem mesmo com esse cheiro de terra e de interior, o bule do Ministro exala tradição. Ora, o que se quer não é ser feliz? Então, por que não “…Manda quem pode, obedece quem tem juízo…” em vez de “liberdade de expressão”?

Diz o wikipedia que outros frutos dessa lavoura pouco arcaica do infelizmente aposentado Ministro são Teletempo, Um lugar chamado luz, A pele do ar e Varal de borboletras… Não duvido. Muito desses títulos  já está na própria figura do sergipano de Propriá, inclusive um certo sabor do também poeta Quintana. Lembra do primeiro dia do julgamento do mais famoso Mensalão? Lá pelas tantas, um advogado (de um dos réus) pediu a palavra para, talvez, fazer o tempo passar (era parte da estratégia, segundo a maldosa imprensa…). “Não concedo“, surpreendeu o Ministro. Seria um direito da defesa, segundo o caro causídico… “… Mas, não vou conceder”, encerrou o convicto Presidente, solicitando às águas que se movessem no rio.

Foi aí que Quintana explicou:

Sê bom. Mas ao coração

Prudência e cautela ajunta.

Quem todo de mel se unta

Os ursos o lamberão.

(DA ARTE DE SER BOM. Mário Quintana, em Espelho Mágico)

Sábio, né, leitor? De certa forma, traduz o que viria a dizer o já ex-Presidente, cuja serenidade pode ter inspirado Bóbbio:

“… O cargo de ministro do Supremo, não é cargo em comissão, nem é função de confiança. Cargo de ministro do Supremo é para ser exercido com absoluta independência, a prerrogativa da independência é para ser exercitada a todo instante (…) não se pode ser grato com a toga. A toga exige de cada um de nós fidelidade às leis e notadamente à Constituição …” (http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/11/ministro-ressalta-derrubada-da-lei-de-imprensa-como-maior-legado.html);

Você lembra, aliás, da poesia concreta de “JULGAR É SENTIR“, leitor?  Ela foi mais uma do então Presidente em seus 07 meses. Outras:

Lembra de “… a punição disso tem de ser exemplar, sim! Esse país que não tem mais jeito precisa desse exemplo, sim! Nós não queremos ficha limpa? Aliás, taí um
bom raticida para se aplicar em sindicato….”, leitor (veja VIVA A CORRUPÇÃO!)? Agora, veja o que aquela  “leviana” revista perguntou ao Presidente, segundo http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/9/sera-o-julgamento-do-seculo-carlos-ayres-britto/:

Logo depois de ser escolhido para o Supremo, o senhor se disse “convictamente petista” e que o PT era o partido que mais admirava pelo “compromisso visceral” com a ética administrativa….O senhor ainda partilha dessa opinião? 

E o Ministro, ó:

 “…Essa resposta eu não posso lhe dar porque eu tenho, para julgar, ações em que o PT é parte. Posso falar do meu ponto de vista pessoal… Depois desses anos como ministro do Supremo, nada como o livro da vida para ensinar a virar páginas. Minha militância hoje é exclusivamente constitucional. Separei as coisas, e o fato de ser egresso do PT não prejudica em nada a minha imparcialidade no julgamento dos processos. Não permito que a antiga identidade ideológica se reflita nos meus votos...”

Na boa, né? Fosse um dono de sindicato…

… Algumas pessoas dizem que sou romântico, quixotesco. Mas eu sou um otimista. Ser poeta não atrapalha. Só ajuda. O poeta se aloja mais vezes no lado direito do cérebro, que é o da sentimentalidade, o que abre os poros da inteligência racional, para humanizá-la…” (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/04/14/leia-a-transcricao-da-entrevista-de-ayres-britto-a-folha-e-ao-uol.htm

“…O que falta é uma virada cultural de mentalidade. Toda essa efervescência que estamos passando tem nome: avanço democrático. Veja o caso de Cachoeira ou de uma CPI que se abre aqui ou acolá, ou a denúncia do Ministério Público contra um parlamentar. Tudo isso é a democracia avançando …” (http://www.diariodeumjuiz.com.br/?p=3131).

Tudo bem que tá vindo aí um outro Herói [“… o ministro Joaquim Barbosa teve esse extraordinário mérito de adotar o método adequado para essa causa. Além de outro mérito, que a história vai registrar: o ministro Joaquim Barbosa agiu como um legista, fazendo a autópsia, no caso dos fatos. Ele reconstituiu materialmente os fatos por uma forma absolutamente fidedigna e fez um link entre os fatos, na sua ocorrência, na sua fenomenologia e os respectivos autores e partícipes…(http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/11/ministro-ressalta-derrubada-da-lei-de-imprensa-como-maior-legado.html)], mas que maldade a da lei, meu deus! Por que não deixar o homem concluir o seu trabalho?

…Quando chegavam para mim e diziam ‘Mas ministro, para que julgar?’, eu dizia: ‘E por que não julgar?’. Basta lembrar que a lei diz assim: ultimada a instrução, o processo criminal, sobrevem o julgamento. Então, era preciso julgar, por dever nosso. Condenar, absolver, isso é contingencial, isso vem como consequência do julgamento. Agora, era preciso julgar. E nove ministros assim concluíram unanimemente…”

(http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/11/ministro-ressalta-derrubada-da-lei-de-imprensa-como-maior-legado.html)

Simples – palavra que une singular e plural – e necessariamente inteligente, a figura do Minsitro sugere que a sustentável leveza do ser é possível, desde que real. Ainda não li nenhum dos seus livros (aliás, não ler é tudo o que tenho feito ultimamente… e por isso não tenho escrito), mas os senti ainda na pouco merecedora Carta Capital (maio 2012):

…Eu gosto muito, porque embora seja bonito, é simples, não tem luxo”, diz e aponta para a Praça dos Três Poderes desenhada por Oscar Niemeyer. Na praça, um grupo reconhece o ministro à janela e acena. Ayres Britto retribui, e acha graça…” (http://www.cartacapital.com.br/politica/ayres-britto-um-poeta-na-alta-corte-2/)

“…É simples e não tem luxo…”! É um poeta ou não, leitor? Ora, se é:

Quer dizer que ser advogado não foi um desejo de infância?

Não, o grande xodó da minha vida foi o futebol. Eu queria ser jogador profissional. Tinha muita habilidade para jogar, sou ambidestro, tenho facilidade para jogar com as duas pernas. E fora do futebol, das quatro linhas do gramado, me lembro lendo danadamente. Era um ledor, como se dizia antigamente, um viciado em leitura. Minhas lembranças de infância são do campo de futebol para os livros (…) Mas meu pai me desestimulou, não tinha uma boa imagem do jogador de futebol. Dizia: “Você dá é para ler, é um estudioso, um intelectual, não tem nada que cuidar de futebol”. Aos 12 anos, me introduzi na filosofia com Schopenhauer, Dores do Mundo. E nunca mais deixei de ler filosofia, literatura em geral e poesia em particular…”  (http://www.cartacapital.com.br/politica/ayres-britto-um-poeta-na-alta-corte-2/)

Poderia a toga não gostar de uns ombros desses (“Acho que a toga gostou dos meus ombros”: http://www2.valoronline.com.br/mensalao/2905076/acho-que-toga-gostou-dos-meus-ombros-diz-ayres-britto#ixzz2CL8fQcl4)?

“…eu internalizei muito a postura das garças, que vivem em ambientes enlameados, nos manguezais e brejos, mas quando vão pousar executam uma coreografia tão cuidadosa que conseguem preservar a alvura de suas penas…”

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/sera-o-julgamento-do-seculo

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