20jun. Graças a deus, fui do inferno agora cedinho (não pude fazê-lo na semana santa; veja PEDIDO E DENÚNCIA). Quando voltar (depois do S’joão), terei mais uns 02 dias de merecidas férias. Vão rolar um multiuso novo e uma viagem em livro(resenha).
ELES FORAM PARA A RUA E NÃO LEVARAM PARTIDOS, CENTRAIS, NEM SINDICATOS? A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA AGORA É A INTERNET? E SE A “IMPRENSA BURGUESA” NÃO FOSSE?
A burguesia fede? No fim da vida, Cazuza – poeta - dizia que sim. PT e PCdoB, aliás, ganharam a vida nessa toada. Mas, será que fede mesmo? O que avida prova é que, da burguesia, o que eles não gostam, mesmo, é a imprensa. E mesmo assim, só quando estão no poder… (veja O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, PARABÉNS, VEJA, AMORAL DA HISTÓRIA…) Lembra de um tal Land hover (
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70771.shtml )? Veja mais (clique na imagem para vê-la em amanho natural):
Bem, enviei o e-mail e confesso que não gostei da primeira resposta:
Pouco atenciosa e, talvez, doméstica demais, não, leitor? Nem sequer o sujeito da mensagem se identifica!? O que custava: “caro filiado, caro Luiz“… Qualquer “caro, prezado…” seguido do nome sempre dá mais tesão… Não é à toa que as empresas (e até o Estado), quando se dirigem aos seus clientes, sempre dão uma puxadinha de saco, né? Mas, o fato é que, com aparente pouco caso ou não, a resposta acabou vindo e, agora, já posso provar que as fotos apresentadas em Juízo como sendo “pessoais” são, na verdade, profissionais e públicas. Será que eu as conseguiria mediante o mesmo pedido, antes das últimas eleições? Acho que não. Logo, até onde pude comprovar pelo menos, o sindicato está mais disponível ao seu filiado, independente do seu afeto com o Chefe ou Chefes. E isso é muito bom.
Lembremos, aliás, que a atenciosa ex-dirigente, acompanhando quase toda a categoria, também apoiou a mudança, né?
Como filiado, gostei muito de ter sido procurado, no trabalho, pelo atual dirigente André, em razão de alguns outros requerimentos oficialmente feitos à entidade, recentemente. Um deles tratava da ação em que, como filiado, pedi à justiça a responsabilização civil de quem, TENDO O DEVER DE ADMINISTRAR, deixou de ver os incríveis desvios de que trata o já velho RELATÓRIO DE AUDITORIA. Dei uma de americano ou europeu: Accountability (prestação de contas, responsabilização…). Não é coisa lá muito traduzível para o português não, leitor. Talvez, nem mesmo compreensível, né? Mas, fui obrigado a fazê-lo (veja sobre o tema emEM 2011, TODOS OS SONHOS SERÃO VERDADE? e NADA MAIS DO QUE A VERDADE?)
Mas o fato é que o gestor compareceu e ouviu civilizadamente (querendo entender o caso). E é para isso que se torna dirigente, né? Parabéns, Sindjufe-ba, independente do resultado que venham a ter os pleitos. Um deles:
Mensagem original De: lzestrela < lzestrela@uol.com.br > Para: juridico@sindjufeba.org.br < juridico@sindjufeba.org.br >,sindjufeba@sindjufeba.org.br Assunto: REQUEIMENTOS Enviada: 28/05/2013 12:31
Senhores Diretores
Solicito-lhes informação sobre os REQUERIMENTOS feitos por este filiado. Informo-lhes que os dois foram entregues à funcionária Joseane, aqui na subsede/Comércio.
Gostaria de saber, também:
1) se ESSA DIRETORIA TOMOU OU ESTÁ TOMANDO ALGUMA PROVIDÊNCIA COM RELAÇÃO AO INQUÉRITO QUE, SEGUNDO A PASSADA, APURARIA UM DESVIO DE APROXIMADAMENTE R$600.000,00 (seiscentos mil reais), DESSE SINDICATO. A informação do DESFALQUE É VERDADEIRA E CONSTA DO ÚLTIMO RELATÓRIO DE AUDITORIA DISTRIBUÍDO PELA ENTIDADE, já tendo sido, inclusive, tratado publicamente por este filiado e pelo atual diretor jurídico Francisco Filho.
2) se ESSA DIRETORIA TOMOU OU ESTÁ TOMANDO ALGUMA PROVIDÊNCIA COM RELAÇÃO AO DESVIO DE APROXIMADAMENTE R$3.000.000,00 (três milhões de reais), DESSE SINDICATO, REFERENTES AO LONGO DESFALQUE relatado na fl. 06 da mesma AUDITORIA. Este assunto não só já foi tratado publicamente por este filiado (em seu blog) como está sendo tratado judicialmente, com expectativa de RECUPERAÇÃO DE VERDA PARA A ENTIDADE.
Att,
Luiz Estrela
Você não sabe o quanto a resposta escrita a este e-mail é importante, leitor. E ela dirá o quanto se mudou, né? Mas, há alguns sinais (demorados, mas há):
Continua errando, já que o espaço NÃO é do “leitor“, mas do ASSOCIADO (“leitor” é apenas quem lê o jornal, não quem o sustenta…). Mas, de qualquer forma, é de diferente de
Mesmo porque ele (sindicato) sabia tratar-se de uma matéria falsa: este editor NÃO respondia a qualquer processo e JAMAIS FALSIFICOU QUALQUER DOCUMENTO, COMO JÁ ENTÃO PROVADO NA POLÍCIA FEDERAL. Tanto que, em razão dessa matéria, foram ajuizadas duas ações na esfera cívil. Espera-se, também, que o Sindjufe-ba, ao invés de enfrentar os fatos que eventualmente lhe venham a ser imputados, evite, por exemplo, artifícios como “bombas”:
Você notou na ênfase e na certeza do sindicato, leitor? Tudo isso foi para convencer a 5a Vara Cívil das razões por que os artigos foram eliminados do site, viu (imagem acima)? Ora, sendo uma instituição, não deveria ela ter-se baseado mais na regra do que em “fatos” externos que talvez ela nem conhecesse bem, leitor? Eis a regra:
Art. 6º – São deveres dos filiados: f) contribuir com o Sindicato com informações, notícias e artigos de interesse da classe.
Sobre essa explosiva fl. 105 de certa petição (clique na imagem ao lado, para vê-la em tamanho natural), devo informar, aliás, que, infelizmente, só este acusado (já condenado pelo próprio sindicato) comparece às audiências na 3a Vara Penal. Já foram duas. Por que será, meu deus? Meio chateada, aliás, a magistrada já admitiu que, não comparecendo mais ninguém na audiência marcada para setembro/2014, a minha advogada deve pedir o fim do processo, com a já antecipada deferência dela. A “explosão” foi em agosto 2008 e eu nunca fui citado, viu, leitor? Veja mais em O DILEMA DA REALIDADE.
Espera-se, também, que o novo sindicato, eventualmente precisando defender-se, enfrente os fatos, né, leitor? Com relação à Auditoria, por exemplo, entre outras cositas mas, tem-se que
Ou seja: de maio 2002 (unificação) a julho/2006, a contribuição dos servidores do TRE para o Sindjufeba sumiu. E ela é de mais R$43mil/mês, segundo o próprio Sindjufe-ba. Foi o que este blog informou. Já o sindicato…
Depois de sonhar tantos anos, De fazer tantos planos De um futuro pra nós…
Linda imagem, não? Quanta liberdade! Ela esta no Portal O Vermelho, a esquerda bem informada, como se diz. Trata a matéria de uma obra editada na Argentina (melhor teria sido em Cuba ou Venezuela, não?), abordando o tema ”TV PÚBLICA”…
Jesuis, José e Maria, como dizia a minha mãe. ”PÚBLICA”? Pública é a TV Cultura, a BBC de Londres (e outras, todas do capitalismo), mantidas pela sociedade (público), MAS institucionalmente NÃO SUJEITA ao governo. Sujeita a quê? À regra pública! Não existe nada público onde nada é privado, aliás, né? Claro: onde nada for privado, nada será público, já que tudo será do Governo, do Estado, do Partido ou do Chefe… Alguma dúvida?
“Dois homens foram detidos ao tentar embarcar em um voo de Brasília para o Rio de Janeiro com R$ 465 mil em espécie escondidos em meias, cuecas e outras peças de roupa. A prisão ocorreu na quinta-feira pela Polícia Federal. Um dos homens, que se identificou como Michel, disse que portava R$ 229 mil. O economista e empresário Eduardo Lemos, dono da Fides Advisor Consultoria Financeira, se apresentou como dono do dinheiro. As informações foram publicadas no jornal O Globo.
Segundo Lemos, o dinheiro seria enviado ao Rio para ser usado na compra de um apartamento para a mãe e no pagamento de dívida de R$ 50 mil. Em 2005, um funcionário do deputado José Guimarães, atual líder do PT na Câmara, foi preso com dólares na cueca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele chegou a ser processado por improbidade administrativa, mas foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2012. “Não tenho contrato com o serviço público, não tenho ligação com político”, disse Lemos.
Lembra dele, leitor? Meio mundo da “imprensa burguesa” já o entrevistou. Trata-se de um ex-militante da luta armada dos anos 60/70 que, presidente de uma República (poder sujeito a regras e sucessão), continua fiel às suas convicções. Três cositas da sua páginas amarela de Veja (outubro/10):
“…a estatização é uma solução que foi abandonada. Trata-se de uma receita perfeita para desenvolver uma burocracia opressora. Continuo sendo socialista porque sou inimigo da exploração do homem pelo homem. Isso não inclui defender um estado grande e um funcionalismo público inchado. Seria um desastre…”;
“…os jornalistas devem tentar atuar com honra. Depois, cada leitor ou telespectador deve interpretar o que leu ou viu. Quanto mais educada e qualificada for a população, maior diversidade haverá de opiniões, o que é muito bom…”;
“… a melhor lei de imprensa é a que não existe…”; Veja (MADE IN URUGUAI)
“A desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre, que analisa o inquérito da operação G7 sobre o suposto cartel de empresários que teria fraudado contratos públicos com a participação de integrantes do primeiro escalão, do governo Tião Viana (PT), enviou um comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma ameaça sofrida por ela e um suposto plano para matá-la, relatado por um preso do Estado. A desembargadora solicitou segurança pessoal e pediu que os pedidos de liberdade dos acusados sejam julgados em Brasília.
No documento, a desembargadora relata que na tarde de segunda-feira, 27, foi comunicada pela juíza Luana Campos, da Vara de Execuções Penais do Acre, sobre um “possível planejamento” para matá-la. Um criminoso detido no presídio da Papudinha, onde estão 13 dos 15 presos do inquérito da G7, afirmou à juíza Luana Campos ter ouvido comentários sobre um suposto atentado.
A desembargadora também comunicou ao STF e ao CNJ uma ameaça anônima feita por telefone há 15 dias. “Esta Desembargadora também recebeu uma ligação sem sinal de identificação dizendo os seguintes imperativos: ”Cuidado! Tenha cuidado com a sua vida!”“, escreveu a magistrada (…)
Nesta quarta-feira, o Tribunal de Justiça levou para sessão do Pleno os pedidos de relaxamento de prisão de 14 dos 22 indiciados que estão presos desde o dia 10, preventivamente. Dos nove desembargadores presentes, cinco tinham alguma relação de parentesco com os indiciados, inclusive o presidente do TJ, desembargador Roberto Barros.”
“Nota de pesar da presidenta Dilma Rousseff pelo falecimento de Roberto Civita
Lamento a morte do empresário Roberto Civita. Sob o seu comando, a Editora Abril, consolidou-se como uma referência.
Nesse momento de tristeza, envio meu abraço solidário para sua mulher, Maria Antônia, seus filhos e amigos
Dilma Rousseff Presidenta da República Federativa do Brasil”
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo: “Um desaparecimento muito prematuro. Era uma pessoa com quem travei longos debates sobre educação. Uma das características do grupo Abril foi compromisso de longa data com o setor educacional. Como ministro da educação pude frequentar o grupo Abril para fazer a agenda da educação avançar. Todas as revistas do grupo tinham espaço reservado para educação”
………………………………………………………O LEITOR É O VERDADEIRO PATRÃO?
“Se você não está gerando reações fortes, está fazendo algo errado. Não acredito em imprensa que quer agradar a todo mundo. Por que você faz uma revista? Só para ganhar dinheiro? Eu acho que vem junto uma responsabilidade. Eu falo isso há 50 anos… Para todo mundo. Para os meus filhos. Eles não gostam, mas eu falo. Se você não quer ter a responsabilidade (…), vai plantar batata.”
“…. Conheci Roberto Civita pessoalmente em 2005, num jantar na casa do cientista político Luiz Felipe d’Avila, um amigo comum. A VEJA.com só passaria a hospedar o meu blog no ano seguinte, mas não por iniciativa dele. O convite partiu da direção da revista (…)
No dia 24 do mês que vem, este blog completa seu sétimo ano hospedado na VEJA.com. Nesse tempo, não tive de consultar outra instância que não a minha própria consciência — e é fato que expressei aqui, e na própria revista, opiniões com as quais sei que Roberto não concordava — sou certamente mais conservador do que ele era — e que também não coincidem com a linha editorial da própria VEJA. Jamais me chegou nem mesmo um eco, ainda que distante, que tivesse o ânimo da censura ou da imposição de, sei lá como chamar, uma “linha justa”. Essas coisas eram estranhas a seu vocabulário, a seu universo intelectual, a seu entendimento do mundo (…)
Nas ditaduras, sabemos, os que se prezam são, muitas vezes, submetidos a uma espécie de servidão involuntária. Nas democracias, o perigo maior é o da servidão voluntária. A imprensa corre o risco imenso de, sob o pretexto de “colaborar com o país”, passar a se confundir com o próprio poder, do qual tem a obrigação de ser uma analista crítica, independente, imparcial no que concerne às forças políticas em disputa, mas apegada, sim, a valores. Roberto tinha essa clareza.
“O LEITOR É O VERDADEIRO PATRÃO” -Victor Civita (trechos):
Existe uma fórmula mágica para o sucesso? Sim. Eu a conheço e já registrei com o nome de A Fórmula Mágica da Sorte e do Sucesso (ou — pelo menos — da Sabedoria) em Alguns Minutos por Dia ou Seu Dinheiro de Volta.
Nossa! O senhor pode nos contar como ela funciona? Trata-se, muito simplesmente, de LER.
Isso é uma sigla? Verbo. Ler o quê? Tudo o que cair em suas mãos! Folhetos, folhetins, fascículos, panfletos e literatura de cordel. Jornais (grandes, pequenos, nanicos e alternativos), revistas (gerais, profissionais, técnicas… até da concorrência), boletins, fichas de receita, anúncios, embalagens, bulas, enciclopédias, circulares, relatórios, o manual de proprietário do seu carro, quadrinhos, dicionários, programas de teatro, discursos, cartas de amor e — se possível — até alguns livros… Em qualquer lugar. E especialmente no trânsito, no banheiro, no ônibus, no avião, na praia, no elevador, no metrô, no intervalo do jogo no Estádio do Morumbi e — naturalmente — na sala de espera do médico ou dentista. Onde quer que você esteja. Em qualquer momento disponível. Quando não conseguir dormir, quando se encontrar em qualquer fila, no café-da-manhã, na hora do almoço (ou — se estiver de regime — no lugar do almoço), entre duas partidas de tênis no clube, durante os comerciais… até em vez de assistir a uma novela! O importante é reservar tempo para ler. Escolha a hora que quiser. Acorde mais cedo. Durma mais tarde. Mude algum programa. Mas… leia!
A liberdade é a exceção da História, não a regra; é aquilo que os homens buscam, não o que possuem”. (Arthur Schlesinger)
… Se me permitirem acrescentar mais uma recomendação àquela básica, eu lhes diria: sempre que possível, leiam com um lápis ou caneta na mão. Marquem os trechos que acharem importantes. Recortem artigos de jornais e revistas. Colecionem as frases ou parágrafos de que gostarem, como outras pessoas colecionam selos, figurinhas, autógrafos, conchas ou chaveiros. Classifiquem seus achados, arquivem-nos, troquem-nos com seus amigos… E voltem, sempre, para saboreá-los. Descobrirão que a sua coleção através dos anos revelará muitas coisas importantes a respeito de si próprios. Bem, se isso não trouxer sorte e sucesso, garanto que — no mínimo — trará sabedoria e muita satisfação.
O que não muda? Nossa credibilidade continua sendo nosso principal ativo. Daí a fundamental importância da rígida separação entre editorial e publicidade. É o certo a fazer, moral, ética e filosoficamente, como também (e felizmente) o que convém fazer pensando a longo prazo. É o que, afinal, transformou cada uma das nossas publicações na revista líder do seu setor. E é o que vai mantê-las nessa posição e fazê-las crescer e continuar contribuindo para o desenvolvimento do país no futuro.
O que mais não muda?… Um jornalista precisa de escolas, sim — escolas sem rótulos, que ensinem história, literatura, economia, ciência, filosofia, direito… o universo! Um jornalista precisa aprender a pensar, analisar, questionar, usar a cabeça. Um jornalista precisa ler muitos livros, precisa ser curioso, querer saber sempre o porquê das coisas, todas as coisas. E precisa gostar de contar o que descobre, de contar histórias…
Quando o senhor sabe que uma publicação está no caminho certo? Existem muitas variáveis, mas a infalível é quando os jornalistas de uma revista acreditam que o leitor é o seu verdadeiro patrão. Quando eles trabalham unicamente para atender às necessidades desses leitores, por meio de um jornalismo sério, bem pautado, bem apurado, bem escrito, bem editado — resultando em revistas honestas, bonitas, úteis e surpreendentes.
O senhor mesmo gosta de dizer, citando Thomas Jefferson, que apesar de todos os defeitos é melhor ter imprensa imperfeita do que nenhuma, certo? Aos críticos, nunca é demais repetir: não criamos os fatos, não inventamos a natureza humana, não somos deuses com o poder de alterar o curso dos acontecimentos (…)Nosso Rui Barbosa definiu bem a necessidade da imprensa ao afirmar que ela é “a vista da nação. Através dela a nação acompanha o que se passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam ou roubam, percebe onde lhe alvejam ou nodoam, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa e se acautela do que a ameaça”.
Para finalizar, se fosse preciso escolher um único indicador de qualidade da imprensa, qual seria? Quanto mais independente do governo, maior será a contribuição da imprensa e da livre-iniciativa ao desenvolvimento do país.
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística
“… o homem público está sujeito a críticas. Exatamente pela função que exerce, mesmo porque o poder lhe advem da autoridade da lei e da soberania do povo. Age por delegação e não por direito próprio e por isso mesmo deve explicações sobre os seus atos (…) Tanto mais ácida ou contundente será a crítica quanto mais alto for o cargo ocupado pelo homem público. Quanto mais altas as funções, mais se exige dos homens que as ocupam (…) Surpreendidos em práticas irregulares, não podem se queixar do direito de crítica exercido pela imprensa e assegurado pela Constituição e pelas Leis. Mesmo quando esse direito é exercido com certos excessos. Mais importante que a eventual suscetibilidade ferida é o direito da nação em ser bem informada …”
(decisão de um Juiz paulista em processo contra Fernando Collor de Mello, quando este mandou a Polícia Federal invadir o jornal A Folha de São Paulo; Em Mário Sérgio Conti, Companhia das Letras, SP, 1999, fl. 508)
E tudo isso ao lado do anúncio do blog de Zé Dirceu:
3. ”…REACIONÁRIO, CONSERVADOR, MÍDIA GOLPISTA…”
Tudo bem que foi em nome de DILMA e RENAN…
“…A presidenta Dilma Rousseff divulgou nota de pesar pela morte de Ruy Mesquita. Dilma diz que o jornalista “foi um homem de convicções” e “símbolo de uma geração da imprensa brasileira”, ao lembrar a criação do “inovador” Jornal da Tarde. “Neste momento de dor, presto a minha solidariedade à família e [aos] amigos”, conclui (…) O presidente do Senado, Renan Calheiros também divulgou nota de pesar pela morte de Mesquita...”
……………………………………………………………………………….LULA E DILMA, 10 ANOS
Sobre o livro ao lado (organizado pelo sociólogo Emir Sader, com textos de Marilena Chauí, Marco Aurélio Garcia, Marcio Pochmann, Luiz Gonzaga Belluzzo, José Luis Fiori, Luis Pinguelli Rosa e Paulo Vannuchi), a própria editora diz o seguinte (grifo atual):
“…é um panorama de 21 ensaios de intelectuais engajados e ativamente envolvidos na política da última década, que discorrem sobre como foram implementadas as políticas sociais – o cerne dos governos Lula e Dilma –, seus enfoques setoriais obrigatoriamente desiguais, seus sucessos e obstáculos até hoje ainda não superados. Além desse amplo espectro de reflexões, o livro conta com uma entrevista inédita com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada em fevereiro de 2013 especialmente para esta coletânea, na qual ele avalia a experiência de governo e faz um balanço das suas realizações e do que não foi possível fazer durante seus dois mandatos. “A intuição e o pragmatismo de Lula serviram de bússola nesse caminho, com situações às vezes surpreendentes e inesperadas, mas que fizeram com que se concluísse esse período com um balanço claramente positivo”, afirma o sociólogo…” [Emir Sader]
Veja, do próprio site, um “Trecho do livro” (sobre a classe média; grifo atual)
“…Fragmentada, perpassada pelo individualismo competitivo, desprovida de um referencial social e econômico sólido e claro, a classe média tende a alimentar o imaginário da ordem e da segurança porque, em decorrência de sua fragmentação e de sua instabilidade, seu imaginário é povoado por um sonho e por um pesadelo: seu sonho é tornar-se parte da classe dominante; seu pesadelo é tornar-se proletária. Para que o sonho se realize e o pesadelo não se concretize, é preciso ordem e segurança. Isso torna a classe média ideologicamente conservadora e reacionária, e seu papel social e político é o de assegurar a hegemonia ideológica da classe dominante, fazendo com que essa ideologia, por intermédio da escola, da religião, dos meios de comunicação, se naturalize e se espalhe pelo todo da sociedade. É sob essa perspectiva que se pode dizer que a classe média é a formadora da opinião social e política conservadora e reacionária…”
– Marilena Chaui em “Uma nova classe trabalhadora”
Não li o livro, leitor, nem vou ler por várias razões. E uma delas talvez seja um certo oficialismo. Agora, se você puser os termos Marilena, Marilena Chauí ou Chauí em pesquisar ao lado, verá que muita coisa será encontrada. Ex: o blog, ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA, A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER… Nem tudo será encontrado, aliás, em razão da liminar. Mas, em O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, por exemplo, você verá:
“… o que distingue a democracia? … em primeiro lugar: a defesa da liberdade de pensamento e expressão , isto é, a defesa do direito da opinião pública … para isso é preciso que você tenha acesso aos meios pelos quais você exprime sua opinião… Ora, quando esses meios são um monopólio, quem vem falar pra mim em democracia? … Para que ela exista, seria preciso que, em igualdade de condições, duas, três ou quatro opiniões antagônicas pudessem se exprimir no mesmo tempo e no mesmo espaço … O que nós temos é controle da opinião…”
Essa é a Marilena que me formou, leitor (veja imagem dela no cabeçalho do blog). Felizmente, li muita coisa sua e a vi várias vezes, aqui em Salvador. Era a doutora, autora e filósofa de um mundo que ainda ia se estabelecer ( o PT antigo). O que aquela professora não via? Mas, aí, o PT chegou ao poder. E ela passou a não ver. Pra falar a verdade, aliás, nunca vi nem ouvi nada dela sobre as cenas fortes de, por exemplo, VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?) nem VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2…
Já seria a própria professora uma “conservadora”? Você sabe que o mundo é dialético (tese, antítese, síntese), né, leitor? E, hoje, o PT (e certamente a professora) é a tese. “…a dialética opera por uma espécie de purificação e decantação de conceitos a partir do embate das opiniões…”, diz a profícua autora em INTRODUÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA (DOS PRÉ-SOCRÁTICOS A ARISTÓRELS; Cia Das Letras, SP, 1994, fl. 228). Ora, o que a professora diz sobre a classe média (bom e inevitável fenômeno do capitalismo) poderia ser dito, por exemplo, de LULA, JOSÉ DIRCEU, GENOÍNO, PALOCCI, JOÃO PAULO, DELÚBIO…, o cerne do próprio PT? Poderia ser dito do mundo interno dos partidos, sindicatos e estados chamados “socialistas”? (veja DESVIO NO SINDJUFE É DE BEM MAIS DE MEIO MILHÃO!, NADA É TUDO, VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO, CISNES SELVAGENS, VOCABULÁRIO DE IDEIAS PASSADAS, STALIN, MAO, FIDEL (e ERENICE), DICIONÁRIO AMOROSO DA AMÉRICA LATINA…) Quem não é ou vem a ser conservador?
Vou deixar vocês, mais uma vez, com o ótimo conservador Reinaldo Azevedo:
O sociólogo Emir Sader, emérito torturador da língua portuguesa, é organizador de um livro de artigos intitulado “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma” (…) O título é coisa de beócios. Para que pudesse haver esse “depois”, forçoso seria que tivesse havido o “antes”. Como jamais houve liberalismo propriamente dito no país — o “neoliberalismo” é apenas uma tolice teórica, que nunca teve existência real —, a, digamos assim, “obra” já nasce de uma empulhação intelectual
(…)
Quem foi neoliberal? Fernando Henrique? Porque privatizou meia dúzia de estatais? A privatização de aeroportos e estradas promovida por Dilma Rousseff — e ela o fez mal e tardiamente — é o quê? Expressão do socialismo? Do “neonacional-desenvolvimentismo”? Sader se orienta no mundo das ideias com a mesma elegância com que se ocupa da sintaxe, da ortografia e do estilo.
Na terça-feira passada, um evento no Centro Cultural São Paulo marcou o lançamento do livro. Luiz Inácio Lula da Silva (quando Sader está no mesmo texto, eu me nego a chamar Lula de “apedeuta”!) e Marilena Chaui estavam lá para debater a obra. Foi nesse encontro que a professora de filosofia da USP mergulhou, sem medo de ser e de parecer ridícula, na vigarice intelectual, na empulhação e na pilantragem teórica. Se eu não achasse que estamos diante de um cárater típico, seria tentado a tipificar uma patologia. Republico o vídeo. Volto em seguida.
Voltei Trata-se de uma soma estupefaciente de bobagens — sim, há método em tudo isso — de que me ocupo daqui a pouco, embora Marilena não merecesse muito mais do que farei neste parágrafo e no próximo: pegá-la no pulo. Os livros didáticos e paradidáticos de filosofia desta senhora são comprados pelo MEC e distribuídos a alunos do Brasil inteiro. Quanto dinheiro isso rende à nossa socialista retórica, que só se tornou uma radical de verdade quando ser radical já não oferecia nenhum perigo? Marilena é professora da USP desde 1967. É só no começo dos anos 80, com o processo de abertura em curso — lembrem-se de que, em 1982, realizaram-se eleições diretas para governos de estado —, que se ouve falar da tal Chaui. E não! Ela não exercia ainda esse esquerdismo xucro, mixuruca, bronco. Seu negócio era falar de Merleau-Ponty, dos frankfurtianos, de Espinoza, confrontando a ortodoxia marxista… À medida que foi se embrenhando na luta partidária, tornou-se uma proselitista vulgar, “intelectual” demais para ser um quadro dirigente do partido, partidária demais para ser considerada uma intelectual — cuja tarefa principal, sim, senhores!, é pensar com liberdade.
Marilena poderia revelar à classe média que ela odeia quanto dinheiro ganhou com os seus livros didáticos e que nobre destino deu à grana. E acreditem: não é pouco. Autores que têm a ventura de ser incluídos na lista do MEC podem ficar ricos. Socialista que é, ortodoxa mesmo!, impiedosa com a “classe média”, não posso crer que ela tenha se conformado com os fundamentos reacionários do processo de herança, enriquecendo filhos e netos. O dinheiro amealhado deve ter sido doado a alguma entidade revolucionária, a algum sindicato, a alguma ONG que lute contra as desigualdades. Não posso crer que Marilena se conforme em transformar aquela bufunfa em consumo, viagens ou bens imóveis.
Pilantragem intelectual Vamos ver. Foi o PT quem mais se beneficiou politicamente com a suposta existência da tal “nova classe média”, conceito que já ironizei aqui, mas por motivos diversos dos da destrambelhada que fala acima. A rigor, essa é uma criação da marquetagem partidária.
Inventou-se uma tal classe média que já corresponderia a 54% da população brasileira. E que classe é essa? Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), são as famílias com renda per capita, atenção!, entre R$ 300 e R$ 1.000. Um casal cujo marido ganhe o salário mínimo (R$ 678) — na hipótese de a mulher não ter emprego — já é “classe média” — no caso, baixa classe média (com renda entre R$ 300 e R$ 440). Se ela também trabalhar, recebendo igualmente o mínimo, aí os dois já saltarão, acreditem, para o que a SAE considera “alta classe média” (renda per capita entre R$ 640 e R$ 1.020). Contem-me aqui, leitores, como vive e onde mora quem tem uma renda per capita de R$ 640? O aluguel de um único cômodo na periferia mais precária não sai por menos de R$ 250… Assim como decretou que a maioria dos brasileiros está na classe média, o governo petista está prestes a decretar o fim da miséria — governo, insista-se, de que Marilena é mero esbirro.
Logo, à diferença do que sugere a sem-remédio que fala no vídeo, a “nova classe média” não é uma invenção da “direita”, dos “conservadores” e dos “reacionários”, que ela também odeia, mas do lulo-petismo, que ela tanto adora.
Confusão Marilena faz uma confusão estúpida entre a separação das “classes” por renda e o conceito marxista de “classe”. A primeira é só uma divisão estabelecida segundo faixa de renda e padrão de consumo. Não é nem nunca foi uma abordagem política. Assim, a sua diatribe segundo a qual a “nova classe média” seria, na verdade, “classe trabalhadora” é manifestação da mais alvar burrice. Ora, um operário especializado que ganhe R$ 5 mil deve ser tão “trabalhador” quanto outro que receba o salário mínimo. Há, no que concerne a renda e consumo, diferenças importantes entre ambos, não?, embora Marilena certamente sonhasse em ver os dois irmanados no mesmo projeto socialista. E isso explica o seu “ódio” — que, no fundo, é ódio de sua própria falência como intelectual.
O ódio A forma como Marilena se dirige à plateia reproduz, acreditem, o método que emprega em suas aulas. Sei porque já vi. Ela busca, nas suas exposições, o momento da apoteose, do aplauso. Depois de ter feito uma salada entre “classe social”, segundo a visão marxista, e uma mera divisão segundo faixa de renda, ela mesma pergunta: “E por que é que eu defendo esse ponto de vista?”
Hábil manipuladora de plateias, treinada nas salas de aula para fazer com que seus próprios preconceitos pareçam pensamentos e para confortar a ignorância daqueles que a ouvem embevecidos, ela ainda criou um certo suspense, descartando respostas que seriam óbvias: “Não é só por razões teóricas e políticas.”
SUSPENSE!
Nesse momento, até o público presente, que estava lá para aplaudi-la, pouco importando a bobagem que dissesse, deve ter ficado à espera de um aporte teórico novo ou de uma chave que abrisse as portas da compreensão. Afinal, estavam diante de uma das mais incensadas professoras de filosofia do país, um verdadeiro mito da universidade nos tempos da barbárie intelectual petista. Se as restrições que fazia ali não estavam fundadas nem na teoria nem na política, o mais provável é que se estivesse prestes a ouvir uma revelação. E Marilena, ao menos para os padrões da academia, não decepcionou. Compareceu com uma categoria de pensamento nova.
“É porque eu odeio a classe média. A classe média é um atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma coisa fora do comum a classe média (…) A classe média é a uma abominação política porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta. E ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante”.
Aplausos e risos Sua teatralidade bucéfala lhe rendeu aplausos entusiasmados. Não há nada mais degradante do que levar uma plateia de idiotas a rir de si mesma na suposição de que idiotas são os outros. Afinal de contas, a oradora e aqueles que a aplaudiam são o quê? Pobres? Marxistas revolucionários? Ah, mas aí vem o truque principal dos vigaristas intelectuais que ouvem e da vigarista intelectual que fala.
É certo que operários não são. É certo que são da “classe média”, só que se distinguiriam daqueles a quem “abominam” porque supostamente dotados de uma consciência superior. O filho revolucionário do banqueiro, nessa perspectiva, não teria o menor pudor de chamar de “classe-média reacionário” o gerente do banco do pai — enquanto, como diria Fernando Pessoa, “mordomos invisíveis administram a casa”.
Marilena teme que um trabalhador de classe média perca o seu natural pendor revolucionário, como se o natural pendor revolucionário dos trabalhadores não fosse, no fim das contas, uma ilusão de intelectuais de… classe média! No fundo, Lula e Dilma, celebrados no livro que reuniu a turma, evidenciam a falência do pensamento da sedizente filósofa. O modelo petista está ancorado na expansão do consumo, e Marilena acha profundamente reacionário que alguém possa se interessar mais por uma geladeira nova do que por suas ideias abstratas de justiça. É que, quase sem exceção, os que fomentam ideias abstratas de justiça já têm geladeira nova.
Lula estava presente. Consta que riu, com a mão cobrindo o rosto. Teria dito depois que, agora que é de classe média, começam a falar mal da dita-cuja. As bobagens de Marilena Chaui não são irrelevantes. Servem para criar a mística de que o PT ainda é um partido de pendor revolucionário — ainda que a revolução possível. Besteira! O que ele é, sim, é um partido autoritário, que não é avesso, se as condições forem favoráveis, à violência institucional. Está em curso, por exemplo, a pregação em favor do controle da mídia e do controle do Judiciário. Marilena, com sua picaretagem teórica e intelectual, faz crer que esses são desígnios da progressista classe operária.
Achei que essa senhora, a quem voltarei mais tarde, já tinha chegado ao fundo do poço durante a campanha à Prefeitura, no ano passado. Ainda não! Ela demonstrou que seu abismo intelectual não tem fim. Eu não odeio Marilena. Chego a sentir pena. Deve ser muito triste chegar a essa idade carente desse tipo de aplauso. Em vez da serenidade madura que instrui, a irresponsabilidade primitiva que desinforma. Pena, sim! Menos de sua conta bancária.
…………………………“O BRASIL NÃO COMEÇOU COM O PT” (Jaques Wagner)
Uma ou duas vezes o vi no Grão de Arroz, restaurante natural que liderou a onda natureba dos anos 70/80. Quem tá pela casa dos 50 e gostava dos papos (furados?) dos 80 passou por lá. E tomou uma long nekzinha heineken, um vinho … e a sopa seguida da pizzabrotinho e do mercado cabeça… De lá, era comum “pegar” um cineminha na Biblioteca (Barris). Quantos votos o PT plantou e colheu ali! Ao deputado Wagner (originário do Sindqúimica, se não me engano) dei vários. Ao governador, também, embora não tenha certeza de em quem votei na última eleição (para prefeito, foi em “grampinho”, como o PCdoB chamava o neto do antigo coronel… Pobre ACM, coitado.
Bem, leitor, nem sei se sairia texto nesta semana. Além de trabalhar, só tenho lido processo, falado e escrito sobre processo e tratado com advogado. Para você ter uma ideia, antes de assinar eu folheava a Veja (em livraria, no sábado) e, se fosse o caso, comprava. Hoje, que a assino, bato-lhe os olhos no domingo, quando chega e, na quarta, já tá lida. Pois, sabe quando bati os olhos nas ótimas páginas amarelas da semana? Ontem, quarta… Mas, foi bater o olho e, finalmente, instalar o scanner (impressora).
“…houve o mensalão“? Oxe? E eu pensando que era invenção das elites, da imprensa burguesa e de Veja…!
PLIN-PLIN:
Como eram lindos os anos 70 e 80, hein, leitor? O legal da história é que ela sempre se recompõe, sempre se prova. Veja o que Paulo Markum diz na fl. 354 do seu O SAPO E O PRÍNCIPE – personagens, fatos e fábulas do Brasil contemporâneo (RJ, Editora Objetiva, 2004):
“…O tucano [FHC] reconheceu competência nos petistas:
- ‘Eles têm partido. O risco é outro. É que esse partido …” (leitor? Se ligue!)“…. perca a convicção ao ganhar e fique sem rumo. Se ficar muito tempo, vira PRI, torna-se uma máquina com o único objetivo de manter o poder…”
Que boca, hein? Jesuis, José e Maria, como dizia a minha mãe! Nota importante da mesma fl. 354: “PRI- Partido revolucionário Institucional, criado no México em 19299, tornou-se uma supermáquina partidária que tinha dois mil prefeitos e 31 governadores. Controlou o poder até o ano de 2000.”
Às vezes, rola PRI até em sindicato, né?. PLIN-PLIN.
Resposta à última pergunta:
Legal, né, leitor? Gosto de gente que reconhece o mérito do outro. Isso sempre tem alguma coisa a ver com ÉTICA, que nunca é IDEOLOGIA. Pode até não ser verdade o que se diz (e, aí, o problema é de quem diz), mas é importante que o dirigente, o líder, ressalte o VALOR. Valor moral, aquela coisa que uma certa galera “de esquerda” despreza, chama de “moral burguesa” e substitui por … poder e din-din no bolso. Seria o caso de Wagner? Nota-se que o governador, pelo menos, responde e não atribui aos outros os seus eventuais males, né?
Lembra da nota sobre o PRI mexicano, leitor? E do mais famoso Mensalão? “mais famoso” porque sempre rola um ou outro por aí, né?
POLÍTICA:
LULALÁ DE NOVO?
Estado máximo ou mínimo?
E o Controle da Imprensa? Quem censura motivos tem?
Veja o que, segundo a mal falada Veja, se disse pelo mundo sobre o importante julgamento do famoso MENSALÃO:
07maio.OS PORFISSIONAIS E OS AMADORES II
Lembra dele, leitor? Ele já foi assim:
Mas, a vida… A vida é como é, né? E é maldosa:
É como se a ótima ficção de Isabel Allende (veja frase ao lado) fosse verdade! Não, não é! É como se ÉTICA NÃO FOSSE IDEOLOGIA, meu deus! Veja-se:
E onde poderia ter saído isso? Ora, na Veja (2319, 1º maio), que chia contra censura, “controle social da mídia“, PEC isso, PEC aquilo, etc.
Mas, como proteger a honra alheia e os bons costumes, desse tipo de ataque, meu deus?:
Justiça! Multa! Abaixo a Direita!
……………OS PROFISSIONAIS E OS AMADORES… UM POUCO DE MEMÓRIA DE QUANTO O PT ERA OPOSIÇÃO
Eu lembro desse tempo. E não era só aquele PT que adorava a IMPRENSA e o MINISTÉRIO PÚBLICO, não. O PCdoB, por exemplo, que, se pudesse, ELIMINARIA GERAL (veja GRILAGEM x APAGÃO MORAL), também tava sempre lá. Você sabe quando é que eles odeiam a imprensa, né, leitor?
Por falar em Ministério Público, aliás, veja-se o que o ex-presidente do STF, Ayres Brito, e demais convidados disseram (último PAINEL/Glogo News – Equilíbrio de poderes da República: Quem dá a palavra final…), sobre a PEC que pretende impedir Promotores e Procuradores de fazer investigação criminal
Foi um show. O poeta e ex-ministro autor da frase “JULGAR É SENTIR” estava inspirado (veja, também, A POESIA E A TOGA). Já pensou se a tal PEC corre na época de FHC, leitor??
Bem, o texto abaixo é do ótimo Reinaldo Azevedo. Precisa dizer mais? Não. Apenas que repare no grifo (vermelho). Fui.
“Eles são profissionais, isso é inegável. E seus adversários, sem um Plano Real como eleitor, são bisonhamente amadores. A quem estou me referindo? Respectivamente, ao PT e ao PSDB. Por que isso? Vou lhes contar como eram as coisas.
Bastava o pronunciamento oficial de qualquer um desses presidentes (Collor já não contava porque não mais se pronunciava, apenas estalava os olhos), e o telefone não demorava muito a tocar. Era alguém da direção do PT avisando que o partido tinha em mãos dados que demonstravam que o que o presidente acabara de falar era “menas” verdade. Em breve, diziam, o partido emitiria uma nota etc. e tal. E, sim, lá vinha uma nota com contestações políticas e técnicas.
Vira notícia quem se faz notícia. Se um presidente da República faz um pronunciamento oficial e se o principal partido de oposição contesta o que foi dito, a obrigação do jornalismo é noticiar.
Muito bem! Dilma ocupou alguns bons minutos na TV, em rede nacional, no 1º de Maio. Para não variar, não se tratou de um “pronunciamento à nação”, mas do mais descarado palanquismo, a exemplo do que já fizera com o anúncio da energia mais barata.
Não! Eu não esperava encontrar alguma contestação já no dia seguinte porque tucanos não são aves notórias pela agilidade no voo. Ao contrário até, né? É pássaro garboso, mas meio pesadão. Quem sabe, então, nesta sexta… Mas quê… Nada! Nadica! Parece que ninguém teve a ideia de pegar a íntegra, submeter aos “universitários” do partido com uma ordem: “Desmontem isso aí…”. Ainda que Dilma só tivesse falado verdades factuais, na disputa pelo poder, há as verdades políticas. “Uma verdade política é uma verdade factualmente mentirosa, Reinaldo?” Claro que não! Uma verdade política é aquela que ficou escondida sob o dado eventualmente virtuoso que foi adrede selecionado.
Nada! Zero! Silêncio sepulcral!
Em vez disso, o que entra no ar no dia seguinte, nesta quinta? O horário político do PT, com Dilma e Lula repetindo, agora em linguagem escancaradamente publicitária, os mesmos dados que a presidente desfilou em horário nobre no dia anterior, num feriado que caiu numa quarta-feira gorda — com um bom ibope, portanto.
Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, ao menos encontrou o seu “é possível fazer mais”. Dispensa-se de ter de evidenciar essa ou aquela mistificações e ainda pode apontar: “E isso ainda é muito pouco!”. O PSDB, até agora, é uma gaveta à espera de um conteúdo!
Para não dizer que a coisa passou em brancas nuvens, o senador Aécio Neves (MG), futuro presidente do partido e provável candidato da legenda à Presidência, acabou caindo numa espécie de armadilha e se disse contra a indexação dos salários. Tinha de ser contra, claro! Mas, no Dia do Trabalho, ser levado a fazer esse discurso não chega a ser um exercício nem de sorte nem de esperteza.
Então é isto: Dilma vai ao ar na quarta, diz o que bem entende, e não se lê uma vírgula questionando seus supostos sucessos. Na quinta, aí como propagandista explícita, repete o discurso.
É difícil sair um coelho desse mato. E tucano, será que sai? Com essa agilidade, acabará havendo uma fuga em massa de tartarugas.
… o sofisticado usa guardanapo; o refinado pode até comer de mão. Só que não se suja…
Porto da Barra Contra o Sol
o mar e todos os seus ingredientes movimentam as cabeças que rondam este blog (inclusive as do cabeçalho).
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