11maio. A VOLTA DO FANTASMA
“… É um passo importante desse processo, mas não o último. Há muita coisa
para acontecer. É uma grande vitória, parcial, mas uma grande vitória…”, disse Bruno Daniel, irmão do ex-prefeito assassinado, segundo a Folha. “… Os jurados reconheceram que o crime ocorreu mediante pagamento e que não foi um crime de sequestro urbano convencional (…)”- mesma fonte.
Celso Daniel teria sido morto, segundo o MP, porque queria impor limites a um esquema de corrupção dentro da Prefeitura de Santo André, cujo objetivo era arrecadar dinheiro para financiar campanhas do PT (…) O ex-prefeito saberia do esquema e participaria dele, mas queria impor limites ao perceber que os envolvidos estavam desviando dinheiro para contas pessoais…”. Os executores foram condenados. Grande reportagem com vídeos, fotos, depoimentos … Explicações: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/10/juri-condena-tres-por-morte-de-celso-daniel.htm.
Você não acha uma pena que os ex-companheiros de Celso Daniel, em Brasília desde jan/2003, não tenham se emprenhado para esclarecer esse crime, leitor? Click também em A ERA LULA- parte 1, VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? (have you ever seem that film?), VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME? – parte 2 e BAILINHO DE QUINTA
……………………………………………………………………………VIVA A CORRUPÇÃO!
PARTE1
A DESPOLITIZAÇÃO, a NÃO-CIDADANIA e a INANIÇÃO MENTAL! Viva
logo o Brasil como ele é, como ele sempre foi e como sempre será. Assim, falou não Zaratustra, mas a oficial Carta Capital, em óbvia defesa do mais famoso Mensalão! Lembra que, em NOVO POST2, eu me referi ao editorial OPINIÃO PÚBLICA O QUE É? e ao artigo de mesmo tom “O julgamento do mensalão”, com a palavra “Tristes”? Disse que os traria para cá, não foi? Pois é. Resumo da ópera de um inesperado (para mim, pelo menos!) Mino Carta:
“…A opinião pública que a mídia nativa pretende personificar já condenou o chamado mensalão … A opinião pública da maioria está noutra…”
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/opiniao-publica-o-que-e/
Que DIFERENÇA dos editoriais de Veja, hem? Neste texto você notar por que há décadas me delicio com eles, leitor. “Meus reflexivos botões” – para usar termos do capital editor- não gostaram do que leu. 1º) “Nativa”? Não entendi. 2º) Por que uma “mídia nativa” que se prese não deveria condenar qualquer roubalheira de dinheiro público (ou privado “sem fins lucrativos”)? 3º)
“Opinião pública da maioria”? Que “maioria”? A do voto fácil? A que não lê, não reivindica e sempre esteve …agando e andando até para si mesma? Aquela que, feita em série, sempre com o poder (originalmente, sou de lá), sempre pareceu aos bem-pensantes e revolucionários algo a ser mudado? Sei: a preferida dos demagogos e charlatães, né? A que, antes do PT, votava em UDN, PSD, PTB, ARENA, PDS, PFL, PRN… Meu deus, nunca pensei que ia ver isso. Será, mesmo, leitor, que a bem-pensnte Carta Capital estaria endeusando a massa sobre a qual o padeiro do poder sempre passa o seu rolo compressor? O que é o facismo (jogo de faces), né? Veja FASCISMO DE ESQUERDA (o livro), A GUERRA QUE ELES NÃO PODEM PERDER…
Vi que a revista não aprendeu nada com o seu entrevistado (Ministro Ayres Brito):
- “…Não quero ser popular, muito menos populista. O populista joga para a
plateia, é um ator, só tem compromisso com a própria imagem, quer sair bem na fita. Abomino isso, acho anticientífico e antiético…”
http://www.cartacapital.com.br/politica/ayres-britto-um-poeta-na-alta-corte-2/
Pena, né (veja TUDO PODE DAR CERTO?)? Tudo indica que a velha e boa “massa de manobra” (veja FALSO BRILHANTE ou FINA ESTAMPA?, VOCABULÁRIO DE IDEIAS
PASSADAS, ILUSÕES PERDIDAS…), que nunca esteve por fora, é mesmo a moda (no Sindjufe, também, né?). É ela a boa. E não mais a “crítica” que formou o PT. Êta mundo que dá volta, meu deus! Caberia uma singela reflexãozinha? Taí o tipo de coisa que você só lê, infelizmente, na chamada imprensa burguesa, leitor:
“…Sempre se roubou dinheiro público aqui e sempre o poder político foi disputado para premiar os vencedores e seus aliados com cargos vitalícios, remunerações nababescas e privilégios
inacreditáveis. A carreira política é vista apenas como um meio de subir na vida e amealhar tanto para si quanto para a família e os aliados. Os partidos políticos também só servem para conseguir “colocações” e postos de influência, onde continuará a medrar a corrupção enraizada (…) Enquanto formos como somos, eles [os políticos] continuarão a ser como são, porque é de nós que saem. Um povo que pratica, tolera – e até admira – todo tipo de desonestidade é um povo honesto? Tudo leva a crer que não…” (REFLEXÃO DOMINICAL- João Ubaldo Ribeiro. Eu li na Tarde de 29/04/12, mas você pode ler em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,reflexao–dominical-,866816,0.htm). Veja A FESTA DOS BODES/MULTIUSO10
Com perdão da má palavra, veja agora o que o articulista Marcos Coimbra, do alto da sua condição de cunhado (ou ex) e ex-membro do governo Collor disse sobre o mais famoso MENSALÃO:
“NÃO EVENTO”
- “JURIDICAMENTE, O CASO É FRÁGIL”
- “NÃO QUER DIZER NADA PARA A VASTÍSSIMA MAIORIA DO PAÍS”
- “NÃO RESPONDE A ANSEIOS REAIS DA VASTA MAIORIA DA SOCIEDADE “
http://www.cartacapital.com.br/politica/o-julgamento-do-mensalao-2/
Incrível, não? É ou não uma defesa ilibada de mensaleiro, leitor? É ou não uma revista do e para o Poder atual? Quer dizer que o caso é juridicamente frágil? Não foi o que disse o STF, ao receber (por absoluta unanimidade) a denúncia do MP e o voto do relator. A punição disso tem de ser exemplar, sim! Esse país que não tem mais jeito precisa desse exemplo, sim! Nós não queremos ficha limpa? Aliás, taí um bom raticida para se aplicar em sindicato, né? Veja o que, na época, disse o refinado eleitor de Lula (e por ele nomeado), Ministro Joaquim Barbosa:

E o que, então, diziam o Procurador Geral da República e o Ministro, hoje, presidente?

E o que disse, hoje, à Carta?:
“…é [o julgamento] uma prioridade porque, segundo o Ministério Público, vem envolto numa ambiência de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro com, em parte, dinheiro público. Combater a corrupção administrativa é uma prioridade constitucional…”
http://www.cartacapital.com.br/politica/ayres-britto-um-poeta-na-alta-corte-2/
Quer saber por que o “refinado”, acima? “…Apaixonado por história…:

Psiu! Ainda segundo a mesma Veja de 05/09/2007, só o Ministro Gilmar Mendes votou ligeiramente a favor dos petistas, viu?:

Que ironia, né? Ainda bem que até o Sindjufe – que, como toda a grande “esquerda”, nada viu, nada soube até o PCS enguiçar- já voltou a falar contra (não sei se a corrupção), mas, pelo menos, o mensalão. Olha que lindo (olho na imagem, leitor. Ela vai lhe ser útil mais abaixo!):
“… Agora, o ministro [Barbosa] volta às manchetes jogando mais uma vez no ventilador ao desmascarar o descarado complô que é ensaiado pelos ministros do STF (a maioria indicada pelo PT) para causar a prescrição dos crimes do Mensalão; transformando em uma enorme pizza mal cheirosa o processo que poderia ser um marco na moralização da política nacional e destruiria boa parte da cúpula petista, ao colocá-la atrás das grades…”
http://www.sindjufeba.org.br/Noticias.aspx?id=2741&ct=site
Viu? Puxou até texto de outro site! Galera esperta! Quer ficar bem na fita, né danado? “SERRI, GENTE”! Por que não puxou, convocou, apoiou ou acompanhou qualquer dos muitos eventos contra a corrupção, desde 2002, jesuis? Não é órgão da sociedade civil organizada? Não puxava contra FHC… Convite não faltou. Lembra de “vamos lá, Sindjufe” (veja O SISTEMA É BRUTO… – parte 2, O ABACAXI E AS CARTAS, PARABÉNS, VEJA!, BAILINHO DE QUINTA…)? Será que, com o fracasso do PCS (que já tava “garantido”, lembra?) e o momento eleitoral, chegou a hora de falar? Como filiado eu gostaria de ouvir até uma palavrinha sobre aquele “inquérito” e todos os desvios (veja DESVIO NO SINDJUFE É DE (BEM) MAIS DE MEIO MILHÃO!, O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?…)
PARTE2
Por falar em Sindjufe, você não acha que a Oposição anda muito satisfeita com os
frutos que colhe no chão, não, leitor? Não balançar a árvore tá me parecendo uma aposta meio arriscada… Mas ela que sabe. Tomara que ganhe as eleições pra você ver o que é uma oposição de verdade. Rita Vidal sabe, tanto que, apesar do teor da AUDITORIA (veja O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? ) e da forma como ela foi expelida do antigo Sintrab (eu me lembro de uma certa assembleia em que ela renunciou, chorando…), compõe a chapa1… Bem que ela poderia dá uma renovada, né? Veja mais em ACM, MEU AMOR. Outro que me surpreendeu,
muito, foi Romeu Cordeiro. Na chapa1, Romeu? Depois de tudo o que você me disse, inclusive aqui no blog? Relembrando:
“… por discordar das incoerências (inclusive financeiras) muito praticadas dentro daquela organização (desvio de dinheiro de sindicatos e entidades estudantis para financiar campanhas e gastos pessoais dos seus membros), fui excluído da participação de chapas eleitorais em entidades estudantis (DCE, DA) e sindicatos (Sindsaúde e Sindjufe) … Inclusive, lá dentro do partido, tive a oportunidade de conhecer Júlio, aquele do desfalque do Sindjufe, já muito falado aí nesse blog…
… Após uma discussão com ex-deputado federal Haroldo Lima, a quem chamei de latifundiário, e Péricles de Souza, então presidente do partido, a quem acusei de empregar seus parentes em gabinetes de parlamentares, sindicatos e instituições governamentais. Fui agredido por três (03) jagunços, membros desse partido, que, após me espancarem, me expulsaram da praça da Cruz Caída, onde estava sendo comemorado o aniversário desse partido. O ano foi 2006 ou 2007…
… Inclusive, na última assembléia geral (hoje é 02/09/10), não me foi permitido falar. Rogério Fagundes chegou a me dizer que as inscrições já estavam encerradas, embora, algumas pessoas falassem diversas vezes …
…Esta é a contribuição que estou dando ao segundavia, que tem se mostrado uma ferramenta a serviço da democracia, da ética e da moralidade” (clique em TEMPERATURA MÁXIMA!! e O ZIGUE-ZAGUE DAS PALAVRAS)
Veja, também: o pdf DEPOIMENTO ROMEU e-mail II (em ILUSÕES PERDIDAS) e ROMEU_III (em MAIS PREJUÍZO: R$ 93.598,70. ATÉ QUANDO?). São relatos interessantes.
PARTE3
Você já viu uma defesa como a da Carta Capital, na “reacionária” Veja, leitor? Eu não. E acho que, em ambiente de mercado e democracia (veja o uso do termo panaca em AMORAL DA HISTÓRIA), nunca vou ver. Aliás, sinta só:
“…Veja, àquela altura [início da queda de Collor], achava-se praticamente sozinha na descoberta das ligações entre Paulo Cesar Farias e Collor, e como posição editorial, cobrava investigações sobre as irregularidades. Se a CPI não fosse adiante, Veja poderia ser acusada de ter movido uma campanha contra um presidente honesto, e, talvez, viesse
a ser pressionada e sofrer represálias (…) Na segunda-feira, em São Paulo, foi feito um almoço em homenagem ao bilionário americano David Rockfeller (…)Cinquenta dos maiores empresários paulistas compareceram ao evento (…) Roberto Civita parou no bar do térreo do clube, pegou um drinque e subiu para o salão do primeiro andar. O dono da Abril conhecia todos os empresários presentes. Encontrava com eles em solenidades, seminários festas, e sempre eles o cumprimentavam com afabilidade. Naquele jantar, o tratamento foi outro…”
Tá lembrado por que, leitor?:
“…À medida que se aproximava das rodas de conversa, todos arrumavam um jeito de lhe dar as costas, ostensivamente. Nenhum se aproximava para apertar a sua mão. Sozinho, o dono de Veja pensou: “Roberto, you are in deep shit” . Estava, de fato, atolado na merda: tratado como um réprobo pelos seus pares, ele sentiu que a nata do empresariado estava contra a cobertura que a sua revista fazia da crise …[governo Collor, viu, leitor? Época em que a imprensa burguesa era linda e recebia favores do deputado Zé Dirceu (clique EM DEFESA DE KLEBER SALAZAR). Aliás, li recentemente umas reportagens sobre uns pastores da Igreja Universal/Record, meu amigo... Sinistro! Sabe onde? Na Veja. Se ligô?].
Aí, aparece uma mão estendida e diz:
“…Parabéns pelo que Veja vem fazendo, tem sido um grande trabalho…”
Quem você acha que disse isso, leitor? Acertou: convidando o excomungado a sentar-se ao seu lado e jantar, o próprio homenageado David Rockfeller (in Conti, Mário Sérgio. NOTÍCIAS DO PLANALTO- A IMPRENSA E FERNANDO COLLOR. Companhia das Letras, SP, 1999, fls.575/577)
Tá vendo por que eles são o que são, e nós, o que somos? Ah, leitor, o que não faltou foi motivo para o Brasil ser o que é, e (a partir de 1822, pelo menos) os mais decissivos foram os internos (veja A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES, BECHARA, GEYSI E O LIVRO “POR UMA VIDA MELHOR”…), como a própria CC sublinhou:
“…
De fato, o Brasil sempre teve largas condições de ser um paraíso terrestre, como vaticinava Americo Vespucci, e não foi porque faltou o comando de quem quisesse e soubesse chegar lá…”
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/opiniao-publica-o-que-e/
Então, meu deus, o que estaria por trás daqueles editorial e artigo, jesuis? Abstraiamos rixas pessoais (que Mino tem com a galera da Veja, assim como Paulo H. Amorim, com a da Globo) e disputa de mercado. Abstraiamos, também, as reportagens da revista da Abril sobre os pastores da Universal. O que sobra, a olho nú, pelo menos? Bem, segundo o Portal Vermelho, do PCdoB, a União da Juventude Socialista (UJS) já pediu a convocação do dono da Abril na CPI do Cachoeira. Ufa, finalmente a galera tá voltando a gostar de CPI, né? Só que a Veja também disse que quer e com liberdade de expressão, digamos :
“…. Com uma matéria-prima mais modesta do que a produzida p
elas operações da PF, a CPI dos Correios produziu a denúncia do mensalão, a cassação de José Dirceu e Roberto Jefferson e a renúncia de meia dúzia de políticos, além de tisnar a imagem imaculada de virgem ética do PT. A CPI do Cachoeira, com seu farto material, tem potencial ainda maior. Basta que não se torne refém de arranjos políticos…”
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/gilberto-carvalho-quer-cpi-sendo-usada-para-cuidar-dos-mensaleiros/
Mas, por que, mesmo, a UJS quer CPI? Porque o mundo de água que calou a voz de um outro cantor de multidões (o ex-ministro Orlando Silva; veja PARABÉNS, VEJA! e EM DEFESA DE KLEBER SALAZAR) teria surgido de contatos entre um editor da semanal da Abril e o contraventor Cachoeira. SE as denúncias eram verdadeiras ou não, ou, SE, ao invés de se locupletar, a revista e o seu editor ajudaram a combater a corrupção, não importa. O importante é que Dilma, pressionada pelo “apedrejamento midiático”, demitiu a “… cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta…”. Assim, falou o portal da “esquerda bem informada”: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=182616&id_secao=1.
Que despreparo o de Dilma, né, leitor? Pobre de Demóstenes, COITADO, que não pode usar o mesmo argumento. Aliás, melhor do que esse só aquele de QUEIXO DURO!, em que Rogério Fagundes aparece dizendo que vai usar o ARQUIVAMENTO de uma “ação” falsamente aberta por ele contra mim como PROVA EM OUTRO PROCESSO também dele contra este filiado e editor. Vixe, como eu fiquei com medo daquele BLEFE! Só que, infelizmente, ele já pediu desistência desse outro “processo”. E logo, logo você vai saber por quê. Quer uma dica?

Mas, ó, a, digamos, imaginativa Veja da semana passada disse que

Bom minino, né? Agora, quer saber o que o engraçado Zé Dirceu disse? Que (grifos nossos):
“…A democracia, a transparência, e o fim dos monopólios da comunicação e da informação que certas famílias e grupos econômicos e políticos detêm sobre a mídia no Brasil são todas questões intimamente ligadas à regulação da mídia. É uma legislação que já tarda entre nós, mas sobre a qual patinamos, patinamos…”
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=15231&Itemid=2
Quem duvida das boas intenções de Zé, né (Atenç
ão, Sindjufe: ele é a favor do FIM DOS MONOPÓLIOS DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO, viu? Veja GRILAGEM x APAGÃO MORAL, O SISTEMA É BRUTO. MAS FALHO – parte 1, O SISTEMA É BRUTO… – parte 2 e O SISTEMA É BRUTO, MAS FALHO – parte 3, o blog…) E quando fala em “transparência” e “regulação”, então… O único detalhe que precisa ser um pouquinho mais esclarecido é se a ‘regulação’ é para aumentar ou diminuir a democracia. Um esclarecimento: Zé Dirceu é (ou foi) um consultor da Delta. E Delta é aquela empreiteira que, do nada, virou um gigante da construção pública. Infelizmente, há quem suspeite de ela ter manuseado uma ou outra das nossas grandes cachoeiras… (veja mais em A ERA LULA- parte 1, O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO…, MULTIUSO8…) Seguindo, aliás, um roteiro talvez previamente combinado, o presidente do PT também já se manifestou pela “regulação”, segundo o mesmo Portal Vermelho (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=182594&id_secao=6). Fico pensando: já pensou se essa galera, com a ajuda aliada de Sarney, Collor, Jucá, Calheiros…, conseguisse lascar em cima da imprensa uma lei como a que legitimou retroativamente a GRILAGEM e o APAGÃO MORAL? Seria o fim dos escândalos, nera?
Vamos ver o que a Revista Veja tem a dizer (sempre click nas imagens, leitor)?
…“O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.”
Os jornalistas de VEJA estabelecem com suas fontes uma relação em que fica claro desde o primeiro momento que não se trata de uma relação de troca. A fonte não terá nenhum outro privilégio por fornecer informações, a não ser a manutenção do sigilo, caso isso seja do interesse dela. As fontes nunca são desinteressadas das reportagens com as quais colaboram fornecendo informações. Um corrupto que passa informações quer se vingar de outro corrupto ou espera atrapalhar o negócio do concorrente com o governo. Nos dois casos, o jornalista precisa ter noção exata do interesse da fonte e usar a informação quando e somente se a vinda dela à luz servir mais ao interesse público do que ao do próprio informante. Um assassino que revela na cadeia um plano para assassinar o presidente da República é possuidor de uma informação de interesse público – e pelo mecanismo da delação premiada ele pode ter sua pena atenuada ao dar uma informação que impeça um crime ainda pior do que o cometido por ele. Portanto, temos aqui uma situação em que a informação é de qualidade e o informante não, por ser um assassino. O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações…
… “Uma informação de qualidade é verificável, relevante, tem interesse público e coíbe a ação de corruptos.”
O repórter que se preza não despreza uma fonte de informação sobre
casos de corrupção com base apenas no fato de que o informante é corrupto. Mas como se cativa e se mantém um informante desse tipo sem acenar com alguma vantagem para ele? O jornalista, consciente dos interesses subalternos do informante, deve tentar obter dele o que for relevante para o interesse público – e publicar. O mais provável é que o informante se sentirá gratificado por ter conseguido o objetivo de ver a informação tornada pública e o jornalista também terá cumprido sua missão de trazer à luz fatos que, de outra forma, nunca sofreriam o efeito detergente dos raios solares. Ao jornalista cabe distinguir:
A) se a informação é verificável;
B) se a informação é relevante e de interesse público;
C) se a vinda da informação a público ajudará a diminuir o escopo de ações dos corruptos, entre eles o próprio informante...”
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/etica-jornalistica-uma-reflexao-permanente
- “… não há democracia sem liberdade de imprensa…”, Ministro Ayres Brito.
http://www.cartacapital.com.br/politica/ayres-britto-um-poeta-na-alta-corte-2/
Veja, também:
O CASO BANCOOP II
O ZIGUE ZAGUE DOS NÚMEROS
ELE ESTÁ SÓ. E SEM O QUE FALAR!
UM GRANDE NEGÓCIO?
FALSO BRILHANTE ou FINA ESTAMPA?
CONSELHO DE ÉTICA
EM DEFESA DE KLEBER SALAZAR
MINISTRA ELIANA CALMON E AS RAZÕES DO ILUMINISMO
“JULGAR É SENTIR”?