O DILEMA DE TEREZA CRISTINA

09/02- A “imprensa burguesa“, realmente, é danada, né? Como será que aquela gravação chegou a ela? Ela cumpriu o seu papel? Cumpriu: informar não é o que se alega ser a sua funçaõ?. Era falso o que ela informou? Caberia aos que tiveram as suas vozes gravadas dizê-lo. Tá vendo por que, em o blog, eu disse que Maquiavel era um injustiçado? Ah, leitor, você lembra de SÓ O ATO SALVA e só o ético pode orar? Cuidado, meu amigo, muito cuidado. Dê uma olhadinha em FALSO BRILHANTE ou FINA ESTAMPA? e PARABÉNS, VEJA!, enquanto a matéria da semana não vem. Lembra de O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?

Ouça  A gravação em http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/02/gravacao-revela-que-pms-grevistas-da-ba-planejaram-vandalismo.html

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PARABÉNS, STF!

O respeito ao Poder Judiciário não pode ser obtido por meio de blindagem destinada a proteger do escrutínio público os juízes e o órgão sancionador. Tal medida é incompatível com a liberdade de informação e com a ideia de democracia — disse Marco Aurélio Mello.

A cultura do biombo, graças a Deus, foi substituída pela cultura da transparência. Nas coisas públicas, o melhor desinfetante é a luz do sol — completou Carlos Ayres Britto

 http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Até as pedras sabem que as corregedorias [locais] não funcionam quando se trata de investigar seus próprios pares, afirmou o ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da chamada “competência concorrente” do CNJ.

As decisões do conselho passaram a expor situações escabrosas no seio do poder judiciário nacional, concordou Joaquim Barbosa, também afirmando que, por esse motivo, houve “uma reação corporativa contra o órgão, que vem produzindo resultados importantíssimos no sentido de correção das mazelas”.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1043288-supremo-mantem-poderes-de-investigacao-do-cnj.shtml

Imprensa faz muito bem a um país, concorda, leitor? Quanto mais diversa, melhor. Você já notou, aliás, que, quanto mais civilizadas, mais as sociedades favorecem a liberdade de expressão? É que, assim, favorecem a si mesmas. E não esqueça: quem censura, motivos tem.  Vejam-se GRILAGEM x APAGÃO MORAL, DESVIO NO SINDJUFE É DE BEM MAIS (muito mais) DE MEIO MILHÃO!O PLIN-PLIN E A VERDADE!, TEMPERATURA MÁXIMA!!, O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? …

………………………………………………………………..O DILEMA DE TEREZA CRISTINA

Lá pelo fim dos anos 90, um jovem pianista “brasileiro” regressava ao “seu” país. O Fantástico destacou o fato de se tratar de um talento que já se apresentara pela Europa, enquanto fashes espocavam sobre a sua linda namorada sueca. Foi uma pena a Rede Globo não servir aquele caso-verdade em mini-série nacional. Por quê? Porque aquela personalidade (atenção para este termo, leitor) já então europeia era um dos meninos de rua que escapara à Chacina da Candelária (Rio, 1993), à qual muitos outros sucumbiram.

Sim, o jovem concertista de vários idiomas – inclusive um precário português- há não muito havia  deixado as ruas do Brasil e, adotado, vinha visitar a “sua” pátria (origem, na verdade). E tudo, nele, estava mudado.  Nada de brasileiro lhe restara, a não ser a cor e uma vaga memória. Até (ou principalmente) alguns passos de samba que ensaiara lhe eram estrangeiros, e é provável que lhe acontecesse o mesmo se alguém lhe jogasse uma bola… Primeira pergunta: ele se tornaria concertista no Brasil? Segunda: qual o seu eu autêntico: brasileiro ou sueco?

A primeira pergunta deve ser respondida com esta: quantos Ministros Joaquim Barbosa estão enterrados nesse terrível cemitério de inteligência e pátria, que é a nossa sociedade, de onde vem a nossa escola? Repeteco2: o nosso problema é mesmo capitalismo? A propósito, você saberia explicar por que os nossos sindicatos, centrais e todo tipo de movimento social ardorosos atores da vida civil – nunca se interessaram pelo maior fator de desenvolvimento e rearranjo social (na verdade, uma revolução silenciosa) que é uma boa escola numa economia de mercado, leitor (veja FALSIDADE IDEOLÓGICA?, ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA, NADA É TUDO, LER DEVIA SER PROIBIDO…)? De mercado? Sim:

1)    porque, até agora, foi a que sobreviveu;

2)    porque é nela que o animal humano – movido por desejo e expectativa de felicidade (satisfação do desejo), mais se acolhe;

3)    por que é a única onde esses ingredientes (desejo/felicidade) mais se agitam e, agitados, mais alfinetam a História;

4)     porque foi ela (a economia burguesa) que, trazendo em si o germe da disputa/concorrência, também trouxe o da democracia e institucionalidade (contratos) Mas, lembremos: democracia não cai do céu. ELA é arrancada. Parida. E parto dói… (veja-se o caso Sindjufe/e este filiado, por exemplo); e

5)    porque é a única a admitir que, MONOPOLIZADA, a propriedade escraviza; CONCENTRADA, exclui e, DISTRIBUÍDA, liberta.

Alguma dúvida leitor? Eu, por exemplo, não duvido de que, mais cedo ou mais tarde, uma ONU, por exemplo, venha a colocar na ordem do dia a necessidade de uma nova evangelização da humanidade pela EDUCAÇÃO. Já pensou se a FIFA e o COI, por exemplo, passarem a exigir que, para sediar copa ou olimpíada, um país terá de apresentar algum certificado de BOA ESCOLA PÚBLICA? Antes dos estádios, o Brasil teria de correr atrás de escolas, não é mesmo (veja SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA?)? E por que o grande capital faria isso?

Bem, o tempo do exército de reserva (Marx) formado pela mão de obra bruta não parece ser o futuro, né, leitor? Lembra de “tudo o que é sólido desmancha no ar” (veja A VINGANÇA DE MARX)? Pois é: no danado do capitalismo a danada da dialética parece que funciona: tudo muda! E não se espante se couber a entidades empresariais como uma Fiesp, por exemplo, tomar a frente dos  trabalhadores e passar a exigir do Estado um nível de educação pública compatível com as suas necessidades. Sabe como é, né? Além disso, a sustentabilidade da vida na terra talvez venha a demandar um certo up grade (gostou do português claro?) das massas. Pode-se preservar um planeta inteiro sem a elevação geral do seu padrão mental? Não. E com fome, miséria e cidadão pouco politizável não se faz muito greenpeace, né? E porque, talvez, o Capital se interesse por uma futura massa de consumidores com maior poder de fogo, concorda, leitor?

Para o Estado também não seria mau: mais gente preparada para ter sucesso na vida, menos gente de pires na mão e uma base maior para arrecadação de imposto… Não é uma maravilha? Já pensou? Mais gente correndo atrás do seu sucesso (realização, felicidade…) e menos favela? O chato disso é que essa galera tende a ser menos passiva… O que você acha, leitor?

Ah, meu amigo, uma escola como a dos nossos filhos ajuda tanto! Obrigado Colégio Águia/Tv Aratu pelo concurso! Obrigado, Profº Muniz (física), pela bolsa no Colégio Universitário! Obrigado RUF e Ufba, incluisive pelos amigos (veja FALSO BRILHANTE ou FINA ESTAMPA? BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”, MULTIUSO11, O CASO BANCOOP II, MULTIUSO10, SEÇÃO MULTIUSO, eus, UM GRANDE NEGÓCIO?, PARABÉNS, VEJA!)! Você sabe o que é chegar na rodoviária meio descalço e ter de correr atrás (inclusive para ajudar a família) para disputar uma vaga com um menininho como os nossos  (dê uma olhadinha em TRÊS RAZÕES e UMA ESCOLA)? A sorte da gente é que o menininho de classe média ou alta tem uma certa quantidade de oferta (praia, festas, viagens, lindas meninas…), que ele não tem por que adiar. Já pensou se ele resolve encarar? Sobrava o que pra gente (foi uma merda eu não ter talento para negócio, números ou  Direito)?

Meu amigo, fora da economia de mercado com escola pública e judiciário eficientes, o que sempre houve e sempre haverá é um Rei!  Aliás, lembra de QUEM RESPONDE?:

Após reabilitado e frente a grandes fomes e  terrível rastro de sangue deixado por Mao, Deng Xiaoping disse “não interessa a cor do gato. O importante é que ele cace rato. E o PC chinês deve ter pensado:

… temos boca demais pra alimentar e desejo demais pra atender. O que fazer? Chama o sistema da eficiência técnica, do desejo, da competição e do lucro. Chama o CAPITALISMO. Mas como não há doação na História, ficamos nós com o Estado…

E assim se fez. O PC Chinês se antecipou à derrocada soviética e, ainda nos anos 70, implodiu toda a teoria e o regime de produção. Veja bem: não foi a sociedade que saiu de baixo, como no leste europeu. Foi o próprio Partido Comunista que substituiu o seu sistema improdutivo, corrupto e brutal pelo que tem agora. Aí, vem a questão: se o sistema econômico vigente na China é um cadê eliminar nomecapitalismo de século XIX (baixíssimo valor da hora trabalhada e quase ausência de direitos), por que os chineses preferem isso ao “socialismo”?…

Bem, esse minúsculo texto acima já esteve no site Sindjufe, até o dilúvio total.

À segunda pergunta (sobre o eu autêntico daquele “brasileiro”), pelo menos o existencialismo de Sartre (e certamente a psicanálise de Freud) já responderam: a gente não é, a gente vai sendo, vai se  tornando ou sendo tornado. Cada um é e será o que viveu. Não é o que o concertista sueco prova? Daí: a existência precede (forma!) a essência. Existencialismo. Daí: “Não pergunte o que é o homem, mas sim o que ele faz daquilo que fizeram dele”, outra frase clássica de Jean Paul Sartre, que, por sua vez, fulmina o imobilismo: estando a par do que o domina ou prejudica (se liga, Renovasindjufe; se liga eleitor!), cabe ao indivíduo a responsabilidade de pensar e agir. Para Sartre, que teve o mérito de agitar a filosofia com as praças e as praças com a filosofia, a História não admite coitados: podendo pensar sobre si mesmo, a cada um cabe lutar para mudar o seu destino (e com economia de mercado, boa escola  e judiciário eficiente e independente é bem mais fácil, né? Você encararia uma pendenga judicial com o Estado numa sociedade “socialista”? Eu, não). Daí: “o homem está condenado a ser livre“, do mesmo autor.

E o que isso tem a ver com Tereza Cristina, meu deus? Reconheço que o avião passou do ponto. Mas, pensando bem, a que família a linda e sofrida dondoca de Fina Estampa pertence, mesmo? À rica e tradicional em que se formou ou à pobre, que a sua vivência repele? Não a julguemos, leitor. Esse tipo de coisa acontece nas melhores famílias. No poder, até mesmo a nossa querida “esquerda” , por exemplo, nem sempre se reconhece.

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