QUEIXO DURO II (ROLEZINHO CAVIAR)

antes da matéria - Cópia

24jan. ESQUERDA CAVIAR II?

A “reacionária” e “direitistaVeja disse que a “ideologia é a mitologia moderna” (abaixo) e contestou – aparentemente com fatos e fotos – a narrativa “progressista” que via nos “rolezinhos” mais um passo na luta contra o racismo e a exclusão (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1398494-jovens-de-rolezinho-sao-vitimas-de-discriminacao-racial-diz-ministra.shtml). Agora, vem o Data-folha (que sempre atestou a popularidade de Lula e Dilma), dando razão à revista:

roleinho, data folha

“…A condenação da atividade é geral, sob qualquer recorte que se faça da pesquisa com 799 moradores da capital maiores de 16 anos. A média dos que apoiam as reuniões é de meros 11% e aumenta muito pouco (…)mesmo entre aqueles dos quais seria de esperar certa aprovação. Moradores da zona leste, o maior bolsão de exclusão social da cidade? Apenas 8% de aprovação, a menor de todas. Jovens? Só 18% dos que têm até 24 anos se declaram favoráveis aos “rolezinhos”. Além deles, os maiores contingentes de apoio -ainda assim, uma franca minoria- se encontram entre os mais ricos (16% entre os que ganham mais de dez salários mínimos mensais) e mais escolarizados (14% dos que têm nível universitário)…

Oxe! Quer dizer que a elite é progressista e o povo, não? Que país é esse, meu deus? E como é que fica aquela história de que a condenação do mais famoso “Mensalão” foi mais “um golpe dazelite“?

Continua a “Foia”:

A hipótese mais provável para essa aprovação ligeiramente superior entre os de maior renda e maior escolaridade é que haja entre eles um número maior de pessoas “de esquerda”. Ou seja, mais propensas a adotar a explicação de que os “rolezinhos” são uma reação organizada de jovens contra a exclusão social e a discriminação racial.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1401561-82-dos-paulistanos-sao-contra-rolezinho-diz-pesquisa-datafolha.shtml

Interessante, né? Veja em LULA E DILMA, 10 ANOS as definições da Profa. Marilena Chauí para IDEOLOGIA. E, agora, a sua definição para MITO:

marilena, INDTRODUÇÃO“… O mito é essencialmente uma narrativa mágica ou maravilhosa (…) sua função é resolver num plano imaginativo, tensões, conflitos e antagonismos sociais (…) A narrativa os soluciona imaginariamente

[INTRODUÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA -DOS PRÉ-SOCRÁTICOS A ARISTÓRELS; Cia Das Letras, SP, 1994, fl. 36]

Não é interessante? Não esqueça de ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA.

22jan.  LULA1 x LULA2 x BISPOS

LULA1 (em 2001, sobre a família Sarney):

LULA1, CONTRA OS SARNEY“…Por que é que eles aparecem bem nas pesquisas? Porque a Globo [a repetidoras da Rede Globo no Maranhão] é do pai dela, o SBT é do Lobão [Edison, atual ministro das Minas e Energia e aliado de Lula e Dilma]. É por isso que eles aparecem na pesquisa. É porque passam o tempo todo descaradamente mentindo na televisão…

LULA2 (em 2006)

“…Essa mulher foi leal comigo desde a campanha de 2002. Essa companheira aqui permaneceu ao meu lado nos tempos difíceis, emLULA, ROSEANA SARNEY que outros atacavam (sic) pedras (…) É por isso que quero terminar: essa companheira sendo eleita para o governo do Estado, como vai ser, nós vamos fazer as parcerias que foram  (sic) impossíveis de ser feitas aqui (…) Quem vota em mim vota na Roseana Sarney para governadora do Estado!…”

seta4http://www.youtube.com/watch?v=LCpYtBxi_Ok

carta aberta, bispos, noblat, 22ja144

Veja O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, AMOR À VIDA, ESQUERDA CAVIAR

21jan. ROLEZINHO CAVIAR 2

eMIR sADER, rolezinho,

O sociólogo e cientista político Emir Sader jácomeça o texto acima apontando a mercantilização e homogeneização da vida no neoliberalismo, dando como exemplos aeroportos, hotéis e shopping-centers. Pode ter faltado outros, concorda, leitor? O que há de mais repetitivo, homogêneo, pasteurizado (e lucrativo) do que a “imprensa alternativa” e a política (inclusive a de esquerda), no Brasil, hoje (ex: RETRATO DE UMA FRAUDE, O DIA EM QUE A CARTA CAPITAL DEU UMA DE VEJA, CONTRA O DIREITO DE EXPRESSÃOi/MULTIUSO 19,  EM DEFESA DE KLEBER SALAZAR, NO TEMPO DO “PIG”…)? Aliás, enquanto a URSS existiu, os comunistas e socialistas (incluindo as pessoas) não eram todos iguais? Inclusive na roupa e no pensamento? E, se não me engano, até repressivos eram, não (ex:AMORAL DA HISTÓRIA)?

Bem o sociólogo vai abordar o roubo dos espaços públicos pelos shoppings …:

“…Na sua fase neoliberal, o capitalismo implementa, como nunca na sua história, a mercantilização de todos os espaços sociais. Se disseminam os chamados não-lugares – como os aeroportos, os hotéis, os shopping-centers –, homogeneizados pela globalização, sem espaço nem tempo, similares por todo o mundo.

Os shopping-centers representam a centralidade da esfera mercantil em detrimento da esfera pública, nos espaços urbanos. Para a esfera mercantil, o fundamental é o consumidorbaiano pagando promessa, Lucien, facebook e o mercado. Para a esfera pública, é o cidadão e os direitos.

Os shoppings-centers representam a ofensiva avassaladora contra os espaços públicos nas cidades, são o contraponto das praças públicas. São cápsulas espaciais condicionadas pela estética do mercado (…) A instalação de um shopping redesenha o território urbano, redefinindo, do ponto de vista de classe, as zonas onde se concentra cada classe social. O centro – onde todas as classes circulavam – se deteriora, enquanto cada classe social se atrincheira nos seus bairros, com claras distinções de classe (…) O shopping pretende substituir a própria cidade (…) Interessa aos shoppings os consumidores, desaparecem, junto com os espaços púbicos, os cidadãos …”

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=233657&id_secao=10

Agora que entendi os rolezinhos… (só continuo sem entender o fim do socialismo e as fugas – sempre que possível – para os infernos capitalistas… Lembrete: ESQUERDA CAVIAR). E, agora que tomei consciência, não deixo mais meu filho em nenhuma livraria ou cinema de shopping. Vou procurar uma praça pública bem legal (frequentada por socialistas, de preferência), pra ele. Esse negócio de compra, conforto, segurança, limpeza, novidade… é tão pequeno-burguêsa, né? Ainda bem que até o estacionamento vai ser pago.

…………………………………….QUEIXO DURO II (ROLEZINHO CAVIAR)

CAVIAR, ROLEZINHO, pcdob“…Toda vez que leio ou assisto alguma notícia a respeito dos atuais “rolezinhos” em shoppings paulistanos, lembro-me imediatemente da luta dos negros nos Estados Unidos. De fato, há algo da altivez e da bravura de Rosa Parks na atitude irreverente e desafiadora destes jovens das periferias. A “primeira dama dos direitos civis”, como ficou conhecida, parece ter se mudado pra Itaquera. Da mesma maneira, sinto o cheiro fétido das leis de Jim Crow na repressão dos empresários e da PM aos encontros organizados pelo Facebook (…)Ao fim e ao cabo, que crime estes jovens cometeram? O que pode justificar que eles sejam barrados nas portas dos centros comerciais, revistados, imobilizados, ameaçados, agredidos e, finalmente, presos pela PM? As razões só podem ser o racismo e o ódio de classe que transformam a vida dos moradores das periferias em um verdadeiro calvário…”

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=233987&id_secao=10

Pode ser, claro (vamos admitir que tudo isso tenha ocorrido, mesmo, leitor). Mas, e se rolasse um rolezinho, por exemplo, numaCAIXA VEM agência da Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil, o que aconteceria? Menos: você tá lembrado de um certo rolezinho que rolou, aqui no Centro Administrativo da Bahia (CAB)? Rolou um arma e, dizem, até tiro. E não foi na Era ACM

arma de fogo, bahia, governo

Essa imagem correu mundo. Disse o G1, na época:

“…Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) apontam o subsecretário da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Ari Pereira, como o autor de disparos efetuados na manhã desta terça-feira (10) na sede do órgão, em Salvador durante um protesto. A mobilização ocorre para pedir ao Governo do Estado agilidade nas investigações sobre a morte de um integrante do MST no município de Iguaí…”

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/09/mst-protesta-em-frente-ao-predio-da-secretaria-de-seguranca-publica.html

Na mesma data (10/09/13), o “Portal da Esquerda Bem Informada“, que focou o racismo acima, até viu a arma, mas tão sobriamente que até parece ter havido um acidente com alguma mão esquerda…

PCdoB, arma de fogo, bahia

http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=223711&id_secao=58

Tá notando como a vida é, né, leitor? lembrete: com “subir às escadas“, o jornalista (será aquele?) talvez tenha querido dizer subir as escadas, mesmo).  Abaixo, 02 imagens…

Rolezinho, veja 22jan14, 4

Rolezinho, veja 22jan14, 4 - Cópia

Notou no alto grau de  contestação e revolta contra a exclusão, o consumismo e o racismo, leitor? Bem, pode ser que sejam falsas as imagens e a informação, afinal, elas são da “imprensa burguesa”, e, no caso, da Veja… Tá lembrado, né?  deu na veja                                               veja EM DEFESA DE KLEBER SALAZAR

Mais na matéria completa: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/rolezinho-eu-nao-quero-ir-no-seu-shopping:

Rolezinho, veja 22jan14, 1

Rolezinho, veja 22jan14, 2

Mais uma:

Rolezinho, veja 22jan14, 3

rolezinho, 3, texto 2

E um editorial:

Rolezinho, veja 22jan14, EDITORIAL

Rolezinho, veja 22jan14, EDITORIAL 2

Rolezinho, veja 22jan14, EDITORIAL - 3

No Portal G1 (18/jan/14:

rolezinho, g1, 18jan14“…Quando o “rolezinho” chegou à praça de alimentação do Plaza Shopping, que estava praticamente vazia, os ativistas convidaram os manifestantes a ocuparem as cadeiras. Um dos seguranças retirou, à força, um garoto negro, que aparentava ter 12 anos, da cadeira. O ato gerou protesto e o referido segurança foi retirado do local pelos colegas. “Essa foi uma cena de covardia”, bradou uma professora que se identificou apenas pelo nome de Alair.

Frequentadores do shopping, em sua maioria, assistiram ao “rolezinho” sem se manifestar. Em alguns corredores, o grupo manifestante ganhava novos seguidores. Além dos gritos de repúdio ao racismo, a expressão que mais se ouvia era “não vai ter copa“.

Quem repudiou completamente o “rolezinho” foram os lojistas. Em uma das lojas os funcionários fizeram cartazes de crítica. “Na próxima vez comprem alguma coisa”, registrava um papel empunhado por uma vendedora. Por causa da atitude, estes lojistas foram hostilizados pelos manifestantes e a loja, rapidamente, cercada pelos seguranças. “Eu dependo da comissão das vendas. Não acho justo eles nos impedirem de vender. Sábado é um dos dias de melhor movimento”, reclamou o vendedor de uma loja que preferiu não se identificar...”

Os fatos nem sempre concordam com a versão ou a ideologia, né, leitor? Aguarde o texto do sociólogo e cientista político Emir Sader, a respeito.  Veja, também:

PARTIDO DA CLEPTOMANIA DO BRASIL II,  O CASO BANCOOP II, VIVA A CORRUPÇÃO!UM ANO DEPOISTUDO POR AMOR?,MULTIUSO 20, ESQUERDA CAVIAR (introdução), UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL (“VEJA MENTE”), UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL (VEJA MENTE II)

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